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segunda-feira, 8 de março de 2010

Um Desafio às Mulheres - por John Piper


"Eva não foi criada a partir da cabeça de Adão, para liderá-lo, nem de seus pés, para ser pisada por ele, mas sob seu braço, para ser protegida por ele, e de perto de seu coração, para ser amada" (Matthew Henry)



Um Desafio às Mulheres


 
1. Que tudo da sua vida — em qualquer esfera — seja devotado à glória de Deus.

2. Que as promessas de Cristo sejam confiadas tão plenamente que paz, alegria e força encham sua alma a ponto de transbordar.

3. Que essa plenitude de Deus abunde em atos diários de amor, de forma que as pessoas possam ver suas boas obras e glorificar ao seu Pai no céu.

4. Que vocês sejam mulheres do Livro, que amem, estudem e obedeçam a Bíblia em cada área do seu ensino. Que a meditação sobre a verdade bíblica possa ser a fonte de esperança e fé. E que vocês continuem a crescer em entendimento através de todos os capítulos de sua vida, nunca pensando que o estudo e o crescimento são apenas para os outros.

5. Que vocês sejam mulheres de oração, de forma que a Palavra de Deus se abra para vocês; e o poder da fé e santidade desça sobre vocês; e sua influência espiritual crescerá no lar, na igreja e no mundo.

6. Que vocês sejam mulheres que tenham uma profunda compreensão da graça soberana de Deus fortalecendo todo esse processo espiritual, que sejam pensadoras profundas sobre as doutrinas da graça, e amantes e crentes profundos dessas coisas.

7. Que vocês sejam totalmente comprometidas ao ministério, seja qual for o seu papel específico, que não desperdicem o seu tempo em revistas de senhoras ou hobbies inúteis, assim como seus maridos não deveriam desperdiçar o tempo deles em esportes excessivos ou coisas sem propósito na garagem. Que você redima o tempo para Cristo e seu reino.

8. Que vocês, se solteiras, explorem seu solteirismo para a plena devoção a Cristo e não sejam paralisadas pelo desejo de se casar.

9. Que vocês, se casadas, apóiem a liderança do seu marido de maneira criativa, inteligente e sincera, tão profundamente como uma obediência a Cristo permitir; que vocês o encorajem em seu papel designado por Deus como o cabeça; que vocês o influenciem espiritualmente primariamente através da sua tranqüilidade destemida, santidade e oração.

10. Que vocês, se tiverem filhos, aceitem a responsabilidade com o seu marido (ou sozinhas, se necessário) de criar os filhos que esperam no triunfo de Deus, compartilhando com ele o ensino e a disciplina das crianças, e dando aos filhos aquele toque e cuidado protetor especial que vocês são unicamente capacitados para dar.

11. Que vocês não assumam que o emprego secular é um desafio maior ou um melhor uso da sua vida que as oportunidades incontáveis de serviço e testemunho no lar, na vizinhança, comunidade, igreja e no mundo. Que não proponham somente a pergunta: Carreira vs. Mãe em tempo integral? Mas que perguntem tão seriamente: Carreira em tempo integral vs. Liberdade para o ministério? Que vocês perguntem: O que seria maior para o Reino — ser empregado de alguém que lhe diga o que você deve fazer para seu negócio prosperar, ou ser um agente livre de Deus, sonhando o seu próprio sonho sobre como seu tempo, seu lar e sua criatividade poderiam fazer o negócio de Deus prosperar? E que em tudo isso você faz suas escolhas não sobre a base de tendências seculares ou expectativas de estilo de vida, mas sobre a base do que fortalecerá a sua família e promoverá a causa de Cristo.

12. Que vocês parem e (com seus maridos, se forem casadas) planejem as várias formas da sua vida ministerial em capítulos. Os capítulos são divididos por várias coisas — idade, força, solteirismo, casamento, escolha de emprego, crianças no lar, crianças na escola, netos, aposentadoria, etc. Nenhum capítulo é tudo alegria. A vida finita é uma série de permutas. Encontrar a vontade de Deus, e viver para a glória de Cristo plenamente em cada capítulo é o que faz dele um sucesso, não se ele se parece com o capítulo de outra pessoa ou se tem nele o que o capítulo cinco terá.

13. Que vocês desenvolvam uma mentalidade e um estilo de vida guerreiro; que nunca se esqueçam que a vida é breve, que milhões de pessoas estão entre o céu e o inferno todos os dias, que o amor ao dinheiro é suicídio espiritual, que os objetivos de mobilidade ascendente (roupas chiques, carros, casas, férias, comidas, hobbies) são um substituto pobre para os objetivos de viver para Cristo com toda a sua força, e maximizar sua alegria no ministério ao ajudar pessoas.

14. Que em todos os seus relacionamentos com os homens vocês procurem a direção do Espírito Santo ao aplicar a visão bíblica da masculinidade e feminilidade; que vocês desenvolvam um estilo e comportamento que faça justiça ao papel único que Deus deu aos homens para serem responsáveis pela liderança graciosa com relação às mulheres — uma liderança que envolve elementos de proteção, cuidado e iniciativa. Que vocês pensem criativamente e com sensibilidade cultural (assim como ele deve fazer) ao moldar o estilo e ajustar o tom de sua interação com os homens.

15. Que vocês vejam a direção bíblica para o que é apropriado e inapropriado para os homens e mulheres em relação uns para com os outros, não como restrições arbitrárias sobre a liberdade, mas como prescrições sábias e graciosas de como descobrir a verdadeira liberdade do ideal de complementaridade de Deus. Que vocês não mensurem sua potencialidade pelas poucas funções restringidas, mas pelas incontáveis oferecidas.



[Por John Piper. © Desiring God. Website: desiringGod.org
Tradução: Felipe Sabino, Monergismo
Postado em Voltemos ao Evangelho ]

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

As mulheres devem permanecer caladas na igreja?

"Como em todas as igrejas dos santos, conservem-se as mulheres caladas nas igrejas, porque não lhes é permitido falar; mas estejam submissas como também a lei o determina. Se, porém, querem aprender alguma coisa, interroguem, em casa, a seu próprio marido; porque para a mulher é vergonhoso falar na igreja. Porventura, a palavra de Deus se originou no meio de vós ou veio ela exclusivamente para vós outros? Se alguém se considera profeta ou espiritual, reconheça ser mandamento do Senhor o que vos escrevo. E, se alguém o ignorar, será ignorado."
(I Coríntios 14: 33b - 38)

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"A mulher aprenda em silêncio, com toda a submissão. E não permito que a mulher ensine, nem exerça autoridade de homem; esteja, porém, em silêncio." (I Timóteo 2: 11-12)

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O que você pensa sobre esse assunto? Tem alguma opinião?

Participe deste debate no blog Mulheres Virtuosas:


Buscando a Verdade de Deus para Verdadeiras Mulheres!

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Gentis, mas também Valentes!



Fico feliz ao saber que muito se tem discutido dentro do meio jovem (ou não tão jovem) a respeito do retorno ao Cavalheirismo, do retorno a circunstâncias em que homens podem ser verdadeiramente homens e mulheres podem ser verdadeiramente mulheres. Nossa sociedade dita moderna necessita urgentemente disso.


No entanto, havia algo sobre o que eu não havia pensado durante muito tempo a esse respeito. Quando falamos sobre Cavalheirismo, geralmente nos referimos ou, pelo menos, imaginamos um retorno às práticas de gentileza dos homens, principalmente para com as mulheres. Mas, ao ler um livro chamado “A Jornada Para Ser Um Homem de Verdade”, de Jeff Fromholz, um comentário me chocou a respeito de um típico pensamento feminista, que eu mesma alimentava, ainda que de forma inconsciente:


“O que os meninos ouvem hoje em dia dos adultos, principalmente mulheres: “Fique quieto! Não se mexa! Sente-se! Se comporte! Não lute!”. Em outras palavras, “SEJA UMA MENINA!”


Eu nunca havia parado para pensar sob esta óptica. Mas isso é verdade! Nós, mulheres, somos diferentes dos homens, e a tendência natural do ser humano é tentar criar no outro aquilo que nós achamos que seria ideal para nós mesmos. Porém, o que é ideal para uma mulher, não é ideal para um homem! Nós, mulheres, somos naturalmente menos enérgicas, menos dadas a explosões de adrenalina, perigos, uso da força. Geralmente (com grandes alterações nestes índices para quem vive na “sociedade feminista” que doutrina todo mundo a buscar uma “igualdade de gênero”), as meninas se interessam menos por esportes de luta e contato físico, são coisas que costumamos achar “agressivas demais”, e elas realmente o são PARA NÓS, afinal, nós somos mulheres – as Donzelas, e não os Cavaleiros! Eu sempre tive um sério questionamento sobre o porquê de homens gostarem TANTO de futebol! Eu dizia que iria fazer uma pesquisa sobre isso, porque, onde quer que estejam dois ou mais homens, você tem 99% de certeza de que o assunto “futebol” irá surgir em muito pouco tempo. Mas, hoje, isso é muito claro para mim: homens gostam de competições, de testes à sua força e habilidade física, lutar por um objetivo, independente se eles vão se machucar com isso ou não! Já nós, mulheres, somos muito mais diplomáticas, gostamos de resolver as coisas à base do diálogo e normalmente fazemos de tudo para evitar uma briga e ficamos horrorizadas com disputas físicas acirradas.


