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terça-feira, 4 de maio de 2010

Sobre Águias II: Como se enamoram e se acasalam as águias

Ahhh... essa parte é tão linda!!! xD Sou meio suspeita pra falar né? Falando de águias e de romance ao mesmo tempo!!! rsrs.. Uma inspiração pra vocês! ;) Espero que gostem. Fiquem na Paz.

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"O casal de águias entretém uma relação de fidelidade por toda a vida. Juntos caçam, juntos montam o ninho, juntos incubam os ovos e juntos buscam alimento para os filhotes. Como entre os humanos, o casal de águias não copula apenas para multiplicar a espécie ou em certos períodos do ano por ocasião do cio. Surpreendentemente, copula com frequência. Na fase de enamoramento, até oito vezes ao dia. Depois de acasalados, se amam em qualquer época do ano, como expressão de companheirismo amoroso.

O enamoramento tem símbolos de grande força. O macho, voando mais alto, se precipita como uma flexa por sobre a fêmea que voa muitos metros abaixo. Ao aproximarem-se, a águia-fêmea se volta sobre o dorso. Fica de peito para cima, expandindo as asas e estendendo as garras na direção da águia-macho. E dá-se então o festival do encontro. A águia-macho, vindo como uma flecha, de súbito paira no ar. Abre as asas e entrelaça suas garras com as garras da águia-fêmea. Assim ficam, ora voando à maneira de bicicleta, ora para frente, ora para os lados, ora deixando-se cair, embevecidos pela paixão, até quase tocarem o solo. Só então se separam e voam em forma de guirlanda, ascendendo para um novo abraço de garras e de volutas no espaço.

Depois se acasalam. Antes, porém, dá-se uma disputa feroz entre dois machos rivais. São lutas renhidas e sangrentas. Podem durar horas. Garras, bicos, asas: eis as armas usadas um contra o outro. Às vezes se entrelaçam no ar, a cem metros de altura. Esvoaçam penas por todos os lados. Despencam enrolados um no outro até perto do chão. E aí se largam. Ganham novamente altura e, revezando ataques mútuos, retomam a disputa. Às vezes rolam no chão, numa nuvem de pó e de penas, num estardalhaço sanguinário. Até que um macho, precipitando-se com fúria e violência sobre o outro, consegue atingí-lo profundamente. A luta termina quando um se dá por vencido e ganha os longes do céu, fugindo.

Conquistada a noiva, a águia-macho ganha como troféu o seu território demarcado. E lá vive o casal voando e caçando por muitos e muitos anos, felizes até que a morte os separe."

(Leonardo Boff - retirado do livro "A águia e a galinha - uma metáfora da condição humana", páginas 50-52)

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Solteiro x Casado - Tudo tem seu tempo...



Pra começar a falar sobre "vida de solteiro", precisamos pensar um pouco sobre o que quer dizer ser "solteiro". Algo muito óbvio a respeito dessa palavra, no qual invariavelmente vamos pensar ao ouví-la, é sua oposição à palavra "casado". Bem, ser solteiro é, de forma bem básica e simples, não ser casado (podemos, inclusive, considerar que uma pessoa viúva é também solteira, porque não está casada). Pronto. "Solteiro" e "Casado" são palavras opostas, falam de coisas contrárias, uma não tem nada a ver com a outra e, por isso, não há como elas conviveram juntas, simultaneamente. Isso justifica o comentário preocupado e cheio de lamentação das pessoas: "Fulano casou mas continua querendo viver como solteiro". Isso é algo que nunca poderia dar certo e, certamente, vai dar em confusão!

Mas o fato é que a maioria de nós (com dois tipos de exceções: as saudáveis - como os verdadeiramente chamados ao celibato; e as patológicas - a maioria dos casos em nossa realidade) vamos passar por estes dois momentos: Solteiros e Casados. Isso é um fato. E a parte boa disso é: DEUS planejou que fosse assim! (Isso não é maravilhoso?) Deus planejou que "todos" vivessemos como solteiros, inicialmente, e, depois, como casados (o contrário não é verdadeiro!). É interessante pensar que Deus não colocou o Casamento ANTES da fase de Solteiros, mas DEPOIS. Há muita sabedoria de Deus nisso!

A parte meio "desconhecida", ignorada ou "deletada" dessa história é que nós devemos viver cada fase no seu momento devido, como aquilo que ela é, porque, para cada fase, Deus tem um PROPÓSITO DIFERENTE!


"Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo propósito debaixo do céu:
Há tempo de nascer e tempo de morrer;
Tempo de plantar e tempo de arrancar o que se plantou;
Tempo de matar e tempo de curar;
Tempo de derribar e tempo de edificar;
Tempo de chorar e tempo de rir;
Tempo de prantear e tempo de saltar de alegria;
Tempo de espalhar pedras e tempo de ajuntar pedras;
Tempo de abraçar e tempo tempo de afastar-se de abraçar;
Tempo de buscar e tempo de perder;
Tempo de guardar e tempo de deitar fora;
Tempo de rasgar e tempo de coser;
Tempo de estar calado e tempo de falar;
Tempo de amar e tempo de aborrecer;
Tempo de guerra e tempo de paz."
(Eclesiastes 3:1-8)

Além de cada fase ter o seu próprio e específico PROPÓSITO, cada fase também tem suas próprias e específicas BÊNÇÃOS. Alguém aí já experimentou comer as sementes de uma fruta ao invés da própria fruta? Bom, eu nunca fiz esse experimento, mas imagino que não deve ser nada bom! Porque a semente tem seu próprio PROPÓSITO e BENÇÃO, os quais são completamente diferentes do PROPÓSITO e BENÇÃO dos frutos! É um erro e uma tolice esperar que as sementes tenham o mesmo sabor dos frutos! A verdade é que além de estragar a semente, você ainda vai ficar com um gosto ruim na boca! Porque tudo tem seu tempo determinado, e há tempo para todo propósito debaixo do céu!

O grande erro que nossa geração está cometendo é justamente esse: comer as sementes, ao invés dos frutos (e eles ainda não entendem porque não sentem o bom gosto que esperavam!). É querer viver, enquanto solteiros, os PROPÓSITOS e as BENÇÃOS que são próprios do período de CASADOS! Então, o que vemos, são pessoas solteiras querendo usufruir de tudo o que é específico do casamento, e pessoas casadas - obviamente, como um resultado lógico - querendo usufruir do que é específico de solteiros! O resultado, é claro, só pode ser um: TRAGÉDIA! CONFUSÃO!

Por que? Porque, além de não ser POSSÍVEL usufruir do PROPÓSITO e das BENÇÃOS de uma fase sem estar vivendo essa fase, você ainda estará perdendo os PROPÓSITOS e as BENÇÃOS que foram preparados para a fase que você está vivendo! Em outras palavras: você não vai sentir o gosto da fruta ao comer as sementes, e ainda vai perder a oportunidade de plantar as sementes e ter os frutos (da mesma forma que pegar uma fruta e plantá-la na terra provavelmente não dará certo - logo logo aparece um bicho qualquer, cava a terra e come a semente e a fruta que você plantou!).

Nossas vidas de solteiros tem Propósitos e tem Bençãos que nós só viveremos nessa fase! Se perdermos nosso tempo tentando viver aquilo que é próprio da fase de Casados, vamos nos frustrar por essa tentativa nunca dar certo e ainda vamos acabar perdendo as bençãos que poderíamos viver neste momento. Além disso, se não cumprimos o Propósito que nos é proposto na primeira fase, acabamos comprometendo a fase seguinte!

Ainda que eu acredite completamente no Casamento (porque ele também tem propósitos e bençãos bem definidos), Paulo falou grandes verdades ao escrever I Coríntios 7:32-34:

"O que realmente eu quero é que estejais livres de preocupações. Quem não é casado cuida das coisas do Senhor, de como agradar ao Senhor; mas o que se casou cuida das coisas do mundo, de como agradar à esposa, e assim está dividido. Também a mulher, tanto a viúva como a virgem, cuida das coisas do Senhor, para ser santa, assim no corpo como no espírito; a que se casou, porém, se preocupa com as coisas do mundo, de como agradar ao marido."

Sim, o Casamento é plano de Deus para nós (porque mesmo esta "preocupação com o mundo" tem um propósito), mas não podemos dizer que o que Paulo escreveu é mentira. Enquanto solteiros, todas as nossas preocupações podem estar no Senhor (diretamente). Mas, basta olhar pra uma pessoa que está "namorando" pra ver essa cena mudando de figura. Pergunte para um marido ou esposa, pai ou mãe, quanto de suas preocupações não acabam ficando focadas em seus cônjuges ou filhos. É claro que isso não é de todo ruim, porque podemos servir e honrar a Deus através disso. Mas só poderemos fazer isso se estivermos preparados para lidar com isso da forma correta. Deus intencionou que nos preocupássemos com isso NO TEMPO CERTO! Se acontecer no momento errado, ao invés de ser benção, será tropeço (o que geralmente ocorre).

