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terça-feira, 5 de abril de 2011

Desafio aos novos reformados

Cito as palavras do Rev. Augustus Nicodemos Lopes escritas em seu post "Um culto em Mars Hill Church", que nos convidam a uma reflexão de qual deve ser a nossa postura, enquanto novos cristãos reformados a se levantarem no mundo, e de forma especial no Brasil, especialmente no que diz respeito ao equilíbrio entre princípios bíblicos para o culto cristão e comunicação com nossa cultura e com os não crentes. A conclusão de seu post foi:

"Mas, penso que o princípio por detrás de Mars Hill merece nossa consideração. Ou seja, que nós, reformados no Brasil, precisamos encontrar uma maneira de ser reformados que seja mais eficaz e relevante para nossa própria cultura, sem comprometer princípios bíblicos. Precisamos refletir seriamente sobre o quanto na tradição reformada é inegociável por ser bíblico, e o quanto pode ser alterado e mudado por representar apenas a maneira reformada de ser de nosso pais e avós séculos passados."

 Este é um dos grandes desafios para as igrejas de fé reformada no Brasil, e também no mundo. Encontrar esse equilíbrio. Não estar focado em tradicionalismos ou formalidades que não fazem parte do ensino bíblico. Não se prender em coisas do passado que são negociáveis, mas também não abrir mão do que é inegociável. Não pregar nada além de Cristo, não precisar de marketing ministerial, mas também não desprezar o diferente, aquilo que aproxima a igreja dos perdidos e da realidade cultural em que estamos inseridos.

Isso é muito difícil. Normalmente, cambaleamos para um dos dois extremos: ou somos tradicionalistas e nos prendemos a formalismos, excluindo formas diferentes de alcançar o mundo (como estilos musicais, ordens de culto, maneiras de ministrar a Palavra, estilos de vestir, etc); ou, no outro extremos, abrimos mão da verdade bíblica, da reverência e respeito que devemos ter ao cultuarmos a Deus e do foco em Cristo e sua Palavra, e passamos a nos preocupar apenas com o que irá agradar ao público-alvo. Nenhuma das duas coisas é boa. Precisamos encontrar o meio-termo diante de tudo isso, para que vivamos nossa missão de sal e luz do mundo com integridade, mas também sem preconceitos.

Deus nos guie.

segunda-feira, 28 de março de 2011

Os 4 Pontos do Novo Calvinismo

Por Filipe Niel

No meu último post eu mencionei o tempo que passei em Orlando na conferência do ministério “The Resurgence”, e toquei brevemente na palestra do Pastor Mark Driscoll em que ele esboçou o que ele crê serem os 4 pontos do Novo Calvinismo. Vou aproveitar este espaço para apresentar em primeira mão as quatro marcas que Mark Driscoll acredita definirem este movimento sólido que vem sendo chamado de Novo Calvinismo. Se você nunca ouviu falar sobre Calvinismo, eu te aconselho a ler este e este artigo. Se você nunca ouviu falar sobre o Novo Calvinismo, eu te aconselho a ler este e este artigo.

Agora que você já sabe o que é o Calvinismo e o que é este movimento que tem sido chamado de Novo Calvinismo, deixe-me apresentar os quatro pontos que o Driscoll crê serem os definidores deste movimento.

1. Teologia Reformada: Não sei se preciso explicar este ponto, mas por teologia reformada ele quer dizer os 5 solas (Somente as Escrituras, Somente Cristo, Somente a Graça, Somente a Fé e Glória Somente a Deus) e a cosmovisão da Reforma de que existe um Deus Todo-Poderoso e Soberano, que em sua soberania escolheu na eternidade passada aqueles que seriam salvos por sua graça. Este Deus misericordioso e justo, decidiu que seu próprio Filho pagaria pelos pecados daqueles que ele escolheu para serem salvos. Na cruz, Jesus Cristo recebeu os nossos pecados, e pelo dom da fé nos é imputada a justiça de Cristo. Somos salvos não por méritos nossos, mas sim pelo que Cristo fez na cruz em nosso favor. É óbvio que a Teologia Reformada não se restringe a este parágrafo, mas estas são as linhas gerais e essenciais da Teologia daqueles que fazem parte deste Novo Calvinismo. Se você quer ler mais sobre este assunto, recomendo que você leia este artigo.

2. Relacionamentos Complementares: Aqui o Driscoll defende que homens e mulheres são iguais em natureza e valor, mas possuem papeis diferentes tanto no lar quanto na igreja. O Novo Calvinismo é composto de Igrejas, Ministérios e indivíduos que entendem que a liderança da igreja e do lar foi desenhada por Deus para ser desempenhada por homens. Ao mesmo tempo este não é um movimento chauvinista que excluí e humilha a mulher, pelo contrário, é claro aos membros deste movimento que as mulheres não devem se submeter aos homens de uma forma geral, mas sim cada uma ao seu marido. Driscoll defende que à mulher é dado o título de ajudadora, título esse que apenas Deus e a mulher recebem em toda a Bíblia. Se você quer saber mais sobre este assunto, recomendo que você leia este e este artigo.

3. Ministério Cheio do Espírito Santo: Cada vez mais membros deste Novo Calvinismo adotam uma posição não cessacionista com relação aos dons espirituais, ou seja, cada vez mais adeptos deste movimento chegam ao entendimento de que dons como o dom de línguas ainda estão ativos e podem ser dados pelo Espírito aos crentes de hoje. Isso não significa que todos os Novos Calvinistas falem em línguas e nem que todos eles sejam não cessacionistas, (na mesma conferência o Dr. R. C. Sproul esteve presente e deixou claro que é um cesacionista) mas quer dizer sim que grande parte das pessoas deste movimento crê na contemporaneidade dos dons, e que dentro das regras estipuladas por Paulo em 1 Coríntios 14 os dons podem sim estar presente na igreja cristã de hoje.

4. Prática Missional: Em resumo, isso significa que nossa vida deveria ser intencional. A decisão de onde vamos morar, onde vamos comprar pão, sair para jantar e muitas outras decisões que tomamos deveriam ser tomadas com a intenção de espalharmos Cristo na cultura em que estamos envolvidos. Devemos ler a Bíblia e o jornal do dia, e então usarmos a Bíblia como lente da leitura do jornal e como fonte de explicação das notícias do jornal. Precisamos nos engajar na cultura em que estamos inseridos, lembrando que todas as igrejas são influenciadas pela cultura, a pergunta é pela cultura de qual Século a sua igreja está sendo influenciada? Esta é a visão do Driscoll e um dos pontos definidores deste movimento chamado Novo Calvinismo, se você quer saber mais sobre o que significa ser “Missional” recomendo que você leia este e este artigo.

Estes são os quatro pontos que o Driscoll apresentou como sendo as marcas do Novo Calvinismo, ele reconheceu que nem todos que são parte deste movimento compartilham dos quatro pontos, confessou que ele e a Mars Hill tem lutado para entender e aprender o que significa ser uma Igreja Cheia do Espírito, nos chamou a aprendermos com aqueles de quem discordamos e a mirarmos nossas armas para fora do “arraial” evangélico, naqueles que são verdadeiramente inimigos do evangelho.

Espero ter sido útil.

Retirado do Blog do Filipe Niel. Recomendo!


[Lido no Blog do Pedro Pamplona. Também recomendo!]

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Velhas verdades...

Num mundo de pressão constante pela "modernização" de todas as coisas, que condena tudo o que soe como "antigo" e que afirma que só há coisas boas na "evolução do novo século", e em meio a tantas igrejas que têm se deixado convencer por tudo isso, sinto falta das "Velhas Verdades"...

Sinto falta da simplicidade de não precisar de nada além de Cristo, Sua cruz e Seu amor tão grande. Não de uma forma simplista e que descarta reflexões a aprofundamentos, mas de uma forma em que a Bíblia e a mensagem do Evangelho, a graça de Deus e o sacrifício de Cristo sejam suficientes por si mesmos.

Meu pastor costuma dizer usar uma frase (que não é de sua autoria, mas que não recordo o autor) que diz que o caminho do Cristianismo não é para a frente, mas para trás. Não até Abraão, o monte Sinai ou os dez mandamentos. Mas até Cristo, o monte Sião e a cruz. Não rumo à modernidade que cobra novas fórmulas a cada minuto, que exige modelos que "agradem os clientes" e que se preocupa mais com a satisfação que se gera do que com as verdades que se pregam.

E eu acredito que nosso caminho deve mesmo ser para trás. Não de forma a renunciar qualquer coisa moderna, mas de forma a não acabarmos esquecendo a essência em algum canto perdido e deixarmos escapar as Verdades Eternas... Essas boas novas que não perdem o frescor...

Pois o novo às vezes soa estranho demais...

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"Quero falar das velhas verdades
Pois o novo, às vezes, soa estranho demais...
Quero ouvir as verdades eternas
Boas novas que não perdem o frescor

Como aquela que diz que Jesus, por amor,
Entregou sua vida na cruz de horror
Em resgate de muitos, o verbo calou
Mas a morte não teve vigor
E em três dias, o filho do amor ressuscitou..."

[Verdades Eternas - Eduardo Mano e os Tapetes Voadores]



sábado, 12 de fevereiro de 2011

Palavras sobre judaísmo...


Não palavras minhas, porque elas de nada valem, bem como minhas próprias opiniões a qualquer respeito.

Palavras da Bíblia - a Palavra de Deus!