Pessoalmente, não entendo como homens podem gostar de boxe, luta livre e similares, de onde as pessoas saem sempre sangrando e super machucadas, mas agradeço mesmo a Deus porque Ele fez homens E mulheres! Sem um dos dois, a humanidade não teria sobrevivido por muito tempo! O fato é que nossas diferenças são vitais – quem iria para as guerras, lutar pela segurança ou liberdade da nação, ou defender os direitos de seu povo, se não houvesse homens? Acho que pouquíssimas mulheres se alistariam a essa função! Então, tenho entendido como Deus é Sábio, e como Sua Sabedoria foi tremenda ao colocar a diplomacia nas mulheres, mas também a força física e essa agressividade nos homens! Ambos são necessários!


Mas o fato é que, quase inconscientemente, nossa sociedade feminista e matriarcal tem quase que minado completamente essa característica masculina! Eu devo confessar que fiz isso durante MUITO tempo. Como as mulheres têm tomado o controle de quase todas as coisas – famílias, trabalho, igreja, educação – elas têm lutado para transformar essa peculiaridade agressiva dos homens na diplomacia feminina! As mulheres têm criado seus filhos homens como mulheres, e estes crescem sem desenvolver seu senso de coragem, determinação, força, liderança – que são os traços necessários para um homem (inclusive para um homem CRISTÃO!). Os meninos têm crescido medrosos, sem iniciativa, mimados por suas mães que querem fazer tudo por eles e não os deixam fazer nada. E o problema só é identificado muitos anos mais tarde, quando a mulher que casa com estes “homens” descobre que eles não são HOMENS, mas MENINOS! E meninos mimados! Homens que deveriam ser os líderes do lar, mas que não sabem tomar uma decisão, não sabem tomar iniciativa, não tem o menor controle sobre eles mesmos ou qualquer outra coisa, vivem inseguros e sequer imaginam como liderar um grupo. Qual o resultado disso? As mulheres assumem o controle do lar! E, infelizmente, ao ter seus filhos, acabam reproduzindo o mesmo quadro, ainda sem ter noção do estrago que estão fazendo!


Basta pensar sobre o que o Exército e as Forças Armadas representavam pros rapazes há alguns séculos atrás, e o que representam para os rapazes hoje. Quer assistindo a filmes antigos, quer lendo livros, artigos ou ouvindo histórias, podemos perceber como que, em sociedades passadas, o fato de servir o Exército e lutar por seu país era uma honra para os homens! Os rapazes, desde meninos, desejavam isso, porque viam seus pais e irmãos mais velhos, e a maioria dos outros rapazes da comunidade fazendo isso. Eles eram considerados HERÓIS! Todos queriam imitá-los! Eles não se importavam se iriam morrer lutando – o que importava era lutar por uma justa causa, e morrer como HOMENS. Havia honra em lutar pelas causas do povo ou simplesmente por sua família. Os homens não temiam isso, ou, se temiam, sua coragem e honra superavam esse medo. Eles eram HOMENS. Não corriam de suas responsabilidades, mas as realizavam com prazer, em defesa dos mais fracos. Desde muito pequenos, os meninos eram ensinados a manejar a espada e a arte da guerra, sempre lembrando que o caráter e auto-controle eram de suma importância.


E hoje? Pergunte pros rapazes ao seu redor quantos deles lutariam por seu país, caso houvesse uma guerra. Olhe ao redor e veja quantos rapazes gostariam de se alistar ao Exército, Marinha ou Aeronáutica. Nããooo!!! Os rapazes já crescem ouvindo de seus pais que entrar para o Exército, ou algo parecido, é a pior das alternativas – “Faça de tudo para fugir disso!”. Chega a idade para se alistar e todos os adultos da sociedade ficam apreensivos, torcendo em uníssono para que o cara consiga fazer algo para ser liberado! “Exército? Não para o meu filho!”. O que antes simbolizava honra, aqueles que antes eram tidos como os “Heróis” da sociedade, hoje são tidos como os “Loucos” da sociedade. “Sofrer pelo país? Isso é burrice!”, é o que costumamos ouvir. Não existe mais coletividade, não existe mais nacionalidade ou preocupação pelo grupo – vivemos o período “Cada Um Por Si”, “Preocupe-se com você e o resto que se vire!”. Onde está a honra e a coragem dos antigos cavaleiros e heróis de guerra?


No casamento não é muito diferente. Eu agradeço muito a Deus por não ser eu a responsável por subir do telhado para trocar uma telha; ou ir atrás do rato que está na cozinha para matá-lo; ou ter que ir verificar que barulho foi aquele no quintal, no meio da madrugada; ou confirmar se existe alguém tentando entrar na casa; ou ter que manusear um martelo ou uma furadeira. No entanto, no mundo “igualitário” que tem nos treinado, não muito dificilmente encontramos homens que tem mais medo de barata do que as mulheres!  Qual é? Se um ladrão entrar na casa, eu não duvidaria muito se o cara dissesse pra esposa: “Vai lá e resolve!”, e eles ainda acrescentam: “Não foram VOCÊS que pediram direitos iguais?”. EU NUNCA PEDI NADA! Então, será que não ta na hora de alguém dizer que Homens tem que ser HOMENS, e não meninos fracotes e frouxos que se escondem debaixo da saia da mamãe?


Se pensarmos nos Cavaleiros Medievais, sim, eles tinham um grande código de ética, que incluía gentileza e modos agradáveis, e cavalheirismo geralmente nos remete a esses modos. Mas, além disso, também havia a Coragem e o desejo de lutar pelas donzelas, e também pelos necessitados, pelos mais fracos. Proteger uma dama não envolvia apenas dizer palavras doces e amáveis, mas também estar disposto a lutar contra qualquer inimigo que pudesse surgir, quaisquer que fossem os riscos.


Outra coisa importante de ressaltar é que os Cavalheiros não precisam tratar todo mundo como tratam as Mulheres! Com as mulheres, seus modos são gentis e amáveis, suas palavras são respeitosas, doces e controladas, e não há violência, mesmo quando precisa haver firmeza. Elas são mulheres, o sexo nobre, as princesas, e, com elas, eles devem ser os Príncipes. No entanto, nem todo mundo é mulher! Enquanto não há violência nem força na relação com as donzelas, quando se trata do mundo, dos inimigos, de outros homens que estão fazendo as coisas erradas, esses atributos tornam-se não apenas “utilizáveis”, mas necessários! Além de Príncipes, eles precisam também saber ser Guerreiros!


Confesso que, ao assistir filmes de guerras patrióticas, onde sempre existem aqueles guerreiros cheios de honra e valentia (esses filmes são os meus favoritos, além dos épicos em geral!!! =P), algumas vezes sinto-me tentada em querer ser o Guerreiro, e não a Princesa!! Hehehe... Talvez seja pela falta tão grande de homens que queiram assumir esse papel nos nossos dias. O fato é que vejo tanta grandeza de caráter, um senso de destino tão bem definido e objetivos de vida tão valorosos nestes homens, que, quase chego a desejar ser um homem também, para vestir a armadura, posicionar o escudo, montar o cavalo e desembainhar a espada rumo à luta, ao lado de outros cavalheiros cheios de honra! É certo que, algumas vezes, nós, mulheres, também precisamos ser guerreiras, em nossas lutas diárias pela verdadeira feminilidade, mas o papel oficial de Guerreiros é mesmo dos homens. Espero que eles não temam assumir essa renomada função.


Mulheres, nós precisamos reconhecer nossa culpa neste processo de “feminilinização” dos homens, e parar de cobrar que eles ajam, em tudo, como nós agimos. Da mesma forma que nós não devemos querer ser iguais a eles, eles também não devem ser iguais a nós. Que cada um desenvolva suas capacidades, vocações específicas e responsabilidades e, então, alcançaremos o equilíbrio que nossa sociedade perdeu.


Gentis, sim, sem sombra de dúvida. Mas não MULHERES, e sim HOMENS. Com Coragem, Força, Valentia, Determinação, Iniciativa, Liderança, Masculinidade, Honra. Verdadeiros Cavalheiros!

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Um retorno ao Cavalheirismo? (by Pensadores Brasileiros)


Pessoal, ontem fiz uma grande descoberta, a qual me deixou realmente feliz e entusiasmada. Eu estava procurando algumas imagens relacionadas a cavalheirismo e, então, encontrei um blog. Pensadores Brasileiros. E quase não acreditei nas coisas que eram defendidas ali. Sinceramente, é tão difícil encontrar jovens brasileiros com o propósito de resgatar valores que foram perdidos na nossa sociedade "moderna", que encontrá-los causa um impacto imenso! =P Mas é um impacto muito positivo!

Por este motivo, estarei postando a vocês o primeiro texto que li neste blog, a respeito de cavalheirismo - um estilo de vida e um padrão de valores que está quase extinto em nossa geração e que, a meu ver, precisa ser urgentemente restaurado.

Dedico este post a todos os rapazes de nossa geração, especialmente os seguidores de Cristo. Que o Espírito Santo que habita em vocês possa estar trabalhando em suas mentes e corações e trazendo de volta à vida todas as virtudes de verdadeiros Cavalheiros - pois foi para viver esta Identidade que vocês foram criados!

