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quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Modéstia é mais do que a sua aparência

Pessoal, tem muitas coisas que eu gostaria de estar postando a vocês ultimamente. Nos últimos dias, tenho aprendido sobre assuntos incríveis e extremamente importantes pra nossas vidas enquanto cristãos, e tenho estado muito entusiasmada com isso!

Porém, tem alguns textos que já estão "na fila" para serem postados há algum tempo, então estarei postando-os antes de falar sobre essas "novidades", até porque tenho estado um pouco sem tempo e não tenho conseguido parar muito para escrever.

Então, gostaria de retomar um assunto muito especial e muito querido aqui no blog - MODÉSTIA! Já há um tempo que não falamos sobre esse assunto, portanto, queria voltar a abordá-lo com alguns textos excelentes que traduzi e um outro texto que escrevi já há umas semanas. Tenho certeza que eles fazem parte do plano de Deus para nós, especialmente no caso das moças.

O primeiro texto que vou postar, então, será uma tradução do texto "Modesty is more than your apparel" (em português: Modéstia é mais do que a sua aparência), escrito por Amanda Dixon.

Espero que os textos os abençoem e edifiquem a todos, pra honra e glória de nosso Senhor  Jesus Cristo!

Paz!

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Modéstia é mais do que sua aparência (by Amanda Dixon)

Eu fui à loja mais cedo essa semana, e como eu estava esperando na linha, eu escutei uma música que me chocou. Eu não sei a música completa, mas era sobre uma cantora que queria mudar sua vida e deixar seu namorado pra trás. O que me chamou a atenção foi essa linha: “Você está no meu coração como uma tatuagem. Como uma tatuagem, eu sempre terei você”.

Quando a maioria das pessoas pensa sobre modéstia e pureza, elas pensam sobre os aspectos físicos disso. O que elas não percebem é que se trata de muito mais do que isso. É algo emocional também. Na verdade, se você realmente pensar sobre isso, a área emocional da modéstia, pureza e guardar-se dessa forma é a parte mais importante.

É fácil manter o seu próprio corpo puro, mas é um caminho mais difícil manter sua mente e emoções puras. Você não tem o mesmo tipo de contabilidade ao manter sua mente e emoções puras como você tem ao guardar o seu corpo. Se a sua roupa é imodesta, alguém que o ama e se importa com sua pureza falará pra você, mas ninguém sabe o que está na sua mente. Ninguém conhece os pensamentos que você tem. Ninguém pode lhe falar que esses pensamentos são imodestos, porque ninguém os conhece. Eles não podem ler a sua mente. Eles não sabem o que você está pensando a menos que você lhes conte e, na maior parte do tempo, você não fala pra alguém. Então todos os pensamentos e emoções você simplesmente tem que ficar dentro de você. Isso não é algo bom.

Ser modesta (o) é também se guardar para o seu futuro esposo (a). Se vocês têm um namorado (a), e vocês passam tempo com eles, e fazem coisas com eles, e ficam emocionalmente envolvidas com eles, eles sempre estarão com vocês. Vocês sempre lembrarão deles. Eles estão gravados em vocês. O verso da música é realmente verdade. Os relacionamentos que você tem agora estarão sempre, como uma tatuagem, em você, seus pensamentos e seu coração.

Uma vez eu ouvi uma analogia de que você é como um pote de amendoins M&M’s. Toda vez que você cruza as mãos com alguém, passa tempo sozinho com alguém, divide emoções com alguém, etc, você está dando um de seus M&M’s a esta pessoa.

Vocês querem subir no altar com seus futuros cônjuges e ter um pote de M&M’s pela metade, ou ainda menos que a metade, para aqueles que vocês terão para o resto de suas vidas? Ou vocês querem ter um pote totalmente cheio para eles?

A questão emocional da modéstia e pureza é a parte mais importante de ser um jovem homem ou mulher de Deus. Nós devemos manter nossos pensamentos e emoções debaixo do Seu controle e não dar parte de nossos “M&M’s” a alguém, até que este seja nosso futuro cônjuge.

Modéstia é mais do que um vestido ou uma questão de aparência. Se você é modesta ou não está baseado em onde o seu coração está. Se você tem um coração modesto, então você terá uma aparência modesta. Muito mais do que nossa aparência ser modesta, nós temos que nos certificar de que nossos corações, pensamentos e emoções também são modestos.

Para termos certeza de que estamos completamente modestas, nós precisamos ter certeza de que nossos corações são modestos. A Bíblia fala sobre o coração modesto:

1 Timóteo 2:9-10

“Da mesma forma, que as mulheres, em traje decente, se ataviem com modéstia e bom senso, não com cabeleira frisada e com ouro, ou pérolas, ou vestuário dispendioso, porém com boas obras (como é próprio às mulheres que professam ser piedosas)."

Você precisa ter um coração modesto para ter um vestir modesto. Deus não se importa com o externo, Ele olha o interior.

1 Samuel 16:7

"Porém o SENHOR disse a Samuel: Não atentes para a sua aparência, nem para a sua altura, porque o rejeitei; porque o SENHOR não vê como vê o homem. O homem vê o exterior, porém o SENHOR, o coração.”

Então, se você é a pessoa mais modestamente vestida, e o seu coração não é modesto, então Deus não vê as suas roupas, somente o seu coração. E para Ele você é imodesta.

Eu não acho que modéstia de aparência e emoções são apenas para as garotas. Eu acredito que elas são também para os rapazes. Rapazes precisam ser tão modestos quanto as moças. A forma como eles nos olham, falam sobre nós, pensam sobre nós, etc. Se as garotas precisam se guardar e não levar seus irmãos a pecar, pela forma como nos vestimos, agimos, etc, então eu acredito que os rapazes precisam se guardar também. Eles precisam não se associar com garotas imodestas, nem agir imodestamente em relação às garotas. Afastar-se da tentação.

Modéstia é uma questão de duas mãos. Se aplica tanto para rapazes quanto para moças. É uma questão de coração.