Que cada um reflita direcionado pelo Espírito Santo!

A graça de Deus guie nossas vidas...

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Hebreus 8:6-13 diz:

"Mas, de fato, Jesus foi encarregado de um serviço sacerdotal que é superior ao dos sacerdotes. Pois a aliança que ele conseguiu é melhor porque ela se baseia em promessas de coisas melhores.


Pois, se a primeira aliança tivesse sido perfeita, não seria necessária uma nova aliança.


Mas Deus vê que o seu povo é culpado e diz:


"Está chegando o tempo, diz o Senhor, em que farei uma nova aliança com o povo de Israel e com o povo de Judá. Essa aliança não será como aquela que eu fiz com os antepassados deles, no dia em que os peguei pela mão e os tirei da terra do Egito. Não foram fiéis à aliança que fiz com eles, e por isso, diz o Senhor, eu os desprezei. [...]"*


E, quando Deus fala da nova aliança, é porque ele já tornou velha a primeira. E o que está ficando velho e gasto vai desaparecer logo."


*Segundo Jeremias 31:31-34
[Bíblia Sagrada versão Nova Tradução na Linguagem de Hoje]

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

O Mito da Informação

Pr. Isaltino Gomes Coelho Filho

Pastoral do boletim da Igreja Batista Central de Macapá, 9.1.11


"Li no UOL de 29.12.10: “Ellen Jabour caminha com o cachorro na orla da Barra, no Rio”. E esta: “Cachorro passeia pela Times Square usando botinhas e casaco”, sob a foto de um cachorro inglês. Um cão lord, não um vira-lata brasileiro. E, o que confirmou minha desconfiança com a mídia e as descobertas “científicas”: a foto de um dente, tão pequeno que cabia entre o polegar e o indicador: “Descoberta pode mudar a teoria da evolução”. Muito bem conservado, o dente nos remeteria a 16.000 anos atrás. Impressionante!

Cultura inútil e superficial e afirmações bombásticas com bases precaríssimas! É o blábláblá da informação para “formação de cidadania consciente” (eu gostava dessa expressão quando, com 16 anos, pensava-me intelectual de esquerda!).

A mídia é leviana e medíocre. As pessoas curtem banalidades, que lhes dão a sensação de serem informadas. As notícias são triviais, fumaça nos olhos. São desnecessárias e inflam o nome de famosos (gente que tem visibilidade midiática) mesmo que medíocres. Notícias que não deveriam ser levadas a sério são dadas como “descobertas científicas” que sempre (curioso!) colocam em xeque o estabelecido, o cristianismo, a moralidade, etc. Vez por outra vejo balões de ensaios dizendo que se descobriu o gene da violência ou o do adultério. O caráter deixa de ser produto de decisões para ser reflexo da biologia. A culpa não é nossa. É dos genes. Enquanto esta teoria não cola, há outras: a culpa é do condicionamento social, de nossos pais, da sociedade, etc. Responsabilidade pessoal? Nunca!

A Bíblia incomoda a sociedade moderna e alguns evangélicos. Ela nos retrata bem. Mostra quem somos: pecadores assumidos, conscientes, rebeldes contra Deus. Por isso ela é combatida e negada. Em muitas igrejas é substituída pela voz do Grande Guru, que só “profetiza” coisas boas. Outros preferem seus insights, que chamam de “revelação”, ao seu ensino claro. A Bíblia diz que não somos coitadinhos, vítimas de circunstâncias, dos astros ou do número de letras de nosso nome. Fazemos escolhas. Escolhemos entre ser bons ou maus, entre viver com ou sem Deus, em sermos medíocres ou gente que acrescenta e que marca vidas. Até na igreja. Escolhemos ser opacos ou engajados.

Em 2011, aprofunde-se na Bíblia. Comprometa-se a lê-la, toda, no ano. Bastam três capítulos por dia e cinco no domingo. Leia informação boa e segura, vinda de Deus, não a banalidade humana. Leia-a para ser sábio e não um matraqueador de frases do mundo. Você será sábio mesmo! “Eu entendo mais do que todos os meus professores porque medito nos teus ensinamentos. Tenho mais sabedoria do que os velhos porque obedeço aos teus mandamentos” (Sl 119.99-100). Leia a Bíblia e não seja fraudado pela mediocridade do mundo."



terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Regeneração e Verdadeiro Livre Arbítrio (C.H. Spurgeon)

O homem tornou-se tão decaído que ele não é capaz de cumprir a lei. É mais fácil o etíope mudar a sua pele ou o leopardo as suas manchas, do que aquele que está acostumado a fazer o mal aprender a fazer o bem (Jeremias 13:23); mas o que o homem não é capaz de fazer, por causa da perversidade da carne, Deus executa dentro dele, efetuando nele o querer e o realizar segundo a Sua boa vontade. Oh, que graça sublime é esta, que, enquanto perdoa nossa falta de vontade, também remove nossa carência de poder!

E, queridos amigos, não é uma maravilhosa prova da graça que Deus faz isto sem destruir o homem em absolutamente qualquer grau? O homem é uma criatura com uma vontade (um arbítrio), um "livre arbítrio" como eles às vezes é chamado, uma criatura que é responsável pelas suas ações; assim Deus não vem e muda nossos corações por um processo físico, como alguns parecem imaginar, mas por um processo espiritual no qual ele nunca arruína nossa natureza, mas torna a nossa natureza correta.

Se um homem se torna um filho de Deus, ele ainda tem uma vontade (um arbítrio). Deus não destrói o delicado mecanismo da nossa natureza, mas ele o coloca na marcha adequada. Nós nos tornamos cristãos com a nossa própria total aprovação e consentimento; e nós não guardamos a lei de Deus por qualquer compulsão a não ser a doce compulsão do amor. Nós não a obedecemos porque nós não poderíamos fazer o contrário, mas nós obedecemos porque nós não queremos fazer diferente, porque nós passamos a nos deleitar nela, e isto me parece a maior maravilha da graça divina.
"Deus não destrói o delicado mecanismo da nossa natureza, mas ele o coloca na marcha adequada."
Vejam, queridos amigos, como são diferentes o modo de agir de Deus e o nosso. Se você derruba um homem que está vivendo uma vida má, e o põe em cadeias, você pode torná-lo honesto pela força; ou se você o deixa livre, e restringe-o por meio de leis do parlamento, você pode mantê-lo sóbrio se ele não puder adquirir nada para beber, você pode fazer com que ele fique maravilhosamente quieto se você puser uma mordaça na boca dele; mas esse não é o modo de Deus agir.

Ele que pôs o homem no Jardim de Éden e nunca pôs qualquer paliçada ao redor da árvore do conhecimento do bem e do mal, mas permitiu que o homem fosse um agente livre, faz exatamente o mesmo nas operações da Sua graça. Ele deixa o seu povo entregue às influências que estão dentro de cada um, e ainda assim eles andam corretamente, porque eles são tão transformados e renovados pela Sua graça que eles se deleitam em fazer aquilo que antes eles detestavam fazer.

Eu admiro a graça de Deus agindo assim. Nós teríamos feito o relógio em pedaços, quebrado metade das rodas e feito novas ou algo assim. Mas Deus sabe como deixar o homem tão homem quanto ele era antes da sua conversão, e ainda assim fazê-lo tão completamente um novo homem que as coisas antigas já passaram e tudo se fez novo.

E isto é muito bonito também: que quando Deus escreve a Sua lei nos corações do Seu povo, Ele faz com que este seja o modo de preservação deles. Quando a lei de Deus é escrita no coração de um homem, aquele coração divinamente torna-se propriedade real, porque o nome do Rei está lá, e o coração no qual Deus escreveu o Seu nome jamais pode perecer.



segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Os enganos do Legalismo: minha experiência



Já tem um tempo que quero falar sobre os enganos do legalismo, e como isso afetou minha vida em todos os sentidos. E, agora, lendo alguns versículos de Romanos, encontrei palavras que pareciam descrever claramente minha experiência.

“Mas, se por causa da comida se contrista teu irmão, já não andas conforme o amor. Não destruas por causa da tua comida aquele por quem Cristo morreu. Não seja, pois, blasfemado o vosso bem; Porque o reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, e paz, e alegria no Espírito Santo. Porque quem nisto serve a Cristo agradável é a Deus e aceito aos homens. Sigamos, pois, as coisas que servem para a paz e para a edificação de uns para com os outros. Não destruas por causa da comida a obra de Deus.” (Romanos 14:15-20)

Quem acompanha meus blogs, principalmente o Sonhando na Contramão, pôde acompanhar um período em que passei a escrever muito, e a criar discussões aqui, sobre questões do judaísmo messiânico. Isso aconteceu entre o ano passado e início deste ano. Muitas coisas foram abordadas, como as celebrações das festas judaicas, a necessidade de guardar os mandamentos da lei de Moisés, a observação do Sábado, questões alimentares e a utilização de termos e nomes judaicos no lugar das palavras usadas em português. E eu, durante muito tempo, defendi todas essas coisas.

Mas acontece que as coisas mudaram drasticamente em minha vida neste ano, e eu não receio em afirmar que Deus abriu os meus olhos. Aquelas palavras que Paulo falou aos Romanos, foram as coisas que o Senhor falou, e tem falado a mim. Não apenas em relação a “questões judaizantes”, mas também outras questões, como a própria modéstia, que me fizeram conhecer a natureza legalista que existe em mim, o risco de sermos transformados em fariseus que existe em todos nós.