Que o Senhor nos abençoe e continue guiando em todo o tempo!

A Paz!

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Um retorno ao Cavalheirismo?


Baseado no texto de Terrence Moore, em Agosto de 2001.
O cavalheirismo, um sistema rigoroso de regras morais e de costumes, por raro e atenuado que seja em sua forma atual, ainda retém um lugar significativo na memória do homem contemporâneo. Pode ser surpreendente que uma geração criada com um nível tão raso de disciplina possa se importar com o cavalheirismo - uma ética que encoraja o auto-controle sexual e o serviço dos homens em favor das mulheres.

Alguns jovens rejeitam a revolução sexual e as lutas das feministas para criar um mundo andrógino. Seus anseios mais profundos são por um mundo onde homens virtuosos respeitam e protegem mulheres recatadas.
Eis uma resposta típica de uma jovem à pergunta de exame "O sistema de costumes conhecido como cavalheirismo foi necessário na Idade Média mas é irrelevante hoje."
"O cavalheirismo parece, de fato, ter se tornado irrelevante hoje e isso é uma perda trágica para ambos homens e mulheres. As mulheres se recusam a exigir dos homens o padrão necessário para atingir a honra elegante que perdemos. As mulheres são desrespeitadas na sociedade de hoje porque não pedimos nada acima disso. Não há provavelmente nenhuma mulher que, em alguma parte de seu coração, não gostaria de ser levada na garupa de um cavalo por um cavalheiro em armadura reluzente, mas nós não mais admitimos isso. Nós somos ensinadas a nos declarar iguais aos homens em todos os aspectos e de que não precisamos de tratamento superior. Se as mulheres reconhecessem que o cavalheirismo era uma maneira de demonstrar respeito e devoção, e não condescendência, teríamos alguma esperança de recuperar esse sistem de virtude que foi perdido."
A questão é como mostrar as pessoas o caminho para essa conclusão e incentivá-las a agir com base nisso. A libertação da sexualidade vulgarizada e da androginia forçada começará somente quando os jovens se voltarem para a criação de um novo cavalheirismo. Em outras palavras, homens devem voltar a agir como homens e mulheres, como mulheres; e um certo padrão de decência deve governar suas relações.
Quando se pensa em se o cavalheirismo acabou, inicialmente se pensa em se os homens ainda abrem as portas para as mulheres ou se deviam abrir. Outras cortesias que os homens costumavam praticar, e que os jovens de hoje nunca viram ou ouviram falar, são tais como se levantar quando uma dama entra no recinto. As mulheres, com poucas exceções, sentem falta dos dias em que os homens agiam como cavalheiros.
Nossos bisavós deplorariam a prática moderna de usar chapéu (ou boné) à mesa: "Em meu tempo, uma dama não se sentaria à mesa com um homem que não tirasse o chapéu". Em épocas passadas, a sociedade reconhecia nas mulheres um talento natural para arbitrar as boas maneiras.
Até que pondo o comportamento não-cavalheiresco se tornou normal nos homens? Por exemplo, hoje em dia há uso inveterado de palavrões. É compreensível a relutância das mulheres que, naturalmente dispostas a agradar, não queiram perturbar as conversações corrigindo alguém, mas as mulheres podem incentivar a criação de um ambiente de cavalheirismo ao insistir para que os homens parem de usar linguagem de baixo calão, se necessário, deixando sua presença.
Mais do que apenas a má linguagem, as mulheres devem ter experimentado uma forma mais ameaçadora de indecência. A maioria não gosta de receber assovios, ou gritos, ou serem feitas de objeto de insinuação sexual. A cena típica de uma mulher na rua sendo chamada de dentro de um carro cheio de rapazes jovens. Nunca se sabe se essa manifestação pode avançar para algo mais perigoso, especialmente em certos lugares da cidade, à noite ou em ruas desertas.
Um rapaz jamais tem de se preocupar com um grupo de mulheres que esteja o cercando. Do ponto de vista de uma mulher, o ataque verbal, além de ser degradante em si, é sempre um ataque físico em potencial. Uma mulher sabe que um carro cheio de adolescentes, quaisquer que sejam suas intenções, pode agarrá-la sem que ninguém venha em seu socorro. Um homem jovem não tem preocupação equivalente. Assim, há uma diferença entre os sexos, e essa diferença requer um código de costumes específico por gênero, em vez de ser neutro em relação ao gênero.
O cavalheirismo foi muito importante na história da civilização ocidental. O cavalheirismo surgiu e foi implantado lentamente nos costumes em resposta à uma das mais graves crises na história do Ocidente: o total colapso da civilização depois da queda do Império Romano no século V D.C e depois do colapso do Império Carolíngeo, mais precário, no século IX. Jamais houve um período onde a vida normal fosse tão "solitária, pobre, terrível, brutal e curta". Não havia governo. Não havia força policial. As pessoas e suas propriedades estavam completamente à mercê de homens muito maus. Esses homens eram chamados de "jovens", em parte pela sua idade e em parte porque possuíam uma energia jovial e desrespeito por qualquer ordem antiga e estabelecida.
Esses jovens a cavalo vagavam em bandos e saqueavam qualquer vestígio de civilização que encontrassem: famílias, igrejas, fazendas, mercados. Como todos os rapazes, eles tentavam encontrar moças. Não tendo nenhum respeito ou decência, seu método era simples: tomavam para si qualquer mulher que encontrassem. Tomavam viúvas, esposas, filhas e até freiras, em qualquer lugar que pudessem encontrá-las. Os jovens homens não tinham noção de galanteio. Seu desejo pelo sexo oposto se expressava em violência sexual. Em suma, o comportamento dos rapazes durante aquela época não era muito diferente do comportamento das gangues de hoje em dia.
A solução para essa crise veio através de uma mudança gradual nos motivos e costumes dos cavaleiros armados. Homens estabelecidos, a Igreja, e as moças combinaram forças para domar as paixões desordenadas desses predadores violentos. A liberdade masculina se transformou em dever. Para se tornar verdadeiros cavalheiros, os rapazes tinham que se submeter a um conjunto elaborado de regulações conhecido como cavalheirismo, que os incluíam na ordem social e estabeleciam-nos em casamentos com belas e ricas herdeiras. Para se tornar um cavalheiro, os jovens tinham que se submeter a um regime de treinamento ético que os preparava para uma vida de serviço.
O elemento do perigo e do empreendimento era mantido em suas vidas já que eles tinham que proteger sua pátria e suas mulheres. A idéia de honra masculina surgiu disso. Se tornou desonrável para um homem forte intimidar ou agredir alguém fisicamente mais fraco. O ritual de exibição de cavalheirismo era os torneios. Nenhum outro evento permitiu aos jovens cavalheiros brilharem tanto quanto essa exibição de coragem e cortesia em combate diante dos olhos de donzelas ansiosas e seus pais criteriosos. O torneio não era simplesmente um jogo ou um esporte. As virtudes e habilidades marciais desenvolvidas preparavam os jovens para embates contra inimigos domésticos e externos nessa época sem leis. O respeito dado às damas garantia que a energia masculina jamais fosse empregada contra o sexo mais nobre, mas ao contrário, em sua defesa.
As jovens de hoje provavelmente podem sentir a situação das mulheres na Idade Média e, talvez, reconhecer que os costumes modernos estão se revertendo às condições pré-medievais. Apesar dos esforços das radicais feministas, androginistas e hiper-igualitaristas, e apesar de que provavelmente não tenham a menor idéia do que significa se tornar um homem, muitos rapazes desejam se tornar cavalheiros, algo mais do que garotos irresponsáveis ou "carinhas legais". Infelizmente, esse tipo de educação ética está totalmente ausente nas escolas, na cultura, e muito frequentemente, nos próprios lares.
Uma evidência desse anseio dos rapazes veio da fonte mais improvável: uma coleção de ensaios chamado "Entre Mães e Filhos" ("Between Mothers and Sons") cujas autoras são feministas, pacifistas, esquerdistas, mulheres dos anos 60. Apesar disso, essas mães descobrem em seus filhos algo que elas não ensinaram a eles: a natureza masculina. Uma das mães, Janet Burroway, descreve como ela encarou nervosamente as aventuras de seu filho com as idéias politicamente conservadoras e militares, e seu fascínio com as armas. Ela viu que as lições de costura que ela havia dado ao filho na esperança de torná-lo um pequeno feminista "foram postas em prática na costuras de cintos de cartucho de munição e roupa de camuflagem".
Em suma, mesmo até mesmo as várias mães feministas de hoje estão se descobrindo na situação da mãe de Sir Percival (das lendas da Távola Redonda), que nunca havia deixado seu filho ver um cavaleiro porque se um deles contasse a ele como era sua vida, seu filho desejaria se tornar um cavaleiro também. Na primeira vez que Percival viu os cavaleiros passarem na floresta, Percival soube que ele tinham que se tornar um deles. Quando sua mãe viu que seus cuidados não eram mais capazes de mantê-lo, ela apoiou Percival em sua decisão:
"Nobre filho, eu gostaria de ensiná-lo uma lição que você faria bem em ouvir, e se lhe aprouver lembrá-la, grande benefício lhe advirá. Você logo se tornará um cavaleiro, meu filho, se isso apraz a Deus, e eu aprovo. Se, próxima ou distante, você encontrar uma dama que precise de ajuda, ou uma donzela em perigo, não se obstenha de ajudá-la se elas pedirem; pois nisso está toda honra. Aquele que não honra as damas, perde sua própria honra. Sirva as damas e donzelas, e você receberá honra em todo lugar. Se você pedir um favor à alguma, evite ofendê-la e não faça nada que cause desgosto. Aquele que ganha um beijo de uma donzela receberá muito; se ela o permitir beijá-la, eu o proíbo de avançar além se, em minha memória, você dispor-se a respeitá-la... Nobre filho, fale com homens nobres e vá com eles; um homem nobre jamais dá mau conselho a aqueles que frequentam sua companhia. Acima de tudo eu rogo-lhe que entre na igreja e ministério e ore ao Nosso Senhor para que dê-lhe honra nesse mundo e conceda-o o modo de agir que chegue a um bom destino."
A mãe de Percival aprendeu que ela não podia negar a natureza de seu filho. As atuais tentativas de negar a natureza masculina se provaram nocivas à ambos homens e mulheres. A história do cavalheirismo nos ensina que os rapazes podem se tornar gentis, desde que eles possam fazê-lo em seus próprios termos, desde que a gentileza não reflita pusilanimidade, mas seja aliada à força e à honra.
No avanço dessas idéias o que está em jogo é a própria masculinidade dos homens. As mulheres podem perceber em que os homens podem se transformar e essa distante época do passado ainda pode se tornar novamente uma fonte de instrução viva. Atualmente há uma grande batalha cultural travada em cada esquina, cada escola e em cada família. É uma batalha pela decência. Em várias frentes, essa batalha está sendo perdida, mas ainda há tempo de virar.
Mais do que demonstrar interesse no cavalheirismo, os jovens podem começar a agir sob os princípios morais de sua natureza. Winston Churchill uma vez disse que a Segunda Guerra Mundial seria vencida pelo soldado desconhecido para que a batalha pela decência não fosse vencida por um grande pensador ou estadista ou mestre, mas que seria vencida por milhões de homens e mulheres comuns praticando seus deveres. O retorno do cavalheirismo requer que cada rapaz exercite sua coragem se tornando um cavalheiro e que cada moça exercite sua simplicidade em se tornando uma dama.
"Ser homem não é apenas uma questão de ser do sexo masculino e atingir uma certa idade. Esses são atos da natureza; ser homem é um ato de manter o caráter. Não é mais fácil se tornar um homem do que se tornar virtuoso. Na verdade, os dois são a mesma coisa. A raiz dessa palavra fora de moda, "virtude", é a palavra "virtus" em Latim, um derivado de "vir", ou homem. Como entendido por Aristóteles, virtude é uma "moderação" entre os extremos de excesso e deficiência. Muitas vezes, entre os jovens de hoje, os extremos predominam. Um extremo sofre de excesso de masculinidade, ou energias masculinas mal direcionadas e não refinadas. O outro extremo sofre de falta de masculinidade, uma total escassez do espírito masculino. Chamemo-los de bárbaros e bolhas. Esses dois tipos de erro são tão comuns que a prescrição para esses males pode ser reduzida a duas instruções simples: não seja um bárbaro, não seja um bolha. O que restar, ceteris paribus, será um homem."