Eu oro por cada um de meus amigos e por mim mesma, que à medida que nós caminhamos em direção a nos tornarmos os homens e mulheres que Deus quer que sejamos, que possamos manter não apenas nossas vestes e aparência modestas, mas também nossos pensamentos e emoções. Eu sei que eu não quero ir para o altar com nada menos do que um vaso completamente cheio de “M&M’s” para meu futuro esposo. Eu desejo o mesmo para cada um de vocês que eu conheço.

Amor, Bênçãos e Orações como Sempre...

Amanda Dixon

[Texto original em inglês disponível em: http://superangelsblog.com/?p=30]

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Aspectos Originais da Corte


Pessoal, estou postando a vocês um excelente texto acerca dos principais aspectos da Corte, em sua origem, de acordo com os mais conhecidos autores sobre este tema. Indico que todos os jovens leiam este texto (e o indiquem a outras pessoas), pois, infelizmente, muitos aspectos da Corte têm sido ignorados (e alterados) no meio cristão brasileiro, e ainda é necessário muito amadurecimento nessa área. O texto expõe as opiniões de várias pessoas diferentes, e alguns pensamentos são bastante contraditórios a outros. Assim sendo, devemos buscar em Deus, com humildade e coração disponíveis a servirmos ao Senhor com os mais elevados padrões de conduta, para utilizarmos o que for melhor desta discussão. Comentários sobre opiniões pessoais são sempre bem vindos, especialmente no caso deste texto, onde existem tantas opiniões distintas. Que Jesus os abençoe e que Seu Espírito Santo os guie na leitura do texto.

Paz!
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Aproximações para Côrte / Noivado

Os diferentes ensinos sobre Corte e Noivado
(por David Crank)



Repúdio: Interpretar os ensinos de muitas outras pessoas tem sido necessário para comparações neste artigo. Eu tenho tentado ser muito cuidadoso para não retratar erroneamente estes ensinamentos e para apresentá-los o mais honestamente quanto for possível. No entanto, minhas interpretações e apresentações serão, inevitavelmente, imperfeitas. Não me foi possível validar minhas conclusões com os muitos autores discutidos aqui, então peço desculpas antecipadamente por qualquer possível interpretação errada ou falha em minha explanação. Eu ficarei contente em publicar qualquer correção ou esclarecimento destes autores.


Introdução

O QUÊ é a Corte Cristã? O que é Noivado? Bom, isso depende um tanto de para quem você pergunta. Definições e orientações diferem de autor para autor. Existem muitos pontos similares, mas diferenças significantes ainda permanecem. O propósito deste artigo é familiarizar você com algumas das diferenças, e dessa forma você poderá escolher melhor para sua própria família. Eu vou comparar os ensinamentos de 9 diferentes autores e expositores: Bill Gothard, Jonathan Lindvall, Joshua Harris, John Thompson, Douglas Wilson, Jeff & Marge Barth, Eric & Leslie Ludy, Jeff & Danielle Myers, e Dr. Don Raunikar. Essa não é uma lista exaustiva das pessoas que ensinam nesta área, mas estes são alguns dos principais e aqueles que eu tenho tido a oportunidade de pesquisar.

Uma Pequena História

Onde este ensino se originou? Eu posso lhe falar somente o que tenho conseguido juntar de breves menções em um número de livros e exposições faladas. Bill Gothard estava ensinando um namoro “bíblico” por volta dos meados dos anos 1970, que defendia que todos os rapazes fossem aprovados pelos pais das moças antes de ter um namoro, e antes mesmo que casamento houvesse sido discutido com a garota. Gothard indica ter sido influenciado, no início de sua fase adulta, por um conferencista Cristão (talvez o mesmo que Elisabeth Elliot menciona tê-la influenciado durante seus dias de Escola Bíblica).
Jonathan Lindvall foi influenciado pelos ensinamentos de Gothard e deu um passo além ao definir algo chamado “Corte”, com o qual ele desafiou o grupo de jovens que estava liderando. Gothard, então, parece ter pegado algumas das idéias de Lindvall, e começa a pregar a “Corte” como o oposto de namoro. Daí eu vejo muitas influências cruzadas entre os diferentes autores. Josh Harris, os Myers, e os Ludy parecem todos ter aprendido algo dos demais. Harris foi também significativamente influenciado pelo livro de Elisabeth Elliot (Paixão e Pureza – original em inglês “Passion & Purity”) e pelo livro de Michael Farris (“The homeschooling Father” – original em inglês) que tem um capítulo dedicado à Corte. A última revisão dos ensinamentos de Lindvall recomenda substituir Corte por Noivado, e alguns outros autores adotam pelo menos parte deste novo ensino.

Definições

Os autores a seguir tem definido “Corte” ou “Noivado” como:

Gothard: Corte – “Uma concordância do pai em trabalhar com um rapaz qualificado para conquistar sua filha para o casamento”.

Lindvall: Corte – “Um relacionamento romântico entre um rapaz e uma moça, ambos com idade para se casarem, tendo a benção total de seus pais, e contemplando seriamente o casamento”.

Thompson: Corte – Um estágio / período no Romance Bíblico que antecede o Noivado. Corte constitui o processo de investigar uma pessoa com casamento em mente: avaliar o caráter, valores, crenças, convicções, práticas, interesses e propósitos de vida para assegurar-se de um casamento de Deus. Não deve haver nenhum contato físico e nenhum desenvolvimento de romance / vínculos emocionais durante esse período. Primeiro os pais investigam, depois se segue uma investigação mais detalhada pelos os próprios jovens, geralmente dentro de locais familiares.

Harris: Corte – “Namoro com um propósito; amizade mais possibilidade; e romance acompanhado de bom senso/sabedoria”. Um relacionamento com uma direção claramente definida. “Uma versão reformada do namoro, debaixo da supervisão dos pais, entre um homem e uma mulher que estão preparados para um casamento próximo”.

Myers: Corte – consiste em 3 elementos principais: 1) consideração / justificação para com pais e outros adultos confiáveis; 2) construção do caráter um do outro ao invés de focar a atração física; e 3) esperar para desenvolver um relacionamento sério até que você esteja pronto para casar.

Raunikar: Corte – um relacionamento / processo que inicia com a aprovação total dos pais de ambos (ou de um casal responsável se isso não for possível) com a intenção de considerar o casamento, e se tornarem conhecidos através da família ou atividades em grupo.