Sim, em todas essas coisas, principalmente na mentalidade de que eu deveria defender os conceitos do judaísmo messiânico, que parecem tão corretos e dignos de apreciação, e na forma como passei a entender modéstia como regras com uma importância acima de muitas coisas, eu me tornei legalista. Me vi nitidamente como os fariseus sobre os quais a Bíblia fala. Pude entender o que Paulo falou sobre seus irmãos israelitas, quando disse que eles têm zelo pela Palavra, porém sem entendimento. É isso mesmo. Eles conheciam e defendiam a letra da Lei, mas não o Espírito da Lei. E zelo sem entendimento, e letra sem espírito, só podem gerar morte. Por isso Paulo repete tanto que a Lei leva à morte, mas a Fé, pela Graça de Deus, gera vida.

Pela Graça de Deus, e somente por isso, eu pude compreender todas essas coisas, e olhar pra minha própria vida e ver como isto era realidade em mim. Nestes versículos do capítulo 14 de Romanos, Paulo fala sobre o cerne da vida cristã: AMOR! Ele fala que este deve ser o fim de tudo aquilo que fazemos: o amor a Deus E, com importância imensa, o AMOR POR NOSSO PRÓXIMO! É o que tenho entendido nestes últimos tempos: nossa vida cristã deve estar baseada em amor, em RELACIONAMENTO com os outros. Nossa pergunta deve ser: a fé que tenho vivido e defendido tem me aproximado ou me afastado das pessoas? Tem construído relacionamentos ou destruído-os?

Todo o meu zelo pela “Lei” (a LETRA da Lei), todo o meu zelo pelos “autos-padrões” de modéstia com todas as suas regras, me levaram a um fim horrível: me afastei das pessoas mais preciosas de minha vida, e afastei as pessoas que me amavam de mim. Tornei as minhas “regras” pedras de tropeço nas vidas daqueles que me cercavam, magoei os que estavam comigo, quebrei relacionamentos e me isolei... porque eu achava que minha obrigação era “defender a Lei”, e se as pessoas não concordavam com isso, eu não podia fazer nada. Eu não entendia.

Uma coisa que preciso dizer é que minha motivação realmente era servir a Deus integralmente. Eu achava que defendendo o “Shabbat”, as “Festas Bíblicas”, as “Comidas Puras”, os “Nomes Originais do Hebraico”, eu estava sendo mais fiel a Deus, pois queria observar a Sua Palavra em TODOS OS ASPECTOS. Como eu entendo os fariseus agora. Eles eram tão dedicados em não deixar passar nem uma vírgula sequer da Lei, não se afastar nem um centímetro das ordens da Lei, que chegavam a aumentar as exigência que a Lei fazia... mas, com todo esse zelo, eles esqueceram da essência. E foi por isso que o Messias nos foi enviado. Jesus nos revelou a essência: o AMOR.

“Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine. E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda a fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse amor, nada seria. E ainda que distribuísse toda a minha fortuna para sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, e não tivesse amor, nada disso me aproveitaria.” (I Coríntios 13:1-3)

Eu já fiquei muito triste, decepcionada comigo mesma por ter caído nos enganos do legalismo, e pelos frutos que isso gerou no meio de minha família e de meus amigos mais próximos. Eu os feri muito em função disso. Fiquei triste e preocupada pelas defesas que fiz baseada em legalismo nos blogs, e pela possibilidade de ter influenciado vidas a serem enganadas pelo legalismo também. Mas, tenho aprendido que todas as coisas têm o seu propósito determinado, e que Deus permitiu (se não planejou) que eu passasse por tudo isso. Porque, por meio de meus erros, aprendi, e hoje posso falar com mais propriedade sobre os perigos disso. Tenho conversado com amigos que passaram por situações muito semelhante, e visto os caminhos que outros tomaram, e cada vez mais me convencido das ciladas que tudo isso caracteriza. Por isso, dou graças a Deus
por poder testemunhar a esse respeito hoje e, quem sabe, ajudar alguém que esteja passando por algo parecido. Que o nome do Senhor seja glorificado em tudo isso.

Ainda gostaria de salientar que não acho que todos, ou os principais, conceitos do judaísmo messiânico sejam errados em si mesmos. Eles não são. Como Paulo disse aos Romanos, a Lei é Santa e Pura e Boa. No entanto, o pecado que habita em nós se aproveita da Lei para nos enganar. O legalismo faz parte de nossa natureza caída. Foi por isso que os israelitas viveram e ainda vivem tão zelosos pela lei, mas tão distantes da essência da Fé: a Graça de Deus. E é por isso que escrevo todas essas coisas. Os enganos do legalismo são sutis, muitas vezes têm capas tão bonitas, discursos que parecem tão corretos... foi assim que me senti! Mas, uma coisa aprendi: nossos olhos precisam estar fixados na Graça de Deus, na redenção de Cristo em Sua cruz e ressurreição, e no Amor que nos foi ordenado por Ele. Toda doutrina que nos desvia destas coisas, acabará nos levando aos enganos do legalismo de alguma forma.

A Cruz de Cristo não precisa de adicionais ou complementos. É da mensagem da Cruz, que fala sobre a graça infinita de Deus para conosco, e do Amor que Ele quis nos ensinar, que nós precisamos. Tomemos cuidado com toda e qualquer coisa que queira substituir esta mensagem.

Por estes motivos, estou retirando do blog, tão rápido quanto tenho conseguido, os posts em defesa do judaísmo messiânico, bem como termos hebraicos. Gostaria de fazer isso com maior rapidez, mas não tem sido possível. Por isso, peço que desconsiderem estes termos quando lerem os posts passados, e compreendam tudo o que aconteceu. Novamente, não estou condenando o uso destes termos, o problema não está neles em si, mas na mensagem que eles podem passar – uma doutrina que vai além da Cruz de Cristo e que desvia nossos olhos dela. Como Paulo disse, não é de comida, nem de bebida, [e eu acrescentaria: nem de dias, nem de que idioma usamos para nos referir ao Senhor, nem de que festas celebramos...] que se constitui o Reino de Deus, mas de justiça, e paz, e alegria no Espírito Santo. De amor. De relacionamentos construídos, de ações baseadas na edificação dos outros, e não em nós mesmos.

Estou aprendendo...

Que a Graça de Deus, no Espírito Santo que nos foi concedido, continue a nos ensinar, abrir nossos olhos e nos livrar das ciladas...

"Para que não mais sejamos como meninos, agitados de um lado para outro e levados ao redor por todo vento de doutrina, pela artimanha dos homens, pela astúcia com que induzem ao erro" (Efésios 4:14)


Soli Deo Gloria.

A mão de Deus na história do homem



Estava lendo, esses dias, os capítulos iniciais do Evangelho de Mateus, e tudo aquilo que é descrito ali tem falado muito comigo.

O capítulo 1 começa com a genealogia de Jesus e depois retrata seu nascimento , e o capítulo 2 continua falando sobre as fugas de José e Maria e seus momentos de exílio. E é um pouco sobre o que estas narrativas falaram ao meu coração que quero escrever hoje.

Genealogias são aquele tipo de passagem bíblica sobre as quais falamos: “O que isso tem a ver? Por que eu tenho que saber isso?”. Quem nunca passou por isso? E, ao ler os 17 versículos iniciais de Mateus 1, foi isso o que me perguntei. Mas, dessa vez, parei mesmo pra tentar entender e receber uma resposta. E a resposta estava lá, e que grandiosa ela era. Olhei para aqueles 17 versículos, e lá estavam mais de 2000 anos sendo retratados! E, muito mais do que isso: lá estava a mão de Deus sendo revelada nestes mais de 2000 anos de história da humanidade!

Se olharmos pra todos aqueles nomes e tentarmos lembrar de quem foram aquelas pessoas, de como Deus guiou absolutamente tudo para que, no final, tudo aquilo levasse a Cristo e ao cumprimento de Suas promessas, ficamos facilmente pasmos! Mas, uma das coisas que mais me chocou ao ler um pouco mais profundamente essa genealogia foram os caminhos que Deus usou para chegar a Jesus: não caminhos “perfeitos aos nossos olhos”, mas caminhos cheios de pessoas falhas e desprezíveis a nosso entendimento! A genealogia fala de Perez, filho de Judá, nascido de Tamar, a nora de Judá que tramou para engravidar dele, porque este a havia enganado!; fala de Boaz, que nasceu de Raabe, uma prostituta cultual; fala de Salomão, o filho do adultério de Davi, a prova de seu pecado; fala de Manassés, um homem descrito como o pior rei da história de Israel; e, talvez, ainda de outros mais sobre os quais não me recordo a história. Mas esses homens foram escolhidos por Deus para fazer parte da genealogia do Messias, Seu próprio Filho!

Indo mais além, parei no versículo 17 que diz: “De sorte que todas as gerações, desde Abraão até Davi, são catorze gerações; e desde Davi até a deportação para a Babilônia, catorze gerações; e desde a deportação da Babilônia até Cristo, catorze gerações”. Mais uma informação sobre a qual pensamos: “E daí?”. Mas, e se pensarmos em como, até nisso, nesse mínimo detalhe numérico, Deus pensou, Ele planejou que fosse assim! Por quê? Imagino eu que para revelar a nós a Sua mão sobre toda a história da humanidade! É dele o controle, e até mesmo uma “coincidência” numérica de gerações até o nascimento do Messias Ele fez acontecer! É o Seu poder e a Sua soberania que este texto nos revela!