- Terrence Moore -
Terrence Moore, ex-fuzileiro naval e professor de história, é reitor da Ridgeview Classical Schools em Ft. Collins, Colorado.

Mais textos sobre o cavalheirismo e até exemplos atuais podem ser encontrados em http://www.chivalrytoday.com/.
 
Link para a página original de onde o texto foi tirado: http://pensadoresbrasileiros.blogspot.com/2007/01/um-retorno-ao-cavalheirismo.html
 
[Não deixem de visitar o "Pensadores Brasileiros"! Vale à pena! :D ]
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Na esperança de que esta geração seja movida por estas verdades,

Aline

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

HOMBRIDADE = Semelhança a Cristo!




Temos percebido o quanto nossa geração tem sofrido uma séria crise de identidade e de senso de destino. É triste ver uma geração que não sabe o que deve fazer ou onde está indo. Mas, graças à infinita misericórdia e amor do Senhor, homens e mulheres ao redor do mundo tem se levantado para lutar contra isso. Porém, ainda há algo profundamente decadente em nossa sociedade, que precisa ser urgentemente restaurado: a HOMBRIDADE. Homens que entendam o que é ser um Verdadeiro HOMEM, e que queiram e se dediquem a sê-lo.
Há não muitos dias, uma amiga muito querida, evangélica e serva de Deus, uma mulher transformada pelo Senhor, apesar de sua pouca idade (20 anos), casada há cerca de 2 anos com um homem também cristão e temente a Deus, me falava sobre sua luta pela sobrevivência de seu casamento. Há pouco tempo, ela tinha saído de casa e estava convicta de que deveria se separar de vez de seu esposo, mas acabou participando do Seminário Veredas Antigas 1, onde o Senhor pôde tratá-la e ensiná-la sobre qual a vontade dEle para o relacionamento matrimonial. Então, ela voltou pra casa, totalmente disposta a amar seu esposo e lutar por seu matrimônio, e sou testemunha do quanto ela estava disposta a exercer seu papel de mulher, sendo submissa a seu marido, moderada em suas atitudes, sábia e tudo mais. Ela é uma grande mulher de Deus, e sei que ela havia entendido o que deveria acontecer em seu lar. Porém, havia um grande problema: o seu marido não o havia entendido! Ele não entendia que todo casamento precisa de um HOMEM, de um LÍDER e SACERDOTE, e que ELE havia sido designado por Deus para exercer esses papéis – e não a sua esposa! Mas, o que acontecia era exatamente o contrário – sua esposa estava sendo obrigada a assumir a liderança do lar, porque ele não se dispunha a isso (e ele já estava sendo indicado por seu pastor para assumir a liderança de uma igreja em outro país!). A conclusão de minha amiga, recentemente, era de que não havia mais jeito, que ela já havia conversado com ele sobre sua posição de homem dentro de casa, mas ele não entendia. E ela lamentava algo que a maioria das mulheres de nossa geração (e, talvez, até mesmo da geração passada) está a lamentar: “Eu casei pra ter um marido, Aline, e não um filho!”.
Foi chocante ouvir este comentário, e mais chocante ainda ver que ela tinha razão. Porém, ainda mais arrasador foi, ao repassar mentalmente as figuras dos rapazes que conheço, hoje, chegar à conclusão de que essa tem sido a realidade da maioria deles. A sociedade tem ensinado os rapazes a serem eternos MENINOS, e nunca verdadeiros HOMENS. Não encontramos mais HOMENS de verdade, que saibam exercer suas posições, que tenham seriedade e responsabilidade suficientes para assumir suas falhas e trabalhar nelas, para estar à frente, que tenham sabedoria e discernimento em Deus, que orem por suas esposas, leiam a Palavra e a ensine às mulheres com quem casaram (ou pretendem casar), que tenham coragem pra tomar decisões e assumir suas conseqüências. Não temos mais encontrado homens assim. Homens que tenham coragem de dizer não às suas esposas quando elas estão erradas, e exortá-las em amor, e ensiná-las também a exercer seus papéis de mulheres.
É triste ver igrejas cheias de mulheres, as quais estão à frente de todas as atividades, o que ocorre dentro de 90% das famílias também, e na sociedade em geral, enquanto os homens acham-se isentos de responsabilidades, deixando de participar de todas as coisas. No entanto, as mulheres precisam de homens que PARTICIPEM, que AJAM, que tomem atitudes e posições! Estar ao lado de um homem que ESQUECEU DE CRESCER, de AMADURECER é algo extremamente frustrante para uma mulher! Acho que não é preciso lembrar, mas ainda assim gostaria de salientar como a ciência tem demonstrado que as mulheres amadurecem muito mais rápido que os homens, em todos os sentidos. Elas tendem a se tornar mais sérias e comprometidas antes que eles, e isso piora bastante o quadro. Porque, se os homens já tendem a amadurecer mais tarde e eles ainda não tem a menor idéia sobre como deve ser o caráter de um HOMEM e que virtudes e características ele deve desenvolver, temos uma situação drástica! Além disso, as mulheres geralmente têm uma sensibilidade para perceber quando as coisas estão erradas (o que Craig Hill chama de “mensagens relacionais”) muito mais aguçada do que os homens. Assim, é muito comum ver casamentos em crise nos quais as mulheres dizem que já não sabem mais o que fazer, que o casamento já não tem jeito e a situação está insustentável, enquanto os maridos, quando questionados sobre isso, simplesmente comentam: “Bom, nós temos alguns desentendimentos, mas nada sério. Acho que, no geral, estamos indo bem”. Não é proposital, é apenas que homens e mulheres são diferentes! Mas, se os homens não se empenham em desenvolver um caráter de HOMBRIDADE, então fica muito mais difícil superar essas diferenças, as quais acabaram trazendo quadros como este da minha amiga.
Então, resolvi reler um livro que está entre meus prediletos, ainda que não tenha sido escrito para mim: “Homem ao Máximo”, de Edwin Louis Cole. É um livro que fala exatamente sobre essas questões, sobre HOMBRIDADE – o caráter que todos os homens deveriam desenvolver. O li pra tentar entender esta crise que os homens desta geração têm passado, e saber, mais profundamente, o que esperar de meu futuro esposo. Fiquei encantada com todas as coisas que li. Comprei o livro pro meu pai, mas sou eu quem está lendo! =P Se pudesse indicar apenas UM livro para cada rapaz desta, e também da antiga, geração ler, indicaria esse. Rapazes que eventualmente estejam por aqui, por favor, façam o possível pra lê-lo. Moças, não deixem de indicá-lo aos rapazes que vocês conhecem, ou mesmo dar de presente a eles, e o leiam também, seus padrões de hombridade certamente serão alterados.
Assim, gostaria de deixar alguns trechos do livro, especialmente, para os rapazes, mas também para as moças, na esperança de que este padrão de HOMBRIDADE e MASCULINIDADE possa ser restaurado nesta e nas próximas gerações. O mundo precisa disso!
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Trechos do livro “Homem ao Máximo”, de Edwin Louis Cole:
“O plano de Deus é que alguém assuma o comando. Homens, isso é com vocês! Em Efésios 5:23, a Bíblia afirma que o homem é o cabeça da casa, e o compara a Cristo, o cabeça da igreja. Trata-se de uma comparação com implicações muito sérias para os homens. A verdade é que, assim como Cristo é o Salvador da igreja e é nele que seus membros encontram solução para os seus problemas, assim também é o homem para a família. As soluções para os problemas da família devem vir dele”