Barth: Corte – “um processo pelo qual um rapaz ou uma moça maduros, com idade para se casarem, juntamente com seus pais, procuram discernir o parceiro de Deus para sua vida. Isso envolve os pais ou autoridades de ambos os lados e ainda leva em conta os sentimentos e o discernimento de ambos pelo jovem envolvido.

Lindvall: Noivado – Um compromisso de casamento irrevogável e publicamente anunciado, terminado apenas por infidelidade, durante o qual o cultivo do romance é permitido. Noivado é instigado pelo rapaz e pela moça com a completa aprovação dos pais. Nenhum contato físico ocorre até após o casamento.

Thompson: Noivado – Um estágio / período no Romance Bíblico, que segue o estágio da Corte. É um compromisso de casamento selado, aprovado e supervisionado pelos pais, demonstrado por uma provisão nupcial (preço da noiva / dote) e por testemunhas e/ou um documento. Segue uma cuidadosa investigação que ocorre durante o período de Corte.

Note as semelhanças e diferenças acima. A respeito da Corte: autorização e direção dos pais aparece em todos, com graus variados. Um propósito de casamento está presente ou implícito em todos. Um grau de preparação para o casamento está declarado ou implícito. Alguns enfatizam a investigação enquanto outros enfatizam o cultivo do romance. A definição de Lindvall sobre Noivado define um compromisso amarrado de casamento, sem um período de corte ou qualquer envolvimento romântico prévio. Para Thompson, o noivado é um estágio que segue a corte.


Maiores áreas de diferenças

Existem inúmeras diferenças pequenas, mas somente algumas maiores. As grandes diferenças mais óbvias estão entre “corte” e “noivado”, mesmo que, ainda aqui, as raízes das diferenças convergem para as mesmas poucas áreas-chaves que diferenciam um ensinamento sobre corte de outro. Isso inclui: (1) O grau e forma de envolvimento dos pais; (2) Como escolher com quem estabelecer corte/noivado; (3) o momento para emoções românticas; (4) o momento para formas de contato físico.

(1) Envolvimento dos pais

Embora seja universalmente reconhecida a importância do papel dos pais, o papel defendido varia amplamente. Alguns apresentam a corte / noivado como primariamente conduzido pelos jovens com o conselho e consentimento dos pais (Harris, Ludy, Myers, Raunikar). Outros vêem a corte/noivado como um processo conduzido mais pelos pais, com aprovação dos pais sendo primária e com os pais direcionando significativamente o processo de corte (Thompson, Lindvall, Barth, Wilson, Gothard).

A aproximação conduzida mais pelos jovens está propensa a tratar os pais somente como um entre muitos conselheiros, o qual, algumas vezes, poderia ser ignorado em favor de outras pessoas sábias, ou conselheiros mais espirituais. Quando os pais não são cristãos, alguns argumentam que nenhuma aprovação dos pais deveria ser necessária a respeito da pessoa escolhida ou do momento para o casamento.

Com a aproximação conduzida pelos pais, a aprovação dos pais é normalmente solicitada, qualquer que seja a condição espiritual dos pais. Os pais são encorajados a conversar com os outros pais sobre “perspectivas”, e algumas vezes inicialmente propor a corte para o seu filho ou filha. Todavia, nenhum deles ensina que a corte ou o noivado deveria ser estabelecido sem a concordância dos jovens envolvidos. Também, na medida em que os pais sejam capazes ou dispostos, é esperado que eles façam alguma investigação inicial sobre o “candidato” e a família dele ou dela antes do acordo para a corte. Além disso, eles guiam e supervisionam ativamente o processo de corte, incluindo o fim da corte quando isso parece aconselhável.


(2) Escolhendo com quem estabelecer Corte/Noivado

As diferenças quanto á escolha estão relacionadas com o grau com o qual se procura a direção de Deus, versus tomar a decisão unicamente baseado numa investigação cuidadosa e no bom senso. Por exemplo, os Barth dão mais ênfase em buscar ouvir de Deus, mas também validam a direção através de uma investigação cuidadosa e não se precipitar na decisão. Por outro lado, Thompson não acredita que Deus providencia direcionamento em problemas desse tipo, e então você deveria unicamente confiar nos ensinamentos das Escrituras e na aplicação dos princípios Bíblicos com sabedoria.

Barth, Lindvall, Ludy, Gothard e Raunikar parecem visualizar que Deus tem a melhor/perfeita escolha para seu companheiro e encorajam muitas orações e buscar a vontade de Deus ao fazer esta escolha. Thompson, apesar de defender a sabedoria para fazer a melhor escolha ao invés da “segunda melhor escolha”, não acredita que Deus tem separado um certo alguém pra você (ou pelo menos não alguém que você precise procurar a vontade Dele a respeito). A posição de Wilson é menos clara, mas parece estar em algum lugar entre essas duas.

Aqueles que defendem mais uma corte direcionada pelos pais encorajam a procura por companheiros através de outras famílias com as quais os pais se tornarão familiarizados – famílias semelhantes a sua própria com muitas das mesmas convicções e crenças.

Aqueles que pregam mais uma corte direcionada pelos jovens falam mais sobre encontrar candidatos na escola Bíblica, nos grupos da igreja de universidade ou solteiros, ou no trabalho ou atividades ministeriais.

(3) Momento para o Romance / Emoções

Todos os autores estão preocupados com a pureza emocional tanto quanto com a pureza física. O ideal é evitar se envolver emocionalmente com qualquer outra pessoa que não seja seu futuro cônjuge. As diferenças estão relacionadas com quando e debaixo de que condições o envolvimento emocional deveria ser permitido ou encorajado. Lindvall mostra-se muito preocupado com cortes onde vínculos emocionais fortes são desenvolvidos e então a corte é desfeita, então a sua solução é o noivado – sem absolutamente nenhum envolvimento emocional ou mesmo oportunidade para envolvimento emocional, antes de um compromisso irrevogável de casamento.

Thompson, semelhantemente, restringiria o envolvimento emocional até o noivado, mas se arriscaria a desaprovar envolvimento emocional ocorrendo durante o processo de corte. Apesar de a intenção ser guardar corações e conter-se emocionalmente até a decisão estar tomada, isso não acontece sempre.