E não para por aí. O capítulo 1 continua, bem como o capítulo 2, relatando exatamente esse direcionamento de Deus, segundo a Sua própria vontade, guiando todos os acontecimentos do início da vida de Jesus. Até então, eu lia as narrativas do nascimento de Jesus e dos avisos que José recebeu como livramento de Deus, e via apenas isso. Mas quanto mais existe ali! Acho mesmo que não é esta a principal mensagem, não a que Mateus narra, pelo menos. Em todo tempo, Mateus mostra como que tudo o que aconteceu, desde a concepção de Maria ainda sendo virgem, até o nascimento de Jesus em Belém, sua fuga para o Egito, seu retorno para Nazaré, e assim por diante, tudo já havia sido dito por Deus através dos profetas. E todas estas coisas aconteceram, guiadas por Deus, para cumprir a Palavra dita por Deus há CENTENAS de anos!

Mas, novamente, vamos olhar os meios usados por Deus para fazer todas as coisas chegarem a esse fim. A fuga de José e Maria para o Egito, por exemplo. Por que eles precisaram fugir? Porque Herodes mandou matar todos os meninos recém-nascidos de Belém. Foi um assassinato brutal e terrível! Mas, se paramos pra pensar: e se Herodes não tivesse feito isso? Teria José fugido para o Egito? Porque o Senhor havia dito pelo profeta que “Do Egito chamei o meu filho” (Mateus 2:15). E Mateus também diz que Jeremias já havia previsto que esse assassinato em massa ocorreria: “Em Ramá se ouviu uma voz, lamentação, choro e grande pranto: Raquel chorando por seus filhos, e não querendo ser consolada, porque já não existem” (Mt. 2:17-18). O que isso quer dizer? Que até mesmo o que a nossos olhos é uma tragédia, pode ser planejado e usado por Deus para alcançar Seu fim e cumprir Suas promessas! Deus planejou essa ação de Herodes, e fez isso acontecer, como Ele havia predito, para cumprir Sua palavra sobre o Messias e provar Sua soberania e poder! Foi assim com o Faraó do Egito, na libertação de Israel.

E o que tudo isso me trouxe ao coração é que ainda é assim hoje, em nossas vidas. Deus sempre esteve no controle, nada nunca “deu errado” para Deus! As coisas não saíram e não saem do Seu controle – a Sua mão continua guiando a história da humanidade, como fez naqueles tempos, e como continua fazendo. Ele tem um fim aonde pretende chegar, seja em relação à toda a humanidade, ou em relação às nossas vidas individualmente. E, da mesma forma que aquelas pessoas que viviam naqueles tempos não compreendiam certos caminhos de Deus para alcançar Seus propósitos, porque estes caminhos eram trágicos e cheios de sofrimento, nós também, muitas vezes, não compreendemos os meios do agir de Deus em nossas vidas. Não compreendemos as dores e perdas que passamos, porque não conseguimos ver para que elas podem servir. Mas, ainda que não saibamos, Deus sabe! Elas não acontecem sem o Seu conhecimento e consentimento, nem mesmo sem o Seu planejamento!

Como Deus planejou situações que nos parecem terríveis e incompreensíveis no passado, porque Ele tinha um propósito maior, que somente muito depois poderia ser entendido, assim é em nossas vidas ainda hoje. Nossas lutas e sofrimentos nos abatem, e é com tanta facilidade que eles tomam completamente nossos olhos, cegando nosso raciocínio ou nossa fé, que esquecemos quase totalmente que existe Alguém no controle. Mas existe esse Alguém. É somente por isso que podemos acreditar nas palavras de Paulo: “E sabemos que todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito” (Rm. 8:28). Essa é, e deve continuar sendo, nossa esperança. Nosso Deus é soberano, Ele age segundo a Sua perfeita vontade, e Seus caminhos não sempre compreensíveis a nós, pois os Seus pensamentos não são os nossos pensamentos. “Eu é que sei que pensamentos tenho a vosso respeito, diz o Senhor, pensamentos de paz e não de mal, para vos dar o fim que desejais” (Jeremias 29:11).

Quando nossos olhos não puderem ver, e nossa mente não puder entender os motivos e caminhos de Deus, lembremos disso. Podemos confiar nEle. E podemos ter esperança, porque Ele sempre esteve e ainda está no controle.


“Porque na esperança fomos salvos. Ora, esperança que se vê não é esperança; pois o que alguém vê, como o espera? Mas, se esperamos o que não vemos, com paciência o aguardamos.” (Romanos 8:24-25)


“Ora, a fé é a certeza de coisas que se esperam, a convicção de fatos que se não vêem.” (Hebreus 11:1)


Quando nossos olhos forem insuficientes, que a nossa fé prevaleça.



Pra glória do Senhor nosso Deus, Amém.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

O falso Cristo e o falso Cristianismo

Escelente texto do site do Pastor Isaltino Gomes Coelho Filho!! Sempre maravilhoso ler palavras de verdadeiros cristãos. Deus seja louvado!

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Por: Pr. Isaltino Gomes Coelho Filho


Charles Colson foi assessor do Presidente Nixon, que teve que renunciar por causa de um escândalo político. Foi preso, e converteu-se a Cristo pouco antes de ir para a prisão. Fundou o ministério Prison Fellowship, que congrega 50.000 voluntários, sendo a maior organização mundial a atuar com presidiários. Já falou em mais 600 de penitenciárias, em mais de 40 países. Por causa desta atividade, em 1993 ele recebeu o Prêmio Templeton, no valor de um milhão de dólares, que doou à Prison Fellowship. Colson tem, ainda, um programa radiofônico que alcança dois milhões de pessoas diariamente.

Colson se tornou um pensador e um evangelista. Seu último livro que li foi A fé em tempos pós-modernos. Num capítulo em que aborda a questão do sofrimento, ele critica a pregação que anuncia o “Pare de sofrer!” como sendo a essência do evangelho. Ele comenta os sofrimentos de cristãos na Índia, Coréia do Norte e Mianmar (ex-Birmânia). Inicia o capítulo falando sobre o teólogo alemão Dietrich Bonhoeffer, que era professor de Teologia, na Alemanha, opusera-se a Hitler, e, por correr risco de morte, de lá foi tirado e levado para os Estados Unidos.

Eis uma declaração que ele cita, de Bonhoeffer, sobre uma experiência espiritual que este tivera: “Pela primeira vez, descobri a Bíblia [...] Eu pregara muitas vezes, aprendera muito sobre a igreja, falara e pregara sobre ela, mas não me tornara cristão [...] Transformava a doutrina de Cristo em algo que me desse vantagem pessoal [...] Peço a Deus que isso jamais se repita. Também jamais havia orado ou orara pouquíssimas vezes [...] Ficou claro para mim que a vida de um servo de Jesus Cristo tem que pertencer à igreja, e, passo a passo, ficou cada vez mais claro para mim até onde isso deve ir” (p. 167/8). Assim, ele voltou para a Alemanha, para servir a igreja perseguida por Hitler, e lá acabou enforcado. Antes de subir ao patíbulo, ajoelhou-se e orou fervorosamente. Ele foi para se identificar com a igreja de seu país, sofrer com ela, e morreu por suas posições. Seria tão fácil cantar um cântico dizendo que Deus o abençoara e o tirara da morte! Ele era um abençoado! Mas e seus irmãos que sofriam, na Alemanha?

O verdadeiro cristianismo parte daqui, de uma frase de Bonhoeffer: “Quando Jesus Cristo chama um homem, ele o chama para morrer”. É o que Jesus disse: “Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, tome cada dia a sua cruz, e siga-me” (Lc 9.23). Sim, este é o verdadeiro cristianismo, o cristianismo da cruz, do Cristo crucificado. Porque só há um Cristo digno de ser crido e pregado, o crucificado: “Porque nada me propus saber entre vós, senão a Jesus Cristo, e este crucificado” (1Co 2.2).

Prega-se hoje o cristianismo do trono: “Sou filho do rei e mereço o melhor”, dizem alguns gananciosos que usam o evangelho para pretexto de sua visão materialista de vida. O próprio Rei optou pela cruz. Mente e falseia o evangelho quem oferece um trono ou uma vida repleta de bênção, sem sofrimento algum, em nome de Cristo. As lutas e as dificuldades, até mesmo as quedas eventuais, fazem parte da pedagogia divina. Catarina de Bora, esposa de Lutero, disse: “Eu jamais teria entendido o significado dos diversos salmos, nem valorizado certas dificuldades, nem conhecido os mecanismos internos da alma; eu jamais teria entendido a prática da vida e obra cristãs, se Deus nunca tivesse trazido aflições à minha vida”. Sim, porque é nos sofrimentos que nos sensibilizamos mais para a voz de Deus. É raro, quase duvidoso, que alguém encontre Deus num programa de auditório, num jogo de futebol, ou em um bloco de carnaval. Mas quantos o encontraram num leito de dor, ou à beira do túmulo de alguém amado!