“Quem não se dispuser a assumir a culpa de seus pecados e a pedir perdão, nunca será um verdadeiro homem”

“Quem não se perdoa depois de Deus já havê-lo perdoado, está querendo ser melhor do que ele. Esquecer o passado de forma sábia é sinal de maturidade. Isso é essencial àquele que deseja ser um verdadeiro homem”

“Ele (Jesus) foi um homem de liderança firme e destemida, que derrotou Satanás, expulsou demônios, deu ordens à natureza e censurou os hipócritas. Era detentor de um caráter nobre, com todas as virtudes possíveis, um caráter que o mesmo Espírito Santo que habitou nele pode recriar em nós. Deus deseja reproduzir esse caráter masculino em todos os homens”

“O reino de Deus se assenta sobre a verdade, e não sobre os sentimentos humanos. E é assim também que se tomam decisões”

“Uma característica do verdadeiro homem é justamente a capacidade de tomar decisões”
“Coragem de tomar decisões. Firmeza. Liderança. São as características de um homem de verdade”
“Os homens precisam assumir plena responsabilidade por suas decisões. Aceitar plena responsabilidade é a maior prova de maturidade. E a maturidade é o aval do verdadeiro homem”
“As mulheres podem ser espirituais; mas a força sempre vem do homem. A força de uma igreja, de uma família, de uma nação vai depender da força de seus homens. Homens, vocês são responsáveis. Não há como escapar disso. O que Deus requer dos homens é que todos sejam homens de verdade”
“Em toda casa há um sacerdote. Deus determinou que o homem exerça essa função. Homens, vocês são o sacerdote da família, quer tenham estudado teologia ou não. Meu amigo, você é o sacerdote, quer creia nisso ou não; quer assuma essa missão e a pratique, ou a ignore. É tarefa do sacerdote, além de servir a Deus, ministrar espiritualmente àqueles que foram confiados aos seus cuidados. Isso não significa que a família só vem a Deus através do homem. Mas, como sacerdote, o homem tem de ministrar à esposa e aos filhos”
“A questão de hombridade não é mero discurso; é um modo de viver”
“A igreja moderna não fala de coragem aos homens, nem a exige deles. Muitos pastores já descobriram que é bem mais fácil pregar para mulheres, trabalhar com elas e com as organizações femininas, do que com homens. (...) É por isso que em muitas igrejas hoje o número de mulheres é expressivamente maior do que o de homens. Essa também é a razão por que a sociedade matriarcal vai assumindo o lugar da patriarcal. A coragem é a virtude, qualidade ou atributo que capacita o homem a enfrentar a desaprovação de outros, a perseguição, o medo, o fracasso e até a morte como verdadeiro homem. É preciso muita coragem para se encarar a realidade”
“Se entrar nisso, não saia! E se for para sair, é melhor não entrar!”

“Hombridade não tem nada a ver com tamanho físico, mas tudo a ver com caráter, com o espírito. Os jovens de hoje precisam de pais “fortes e corajosos”. Precisam de heróis, de josués que reafirmem: “Eu e a minha casa serviremos ao Senhor” (Js. 24:15). Precisam de Daniéis, capazes de encarar os leões juristas de nossos dias e fechar-lhes a boca, para que parem de proferir palavras arrogantes contra Deus”

“E. M. Bounds disse o seguinte: “Os métodos de Deus são os homens”. Enquanto os homens procuram melhorar seus métodos, Deus procura homens melhores”
“Nada substitui o exemplo paterno. Filhos precisam é de um pai, não de um anjo da guarda. Bom seria que tivessem um pai de verdade, e não apenas um acessório opcional de luxo, como acontece em alguns casos”
“O maior bem que um pai pode fazer a um filho é amar a mãe dele. (...) uma coisa posso dizer: assim que comecei a tratar Nancy como co-herdeira, e a valorizá-la em vez de depreciá-la, a a educação dos filhos tornou-se bem mais fácil”
“O homem é o cabeça. Sua principal responsabilidade, seu ministério sacerdotal, é conduzir a família em justiça. Quem negligencia esse dever por covardia, para se entregar a prazeres pessoais, ou por ser irresponsável, está pecando. Isso é pecado”
“Portanto o homem da casa é o seu líder, “mordomo”, sacerdote, ministro e conselheiro. Ele tem de ser para a família tudo que Cristo é para a Igreja. Uma missão e tanto! Por isso é necessário que ele seja homem. E é por isso também que ele precisa ser homem em todo o seu potencial”
“Ele estava sendo desafiado a ir buscar no fundo de seu caráter todos os atributos de um verdadeiro homem: sinceridade, verdade, fé, humildade, coragem, amor e graça”

“Ser um homem em todo o seu potencial não acontece como num passe de mágica; é um processo. Não existe varinha de condão que possa produzir essa condição em nós num abrir e fechar de olhos, não. É edificada passo a passo, camada a camada, ponto a ponto, preceito a preceito, decisão a decisão”
“Por favor, diga aos homens, onde o senhor for pregar, que nós, mulheres, queremos que eles assumam a liderança do lar em todos os aspectos, principalmente nessa questão de orar e estudar a Palavra de Deus. Se ele se dispusesse a mudar e a assumir a liderança, eu o amaria ainda mais. Por favor, não me entenda mal. Não é que eu não ame meu marido; eu o amo. Mas é que desejo demais que ele assuma essa posição de liderança que é dele. Não quero tomar a iniciativa. Não seria certo. Sei que muitas mulheres o fazem, mas não acho isso certo. (...) Por favor, por favor, diga aos homens deste país que nós queremos que eles sejam homens”
(Palavras de uma esposa de um líder cristão, em aconselhamento com Edwin L.C., autor do livro)

domingo, 27 de dezembro de 2009

Homens X Mulheres: A Ciência confirma!

 Ontem eu estava sem muito o que fazer, então resolvi procurar um livro pra ler.
Fui pesquisar na nossa estante de livros, o que poderia ser interessante. E encontrei "Por que os homens fazem sexo e as mulheres fazem amor", de Allan e Barbara Pease.
Eu sei que o título não parece muito promissor (e, rapazes, não concordo com estas generalizações, só pra constar!), mas, como o tema "diferenças entre homens e mulheres" sempre me chamou muita atenção, resolvi ler. Na verdade, acho que eu já o havia lido antes, porque sempre leio livros sobre essa temática, e aqui em casa de vez em quando surge uma novidade relacionada. Mas, comecei a ler de novo.
E, logo no início do livro, tive uma grata surpresa, ao ver o que a ciência tem descoberto e passado a defender a respeito das diferenças tamanhas entre os sexos. Fiquei tão agraciada e feliz ao ver que tudo aquilo que a Palavra de Deus sempre defendeu e declarou como verdade, e que tem sido tão condenado e discriminado pela sociedade que considera os conceitos bíblicos como algo ultrapassado, é exatamente o que a Ciência está passando a redescobrir neste nosso século.
Eu fiquei, sinceramente, abismada, surpresa e imensamente satisfeita ao ver tudo aquilo que as Sagradas Escrituras pregam sendo abordado e explicado em alguns comentários deste livro. Os autores consideram tudo isso como coisas do cérebro, hormônios e resultados orgânicos. Mas, nós sabemos que a verdade é que foi DEUS quem fez homens e mulheres diferentes, segundo a SUA vontade, para que cada um cumpra um propósito especificamente traçado para si!
Compartilho com vocês, então, alguns trechos interessantissimos deste livro. Espero que vocês gostem tanto quanto eu gostei!
Até mesmo os cientistas tem percebido os danos que o abandono do padrão que o Senhor determinou para homens e mulheres tem trazido para a sociedade moderna! Que nós, enquanto seguidores de Cristo, possamos entender isso também!
[Obs: os trechos entre colchetes, com negrito e em vermelho são comentários e opiniões minhas, não dos autores do livro!]
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“A questão fundamental aqui é simples: homens e mulheres são diferentes. Nem melhores nem piores – apenas diferentes. Cientistas, antropólogos e sociobiólogos sabem disso há anos, mas têm também a dolorosa certeza de que afirmar publicamente suas conclusões em um mundo politicamente correto como o nosso poderia transformá-los em verdadeiros párias de uma sociedade determinada a acreditar que homens e mulheres têm as mesmas habilidades, aptidões e potenciais – justamente quando a ciência começa a provar o contrário.