Deus intencionou que homem e mulher se relacionassem romanticamente! O romance está em nós! Em todos nós! (Especialmente nós, mulheres! =D ) Foi Deus quem o pôs lá! Mas há tempo certo para vivê-lo, como há tempo certo para colher e comer a fruta. E este tempo é o CASAMENTO. Há um tempo certo para homem e mulher andarem juntos e compartilharem suas vidas (o que quer dizer muito mais do que "fazer sexo"!), o tempo em que as "preocupações com o mundo", que Paulo falou, podem se transformar em bençãos. E este tempo NÃO É enquanto você está SOLTEIRO (ou seja, enquanto você ainda não está CASADO!).

Na minha opinião, aqui acaba a famosa questão "Pode beijar ou não pode beijar?", "Nem selinho pode?" ou "Com abraço ou sem abraço?", "Abraço forte ou abraço apertado?"... O momento para dividirmos nossas preocupações com algo (ou alguém) além de DEUS chama-se CASAMENTO - porque lá essa "divisão" será segura e abençoada por Deus. Lá essa divisão acontece com propósitos muito bem definidos por Deus. Enquanto isso, não devemos fazer divisões!

Nossos períodos de solteiros foram feitos PARA DEUS - exclusivamente! É um grande momento, muitíssimo especial e vital, em que descobrimos quem é Deus, quem somos nEle, o que devemos fazer neste mundo, como devemos viver... É como os primeiros meses de uma gestação, em que o feto está se formando, os primeiros tecidos e órgãos, é o momento em que a mãe deve tomar os maiores cuidados, pois tudo pode alterar a formação do novo bebê (e afetar o seu futuro desenvolvimento). É como o momento de pegar a semente e plantá-la, e cuidar dela, pra que não haja nem muito sol nem muita chuva, pra que nenhum animal cave a terra e a coma, pra que ela consiga sobreviver e dar os frutos... São momentos em que a vida está sendo gerada e, por isso, merece todo o cuidado! Por isso Deus intencionou nos manter sozinhos e exclusivamente dEle! Para que Ele mesmo, pessoalmente, guiasse nosso crescimento - da forma correta.

Sabe, quando permitimos que o Senhor seja nossa única e maravilhosa preocupação durante nossos períodos de solteiros, aprendemos a CONFIAR nEle e, assim, não precisamos ficar nos preocupando com "como será a próxima fase". Nós queremos aproveitar CADA MOMENTO desta fase incrível que estamos vivendo com o Senhor, sabendo que Ele mesmo é quem irá preparar a próxima fase para nós. Não precisamos ficar pensando e planejando o que será, ainda que estejamos nos preparando para ela, ou melhor, sendo PREPARADOS POR DEUS para ela. Nós podemos curtir todas as bençãos deste lindo momento que estamos vivendo!

Até que, finalmente, estivéssemos suficientemente maduros, a ponto de podermos compartilhar toda a vida que Ele nos deu com outra (s) pessoa (s) [cônjuges e filhos] sem preocupação ou temor. Dividir nossa atenção, olhos, ouvidos, coração com essa outra pessoa antes do tempo poderia ser muito prejudicial. Tudo tem seu tempo certo e determinado - por DEUS.

Lembro de quando eu era criança e gostava demais de jogar video game!! =P Um exemplo bem prático e fácil são os jogos do Super Mario World! [hahaha.. eu realmente gostava de jogá-los!!] Lembro que, em cada fase (assim como na maioria dos outros jogos de "fases" também), tinham vários prêmios que podíamos ganhar - eram moedas, vidas, estrelinhas, aquelas coisinhas que nos davam asas ou florzinhas de fogo pra destruir os inimigos... e a gente sempre fazia de tudo pra pegar o máximo desses prêmios que conseguissemos! Tinham até aquelas fases que entrávamos só pra pegar as moedinhas, e o tempo ia passando bem rápido e nós desesperados pra pegar o máximo de moedinhas!!! rsrs... Tínhamos que chegar ao final da fase no tempo estipulado, senão morríamos! Então, tínhamos que nos esforçar ao máximo pra aproveitar tudo o que podíamos durante aquela fase. Aí, então, iríamos pra próxima fase e tudo seguia sua sequência. O legal é que tudo aquilo que conseguíamos em uma fase nós levávamos pra próxima. Quanto mais moedas, vidas, poderes, "Yoshis" nós ganhassemos na fase em que estávamos, mais teríamos na próxima.