O verdadeiro Cristo é o da cruz. O verdadeiro cristão é a da cruz. Martinho de Tours, em homenagem de quem Lutero recebeu o nome de Martinho, teve uma visão em que Satanás lhe apareceu na forma do Salvador. Quando estava quase se ajoelhando diante dele, Martinho olhou para suas mãos e não viu nelas os sinais dos cravos. Então perguntou: “Onde estão as marcas dos cravos?”. Diante desta pergunta, a criatura desapareceu. Sem as marcas da cruz não há Cristo nem cristianismo. Desafortunadamente, algumas igrejas têm trocado a cruz pela menorá, pela estrela de Davi, e têm trocado a cruz por bem-estar pessoal. É o falso cristianismo. Por isso, faço coro às palavras de Colson: “A dura verdade é que muitos enxergam o cristianismo como meio de melhoria individual ou como caminho para uma vida bem-sucedida” (p. 226). Que visão lamentável!

Um falso Cristo, sem a cruz, sem sangue derramado. Um Cristo sintético, de plástico, não o que derramou o seu sangue pelos nossos pecados. Um falso cristianismo, sem a cruz, sem o compromisso, sem a autodoação (a não ser doação de dinheiro para manter alguém), sem a identificação com o Crucificado. Uma busca de melhora de vida, e não de identificação com Cristo.

Só há um Cristo digno de ser crido, o crucificado. Só há um cristão verdadeiro, o crucificado. Sem a cruz, o cristianismo não existe. Nem o cristão. A Bíblia não nos chama a nos identificarmos com ele pelo trono, mas pela cruz: “Mas regozijai-vos por serdes participantes das aflições de Cristo; para que também na revelação da sua glória vos regozijeis e exulteis” (1Pe 4.13). É preciso identificar-se com ele pela cruz.

Quem queira o trono que tome a cruz. O trono é do Crucificado e dos crucificados. Quem sofre por sua fé não é um crente de segunda classe, mas um felizardo: “Bem-aventurados os que são perseguidos por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus. Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguiram e, mentindo, disserem todo mal contra vós por minha causa. Alegrai-vos e exultai, porque é grande o vosso galardão nos céus; porque assim perseguiram aos profetas que foram antes de vós” (Mt 5.10-12).

Muito cuidado com quem oferece riquezas. Pode não ser Jesus, e sim o inimigo. Ele oferece riquezas: “Novamente o Diabo o levou a um monte muito alto; e mostrou-lhe todos os reinos do mundo, e a glória deles; e disse-lhe: Tudo isto te darei, se, prostrado, me adorares” (Mt 4.8-9). O inimigo nunca oferecerá a cruz, porque ele a odeia e a teme. Quem não quer a cruz está do seu lado, não do lado de Cristo. Por isso, quem deseja ser um cristão de verdade, tome a cruz e siga o Crucificado.

 
 

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Bíblia: o alimento que sacia nossa fome



Estive esses dias em um “Encontro de Adoração Profética” e, ao olhar pras vidas daquelas pessoas que estavam ali, para minha própria vida e para o que estava sendo oferecido naquele lugar, surgiu este texto.

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“Eis que o povo é como ovelhas famintas e sem pastor. Estão à procura de ajuda, procuram por alguém que as guie, alguém que as ofereça o alimento que precisam para saciar essa fome tão grande.

Elas encontram, então, um lugar com pessoas que parecem tão preocupadas com elas. Se aproximam na esperança de encontrar comida para sobreviver. No lugar há muita música e muita festa. Elas chegam e todo aquele ambiente é tão envolvedor que, rapidamente, se esquecem de sua fome, e começam a cantar, a dançar, ao som daquelas músicas. Elas se agitam, se alegram, cantam e cantam a benção de ter encontrado aquele lugar e aqueles pastores que cuidarão delas.

No entanto, uma hora, duas horas se passam, e as ovelhas começam a se sentir cansadas. Elas já não conseguem pular e cantar como antes, e a fome que havia sido esquecida começa a voltar. Há fome. E elas precisam de comida. Elas olham ao redor na esperança de ver alguma comida sendo preparada, mas não há nem sinal disso. Logo as ovelhas começam a se preocupar e, no lugar onde antes havia alegria e voz de júbilo, começa a haver desânimo e desesperança. Elas estão cansadas e famintas.

Até que, finalmente, se aproximam de uma daquelas pessoas que ali estavam e perguntam:

“ – Não há comida neste lugar?”

“ – Não, não há comida neste lugar!”.

“ – Mas como podem existir pastores sem alimento para dar às ovelhas?”

“ – Mas quem disse que existem pastores aqui? Nós não somos pastores, somos apenas pessoas contratadas para entreter aqueles que por aqui passam. Nós sabemos que há muita dificuldade e sofrimento entre vocês, então viemos trazer um pouco de alegria para suas vidas.”

“ – Mas nós temos fome! Vamos morrer se não nos alimentarmos. Vocês não podem nos dar de comer?”

“ – Não! Não estamos aqui para isso!”

“ – Então, vocês podem ir embora daqui. Porque o que precisamos é de alimento. Sem alimento, quer estejamos tristes pela consciência de nossos problemas e dificuldades, quer estejamos alegres com a sua música que nos engana, nós vamos morrer!”

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Ao contrário do que muitas igrejas e muitos “falsos pastores” têm pregado ou feito muita gente acreditar, a necessidade das ovelhas não é emocional. Não são seus sentimentos que precisam ser tratados para que elas estejam bem. Elas têm fome – e este é o problema delas! Ainda que se sintam satisfeitas por algum tempo com remédios para suas emoções, enganadas por coisas e circunstâncias que as façam sentir mais alegres ou “felizes”, estas sensações não serão suficientes para suprir para sempre as suas realidades – elas estão famintas, desnutridas, e precisam urgentemente de alimento! Uma hora a barriga voltará a doer. Uma hora o corpo voltará a reclamar – e elas precisarão de alimento. E este alimento, do qual todos nós precisamos, não para o corpo mas para o espírito, só pode ser encontrado em um lugar: na Palavra de Deus. Não nas palavras de homens, não em palavras SOBRE Deus, não em músicas que falem opiniões pessoais SOBRE Deus, mas somente no conhecimento, entendimento e vivência da pura e eterna PALAVRA DE DEUS. Não há cura sem a Palavra. Não há solução sem a Palavra. Não há avivamento sem a Palavra. Não há pastores verdadeiros SEM A PALAVRA.


“ – Então, vocês podem ir embora daqui. Porque o que precisamos é de alimento. Sem alimento, quer estejamos tristes pela consciência de nossos problemas e dificuldades, quer estejamos alegres com a sua música que nos engana, nós vamos morrer!”


Que o Senhor nos faça compreender qual nossa real necessidade – e voltar para a Sua Palavra.

Que o Senhor levante pastores de verdade, que entendam que precisamos de alimento, e que o único alimento que pode saciar nossa fome e nos libertar é a Palavra de Deus!


“Conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará” (João 8:32)



“Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade” (João 17:17)



“E, assim, a fé vem pela pregação, e a pregação, pela palavra de Cristo” (Romanos 10:17)

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Cristianismo sem auto-engano



Ed René Kivitz, pregando a respeito do amor*, falava que o verdadeiro amor está baseado no conhecimento e entendimento pleno de 4 aspectos: quem é você; quem é o outro; o que é o Amor; e qual o fim a que se chegará amando. Qualquer coisa que negligencie um destes aspectos, qualquer um destes conceitos mundanos que nos são ensinados a respeito do amor, na verdade tem mais de auto-engano do que propriamente de Amor. Somente se, sabendo quem você é, sabendo quem é o outro, compreendendo o que é o amor e aonde você chegará amando, sem fantasias ou ilusões, você resolve continuar amando, você verdadeiramente ama.

E hoje eu estava lendo o livro de Jeremias e pensando sobre quanto vivemos cercados por auto-engano em nossas vidas cristãs. Pior, o quanto, tantas vezes, gostamos de viver assim. Estive pensando sobre o entendimento que temos a respeito de nossas vidas enquanto cristãos, e o que isso significa. E percebi como gostamos de nos auto-enganar.

Quantos de nós, ao lermos as histórias de grandes homens de Deus, dos “heróis da fé”, não desejamos tanto ser como estas pessoas? Lemos suas biografias que falam sobre seus grandes feitos e sonhamos com a possibilidade de também sermos usados por Deus como eles foram. Lemos a Bíblia e todas as histórias dos grandes profetas, reis, discípulos, apóstolos da igreja primitiva, e todas aquelas coisas nos parecem tão grandes que parece que jamais poderiam acontecer conosco. Mas como gostaríamos de, pelo menos, ter conhecido aqueles homens – quanto mais ter sido uma destas pessoas! Não sei a respeito de vocês, mas como eu gostaria!

No entanto, normalmente nós focamos nossas atenções em uma parte da história destas pessoas, e negligenciamos outra. É como a leitura que temos das palavras de Paulo em sua carta aos Hebreus, capítulo 11, que fala sobre os “heróis da fé”, segundo retratam nossas Bíblias. Nos lembramos com tanta facilidade daquela pequena porção do versículo 38: “homens dos quais o mundo não era digno”, mas nos esquecemos de todo o restante. Então, ansiamos por viver uma realidade fantasiosa, ilusória, que existe apenas em nossas mentes – uma realidade sem preço, sem dor ou provação. E isso nunca foi Cristianismo – antes, é apenas auto-engano.

Ed René fala ainda, nesta mesma pregação sobre o amor, citando as palavras do Pe. Antônio Vieira: “Os homens não amam aquilo que cuidam que amam. Por quê? Ou porque o que amam não é o que cuidam, ou porque amam o que verdadeiramente não há. Quem estima vidros cuidando que são diamantes, diamantes estima e não vidros. Quem ama defeitos, cuidando que são perfeições, perfeições ama e não defeitos. Donde também se segue que amam o que verdadeiramente não há, porque amam as coisas não como são, senão como as imaginam. E o que se imagina, não é.”