Aonde isso nos leva? Individualmente, a relacionamentos difíceis, penosos, infelizes. Como sociedade, a um terreno extremamente acidentado. Só o entendimento das diferenças entre homens e mulheres vai nos permitir começar a desenvolver nossa força coletiva – em lugar das fraquezas individuais” (p. 10)

Tipos de trabalho diferentes



"Homens e mulheres evoluíram de modos diferentes porque tinha de ser assim [eu diria: porque DEUS planejou que fosse assim!]. Os homens caçavam, as mulheres ficavam com o grupo. Os homens protegiam, as mulheres cuidavam. Como resultado, seus corpos e cérebros tomaram rumos diversos no processo de evolução e se transformaram para se adaptarem melhor às suas funções específicas. Os homens se tornaram mais altos e mais fortes que a maioria das mulheres, e seus cérebros se desenvolveram para cumprir as tarefas que lhes cabiam. As mulheres ficavam satisfeitas de ver seus homens saírem para trabalhar enquanto elas mantinham o fogo aceso na caverna. Seus cérebros, então, evoluíram para atender às funções que precisavam desempenhar.



Assim, por milhares de anos, as estruturas dos cérebros de homens e mulheres foram se formando de maneiras diferentes. Hoje em dia, sabemos que homens e mulheres processam a informação de modos distintos. Pensam diferente. Têm crenças, percepções, prioridades e comportamentos diversos. Desconhecer este fato é uma receita certa de confusão, sofrimento e desilusão para toda a vida” (p.16)





As pesquisas comprovam



"Durante a maior parte do século XX, essas diferenças foram explicadas pelo condicionamento social, ou seja: somos como somos por causa das atitudes de nossos pais e professores que, por sua vez, refletem as atitudes da sociedade em que vivem. Meninas se vestem de rosa e ganham bonecas de presente, meninos se vestem de azul e ganham uniformes de jogadores de futebol. Mocinhas são tocadas e acariciadas, rapazes levam tapas nas costas e aprendem que homem não chora. Até recentemente, acreditava-se que quando uma criança nasce sua mente é uma página em branco, onde os educadores imprimem suas escolhas e preferências. Recentes estudos de biologia mostram, porém, um panorama completamente novo e apontam os hormônios e o cérebro [eu diria, a grande e totalmente sábia Mão de Deus determinando nossas características sexuais primordiais] como os principais responsáveis por nossas atitudes, preferências e comportamento. Isso quer dizer que, ainda que criados em uma ilha deserta, sem uma sociedade organizada ou pais que os influenciasse, meninos competiriam física e mentalmente entre eles, formando grupos com hierarquia, e meninas trocariam toques e carinhos, se tornariam amigas e brincariam de bonecas.” (p.18)




[A história em sua origem]



“Era uma vez, há muito, muito tempo, homens e mulheres vivendo juntos, felizes e trabalhando em harmonia. O homem a cada dia arriscava sua vida em um mundo perigoso e hostil, caçando para levar alimento à sua mulher e filhos e enfrentando inimigos e animais selvagens. Desenvolveu o senso de direção e a pontaria, tornando-se capaz de localizar a caça, atingi-la, mesmo em movimento, e levá-la até o lugar onde vivia. A definição de seu trabalho era simples: caçador de comida. Isso era tudo o que se exigia dele. [eu diria: é claro que não acredito que os homens devem se preocupar UNICAMENTE E EXCLUSIVAMENTE com este seu papel principal, excluindo qualquer outra forma de atribuição, primordialmente realizada pela mulher, como será mencionado abaixo]



A mulher, por seu lado, se sentia valorizada ao ver o homem expor a vida pela família. Homem de sucesso era aquele que conseguia bastante comida, e sua auto-estima dependia do reconhecimento da mulher aos seus esforços. A família só esperava que ele cumprisse suas tarefas de caçador e protetor – nada mais [o que não quer dizer que ele não poderia, ou até mesmo deveria, participar também das atividades de casa – mas este não era seu papel principal, e a mulher sabia disso, e ambos se regozijavam, cada um com sua função]. Não era preciso “repensar o relacionamento” e ninguém lhe pedia para levar o lixo para fora nem trocar as fraldas do bebê.



O papel da mulher era também muito claro. A necessidade de ser uma perpetuadora da espécie apontou a direção em que devia evoluir e as habilidades a desenvolver para cumprir suas funções. Precisava ser capaz de detectar sinais que indicassem a aproximação do perigo, ter excelente senso de direção a curta distância, orientando-se por detalhes da paisagem para encontrar o caminho [era ela quem colhia os frutos ao redor da casa] e, com sua extraordinária sensibilidade, identificar pequenas mudanças na aparência e no comportamento das crianças e adultos. Tudo muito simples: ele era o caçador da comida, ela a guardiã da cria. [Amei isso! xD]



A mulher passava o dia cuidando das crianças, colhendo frutos e sementes e se relacionando com as outras mulheres do grupo. Não tinha que se preocupar com a parte principal do abastecimento de comida, e seu sucesso estava ligado à capacidade de manter a vida em família. Sua auto-estima dependia do valor que o homem dava a suas habilidades de zeladora e mãe. Ter filhos era um ato mágico, sagrado mesmo, como se só ela conhecesse o segredo da vida. Ninguém esperava que fosse caçar, enfrentar inimigos ou trocar lâmpadas.



A sobrevivência era difícil, mas o relacionamento era fácil. [Linda frase!] Assim foi por centenas de milhares de anos. Ao fim de cada dia, os caçadores voltavam com os animais abatidos, que eram divididos igualmente, e todos comiam juntos na caverna onde viviam. Cada homem entregava parte da caça à mulher, que, em troca, lhe dava frutos e sementes.



Depois de comer, os homens sentavam ao redor da fogueira, contavam histórias, faziam brincadeiras e riam. Era uma versão pré-histórica da contínua troca de canais com o controle remoto ou da total concentração na leitura do jornal. Estavam exaustos depois de tanto esforço e precisavam se recuperar para caçar novamente no dia seguinte. As mulheres continuariam a cuidar das crianças e a garantir o descanso e a alimentação dos homens. Cada um apreciava o que o outro fazia – eles não eram considerados preguiçosos nem elas se sentiam como criadas oprimidas.



Esses rituais e comportamentos simples ainda são encontrados em civilizações primitivas, em lugares como Bornéu, parte da África e Indonésia e entre alguns aborígines australianos, maoris da Nova Zelândia e inuits do Canadá e Groelândia. Nessas culturas, cada pessoa conhece e entende seu papel. Os homens admiram as mulheres e as mulheres admiram os homens. Cada um reconhece no outro uma contribuição única para a sobrevivência e o bem-estar da família. Mas, para quem vive nos modernos países civilizados, essas regras antigas foram abandonadas. O caos, a confusão e a infelicidade tomaram seu lugar



A família não mais depende unicamente do homem para sua sobrevivência e não se espera mais que a mulher fique em casa exercendo as funções de mãe e zeladora. Pela primeira vez na história da espécie humana, a maior parte dos homens e mulheres se confunde na hora de definir suas atividades. Você faz parte da primeira geração a ter de encarar situações que seus antepassados nunca conheceram. Pela primeira vez, buscamos em nossos parceiros amor, romance e realização pessoal, já que a sobrevivência, garantida para muitos pela estrutura da sociedade moderna através de fundos de pensão, aposentadorias, leis de proteção ao consumidor e várias instituições governamentais, não é prioritária. (...)



Se você nasceu antes de 1960, é bem possível que tenha crescido vendo seus pais se relacionarem segundo os antigos princípios de sobrevivência entre homem e mulher. Eles repetiam o comportamento que aprenderam com os pais deles, que, por sua vez, imitaram os pais deles, que copiaram os pais deles, e assim por diante, até chegar ao povo das cavernas com seus papéis claramente definidos.



Agora as regras mudaram completamente, e seus pais não sabem como ajudar. O índice de divórcios entre os casamentos recentes está em torno de 50 por cento e, se levarmos em conta as uniões não oficializadas e os relacionamentos entre gays, a verdadeira taxa sobe para 70 por cento.” (p.21-23)

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"Os teus filhos edificarão as antigas ruínas; Levantarás os fundamentos de muitas gerações e serás chamado reparador de brechas e restaurador de veredas, para que o país se torne habitável" (Isaías 58:12)

É pra isso que temos sido chamados! Para reparar as brechas de nossa geração e para restaurar as veredas eternas de Deus, que tem sido perdidas! Que a Verdade Eterna do Senhor seja pregada e conhecida em todo o mundo!