Era essa mentalidade que deveríamos ter para viver nossas próprias vidas. Saber que cada fase tem muitos "prêmios" para nos oferecer, e que não podemos ganhar esses prêmios nas outras fases - ou os vivemos agora, ou os perdemos. Portanto, deveríamos aproveitar o tempo que temos agora, enquanto solteiros, e nos dedicar ao propósito deste nosso tempo - crescermos em Deus - e colhermos todas as bençãos que nos são propostas neste tempo (bençãos que não tem nada a ver com "poder fazer o que você quiser, quando quiser, sem dever satisfação pra ninguém" ou simplesmente "curtir a vida") - bençãos que irão nos preparar para a fase seguinte, bençãos de sermos tremendamente usados por Deus, com o vigor, a força, os sonhos que temos a coragem de ter enquanto somos jovens, bençãos de podermos abençoar muitas e muitas vidas, nos deslocar com mais facilidade para a obra de Deus, etc. Essas são bençãos que também podemos viver dentro do casamento, mas de uma forma bastante diferente, porque o casamento nos reserva outras bençãos mais, distintas, mas também muito importantes.

Tenhamos a sabedoria de usufruir completamente as bençãos e propósitos da fase que estamos vivendo! Pra que perder tempo e energia comendo as sementes, ao invés de plantá-las e regá-las pra que dêem seus preciosos frutos?


Que o Senhor nos dê essa sabedoria.

A Paz! :)

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Como um Homem de Deus deveria parecer... (por Kathy Gruben)


Pessoal, eu estou simplesmente amando as discussões no último post (Aproximações com o sexo oposto), e peço muito encarecidamente que os que ainda não opinaram não o deixem de fazer, esta é uma discussão importante e espero poder saber muito mais sobre o que vocês pensam.

Geralmente, quando temos um tema importante, que necessita de um debate um pouco mais aprofundado, o que torna a participação de vocês ainda mais fundamental, não gosto de postar um novo texto, prefiro deixar um tempo específico para esse fim, a fim de priorizar o tema. Era o que eu estava planejando fazer desta vez.

Porém, ainda há pouco, eu estava dando uma olhada no meu arquivo de textos do/para o blog, e revisando os textos que separei para publicar aqui e ainda não consegui fazê-lo. E encontrei este texto tão precioso.

É um texto originalmente em inglês e, à medida que eu o estava traduzindo, simplesmente me encantei e não posso deixar de publicá-lo a vocês. Interessante que já faz tanto tempo que salvei esse texto, com o objetivo de publicá-lo, mas ainda não tinha parado para traduzí-lo.

Então, vou postar a tradução pra vocês. No entanto, peço mesmo que vocês não deixem de participar do debate do post anterior, é um assunto importante.

E dedico este texto, então, para todas as Mulheres de Deus, as Princesas do Senhor, para que o Espírito Santo guarde cada um de seus sonhos e nunca deixe que seus ideais, seus sonhos e padrões sejam diminuídos, mas que vocês continuem sonhando, cada vez mais alto. Acreditem, nada do que nosso Senhor nos propõe ou promete é impossível, e é Ele quem está escrevendo nossas histórias, portanto, podemos esperar ansiosamente por elas (e pelos príncipes também!).

Também aos rapazes, todos quanto algum dia visitarem o blog. Que este texto possa inspirá-los e encorajá-los a serem verdadeiros príncipes, não simplesmente "porque existem princesas à espera de vocês", mas porque vocês foram criados e chamados para serem como o Príncipe e Cavalheiro Maior - Jesus Cristo! Porque vocês foram criados para serem os protetores de suas irmãs em Cristo e, um dia, para serem os fundadores e sacerdotes da maior e mais linda instituição planejada por Deus - a Família. Elevem seus padrões cada dia mais, cuidem de seus corações e mentes, recebam a Pureza de Deus, e tomem posse de suas identidades enquanto Cavalheiros e Poetas. O mundo tem precisado de homens assim!

Que o Senhor nos abençoe, guarde e proteja nossos sonhos e corações, e nos ajude a continuar andando na contramão e elevando nossos padrões.

Em Cristo.
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Eu usaria essas palavras para descrever este maravilhoso homem de virtude…


Nobre, cavalheiro, corajoso, divertido, verdadeiro, sábio, leal, apaixonado, protetor, gentil, humilde, forte, doador de si mesmo, aventureiro, paciente, amoroso, amável, servo, inteligente, educado, centrado na família, amante da verdade, mergulhado na Palavra de Deus, de oração e hospitaleiro.


Estes não são os tipos de rapazes que você sempre encontra à primeira vista em uma multidão. Mas estes são os tipos que você mais admira uma vez que os encontre. Eles são aqueles que vão até a pessoa sentada do lado de fora da igreja procurando ficar isolada, e lhe apertam as mãos com um sorriso. Eles são aqueles que você encontrará em casa ao invés de em um grupo de jovens. Você os verá sentados com seus pais ao invés de estar ensaiando notas no fundo da igreja com seus amigos. Você os achará ajudando na cozinha ou levando o lixo pra rua, caminhando com as senhoras até os seus carros e transportando sacos de fralda ainda que estes não os pertençam.