Outros autores permitiriam ou mesmo encorajariam um crescimento gradual do envolvimento emocional durante a corte. Eles encorajam um grande cuidado para não permitir que as emoções se tornem comprometidas muito cedo durante o processo, pois assim elas não tornariam nublado o julgamento sobre alguém, e assim as chances de enganos (se a corte for cancelada) são reduzidas ao mínimo. Para evitar o risco de enganos numa relação de corte, eles aconselham: 1) estar muito certo antes de começar a corte ou permitir que isso vá além de uma amizade casual; e 2) não permitir que emoções e expectativas avancem à frente do nível de compromisso e todas as probabilidades de casamento. Uma vez que a decisão de casar tenha sido tomada, o rapaz pode ser encorajado, e ajudado pelo pai da moça, para “conquistar seu coração”, antes de propor o casamento.

(4) Contato Físico

Todos mostram-se preocupados a respeito da tentação neste aspecto e em ser cuidadoso para não atiçar paixões antes do seu tempo. O envolvimento físico antecipado também corre o risco de nublar o julgamento da outra pessoa. Alguns, como Thompson e Lindvall, recomendam absolutamente nenhum contato físico antes do casamento. Outros parecem apoiar o mesmo mas sem uma insistência tão forte. Ainda outros são mais receptivos a algumas demonstrações físicas de afeto antes do casamento, enquanto permanecem cautelosos para não encorajar a luxúria ou tentação em direção à fornicação.

Alguns permitem dar as mãos tão cedo quanto o último estágio da corte, quando o rapaz está buscando ganhar o coração da moça. Josh e Shannon Harris decidiram que dar as mãos e abraços leves seriam aceitos antes do casamento. Harris indica que os casais guardem seus próprios limites sensatamente, considerando que alguém pode ser mais ou menos afetado por diferentes demonstrações de afeto. Os Myers fizeram algo parecido, mas decidiram beijar-se pela primeira vez no seu Compromisso de Casamento. Dr. Raunikar, ao lidar com casais mais velhos e previamente casados, é menos estrito em seus conselhos nessa área, mencionando algum possível beijo mesmo antes do Compromisso.

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[Este post corresponde à tradução de parte do texto “Approaches to Courtship / Betrothal - The Differing Teachings on Courtship & Betrothal”, de David Crank, originalmente em inglês. O texto original, completo, está disponível em: http://www.unlessthelordmagazine.com/articles/Courtship%20Approaches.htm ]

terça-feira, 28 de abril de 2009

Pureza no namoro (by Beleza Imperecível)

Pessoal, estou postando um texto excelente sobre pureza no namoro, que li no site da minha querida irmã Anna - Beleza Imperecível. O texto, na verdade, foi cedido pelo site Monergismo, e estou publicando-o aqui com permissão da Anna. Espero que todos leiam, pois é muito bom mesmo! ;)

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O texto é do Tiago Abdalla T. Neto, cedido gentilmente pelo site Monergismo.
PUREZA NO NAMORO: ISSO É POSSÍVEL?

Dois amigos se encontram no seminário, onde estudam teologia. Um deles pergunta:- E aí, Ciclano, já começaram a namorar?
- Sim, conversamos com os pais dela, e eles deram permissão.
- E aí, já beijou?
- Já.
- É isso aí, garoto!

Beijos à parte, essa história mostra algo bem interessante. Ao saber do namoro de Ciclano, seu amigo coloca o foco no beijo. A preocupação não se concentra em como estava sendo essa fase inicial, o quanto aproveitaram o tempo juntos para crescer em intimidade com Deus, como estavam lidando com as questões de planos para o casamento e lutando para manter sua pureza. Nada disso, o foco estava no desfrute do relacionamento físico. Esse tipo de conversa faria qualquer garota com a cabeça no lugar, sentir-se uma “boca ambulante”.

Essa questão me preocupa como alguém que pastoreia uma comunidade, na qual a maioria dos membros são jovens e estão na fase de começarem um namoro e caminharem rumo ao casamento. Certa vez, ouvi um professor de seminário dizer que casais de namorados tinham liberdade para se beijarem, pois Salomão beijava Sulamita, antes do casamento. Sua base bíblica era Cantares 1.2: “Ah, se ele me beijasse, se a sua boca me cobrisse de beijos…”. O problema é que se esse fosse o caso, então, ele inevitavelmente deveria defender que o casal também tem liberdade para ter relações sexuais antes do casamento! Pois o verso 4 diz: “Leve-me com você! Vamos depressa! Leve-me o rei para os seus aposentos!”. É óbvio, então, que o texto NÃO faz apologia nem ao beijo nem às relações sexuais antes do casamento. Aliás, afirmar que Salomão beijava Sulamita no noivado demonstra total falta de cuidado ao interpretar o texto de Cantares.

Quero propor aqui que o amor romântico pode e deve ser cultivado durante o período de namoro, sem, todavia, estragar a pureza física e moral do casal. Meu propósito não é colocar uma série de limites até onde um casal pode chegar e do qual não pode ultrapassar. Desejo, realmente, que pensemos no relacionamento físico entre um homem e uma mulher, de uma forma moldada pela Palavra de Deus que promova a glória dEle. Pois,Um relacionamento terreno só pode ser corretamente desfrutado quando levado em conta o relacionamento celestial com o Pai. Como parte da dádiva divina que é a vida, o namoro pode e deve ser desfrutado debaixo do temor do Senhor, incentivando atitudes que fomentam a santidade para a glória de Deus.

Assim, compartilho neste capítulo do estudo, algumas questões que tenho avaliado em minha caminhada cristã e, ao mesmo tempo, o que venho aprendendo com outros irmãos, à luz daquilo que as Escrituras nos ensinam. Creio que o problema principal na nossa visão de namoro cristão é que muitos encaram a pureza como uma linha de limite sobre o que se pode e não se pode fazer, enquanto a Bíblia apresenta a pureza como um alvo a se buscar e um caminho a percorrer. Se queremos construir um namoro realmente puro e cujo foco é o crescimento mútuo e a glória de Deus, precisamos parar de discutir sobre até onde um casal pode chegar em sua intimidade física, e começar a nos preocupar em como podemos ajudar uns aos outros, enquanto solteiros ou casais de namorados, a viver uma vida realmente santa que foca os interesses do reino de Deus antes dos nossos próprios interesses.