E o mesmo paralelo acredito se aplicar aos nossos desejos em sermos cristãos. Se desejamos ser cristãos de acordo com os padrões existentes em nossas próprias mentes, e não segundo o padrão de verdade existente na Palavra de Deus – não é cristãos o que desejamos ser, é apenas um auto-engano. E como isso é nítido quando avaliamos a imagem que temos de nossos “heróis da fé”.

Na Bíblia, existem sempre aquelas pessoas que nós admiramos de uma forma singular. Aqueles homens aos quais olhamos e quase não acreditamos na possibilidade deles realmente terem existido enquanto seres humanos. Eles parecem mesmo os nossos “Super-heróis”. Na minha opinião, Paulo e Jeremias são dois destes homens – para não falar de muitos. Somente os seus nomes nos fazem pensar em padrões super elevados e em vidas as quais gostaríamos também de viver.

Mas, lendo a história de Jeremias e, depois, relendo algumas palavras de Paulo, fiquei pensando se nós realmente entendemos o que estes homens foram chamados a ser – e o preço que eles pagaram para viver o que viveram. Será que nós também pagaríamos o mesmo preço para ver acontecer em nossas vidas o que aconteceu nas deles?

Palavras de Jeremias:

“Eu disse: - Como é dura a minha vida! Por que a minha mãe me pôs no mundo? Eu tenho de discutir e brigar com toda a gente desta terra. Não emprestei dinheiro, nem tomei emprestado, e mesmo assim todos me amaldiçoam. [...] Não tenho gasto o meu tempo rindo e gozando a vida junto com outras pessoas. Por causa do trabalho pesado que me deste, fiquei sozinho e muito indignado. Por que continuo a sofrer? Por que as minhas feridas doem sem parar? Por que elas não saram?” (Jeremias 15:10,17-18 – NTLH – Versão para Jovens)

“Ó Senhor Deus, tu me enganaste, e eu fiquei enganado. Tu és mais forte do que eu e me dominaste. Todos zombam de mim, caçoando o dia inteiro. Cada vez que falo, tenho de gritar e anunciar: “Violência! Destruição!”. Ó Senhor, eles me desprezam e zombam de mim o tempo todo porque anuncio a tua mensagem. [...] Ouço as multidões cochichando: “Há terror-por-todos-os-lados.” E dizem: “Acusem Jeremias! Vamos denunciá-lo!”. Até os meus amigos mais íntimos esperam que eu tropece. Eles dizem: “Talvez ele caia numa armadilha, então nós o pegaremos e nos vingaremos.” ( Jeremias 20:7-8, 10 – NTLH – Versão para Jovens)

Palavras de Paulo:

“Até a presente hora, sofremos fome, e sede e nudez; e somos esbofeteados, e não temos morada certa, e nos afadigamos, trabalhando com nossas próprias mãos. Quando somos injuriados, bendizemos; quando perseguidos, suportamos; quando caluniados, procuramos conciliação; até agora, temos chegado a ser considerados lixo do mundo, escória de todos” (I Coríntios 4:11-13–Versão Revista e Atualizada)

Sobre os “heróis da fé”: “Outros foram torturados até a morte; eles recusaram ser postos em liberdade a fim de ressuscitar para uma vida melhor. Alguns foram insultados e surrados; e outros, acorrentados e jogados na cadeia. Outros foram mortos a pedradas; outros, serrados pelo meio; e outros, mortos à espada. Andaram de um lado para outro vestidos de peles de ovelhas e de cabras; eram pobres, perseguidos e maltratados. Andaram como refugiados pelos desertos e montes, vivendo em cavernas e em buracos na terra.” (Hebreus 11:35-38 – NTLH – Versão para Jovens)

Não cito estas palavras para dizer que não vale à pena desejarmos ser como estes homens, ou sonharmos em sermos, também nós, “heróis da fé”. Pelo contrário. Cito estas palavras para que possamos ser libertos do auto-engano que possa existir em nossas mentes e corações, que nos faz acreditar que existe cristianismo sem preço, que existe glória sem dor, que existe serviço sem abnegação, sem provações, sem sofrimentos. A Bíblia é clara ao nos mostrar que não é assim! Nosso Senhor e Salvador precisou ser humilhado pelos piores pecadores e morto em humilhação para cumprir a sua missão, nos revelar o amor do Pai e nos redimir de nossos pecados. Existe um preço, e não podemos fingir que ele não existe.

E estas coisas não nos foram escritas para nos desanimar, mas para nos alegrar quando for também a nossa vez de passar pelo fogo, de sermos provados para, então, sermos aperfeiçoados. Palavras e histórias de grandes homens que foram usados por Deus, apesar de perseguidos, caluniados, injustiçados, apesar de carregar ansiedades, sofrimentos, fardos pesados, apesar de também duvidarem e sentirem medo. Eram homens, como nós. Como diz Paulo: “Eram fracos, mas se tornaram fortes” (Hb. 11:34).

Homens que, depois de todas estas palavras de dor e sofrimento, também ouviram ou entenderam outras palavras, como estas:

“ O Senhor respondeu: - Se você voltar, eu o receberei de volta, e você será meu servo de novo. Se você disser coisas que se aproveitem e não palavras inúteis, você será de novo meu profeta. O povo voltará para você, mas você não deve voltar para eles. Farei com que você seja para este povo como um forte muro de bronze. Eles lutarão contra você, mas não conseguirão derrota-lo, pois eu estarei com você para protegê-lo e salvá-lo. Eu o livrarei das mãos dos perversos e o libertarei do poder dos violentos. Eu, o Senhor, falei” (Jeremias 15:19-21 – NTLH – Versão para Jovens)

“Mas tu, ó Senhor, estás comigo e és forte e poderoso. [...] Assim, ó Senhor Todo-Poderoso, com justiça tu nos pões à prova, pois sabes o que está na nossa mente e no nosso coração. [...] Cantem ao Senhor Deus, louvem o Senhor porque ele livra os pobres do poder dos maus.” (Jeremias 20: 11a, 12a, 13 – NTLH – Versão para Jovens)

“ O mundo não era digno deles! [...] Assim nós temos essa grande multidão de testemunhas ao nosso redor. Portanto, deixemos de lado tudo o que nos atrapalha e o pecado que se agarra firmemente em nós e continuemos a correr, sem desanimar, a corrida marcada para nós. Conservemos os nossos olhos fixos em Jesus, pois é por meio dele que a nossa fé começa, e é ele quem a aperfeiçoa. Ele não deixou que a cruz fizesse com que ele desistisse. Pelo contrário, por causa da alegria que lhe foi prometida, ele não se importou com a humilhação de morrer na cruz e agora está sentado do lado direito do trono de Deus. Pensem no sofrimento dele e como suportou com paciência o ódio dos pecadores. Assim, vocês, não desanimem, nem desistam.” (Hebreus 11:38; 12:1-3 – NTLH – Versão para Jovens)

“Porém nós que temos esse tesouro espiritual somos como potes de barro para que fique claro que o poder supremo pertence a Deus e não a nós. Muitas vezes ficamos aflitos, mas não somos derrotados. Algumas vezes ficamos em dúvida, mas nunca ficamos desesperados. Temos muitos inimigos, mas nunca nos falta um amigo. Às vezes somos gravemente feridos, mas não somos destruídos. Levamos sempre no nosso corpo mortal a morte de Jesus, para que a vida dele seja vista neste nosso corpo mortal. [...] Por isso nunca ficamos desanimados. Mesmo que o nosso corpo vá se gastando, o nosso espírito vai se renovando dia a dia. E essa pequena e passageira aflição que sofremos vai nos trazer uma glória enorme e eterna, muito maior do que o sofrimento. Porque nós não prestamos atenção nas coisas que se vêem, mas nas que não se vêem. Pois o que pode ser visto dura apenas um pouco, mas o que não pode ser visto dura para sempre.” (II Coríntios 4: 7-11, 16-18 - – NTLH – Versão para Jovens)

A verdadeira fé cristã é aquela que, tendo entendido o fim a que chegaremos vivendo-a, continuamos ansiando por vivê-la – pois conhecemos as promessas que nos foram feitas, e estamos certos de que essa pequena e passageira aflição que sofremos vai nos trazer uma glória muito maior! E, com isto, ainda nas lutas e tribulações, podemos nos alegrar! Ainda que nosso corpo se desgaste, nosso espírito se renova dia a dia! Pois nossos olhos estão fixos nAquele que é fiel e justo para cumprir suas promessas!

Conhecendo o caminho que somos chamados a trilhar e regozijando-nos nele, assim somos verdadeiros cristãos. Felizes pela graça e honra de padecermos neste mundo por amor a Cristo. Alegres por saber que podemos lutar o combate que nossos “heróis-humanos” também lutaram – o combate que nosso Rei e Salvador, Jesus Cristo, também lutou. Pois não há maior graça do que esta a cada um de nós, pecadores e tão cheios de falhas. Não há maior dignidade do que nos assemelharmos a Cristo em suas dores.

Assim, ainda atribulados, não desanimamos, não desistimos, não voltamos atrás, não nos desesperamos.