Você os verá com outros rapazes, em profundas discussões sobre teologia, cosmovisão, filosofia, política, e livros ao invés de simplesmente falar sobre os últimos jogos de futebol, jogos de computador ou garotas. Ainda que eles também possam conversar sobre estes assuntos quando necessário. :-) . Estes são os rapazes que andam do lado de fora da calçada para proteger a moça com quem possam estar, e estão sempre procurando por maneiras de cuidar dela como uma irmã. Quando procuram por uma companheira, eles querem aquela que está em casa (ou deseja estar) e fica com sua mãe e irmãos mais do que com seus amigos.


Eles amam um tempo bom, mas normalmente implicam em lutas de espada, último “Frisbee”, jogos de tabuleiro, caminhadas, toques de futebol, brigas com balão de água e filmes populares ao invés de times esportivos, danças no bar ou filmes com violência e sexo – quem se importa se eles já estão em seus 20 anos! Uma grande noite na cidade inclui levar seus irmãos à doceria, biblioteca ou para um mini-golfe. Eles são apaixonados pelas coisas de Deus e não abrem mão de suas convicções, não importa o que os outros possam dizer ou fazer. Eles não se importam que alguns possam vê-los como “caretas” ou estranhos por não namorarem ou passarem tanto tempo com suas famílias – eles se orgulham disso!


Você pode vê-los na rua às 6:30 da manhã se apressando para chegar à escola bíblica às 7:00h, ainda que ninguém esteja mandando-os ir. Você os encontrará no culto familiar, cantando e tocando o piano, ensinando a Palavra de Deus para sua família ou sentandos aos pés de seus pais. Eles escrevem maravilhosas cartas de encorajamento com todo o sentimento de seus corações quando é necessário e, ainda assim, podem não dizer muitas coisas a título pessoal para muitos. Eles guardam confidências. Você pode facilmente vê-los com uma multidão de crianças sobre eles enquanto ajudam a ensiná-las algo ou brincam com elas. Eles vão assistir um filme antigo e jogar cartas com seus pais e irmãos, mesmo quando prefeririam estar jogando “Stronghold Crusader” no seu laptop.


Ele abriria mão de sua própria vida por seu Salvador, seus ideais e sua família. Ele faz sorvete flutuante de todos os tipos – até mesmo estranhos “concoctions” – e leva chá pra sua mãe na cama. Ele faz bolos de aniversário para seus amigos com as receitas de sua irmã. Ele aprende a seguir uma receita e fazer coisas na panela de pressão porque quer pelo menos ser capaz de cuidar de sua esposa quando o bebê chegar. É provável que você o encontre embaixo de um carro, em cima do telhado, roçando um gramado, remendando a cerca, escrevendo um livro, trabalhando no turno da noite pra ajudar a família – em qualquer lugar que requeira trabalho árduo, iniciativa e energia – mas não para o seu próprio fim.


Eles são tão admirados e carinhosamente amados por seus familiares, pois são uma indispensável fonte de alegria e incentivo, força de caráter e servidão. Eles nunca são realmente independentes, pois têm de vir ao maravilhoso lugar da vida Cristã onde entendem que devem ser dependentes somente de Deus em Sua soberania, e as pessoas que Ele colocou em sua vida.


Portanto, ele é um verdadeiro homem. Um gigante. Um para procurar-se em altos lugares. Um herói. Um líder entre os seus iguais. Forte, estável, confiável e alguém em cujas capazes e amorosas mãos você poderia colocar a sua vida e as vidas de seus filhos – sem receios ou medos.


(Kathy Gruben 2006 - Just For Young Ladies)


domingo, 8 de novembro de 2009

Aproximações com o sexo oposto




Olá, pessoal!! Eis-me aqui para propor mais uma discussão acerca de nossas vidas enquanto jovens (e os não tão jovens também sintam-se à vontade caso estejam visitando o blog! :P) cristãos, neste mundo que tem nos ensinado tantos contra-valores.

Queria refletir um pouco com vocês e, na verdade, saber suas opiniões, já que eu mesma não sei muito bem o que pensar (com a exatidão que acho ser necessária), sobre aproximações entre moças e rapazes que não estão em um relacionamento de corte, noivado, casamento, ou que não sejam parentes próximos.