Quando um casal de namorados aborda a questão do contato físico no namoro com a seguinte pergunta: “Quais serão os limites do contato físico em nosso namoro?”, começaram com a pergunta errada. O que provavelmente está por trás dessa pergunta é: “Até onde podemos desfrutar um do outro fisicamente?”. Proponho aqui uma outra pergunta que vai de encontro à proposta bíblica: “De que modo podemos aproveitar este tempo de namoro, a fim de ajudar um ao outro a crescer na vida cristã e a construir um caráter que Deus espera de um futuro marido e uma futura esposa?”. O foco desta questão muda e dá outra direção ao relacionamento. Não são regras humanas que tornarão as pessoas mais puras. Paulo ensinou isso aos colossenses, lembrando-os que regras humanas não tinham qualquer poder para refrear os impulsos da nossa natureza pecadora:

Já que vocês morreram com Cristo para os princípios elementares deste mundo, por que, como se ainda pertencessem a ele, vocês se submetem a regras: “Não manuseie!”, “Não prove!”, “Não toque!”? Todas essas coisas estão destinadas a perecer pelo uso, pois se baseiam em mandamentos e ensinos humanos. Essas regras têm, de fato, aparência de sabedoria, com sua pretensa religiosidade, falsa humildade e severidade com o corpo, mas não têm valor algum para refrear os impulsos da carne. (Cl 2.20-23, NVI).

Em lugar de oferecer regras, Paulo conduz seus leitores a uma vida devotada a Deus, focando seus pensamentos e desejos naquilo que O agrada (Cl 3.1-4), abandonando as paixões e anseios de seus corações pecadores (Cl 3.5-7). É claro que uma vida cujo foco está em Deus, irá expressar isso de modo prático, como o texto continua mostrando, ao falar do abandono da ira, maledicência, mentira, e do revestir com a compaixão e perdão (Cl 3.8-14). Mas a preocupação primordial deve estar no nosso coração, não apenas em ações externas. É do nosso coração que depende nossa espiritualidade: “Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o coração, porque dele procedem as fontes da vida” (Pv 4.23). Como diria o pastor John Piper, “Deus é mais glorificado em nós quando nos satisfazemos mais nEle”. Qualquer casal que deseja vencer a impureza sexual no namoro, deve buscar, antes de tudo, um coração profundamente desejoso por Deus e que se satisfaz completamente nEle, tanto em Sua santidade quanto em seu amor.Para compreendermos a questão da pureza física no namoro, vamos destacar alguns pontos cruciais ensinados pela Palavra de Deus:

1. Intimidade Física é Símbolo da Aliança do Casamento, Não Recompensa por Níveis de Comprometimento – Gn 2.24; Ef 5.22-32

Michael Lawrence desenvolve bem essa questão em seu texto Sex Theology, por isso, traduzi uma boa parte dele, a fim de que você possa refletir sobre a questão da intimidade física e perceber como muitas vezes pode-se compreender mal o ensino das Escrituras nessa área da sexualidade humana:

Freqüentemente, nós justificamos nossa atividade sexual sobre a base do nível de comprometimento no relacionamento. Quanto maior o nível de comprometimento no relacionamento, mais sexualmente envolvidos nós nos permitimos estar. Uma das coisas mais comuns que ouço no aconselhamento pré-matrimonial são casais dizendo que eles se abstiveram da atividade sexual até noivarem. Neste ponto, toda a restrição interna que eles sentiram, de repente desaparece e, agora, se encontram lutando – algumas vezes falhando – para permanecerem fora da cama.

Será que temos compreendido erradamente o padrão de Deus? Comprometimento crescente legitima níveis crescentes de intimidade sexual fora do casamento? Aqui é exatamente onde a teologia do sexo se torna importante, e uma teologia do sexo requer bem mais do que uma lista sobre o que fazer e o que não fazer. Conforme isso é exposto, sexo não é uma recompensa arbitrária que você recebe por casar-se, e intimidade sexual não está ligada a uma escala crescente de compromisso. Antes, sexo possui um significado teológico dado por Deus e propósito que transcende “minha” experiência e opinião acerca disso.

Conforme o primeiro capítulo do livro de Gênesis, Deus criou homem e mulher à sua própria imagem. “Criou Deus o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou” (Gn 1.27). O que isso significa é explicado nos versos seguintes. Como Deus, homem e mulher devem exercer domínio sobre a terra. Eles devem ser criativos enquanto promovem a ordem e produtividade da criação de Deus. Eles devem, também, viver num relacionamento frutífero um com o outro. Isso é uma clara implicação do mandamento de Deus “Sejam férteis e multipliquem-se” (Gn 1.28). A questão fica ainda mais explícita em Gênesis 2. No meio da criação perfeita de Deus, ele coloca um jardim, literalmente um paraíso. Logo, Deus coloca o homem que Ele fez neste “paraíso” e lhe dá uma tarefa (v. 15). Ordena ao homem que cuide e proteja este jardim. Quase imediatamente depois que dá ao homem esse chamado básico para a sua vida, Deus declara, pela primeira vez, que há algo que não é bom: não é bom que o homem esteja só (v. 18). Então, Deus cria a mulher e a traz ao homem. Adão observa Eva e diz: “Essa é osso dos meus ossos e carne da minha carne” (Gn 2.23). Então, percebemos que somos testemunhas do primeiro casamento, quando Adão e Eva se unem e se tornam uma só carne.

A Bíblia nos ensina que casamento é uma aliança que estabelece um relacionamento entre um homem e uma mulher que não possuem obrigações naturais um com o outro, como um pai e um filho possuem, mas que voluntariamente assumem obrigações permanentes e compromissos de um relacionamento familiar. Antes de dois indivíduos se casarem, eles não são familiares; não são uma só carne. Mas no casamento, estes dois indivíduos se tornam familiares numa união tão próxima, íntima e permanente que a única linguagem para isso é a linguagem da família, a linguagem de carne e sangue.