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Aproximações com o sexo oposto II


Hello, everybody!!! ;P


Estava lendo o comentário da Julie Marie no post “Aproximações com o sexo oposto” e lembrei que eu mesma ainda não disse o que penso do assunto, não é mesmo? hehe.. I'm sorry! Vou tentar fazê-lo agora, então.
Bem, confesso que tenho tentado entender esse assunto segundo os olhos de Deus, mas ainda não cheguei à todas as respostas que eu queria. Ainda assim, tenho entendido algumas coisas.

A primeira delas é que, ao que tudo indica, existe uma (grande) diferença entre guardar o coração de uma moça e o de um rapaz. Bom, eu realmente tenho percebido que deve haver essa diferença, porque em todo o tempo o cuidado que os pais têm (e a sociedade tinha antigamente) com as moças, nesse aspecto de romance, é muito maior do que com os rapazes. Um sinal disso é que não é a moça quem vai ao pai (ou à mãe) do rapaz para pedir sua autorização e benção para firmar um compromisso romântico com seu filho. Não! É o rapaz quem faz isso! É ele quem procura pelo pai da moça, pois o Pai é o guardião definido por Deus para manter o coração de sua filha à salvo, protegido! Creio que o pai também tem um papel muito importante na sexualidade de seu filho homem, mas isso se dá de uma maneira muito especial quando se trata de sua filha.

Isso indica, muito provavelmente, o quanto o coração das mulheres precisa de um cuidado, uma proteção maior do que o dos rapazes. Por que? Não sei, espero ainda descobrir! =P Mas Deus nos fez diferentes, e essa é uma característica das mulheres. Em geral, elas são muito mais emocionais (ou seja, seus corações se envolvem de uma forma mais intensa) do que os rapazes. Isso não as faz melhores do que os homens, apenas Deus deu características diferentes para cada um segundo Seu propósito para nós.

Portanto, acredito que esse assunto possui uma importância e uma aplicação especiais para as moças, principalmente porque, na maioria dos casos, nossa geração ocidental já não tem essa proteção dos corações vinda dos pais. Os pais, mesmo os cristãos, geralmente nem se dão conta de que ser os guardiões dos corações de suas filhas ainda é e sempre será muitissimo necessário! Mas, o fato é que a maioria de nós não tem isso. O que acontece, então? Nós mesmas precisamos proteger nossos corações, e isso não é bom! Deus não intencionou que as coisas fossem assim! Deus nos fez femininas, mulheres cheias de virtudes, capazes de conquistar o rapaz com quem iremos nos casar, e isso são bençãos do Senhor, as quais deveriam ser exploradas e aprimoradas da forma correta e no momento correto, ou seja, quando nosso pai entregasse a chave de nosso coração ao rapaz que será nosso marido. Mas, como nossos corações estão constantemente expostos, então precisamos reprimir todas essas bênçãos de nossa feminilidade, e construir uma muralha ao redor de nosso coração para que nenhuma pessoa com intenções erradas (o que não está faltando hoje em dia) se aproxime dele! Craig Hill, no seu seminário Veredas Antigas, fala sobre isso, e sobre os resultados que este muro que somos obrigadas a construir acaba gerando em nossas vidas – incertezas, insegurança, medo, dureza de coração, dificuldade em entregar-se após o casamento, etc. Tudo isso porque nós, mulheres, não fomos criadas para sermos as guardiãs de nossos próprios corações! Vejam só como, em todo o tempo, deveria existir um homem exercendo esse papel: antes do casamento, esse homem seria nosso pai; após o casamento, este homem seria nosso esposo. Era assim que as coisas deveriam funcionar. Isso nos traria segurança e a certeza de que estamos sendo cuidadas, como Deus planejou. No entanto, este primeiro personagem (o pai) em geral está fora do jogo!

O que fazer, então? É aí que entra essa discussão que estamos tentando ter. Para as mulheres, cujas emoções normalmente são mais intensas do que nos rapazes, guardar o coração é algo que necessita de muita energia. Acho que é algo semelhante ao que os homens vivenciam em relação à lascívia através do olhar – por isso (também) temos tratado tanto da questão de se vestir modestamente aqui no blog. Os homens são muito visuais, são muito “físicos”, enquanto nós mulheres, ainda que tenhamos essa influência também, somos muito mais emocionais. Pessoalmente, enquanto mulher, eu acho muito mais difícil lidar com um rapaz que tem um comportamento errado (com intenções românticas) ou que gera reflexos em minhas emoções do que com um rapaz que é super sarado e bonito fisicamente. Este último, eu olho uma vez e concluo logo: “Não é pra mim!”. Fim de história. Mas o primeiro, que alcança as emoções, tem muito mais chances de enganar minha alma – as ciladas, nesse caso, são muito mais fáceis de acontecer. E eu acredito que é assim que acontece com a maioria das moças também. É óbvio que hoje, em todos os meus relacionamentos, guardo meu coração e essas coisas já não me afetam de forma tão intensa, mas, ainda assim, é algo que acaba pedindo um gasto de energia desnecessário. Acho que é algo muito semelhante à questão da imodéstia no caso dos rapazes.

Portanto, da mesma forma como nós, moças, precisamos nos conscientizar de que nossa forma de vestir gera impactos negativos muito fortes em nossos irmãos em Cristo, da mesma forma os rapazes também precisam entender que suas aproximações conosco precisam ter um certo limite.

O Leandro falou algo muito interessante: “Seja a vontade de Deus ou não, se eu gastar tempo com uma pessoa do sexo oposto, compartilhar coisas profundas do meu coração, e essa pessoa me aceitar, não me rejeitar, ser amável comigo, é o primeiro passo para que ambos terminem em sentimentos românticos.”

Isso é a mais pura verdade! E, acreditem, se o é para um rapaz, muito mais para uma moça. Não foi à toa que Deus determinou tantos caminhos para se guardar o coração e a pureza de uma moça. Elas precisam disso! As moças, em geral, são mais românticas, mais fantasiosas, mais sonhadoras e criadoras de expectativas... Deus nos fez assim! E creio que essas são características de mães que serão usadas pelo Senhor para passar a seus filhos a certeza do quanto são especiais e fazer o Seu amor abundar em suas vidas e identidades! Há um propósito nisso!

Por que será que a Palavra de Deus diz aos homens que seus deveres enquanto maridos é de “amar as suas esposas, como Jesus ama a Igreja”? Porque as mulheres precisam disso, elas são extremamente emocionais, e ser amadas é uma das formas mais fortes de transmitir a elas sua importância e identidade! Não é incrível como tudo aquilo que o Senhor nos manda fazer tem todo o sentido?

Assim sendo, grandes aproximações entre moças e rapazes pode gerar resultados emocionais inadequados, principalmente nas moças, ou então irá cobrar delas um gasto de energia muito grande para que isso não ocorra – irá exigir que elas exerçam firmemente este papel de guardiães, que não lhes compete exercer.

Não sei se os rapazes são capazes de entender isso, da mesma forma como muitas moças não entendem a necessidade de se vestirem modestamente porque acham um exagero pensar que “qualquer coisinha” em suas roupas pode levar seus irmãos ao pecado.

O que acho ser um problema, então, na maioria dos casos? É errado uma moça conversar com um rapaz, ter alguma aproximação com ele, trocar idéias? Não, dependendo do nível em que isso é feito.

Acho que o grande problema acontece quando se começa a passar muito tempo juntos, compartilhando coisas pessoais, abrindo o coração, confiando um ao outro sentimentos, emoções... Isso é o que chamamos propriamente de AMIZADE. Uma pessoa que exerce um papel diferente das outras pessoas, em quem você confia e a quem você compartilha coisas que não o faz com as pessoas em geral, alguém com quem você passa um tempo prolongado e que sabe coisas profundas sobre você. Acho que aí podemos ter um problema.

Primeiro, porque atualmente não é fácil ter amigos. Você não encontra uma pessoa em quem possa confiar e se abrir em qualquer canto, à qualquer hora. Isso faz desta pessoa alguém muito especial em sua vida, uma figura quase indispensável. Segundo, pela nossa situação enquanto cristãos, especialmente com estas visões “malucas” que temos defendido, que nos faz “um em um milhão”. Com os padrões que temos buscado viver, encontrar um AMIGO é ainda mais difícil. E, quando você encontra essa pessoa que lhe entende e compartilha de seus pensamentos, no meio das tantas centenas de outras que só sabem lhe criticar, é bastante óbvio que você irá se apegar emocionalmente àquela pessoa. Isso é algo natural, uma resposta de seres humanos. Mas, se esse tipo de aproximação acontece entre pessoas do sexo oposto, o que acontecerá? Um envolvimento e um apego emocional com uma pessoa que não é seu futuro cônjuge. Portanto, será que você está mesmo guardando seu coração e seus pensamentos para seu futuro esposo/esposa?

Para responder essa pergunta, e saber se a aproximação com uma pessoa do sexo oposto está indo além do que deveria, sugiro este questionamento: se o seu futuro esposo (sua futura esposa) aparecesse hoje em sua vida, e vocês se comprometessem um com o outro em corte ou noivado, como ele/ela reagiria ao saber dessa aproximação? Você diminuiria o contato que tem com essa pessoa? Seu futuro cônjuge aprovaria este nível de aproximação, ou isso geraria desconfiança e insegurança nele(a)? Esta amizade continuaria da mesma forma como era antes de você encontrar seu(a) futuro(a) esposo(a)?