Bom, eu poderia, sem dúvida, abordar os níveis de relacionamento existentes entre pessoas de sexos opostos nas sociedades antigas, na época de Jesus ou, como todos sabem que gosto tanto, no século XIX ou passados. Acredito que todos temos um certo entendimento de que aproximações muito grandes entre moças e rapazes não eram muito prováveis nessas épocas. No geral, as moças se relacionavam com moças, e os rapazes se relacionavam com rapazes – era assim que funcionavam os círculos de amizade. Se, de forma especial, pensarmos nas moças, como já cheguei a comentar em posts anteriores, nessas sociedades antigas era nítida a barreira protetora que existia para com elas, geralmente uma proteção provinda de seus próprios pais, que zelavam e tinham cuidado bem próximo com cada relação social de suas filhas. Os pais protegiam suas filhas, evitando deixá-las sozinhas em público, bem como evitando muita aproximação com rapazes estranhos, a não ser quando o próprio jovem se mostrava interessado em um compromisso sério com a moça e o demonstrava aos pais (o que chamamos hoje de corte), pois, caso contrário, essa relação poderia “desonrar” a moça. Bem, mesmo quem não conhece muito sobre o século XIX ou anteriores, mas já assistiu algum filme ou leu algum livro, deve ter uma mínima imagem a esse respeito. As coisas funcionavam dessa forma na maioria das famílias. Principalmente com as moças, havia um cuidado muito grande, por essa questão clara de honra e pureza.

Bem, vejam só, honra e pureza têm sido dois dos principais assuntos que tanto temos abordado aqui no blog, não é mesmo? E eu realmente acredito que esses são valores que precisam ser restabelecidos em nossa sociedade “moderna”, especialmente enquanto mulher (pessoalmente posso garantir que seria excelente se houvesse mais cuidado com a honra e pureza das moças hoje em dia!). Então, eu preciso abordar esse assunto!

Pode parecer que os pontos discutidos estão se tornando “extremistas” demais, afinal, “questionar até mesmo a amizade entre uma moça e um rapaz?”. É, mas o que posso fazer se o SENHOR tem ME questionado sobre isso? Não tenho outra opção a não ser compartilhar com vocês, meus fiéis escudeiros, e tentar encontrar, junto com vocês, o caminho e as respostas do Senhor de nossas vidas para essa questão. Então, conto com vocês! :P

Trazendo o assunto um pouco mais para nossos tempos, me veio à mente uma realidade bem interessante que reflete um pouco a preocupação que, mesmo sem querer, temos (e devemos ter) quanto a esse aspecto.

A maioria das igrejas, hoje em dia, tem trabalhado na visão celular e de discipulado. Não sei por aí onde vocês moram, mas aqui pro norte do Brasil parece que o “MDA” (visão celular, visão dos 12 ou similares) virou uma febre, é muito raro ver uma igreja evangélica que não está nesta visão. E um dos focos dessa visão é o discipulado. Vocês devem saber o que é o discipulado, mas, caso haja alguma diferença entre as regiões onde moramos, tentando resumir o que entendo da realidade aqui de Macapá seria algo do tipo “uma relação ministerial, espiritual, em que uma pessoa compartilha sua vida (todos os aspectos dela) com outra pessoa que lhe é colocada como autoridade espiritual, a qual irá aconselhá-la à luz da Palavra, interceder por ela e exercer um papel de uma espécie de ‘tutor espiritual’ ou algo parecido” (bom, é mais ou menos assim que entendo! Se estiver errada, me corrijam!).

Certo, então, uma relação de discipulado é, de certa forma, uma relação intensa, já que você compartilha com uma pessoa, antes estranha, coisas de todas as áreas de sua vida, você abre seu coração para essa pessoa, e precisa confiar nela e estar aberta para seus conselhos. Geralmente, firmam-se fortes laços entre discípulo e discipulador. O discipulador tende a tornar-se uma pessoa de referência em sua vida (err.. pelo menos na teoria deveria ser assim né!).

Em função de todos esses laços emocionais que se firmam entre discípulo e discipulador, decorridos da exposição emocional de sua vida, experiências, sonhos, dificuldades, etc, é contra-indicado (quando não é proibido) o discipulado entre pessoas de sexos opostos (a menos que sejam casados e um queira discipular o outro, mas nunca vi isso acontecendo também!). Mulheres discipulam mulheres, homens discipulam homens. Esse é um cuidado exatamente para evitar que os indivíduos envolvidos “confundam as coisas” e passem a considerar a preocupação e cuidado de discipulado com uma motivação romântica.