Nossa capacidade para estabelecer este tipo de relacionamento de aliança é parte do que significa ser criado à imagem de Deus. Exatamente como Cristo é unido ao seu povo de tal modo que Ele se torna a cabeça e a Igreja o Seu corpo (Ef 5.23,30), assim Deus nos criou para refletir Sua imagem enquanto nos relacionamos com uma outra pessoa numa união pactual de uma só carne. Tornar-se uma só carne não significa tornar-se uma só pessoa. Um marido e uma esposa permanecem sendo pessoas distintas. Porém, isso significa que como resultado da aliança do casamento, o marido agora se relaciona com sua esposa como se ela fosse parte do seu próprio corpo, cuidando dela e a protegendo, exatamente como cuida e protege a si mesmo.Agora, se casamento é uma aliança, então tal aliança deve ter um sinal, algo que torna visível a realidade invisível da união de uma só carne. Este é o modo como todas a alianças funcionam na Bíblia. Quando Deus fez uma aliança com toda a criação de não destruir o mundo, novamente, por meio do dilúvio, ele colocou o arco (que chamamos de “arco-íris”) como um sinal no céu. Quando Deus faz a aliança com pecadores arrependidos na Nova Aliança, ele nos dá o sinal do batismo, no qual o visível retrata a realidade invisível de nosso ser sepultado com Cristo, sendo purificado do pecado, e ressuscitando para uma novidade de vida. Da mesma forma, funciona com a aliança do casamento. Um vez casado, um homem se relaciona com sua esposa unindo-se a ela num relacionamento de uma só carne, de mútuo amor, lealdade e intimidade. O sinal desta aliança é o ato físico de tornar-se uma só carne no intercurso sexual.

Agora, eu suponho que alguns leitores estejam pensando: “Você vai dizer que casais devem se abster de beijar até o casamento?”. Não quero lançar um novo conjunto de limites que não devem ser atravessados. Isso desvia do foco. Antes, sugiro que todos nós devemos repensar o propósito e significado da intimidade física entre um homem e uma mulher. Em tudo o que um casal de namorados se envolve fisicamente, com exceção do intercurso, casais casados também o fazem. A única diferença é que um casal casado tem um nome para essa atividade. Chamam isso de “preliminares”. Então, enquanto o casal de namorados conforta a si mesmo, dizendo: “Até aqui tudo bem, porque isso não é sexo”, o casal casado diria: “Isso é ótimo, porque é parte do sexo!”. O fato é, Deus não apenas criou o intercurso sexual, Ele criou tudo que leva ao intercurso, também. E todas as coisas estão ligadas juntas. As preliminares são a rampa de mão única que levam à auto-estrada do intercurso sexual. Em nossos carros não pretendemos diminuir a velocidade nessa rampa de mão única, nem voltar atrás. As rampas que levam à auto-estrada não foram designadas para isso. Foram projetadas para aumentar a velocidade do carro em direção à auto-estrada. Assim, é com as preliminares. Foram projetadas para que um homem e uma mulher aumentem a velocidade e isso funciona. Então, se você não é casado, o que está fazendo na rampa de mão única que leva à auto-estrada? Não foi tencionada para você ficar se expondo sem nenhuma direção, acelerando seus motores, mas não indo a lugar algum.


2. Intimidade Física fora da Aliança do Casamento é frontalmente oposta à Vontade de Deus – 1 Ts 4.3-7

Quando nos deparamos com 1 Tessalonicenses 4.3-8, percebemos no texto algumas diretrizes importantes:

a) V. 3 - O desejo de Deus para seus filhos é que eles se guardem da imoralidade sexual, ou seja, qualquer intimidade física com outra pessoa que não a minha esposa ou marido. Isso deve levar irmãos em Cristo solteiros a ajudarem uns aos outros na preservação da pureza de ambos os sexos. A pergunta típica de um casal de namorados bem intencionados, mas com uma teologia errada é: “Isso mexe com você?”. O ideal de Deus é que casais de namorados e noivos nem sequer façam esse tipo de pergunta, pois deveriam estar longe da imoralidade e não testarem até onde podem chegar sem provocar desejos no outro. A ordem bíblica é fugir, não se aproximar (1 Co 6.18).

b) V. 4-5 – Todo cristão deve cuidar de seu corpo a fim de glorificar a Deus por meio dele. Toques e beijos apaixonados não refletem o autocontrole requerido por Deus dos que são seus filhos. Devemos ser governados pelo Espírito Santo (Ef 5.18), não por desejos e sensações físicas. Nosso corpo é habitação do Espírito Santo e deve ser cuidado como propriedade de Deus, não nossa (1 Co 6.19-20). A melhor pergunta a se fazer é: “Pai, como o Senhor gostaria que eu cuidasse de meu corpo no relacionamento com minha namorada, de modo que O glorifique?”.

c) V. 6-7 – Cuide de sua irmã ou irmão. Não o provoque com palavras, toques nem beijos. Não pense que o seu namorado(a) será mais seu/sua, à medida que aprofundam seu relacionamento físico. Nenhum namorado ou namorada é dono do outro, os únicos que possuem direitos sobre o corpo um do outro são aqueles que estão dentro do compromisso da aliança do casamento (1 Co 7.1-5). O modelo bíblico para tratamento entre qualquer moça ou rapaz que não são casados, sejam casais de namorados, noivos ou solteiros é tratar um ao outro como irmão ou irmã (1 Tm 5.1-2). Lembre-se, ainda que uma moça ou rapaz seja a(o) sua/seu namorada(o), isso não lhe dá direito de desenvolver intimidade física com ela(e), pois essa pessoa poderá ou não ser seu futuro cônjuge. É claro que o propósito do namoro é casar, mas isso não poderá ser garantido até à troca das alianças. Todo namorado ou namorada deveria zelar tão bem pelo seu par, tanto fisicamente como emocionalmente, de modo que se outra pessoa se casar com ele(a), possa lhe agradecer pelo modo respeitoso como você o(a) tratou, cuidando da pureza do leito matrimonial deles (Hb 13.4).