A coisa mais comum que acontece quando uma pessoa qualquer começa a namorar, qual é? Esta pessoa acaba se afastando de suas amizades com pessoas do sexo oposto, acabam as intimidades, para evitar ciúmes do seu namorado, vira uma pessoa séria e tudo mais. Então, se essa pessoa precisa se afastar de seus relacionamentos com indivíduos do sexo oposto para não causar “ciúmes” no namorado, então muito provavelmente estas aproximações não eram lá muito puras, não é mesmo? Mas se ela não precisasse se preocupar com isso, se tivesse a certeza de que seu namorado aprovaria todos os relacionamentos que ela tinha com essas pessoas, e gostaria delas e ficaria feliz por saber que ela tinha pessoas próximas a ela daquela forma, então provavelmente estes eram relacionamentos puros.

Então, acho interessante fazermos essa pergunta em cada um dos relacionamentos que temos com pessoas do sexo oposto hoje. Ainda que não conheçamos nossos futuros cônjuges hoje, não precisamos esperar que eles apareçam para refletirmos sobre o que os agradaria ou não. Isso é nos guardar e esperar por eles.

Bom, sei que ainda preciso de muitas revelações de Deus nessa área, então suas opiniões (contrárias ou a favor) continuam sendo de extrema importância.

Quanto às meninas, gostaria de saber se vocês concordam quanto ao que tenho entendido sobre as diferenças entre homens e mulheres guardarem suas emoções. Já que temos debatido tanto sobre Modéstia, e como nossas roupas afetam os rapazes, seria bom se nós também pudéssemos falar sobre o que seria “imodesto” neles em relação a nós, o que nos afeta e nos exige mais energia.

Desculpem escrever tanto (isso deveria ser apenas um comentário no post Aproximações com o sexo oposto!! Hehehe)

Obrigada por lerem! ;)

Que o Senhor nos abençoe!

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Como um Homem de Deus deveria parecer... (por Kathy Gruben)


Pessoal, eu estou simplesmente amando as discussões no último post (Aproximações com o sexo oposto), e peço muito encarecidamente que os que ainda não opinaram não o deixem de fazer, esta é uma discussão importante e espero poder saber muito mais sobre o que vocês pensam.

Geralmente, quando temos um tema importante, que necessita de um debate um pouco mais aprofundado, o que torna a participação de vocês ainda mais fundamental, não gosto de postar um novo texto, prefiro deixar um tempo específico para esse fim, a fim de priorizar o tema. Era o que eu estava planejando fazer desta vez.

Porém, ainda há pouco, eu estava dando uma olhada no meu arquivo de textos do/para o blog, e revisando os textos que separei para publicar aqui e ainda não consegui fazê-lo. E encontrei este texto tão precioso.

É um texto originalmente em inglês e, à medida que eu o estava traduzindo, simplesmente me encantei e não posso deixar de publicá-lo a vocês. Interessante que já faz tanto tempo que salvei esse texto, com o objetivo de publicá-lo, mas ainda não tinha parado para traduzí-lo.

Então, vou postar a tradução pra vocês. No entanto, peço mesmo que vocês não deixem de participar do debate do post anterior, é um assunto importante.

E dedico este texto, então, para todas as Mulheres de Deus, as Princesas do Senhor, para que o Espírito Santo guarde cada um de seus sonhos e nunca deixe que seus ideais, seus sonhos e padrões sejam diminuídos, mas que vocês continuem sonhando, cada vez mais alto. Acreditem, nada do que nosso Senhor nos propõe ou promete é impossível, e é Ele quem está escrevendo nossas histórias, portanto, podemos esperar ansiosamente por elas (e pelos príncipes também!).

Também aos rapazes, todos quanto algum dia visitarem o blog. Que este texto possa inspirá-los e encorajá-los a serem verdadeiros príncipes, não simplesmente "porque existem princesas à espera de vocês", mas porque vocês foram criados e chamados para serem como o Príncipe e Cavalheiro Maior - Jesus Cristo! Porque vocês foram criados para serem os protetores de suas irmãs em Cristo e, um dia, para serem os fundadores e sacerdotes da maior e mais linda instituição planejada por Deus - a Família. Elevem seus padrões cada dia mais, cuidem de seus corações e mentes, recebam a Pureza de Deus, e tomem posse de suas identidades enquanto Cavalheiros e Poetas. O mundo tem precisado de homens assim!

Que o Senhor nos abençoe, guarde e proteja nossos sonhos e corações, e nos ajude a continuar andando na contramão e elevando nossos padrões.

Em Cristo.
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Eu usaria essas palavras para descrever este maravilhoso homem de virtude…


Nobre, cavalheiro, corajoso, divertido, verdadeiro, sábio, leal, apaixonado, protetor, gentil, humilde, forte, doador de si mesmo, aventureiro, paciente, amoroso, amável, servo, inteligente, educado, centrado na família, amante da verdade, mergulhado na Palavra de Deus, de oração e hospitaleiro.


Estes não são os tipos de rapazes que você sempre encontra à primeira vista em uma multidão. Mas estes são os tipos que você mais admira uma vez que os encontre. Eles são aqueles que vão até a pessoa sentada do lado de fora da igreja procurando ficar isolada, e lhe apertam as mãos com um sorriso. Eles são aqueles que você encontrará em casa ao invés de em um grupo de jovens. Você os verá sentados com seus pais ao invés de estar ensaiando notas no fundo da igreja com seus amigos. Você os achará ajudando na cozinha ou levando o lixo pra rua, caminhando com as senhoras até os seus carros e transportando sacos de fralda ainda que estes não os pertençam.


Você os verá com outros rapazes, em profundas discussões sobre teologia, cosmovisão, filosofia, política, e livros ao invés de simplesmente falar sobre os últimos jogos de futebol, jogos de computador ou garotas. Ainda que eles também possam conversar sobre estes assuntos quando necessário. :-) . Estes são os rapazes que andam do lado de fora da calçada para proteger a moça com quem possam estar, e estão sempre procurando por maneiras de cuidar dela como uma irmã. Quando procuram por uma companheira, eles querem aquela que está em casa (ou deseja estar) e fica com sua mãe e irmãos mais do que com seus amigos.


Eles amam um tempo bom, mas normalmente implicam em lutas de espada, último “Frisbee”, jogos de tabuleiro, caminhadas, toques de futebol, brigas com balão de água e filmes populares ao invés de times esportivos, danças no bar ou filmes com violência e sexo – quem se importa se eles já estão em seus 20 anos! Uma grande noite na cidade inclui levar seus irmãos à doceria, biblioteca ou para um mini-golfe. Eles são apaixonados pelas coisas de Deus e não abrem mão de suas convicções, não importa o que os outros possam dizer ou fazer. Eles não se importam que alguns possam vê-los como “caretas” ou estranhos por não namorarem ou passarem tanto tempo com suas famílias – eles se orgulham disso!


Você pode vê-los na rua às 6:30 da manhã se apressando para chegar à escola bíblica às 7:00h, ainda que ninguém esteja mandando-os ir. Você os encontrará no culto familiar, cantando e tocando o piano, ensinando a Palavra de Deus para sua família ou sentandos aos pés de seus pais. Eles escrevem maravilhosas cartas de encorajamento com todo o sentimento de seus corações quando é necessário e, ainda assim, podem não dizer muitas coisas a título pessoal para muitos. Eles guardam confidências. Você pode facilmente vê-los com uma multidão de crianças sobre eles enquanto ajudam a ensiná-las algo ou brincam com elas. Eles vão assistir um filme antigo e jogar cartas com seus pais e irmãos, mesmo quando prefeririam estar jogando “Stronghold Crusader” no seu laptop.


Ele abriria mão de sua própria vida por seu Salvador, seus ideais e sua família. Ele faz sorvete flutuante de todos os tipos – até mesmo estranhos “concoctions” – e leva chá pra sua mãe na cama. Ele faz bolos de aniversário para seus amigos com as receitas de sua irmã. Ele aprende a seguir uma receita e fazer coisas na panela de pressão porque quer pelo menos ser capaz de cuidar de sua esposa quando o bebê chegar. É provável que você o encontre embaixo de um carro, em cima do telhado, roçando um gramado, remendando a cerca, escrevendo um livro, trabalhando no turno da noite pra ajudar a família – em qualquer lugar que requeira trabalho árduo, iniciativa e energia – mas não para o seu próprio fim.


Eles são tão admirados e carinhosamente amados por seus familiares, pois são uma indispensável fonte de alegria e incentivo, força de caráter e servidão. Eles nunca são realmente independentes, pois têm de vir ao maravilhoso lugar da vida Cristã onde entendem que devem ser dependentes somente de Deus em Sua soberania, e as pessoas que Ele colocou em sua vida.


Portanto, ele é um verdadeiro homem. Um gigante. Um para procurar-se em altos lugares. Um herói. Um líder entre os seus iguais. Forte, estável, confiável e alguém em cujas capazes e amorosas mãos você poderia colocar a sua vida e as vidas de seus filhos – sem receios ou medos.


(Kathy Gruben 2006 - Just For Young Ladies)