Os líderes que trabalham com discipulado são bem enfáticos ao afirmar que discipulado não é o mesmo que amizade. Discipulado é uma relação a nível espiritual, uma relação de liderança espiritual, e isso precisa ficar bem claro. Muito bem. Se, em uma relação de nível espiritual, em que um exerce função de autoridade e líder espiritual sobre a vida do outro, o que caracterizaria esta como uma relação bem mais “técnica” (se é que podemos dizer assim) do que uma AMIZADE propriamente dita ( que caracteriza-se como um relacionamento pessoal e particular de confiança e envolvimento a nível intelectual e emocional com outra pessoa), existe a necessidade de se preocupar com este tipo de “confusão emocional”, em função do nível de compartilhamento, por que isso não se aplicaria também à amizade?

Se formos avaliar os dois tipos de relação (discipulado e amizade) de forma bem prática, bom, acaba não existindo muita diferença – no final das contas, o discipulador acaba se tornando um amigo de seu discípulo, e um amigo acaba mesmo se tornando uma espécie de discipulador (ainda que sem uma conotação de autoridade espiritual).

Então, eu pergunto: esse tipo de cuidado com a relação de discipulado (não acontecer entre pessoas de sexos opostos) faz sentido, é importante? (Pessoalmente, acho que faz todo o sentido e é bastante necessário!)

Se sim, isso não seria aplicável também à amizade entre moças e rapazes? (Bom, também acho que bastante necessário!)

Se sim, a que nível, então, isso se aplicaria? Que limites seriam esses que não deveriam ser ultrapassados na aproximação entre um rapaz e uma moça (sem intenções de corte)? O Rob (Cristão Pós-Moderno) vai falar: “Lá vem as regras!!!” hehehe... Na verdade, não estou atrás de regras, pois achar que regras possam nos justificar de nossos pecados é legalismo, mas realmente acredito que discutir esses limites possa ajudar bastante. Não no sentido de proibir ou liberar algo, afinal de contas quem nos convence de qualquer coisa não são homens mas o Espírito Santo. Mas acho que precisamos pensar sobre isso e compartilhar nossas idéias, a fim de chegarmos o mais próximo possível da Verdade que nos é proposta nas Escrituras. Se somos cristãos de verdade, “até que cheguemos à estatura do Varão Perfeito, conheçamos e prossigamos em conhecer ao Senhor”, não é mesmo? Bem, eu ainda não cheguei na estatura do Varão Perfeito (Jesus), então ainda continuo querendo “conhecer e prosseguir em conhecer...”, se vocês puderem me ajudar seria excelente! =P

A pergunta é: até onde uma amizade entre pessoas de sexo oposto seria saudável, para que não se corra o risco (tudo bem, eu sei que isso dependerá de cada pessoa e que os riscos nós corremos sempre, ainda que sigamos as “regras”, caso nosso coração não esteja firmado e comprometido com o Senhor) de confundir a amizade com um envolvimento romântico? Que tipo de aproximação deveria acontecer apenas durante um relacionamento de corte?

Novamente, repito, não quero tratar de propostas legalistas, mas de uma reflexão crítica do estilo de vida que o Senhor espera que vivamos, em oposição ao estilo de vida que o mundo está nos ensinando, a partir do pressuposto que todos estamos buscando realmente obedecer ao Senhor e honrá-Lo de todo nosso coração, forças e entendimento! Esta é a minha disposição – saber onde posso estar errando, para que possa corrigir meus caminhos e mudar de forma a verdadeiramente honrar a Deus em TODAS AS COISAS!

Gostaria de ressaltar um aspecto importante sobre firmarmos um compromisso com nossos futuros cônjuges, enquanto Cristãos: o que o Senhor espera de nós, e nos propõe, não é que guardemos apenas nosso corpo (não fazendo sexo antes do casamento) para nossos cônjuges, mas também nossos pensamentos e emoções – nossa mente e nosso coração. Este é o problema de muitas amizades entre moças e rapazes – você não entrega seu corpo a essa pessoa, mas pode estar entregando suas emoções e seus pensamentos, comprometendo-os com alguém que não é seu cônjuge, entregando algo que deveria ser guardado para esta pessoa. Bem, de certo, meu futuro cônjuge não se agradaria muito das amizades que eu tinha com rapazes há algum tempo, antes de ter me comprometido realmente a esperar por ele – ainda que não houvesse nenhum envolvimento físico, havia o emocional e intelectual, e isso também deveria ter sido guardado para ele. Mas, atualmente, também preciso continuar avaliando as amizades que tenho com rapazes, pois quero verdadeiramente honrar meu esposo hoje, antes mesmo de conhecê-lo. Quero que “o coração do meu marido confie em mim” e quero “fazer-lhe bem e não mal todos os dias da minha vida”, segundo a descrição da Mulher Virtuosa de Provérbios 31.

Portanto, gostaria muito de saber suas opiniões.