CONCLUSÃO

Se este estudo contribuir para que namorados e pretendentes adquiram uma visão bíblica da beleza e santidade do casamento, além de focarem seus alvos na glória de Deus e na imagem de Cristo, então, certamente, teremos futuras famílias fundamentadas na suficiência de Cristo, dependentes totalmente da Graça de Deus, que espalham adoradores e espelham o Criador, proclamando ao mundo e anunciando às futuras gerações as grandezas daquEle que nos chamou das trevas para a Sua maravilhosa luz.


Retirado de Beleza Imperecível: http://belezaimperecivel.com/?p=500

quinta-feira, 2 de abril de 2009

O tão falado Namoro...



Hoje eu estava mexendo no meu orkut e fiquei observando as fotos de alguns dos meus amigos adicionados...

É incrível como as pessoas (maioria delas) fazem questão de expôr suas fotos com seus namorados (as) - suas carícias, beijos, abraços, poses, etc.

E eu fiquei muito pensativa a respeito disso...

Como as pessoas hoje em dia, principalmente os jovens (mas não somente eles, sem dúvida!), se tornaram tão obviamente dependentes de relacionamentos amorosos! Isso é tão triste! Porque, ao mesmo tempo em que as pessoas se tornam cada vez mais desacreditadas a respeito de Família, Casamento, Fidelidade, Amor, Valores, elas também se tornam cada vez menos capazes de permanecer solteiras e lidar com suas próprias vidas sozinhas. Elas simplesmente se convenceram de que precisam ter um relacionamento amoroso (pra não dizer sexual), seja um “fica”, uma “paquera”, namoro ou qualquer outra coisa, para estarem felizes ou “curtindo a vida”.

No entanto, quando você convive com essas pessoas e conhece suas trajetórias de “relacionamentos”, não raramente você vê idas e voltas, incertezas, inseguranças, imaturidade, falta de respeito, mágoas e tantas outras coisas ruins... Moças que se conformam porque seus namorados saem pra festa e voltam bêbados (quantas amigas minhas contavam histórias de que tinham que levar seus namorados carregados pra casa de tão bêbados que eles estavam! – e ainda contavam rindo, como se isso fosse lindo!), que se conformam em terem brigas constantes, desentendimentos, em ouvirem coisas que não precisavam ouvir, em terminarem jurando que nunca voltarão e, uma semana depois, ferirem seu próprio orgulho e identidade voltando com alguém que não as merece... Jovens que se conformam em estar com alguém a quem não amam (e admitem isso com a maior naturalidade!) por simples “hábito”, porque se acostumaram em ter sempre alguém do lado e, por isso, não conseguem mais ficar sozinhos, porque se sentem carentes, depressivos, sem motivação... Quantos de nós nunca ouvimos a célebre frase: “Nada melhor do que um novo amor para esquecer um velho” (ou algo assim)?

Mais do que me deixar “revoltada”, aborrecida ou qualquer coisa do tipo, isso me deixa muito triste! É triste ver a crise de identidade que nossa geração tem sofrido, como as pessoas perderam completamente a idéia do que realmente importa em suas vidas, do que as faz importantes, do que faz a vida valer a pena... É triste ver como as pessoas hoje em dia são carentes, quanto tem faltado afeto e valores em suas vidas, e como elas têm se apegado às propostas vazias do mundo para tentar suprir a sua carência! Festas, “amigos”, namoros, bebida, fama, beleza... – são todos tentativas de escape de suas necessidades reais enquanto uma pessoa que tem não apenas mente e corpo, mas também coração e espírito... são formas de tentar preencher um vazio que não está em seu intelecto ou em seu corpo, mas em suas emoções e espírito! E reconhecimento, dinheiro, beijos ou risadas jamais conseguirão preencher isso!!!

O problema é que as pessoas não têm mais Identidade! Elas a perderam há muito tempo e desistiram de procurá-la! E continuam vivendo suas vidas, procurando atalhos e soluções que nunca trarão suas identidades de volta! Não precisa nem falar do quanto cada relacionamento que se vive, cada palavra, sentimento, pensamento, afeto, gesto, expectativa oferecido a uma pessoa, que hoje faz parte de sua vida e amanhã você finge que nem conhece, tiram e levam embora pedacinhos da sua identidade que parecem sem menor importância, mas que aumentarão cada vez mais o seu vazio... até levarem embora toda a sua esperança, seus sonhos, sua pureza diante da vida e das pessoas!

E muito mais triste do que ver isso acontecendo em todo o mundo, é ver isso acontecendo dentro das próprias igrejas! Nas igrejas o padrão deveria ser diferente! As pessoas (ou, pelo menos, os líderes) deveriam enxergar o quanto os “namoros” que os jovens têm buscado e vivido é prejudicial às suas emoções, seus valores... Mas, não!!! Os líderes acham tão “bonitinho” ver o casalzinho de adolescentes de 14 e 15 anos namorando, trocando juras de amor eterno, entregando seus sentimentos e expectativas de forma tão séria, mas também tão imatura... “Mas o importante é que eles fazem parte do ministério de adolescentes da igreja, são líderes da escola bíblica dominical, respeitam seus pais, não bebem e não vão pra festa, eles nem fazem sexo!!! Que problema há neles namorarem então?”...

Infelizmente, não poucas vezes, já ouvi pastores e casais de liderança estimulando os jovens a namorarem, criticando-os porque eles estão solteiros, dizendo que vão ficar “encalhados”, que eles têm que aproveitar a vida!!! :O Gente, como os jovens algum dia vão entender o real valor e significado do Casamento, de suas próprias vidas, de Pureza e Santidade se, dentro das próprias igrejas, eles têm recebido valores completamente diferentes? Namoro não é apenas uma questãozinha boba, algo que os jovens precisam viver pra poder aprender sobre a vida... “Ah, ele vai se decepcionar, mas é assim mesmo! Ele tem que aprender! Depois que ele quebrar a cara, ele aprende!”... E todos os sonhos que foram construídos e serão destruídos em cada relacionamento? E os sentimentos que serão feridos e as marcas que eles deixarão? E as lembranças de tamanho investimento que foi frustrado, das mágoas que ficaram e de como essas lembranças influenciarão seus futuros envolvimentos?