E termino com as palavras de Pedro, que tanto têm ensinado ao meu coração nestes dias:

“Meus queridos amigos, não fiquem admirados com a dura prova de aflição pela qual vocês estão passando, como se alguma coisa fora do comum estivesse acontecendo a vocês. Pelo contrário, alegrem-se por estarem tomando parte nos sofrimentos de Cristo, para que fiquem cheios de alegria quando a glória dele for revelada. Vocês serão felizes se forem insultados por serem seguidores de Cristo, porque isso quer dizer que o glorioso Espírito de Deus veio sobre vocês. [...] Entreguem todas as suas preocupações a Deus, pois ele cuida de vocês. Estejam alertas e fiquem vigiando porque o inimigo de vocês, o Diabo, anda por aí como um leão que ruge, procurando alguém para devorar. Fiquem firmes na fé e enfrentem o Diabo porque vocês sabem que no mundo inteiro os seus irmãos na fé estão passando pelos mesmos sofrimentos. Mas, depois de terem sofrido por um pouco de tempo, o Deus que tem por nós um amor sem limites e que chamou vocês para tomarem parte na sua eterna glória, por estarem unidos com Cristo, ele mesmo os aperfeiçoará e dará firmeza, força e verdadeira segurança. A ele seja o poder para sempre! Amém!” (I Pedro 4:12-14; 5:7-11 – NTLH – Versão para Jovens)

Tendo descoberto o fim a chegaremos seguindo a Cristo, continuemos seguindo-O.

Que o Deus de toda a graça fortaleça a cada um de nós, Seus filhos, a permanecermos na batalha. Amém.


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*Pregação completa de Ed René Kivitz sobre o auto-engano e o amor em: http://www.4shared.com/audio/je3yafDp/Famlia_A_histria_de_ns_dois_O_.html

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Teologia da Paz e do Amor?

Como tenho percebido continuamente a facilidade com que somos enganados pelas vozes e doutrinas deste mundo. E como Satanás é sutil em suas armadilhas para ganhar nossas mentes e nos convencer de suas mentiras.

Ontem, eu estava passando por perto de uma televisão, ligada na “Rede Globo”, e ouvi rapidamente um comercial que falava sobre “O quanto as religiões dificultam a liberdade de expressão e limitam a igualdade de direitos entre todas as pessoas”! Cara, como aquilo me revoltou! A primeira coisa que pude falar foi de como essa tal de “Rede Globo” é instrumento do Diabo nesse mundo! É verdade que a televisão como um todo é instrumento de Satanás, mas depois de ver toda a família reunida na frente da televisão para assistir um monte de mentiras descaradas na novela “Escrito nas Estrelas” sobre o espiritismo, depois de ver a galera defendendo cenas homossexuais explícitas na outra novela, e depois de ver como tudo isso tem doutrinado a maior parte da sociedade moderna, me torna óbvio como que a Globo é do Diabo mesmo!

E, então, depois desse comercial falando das religiões, fiquei pensando, hoje, sobre o quanto essa idéia de que “o objetivo das religiões é semear a paz, o amor, a igualdade entre as pessoas, evitar os conflitos e fazer todo mundo feliz” tem se tornado a idéia de grande parte (pra não dizer a maioria) dos cristãos atuais.

Outro dia, ao abrir minha caixa de e-mails, fui ler um e-mail de um jovem filósofo, católico, muito amigo e muito admirado por minha família e pelo grupo de casais católicos que meus pais participam (Movimento Familiar “Cristão” - MFC), propondo um tema para discussão entre os jovens que iriam participar do Encontro Nacional do MFC neste mês. O tema era “O Jovem e a Religião”. A abordagem do e-mail era exatamente que devemos nutrir maior abertura para com todas as religiões existentes, que devemos aprender a respeitar as diferenças e somar os “pontos positivos” de cada religião à nossa forma de pensar sobre Deus, pois todas as religiões têm as suas verdades e não podemos ser fechados a elas. E ele falava sobre o espiritismo, as religiões afro-descendentes, budismo, islamismo e outras, colocando-as no mesmo patamar do Cristianismo, defendendo a idéia de que “Não existe uma só verdade”. E aquele e-mail foi mandado para vários jovens, e aquele tema seria discutido entre eles. Pena que não pude estar lá.

Mas o fato é que, infelizmente, essa é a idéia massificada a respeito de “religião” em nossos dias. Nós vivemos num mundo tido como “Politicamente Correto”, cujo lema é: “Todos somos iguais, todos temos os mesmos direitos e não existem verdades absolutas, portanto ninguém pode contrariar as verdades de ninguém”. É assim que Satanás tem ensinado este mundo a receber e apoiar o homossexualismo, a liberação sexual, o divórcio, o aborto e tantas outras coisas. E o fato lastimável é que nós temos, ainda que sem querer, permitido que essa política de relativismo moral entre em nossas mentes, em algum ponto, e passe a determinar no mínimo parte de nossas doutrinas ou valores.

Parece tão correto dizer que o objetivo das religiões, que nosso objetivo enquanto cristãos deve ser promover “a Paz e o Amor” entre todas as pessoas, e fazer o que estiver em nosso alcance para que todas as divisões, todos os conflitos, todas as diferenças sejam extintas, para que todos estejam bem e satisfeitos e, assim, todos vivam felizes. Não parece um sermão de um púlpito “cristão”? É tão bonito falar e defender todas essas coisas, são pensamentos coerentes e parecem tão sábios.

Mas será que esse foi o objetivo de Cristo ao vir a este mundo? Será que foi isso que Ele nos chamou a fazer neste mundo? Será que era isso que Deus tinha em mente ao enviar a Cristo e ao salvar-nos do pecado, ainda que mantendo-nos neste mundo por algum tempo? Será que essa é a proposta que a Bíblia nos ensina?

E, então, me vieram à mente algumas das muitas palavras do próprio Jesus ao falar sobre sua missão, seu propósito e o chamado dele para nós, Cristãos:

“Não penseis que vim trazer paz à terra; não vim trazer paz, mas espada. Pois vim causar divisão entre o homem e seu pai; entre a filha e sua mãe e entre a nora e sua sogra.” (Mateus 10: 34)

“Eis que vos envio como ovelhas para o meio de lobos” (Mateus 10:16)

“Sereis odiados de todos por causa do meu nome; aquele, porém, que perseverar até ao fim, esse será salvo” (Mateus 10:22)

Ow!!! Alguma coisa está parecendo fora do lugar aí? JESUS proferindo palavras assim? Dizendo que não veio trazer paz ao mundo, mas sim espada? Dizendo que veio causar divisão dentro da própria família, entre pais e filhos? Dizendo que seríamos odiados por todos? Mas essas foram não somente as palavras, mas também o próprio testemunho de Jesus, de Seus discípulos e apóstolos, dos Profetas que vieram antes dele e de cada um daqueles que obedeceu ao Seu chamado, segundo a Bíblia nos relata.

Basta lermos um pouco que seja as nossas Bíblias e veremos que ela não é um livro sobre “Contos de Fadas” e “lindas histórias românticas”. Deus nunca trabalhou com o objetivo de fazer todo mundo viver em paz e harmonia, e Ele nunca prometeu isso àqueles que Ele chamou – não neste mundo presente. Não há dúvidas de que recebemos promessas de paz, de descanso, de alegria plena, de ausência de dores e lágrimas em Cristo, mas não neste mundo, não nesta vida, senão na vida eterna com Cristo, no estabelecimento do Seu Reino.

Mas, por que estou falando sobre isso? Porque é incrível o poder que esta mentalidade de “Paz e Amor é o que importa-nos fazer” tem para nos acovardar, para nos calar e amedrontar quando devemos defender as verdades bíblicas que Jesus veio nos ensinar! É incrível que, quando qualquer pessoa ao nosso redor nos diz que estamos “perturbando a ordem das coisas”, que não estamos sendo “pacificadores ou amorosos” pelo fato de estarmos confrontando o erro ou o pecado existente neste mundo, como isso nos afeta! Nossas mentes logo são direcionadas para essa mentira que nos foi ensinada como verdade, e tendemos a realmente questionar se o que estamos fazendo é o correto, se realmente não deveríamos nos calar para não contrariar a ninguém, não chatear a ninguém e não “fazer alguém menos feliz”. Quanta mentira tem sido semeada em nossas mentes!

A verdade é que Jesus foi quem nos avisou, quem nos PROMETEU, quem nos garantiu que não viveríamos em paz aqui – porque somos enviados como ovelhas para o meio de lobos; porque não somos deste mundo, assim como Ele não é; porque assim como o mundo O perseguiu, assim também perseguirá a nós que O seguimos; porque assim como o mundo não recebeu as Suas palavras, não receberá as nossas; porque o Evangelho é loucura para este mundo e aqueles que se perdem; porque os homens odeiam a Deus e não querem saber dEle e de Sua verdade. Não é assim que é este mundo? Por isso Jesus nos exortou a nos guardar deste mundo mau. A não nos amoldar a ele. A defender a verdade da Palavra, ainda que este mundo não a queira ouvir. E não há dúvidas de que não é possível fazer isso tudo e viver em contínuo conforto, paz, harmonia, alegria neste mundo, e COM este mundo. Não dá pra ser amigo deste mundo e amigo de Deus ao mesmo tempo. Não dá pra servir aos dois senhores, pois iremos agradar a um e desagradar ao outro.