Estou fazendo “uma tempestade em copo d’água”? Sinceramente, acho que não! Estou tentando fazê-los entender o quão preciosos são os nossos sentimentos, pensamentos, sonhos, expectativas e que Deus não os criou para serem explorados e distribuídos indistintamente por aí! Não apenas o nosso corpo (e, dentro desse item, não apenas o SEXO) foi criado por Deus para servir como um vaso de honra e pureza em nossos futuros casamentos, mas também (e com a mesma importância) nosso coração e nossa mente! O Casamento é uma Instituição criada e honrada por Deus, como proteção e fonte das Suas bênçãos para as futuras gerações! Ele não pode ser construído de qualquer forma, como se fosse apenas uma “tradição” ou um “momento especial” em que duas pessoas que “se amam” vão se unir e receber as bênçãos de Deus! Não!!! Sua importância e seu valor vão muito além disso!!! O Casamento é sagrado, e deve ser entendido e construído como algo sagrado!!!

Todo mundo deveria ler esse texto que explica sobre o Casamento Judaico e seu significado: http://www.chabad.org.br/ciclodavida/casamento/casamento.html
Vou colocar apenas um trecho que me marcou muito:

“A chupá por cima da cabeça dos noivos simboliza que estas duas almas estavam inicialmente interligadas e unidas, e que seu encontro e casamento constitui realmente uma reunificação. Quando vieram a este mundo material, receberam corpos físicos dentro dos quais a alma original se separou. Finalmente elas se reencontram e se reúnem. Isto explica a grande alegria de um casamento. Uma reunião após uma separação temporária é muito mais emocionante que a união de algo completamente novo.”

Os jovens judeus não se mantém solteiros e sem envolvimento (de qualquer tipo – emocional, sexual, amoroso) com outra pessoa até o dia do casamento apenas por uma questão de regras e leis, pelo menos não é o que a cultura prega, mas eles o fazem por entenderem que a união (não apenas a conjugal, mas qualquer envolvimento) entre duas pessoas é uma coisa séria, constituída por Deus, e que não deve acontecer de qualquer forma ou em qualquer momento! Eles valorizam algo que nasceu no coração de Deus! Enquanto na nossa cultura ocidental o namoro é algo completamente banalizado, cujo sentido foi extinto, como se não tivesse a menor influência em nossas vidas!!! Como podemos nos achar tão melhores que os judeus simplesmente porque nos chamamos “cristãos”, se eles têm entendido e vivido muito mais coisas de Deus do que nós, apesar de pregarmos que “recebemos Jesus como nosso Senhor”? Se realmente recebemos Jesus como nosso Senhor, então Ele precisa reinar, governar, e devemos considerar santas e importantes as coisas que Ele considera santas e importantes!

Bom, sem falar da história da “Corte”, que virou moda entre os jovens cristãos né?! “Olha aquela moça, tão abençoada, bonita, vive na igreja, é inteligente e simpática, e ainda gosta de mim!... quem sabe não é ela a minha futura esposa? Vou conversar com ela para orarmos e pedirmos direcionamento de Deus!”... Por acaso isso é corte? Na verdade, isso é tudo menos a corte em seu sentido real como Deus a planejou! Então, todos os jovens da igreja já fizeram corte com metade das meninas e, enquanto oravam, descobriram que nenhuma delas era a sua futura esposa, apesar dos meses e meses em que se encontravam, andavam de mãos dadas e “oravam” juntos... Em que parte eles estão se guardando para suas futuras esposas e dando o devido valor aos seus futuros casamentos? Acho que, manter “compromissos de oração” com uma moça que você não sabe se É a sua futura esposa, não é a melhor forma de você se preservar para o seu casamento! Você pode até manter seu corpo (geralmente apenas o sexo, porque até o beijo já é a coisa mais normal da face da terra, dentro mesmo das “cortes” – sem falar dos abraços apertados, “cosquinhas” na barriga, “fungado” no pescoço, etc, etc, etc... coisas muito puras, é claro! Não podemos considerar isso envolvimento físico com alguém!) guardado para seu futuro casamento... no entanto, suas emoções, pensamentos, esperanças continuam sendo exploradas em cada um desses “compromissos de oração”!

“O que fazer, então? Desse jeito eu nunca vou saber com quem devo me casar!!!”... Busque ao Senhor! Somente!!! Pare com essa corrida sem fim de ficar tentando encontrar sua futura esposa ou seu futuro esposo!!! STOP!!! Pare de ficar se preocupando se vai chegar ou não, se é o fulano ou é o beltrano, se vai demorar muito... Deus não criou suas energias para ficar se preocupando com essas coisas! Essa responsabilidade não deve ser sua, mas de DEUS! Isso é deixar que Deus tenha o controle!!! É você simplesmente ENTREGAR, e esquecer, deixar Ele trabalhar!!! Enquanto isso, você precisa entender que existe trabalho esperando por você também!! Antes de você encontrar seu “príncipe” ou “princesa”, você precisa se TORNAR um Príncipe ou uma Princesa!!! Isso quer dizer tornar-se exatamente aquilo que o Senhor quer que você seja, ser moldado por Ele em todas as áreas de sua vida!!! Ao invés de gastar o seu tempo tendo “compromissos de oração” com um “irmãozinho abençoado” que, quem sabe, poderia ser seu “príncipe”, gaste seu tempo tendo COMPROMISSOS de oração e de VIDA com DEUS! Gaste tempo aprendendo sobre Deus, recebendo as Suas Promessas e se tornando um verdadeiro Homem ou Mulher de Deus!!! Mude o seu foco! Aprenda a confiar e entregar!

Então, você verá quão grandes bênçãos estão reservadas para nossos períodos de solteiros, o quanto podemos crescer, amadurecer e nos tornar capacitados para vivermos casamentos totalmente abençoados e abençoadores quando for o tempo certo!!! Você verá que seu bem-estar, sua felicidade, sua realização e satisfação não estão em ter um “namorado” do seu lado, e sim em estar, permanentemente, descobrindo e vivendo os sonhos de Deus para a sua vida!

Deus te abençoe!