Portanto, precisamos combater essa idéia mentirosa e enganadora de que nosso objetivo maior é manter a paz e a ordem neste mundo, nunca desagradar a ninguém, nunca confrontar, nunca mostrar o pecado, nunca tocar nas feridas e fazê-las doer, nunca contrariar, mas sempre aceitar qualquer coisa que seja. Não é assim! Não foi pra isso que fomos chamados. Nosso chamado foi para proclamar a verdade, ainda que pra isso seja necessário haver divisão entre pai e filho, entre mãe e filha, entre nora e sogra, pois “Quem ama seu pai ou sua mãe mais do que a mim não é digno de mim; quem ama seu filho ou sua filha mais do que a mim não é digno de mim; e quem não toma a sua cruz e vem após mim não é digno de mim” (Mateus 10:37-38).

É claro que isso não quer dizer que, no outro extremo, devemos viver em constante guerra e nunca nos preocupar com os outros, nunca procurar manter a paz onde estivermos. A Bíblia também nos fala que, quanto depender de nós, devemos manter a paz com todos os homens. Devemos ser testemunhas a eles, tanto sobre a justiça quanto sobre o amor do Pai. A verdade é que devemos vigiar e tomar cuidado com os extremos – eles nunca são o caminho correto. Nosso andar, nosso agir, não deve ser nem guiado pela mentalidade “Paz é o que importa”, nem pela mentalidade “Não quero saber de Paz em momento nenhum!”. Não foi nenhum desses o exemplo que Jesus nos deixou.

Fiquemos com as palavras de Cristo: “Eis que vos envio como ovelhas para o meio de lobos; sede, portanto, prudentes como as serpentes e símplices como as pombas” (Mateus 10:16). Esse deve ser o nosso padrão.

Que a Graça de Deus nos dê a sabedoria que precisamos pra aprender a viver assim.

domingo, 27 de junho de 2010

Neutralidade não é uma opção!

Por Charles H. Spurgeon

De quem és tu? (1 Samuel 30.13)

A neutralidade não pode existir no cristianismo. Ou estamos sob a bandeira do Senhor Jesus, para servi-Lo e lutar em suas batalhas, ou somos instrumentos do príncipe ímpio, Satanás. "De quem és tu?" Permita-me ajudá-lo a responder. Você já nasceu de novo? Se isto é verdade, você pertence ao Senhor Jesus. Mas sem o novo nascimento você não pode ser de Jesus. Em quem você confia? Aqueles que confiam em Jesus são filhos de Deus.

Para quem você está trabalhando? Esteja certo de que você está servindo ao seu senhor, pois aquele a quem você serve, obviamente este é o seu senhor. Que tipo de companhia você mantém? Se pertence a Jesus, você se associará com aqueles que usam a insígnia da cruz. Qual é a sua conversa? Ela é celestial ou terrena? O que você tem aprendido de seu senhor? Se você tem gastado o seu tempo com Jesus, as pessoas dirão a seu respeito o mesmo que foi dito a respeito de João e de Pedro — "Reconheceram que haviam eles estado com Jesus" (Atos 4.13).

A pergunta permanece: "De quem és tu?" Se você não pertence a Cristo, está engajado em um serviço muito árduo. Fuja de seu senhor cruel! Entre no serviço do Senhor do amor e você desfrutará de uma vida de bem-aventurança. Se você pertence a Cristo, há quatro coisas que você deve fazer. Você pertence a Jesus — obedeça-O.

Permita que a Palavra dEle seja a sua lei e que o desejo dEle se torne a sua vontade. Você pertence ao Amado — ame-O; permita que seu coração se apegue a Cristo e que sua alma se encha com Ele mesmo. Você pertence ao Filho de Deus — confie nEle. Não descanse em qualquer outro, exceto em Jesus. Você pertence ao Rei dos reis — seja decidido por Ele. Assim, a sua vida demonstrará para todo o mundo a quem você pertence.


Em: Blog Bereianos


Via: [ Blog do Filipe Machado ]

terça-feira, 8 de junho de 2010

Tratados SIM, Supercrentes NÃO (Pr. José Rodrigues)

"Existem, pelo menos, 12 princípios que podemos observar pela vida do próprio Senhor Jesus que regem o caráter de uma pessoa tratada pela cruz. A conversão é apenas o primeiro passo da vida cristã que deve seguir diligentemente a transformação do caráter à imagem de Cristo. Muitos pensam que apenas por participar de atividades em suas igrejas estão progredindo na vida com Deus. O maior medidor do quanto realmente levamos o Senhor Jesus à sério é o nosso caráter.

Segundo os conceitos desse mundo, um homem de caráter tem uma perspectiva de uma pessoa boa, que não prejudica ninguém e que anda de acordo com a lei. A visão de Deus, a visão celestial, todavia, é muito mais profunda do que isso. Segundo o pensamento de Deus, um homem de caráter é o reflexo da própria pessoa de Jesus.

Muitas vezes nos avaliamos segundo a ótica secular, segundo aquilo que o mundo pensa e nos consideramos as pessoas de maior caráter que possa existir. Mas nosso padrão deve ser o Senhor e nosso avaliador, o Espírito Santo.

Em nossa caminhada com Jesus devemos avaliar, entre outras, duas características de uma pessoa tratada pela cruz: sua capacidade de andar na luz e de suportar pressões. O abandono da auto-preservação e o exercício da fé em Deus, em detrimento da própria força, são características fundamentais de um verdadeiro seguidor de Cristo. Convido você agora a permitir que o Espírito Santo sonde o seu coração, ao avaliarmos cada uma dessas características:

Quem anda na luz pode andar em comunhão

Quando andamos na luz, temos capacidade de transmitir sentimentos e pensamentos espontaneamente em qualquer circunstância. Não há por que escondê-los, mesmo que sejam relacionados a um momento de erro do irmão. Se observarmos um pecado, ele deve ser tratado olho no olho com o outro, tomando sobre nós mesmos a responsabilidade pelo fato.

Isso é crescer, procurar resolver o problema. Falar na hora. Muitas vezes as pessoas caem em tentação porque não expressam o que se está passando em seu interior. Não conseguem abrir o coração para ninguém. Se você não pedir ajuda, inevitavelmente estará caminhando para as trevas. Em Provérbios 28.13 está escrito "O que encobre as suas transgressões nunca prosperará, mas o que as confessa e deixa, alcançará misericórdia". Quem pede ajuda obtém vitória. A nossa tendência é mostrar falsas aparências. Não queremos nos mostrar fracos e falhos, muito menos expor nossos pecados. Queremos mostrar que somos os "Supercrentes"!

Pois o raciocínio de Deus é dizermos dia após dia o quanto somos fracos e dependentes um do outro e Dele mesmo. Quando andamos na luz temos comunhão. E comunhão significa andar sobre o mesmo propósito. Na claridade podemos enxergar uns aos outros verdadeiramente. Então, seremos transformados toda vez que zerarmos o velocímetro de nossas vidas.

Caráter não é ser isento de falhas. Caráter é expor as falhas e tratá-las.

Capacidade de Suportar Pressões

Alta temperatura e alta pressão proporcionam o perfeito ambiente para a quebra a cápsula protetora para se chegar ao interior. As marcas da alma são muito fortes em nossas vidas e nos acompanham desde a infância É necessário que as pressões cresçam continuamente, porque quando a temperatura sobe, a purificação acontece.

Se saímos de situações de pressão ilesos, temos aí algum problema. Devemos sair das pressões mais humildes, mais quebrantados e principalmente, transformados. Quando as pressões vierem, agradeça. Não caminhe orientado por aparências, mas sim em busca da realidade. Quanto mais você suporta a pressão, mais você estará na cruz. Cuidado, pois a principal reação contrária é a murmuração. Se você se entregar a ela estará atrasando todo o processo. Deus não enviará uma pressão que não podemos suportar.

O resultado positivo é o conhecimento mais profundo de Deus. Levando-nos a perder valores que nos são muito importantes, nossos valores mundanos. Porque queremos mudança verdadeira. Nessas situações temos a impressão de que Deus apaga a luz e pára de falar conosco. Não há direção. Pensamos que Ele parou de nos abençoar. Entretanto, esse é o processo necessário para a maturidade.

Num determinado momento o Messias também andou em trevas, estava totalmente abandonado pelo Pai. Sem evidências exteriores, só restou o caminho da fé, da Palavra. A Palavra deve se tornar uma âncora. Não culpe ninguém, não faça nenhum tipo de transferência emocional. Você pode perder a oportunidade da purificação.

Na hora da pressão queremos transferir o peso para outro. Seja nobre e quebrantado, esse é o caminho que nos leva para mais perto de Deus, nos torna mais parecidos com Ele.

Não seja supercrente, deixe-se tratar!"

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O Pr. José Rodrigues é o líder da MCM - Missão Cristã Mundial, com sede em Trindade/GO. Tenho encontrado nesse homem um verdadeiro líder, de uma forma que tem me surpreendido muito em muitíssimos de seus posicionamentos dentro da realidade da igreja brasileira. Entre outras coisas, Pr. José Rodrigues é um homem de Deus que foca seus ensinamentos em Teologia, Caráter e Missões (tema central do treinamento intensivo oferecido pela MCM), com ensinos sobre questões pouquíssimos debatidas nas igrejas brasileiras, como Modéstia feminina, Pureza, os males da Televisão, Disciplina na vida pessoal prática e cristã, entre outras coisas. Seus ensinamentos têm me edificado muito e indico-os fortemente.

A Paz!