Caso as meninas que moram nos EUA (Jocelyn, Amanda, Paulina) ou a Salomé (na África do Sul) queiram comentar a respeito, isso seria excelente, pois percebo que seus estilos de vida, quanto ao que se refere a amizades, são muito diferentes do nosso aqui no Brasil. Pelo que percebo, é muito difícil ver as meninas com grandes aproximações com rapazes, suas amizades são com outras moças de Deus, e acho isso muito interessante, o que parece fazer delas bem mais protegidas.

Para concluir, não estou defendendo que moças e rapazes não devam ter nenhum tipo de aproximação a não ser que seja de corte. Não! Absolutamente. Somos irmãos em Cristo, membros do mesmo Corpo, e creio que o Senhor intencionou que nos relacionássemos dessa forma. Tenho crescido tanto com o contato de tenho tido com servos de Deus, com os rapazes que visitam aqui o blog, e creio que esse tipo de aproximação, no Senhor, é algo bom e intencionado por Deus. Minha pergunta é apenas: até onde esse tipo de aproximação deve ir?

Então, vamos lá para uma (espero) calorosa discussão!! :D

Aguardo suas opiniões. (E não se preocupem em escrever demais! Sintam-se em casa!! Hehe)

Que o Espírito Santo guie nossos pensamentos e reflexões, levando todo pensamento cativo ao nosso Salvador, Jesus.

Paz do Senhor!

terça-feira, 27 de outubro de 2009

The sound of the heart...

Simplesmente, lindo.

A canção da verdadeira pureza.

The sound of the heart...

Compartilho com vocês.

Paz.

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"So many times I’ve found myself
thinking of someone other than my Father.
Instead of serving Him the best I can,
I give my heart away, rather.
Why do I desire what is not mine to want?
I know I have no need,
For the Lord God has provided so well for me,
His Word I know I should heed.
For this heart is not mine to give away,
This heart belongs to the Lord.
For this heart is not mine, but it is His,
I’ll give it away no more.
For when we give away our hearts,
when we lust after the fellow down the street,
Ungodly and impure we are!
And when our heart is after another,
we only reap despair.
How many times my heart has been saddened
This time I’ll give my heart back to the Lord!"



terça-feira, 1 de setembro de 2009

Aspectos Originais da Corte


Pessoal, estou postando a vocês um excelente texto acerca dos principais aspectos da Corte, em sua origem, de acordo com os mais conhecidos autores sobre este tema. Indico que todos os jovens leiam este texto (e o indiquem a outras pessoas), pois, infelizmente, muitos aspectos da Corte têm sido ignorados (e alterados) no meio cristão brasileiro, e ainda é necessário muito amadurecimento nessa área. O texto expõe as opiniões de várias pessoas diferentes, e alguns pensamentos são bastante contraditórios a outros. Assim sendo, devemos buscar em Deus, com humildade e coração disponíveis a servirmos ao Senhor com os mais elevados padrões de conduta, para utilizarmos o que for melhor desta discussão. Comentários sobre opiniões pessoais são sempre bem vindos, especialmente no caso deste texto, onde existem tantas opiniões distintas. Que Jesus os abençoe e que Seu Espírito Santo os guie na leitura do texto.

Paz!
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Aproximações para Côrte / Noivado

Os diferentes ensinos sobre Corte e Noivado
(por David Crank)



Repúdio: Interpretar os ensinos de muitas outras pessoas tem sido necessário para comparações neste artigo. Eu tenho tentado ser muito cuidadoso para não retratar erroneamente estes ensinamentos e para apresentá-los o mais honestamente quanto for possível. No entanto, minhas interpretações e apresentações serão, inevitavelmente, imperfeitas. Não me foi possível validar minhas conclusões com os muitos autores discutidos aqui, então peço desculpas antecipadamente por qualquer possível interpretação errada ou falha em minha explanação. Eu ficarei contente em publicar qualquer correção ou esclarecimento destes autores.


Introdução

O QUÊ é a Corte Cristã? O que é Noivado? Bom, isso depende um tanto de para quem você pergunta. Definições e orientações diferem de autor para autor. Existem muitos pontos similares, mas diferenças significantes ainda permanecem. O propósito deste artigo é familiarizar você com algumas das diferenças, e dessa forma você poderá escolher melhor para sua própria família. Eu vou comparar os ensinamentos de 9 diferentes autores e expositores: Bill Gothard, Jonathan Lindvall, Joshua Harris, John Thompson, Douglas Wilson, Jeff & Marge Barth, Eric & Leslie Ludy, Jeff & Danielle Myers, e Dr. Don Raunikar. Essa não é uma lista exaustiva das pessoas que ensinam nesta área, mas estes são alguns dos principais e aqueles que eu tenho tido a oportunidade de pesquisar.

Uma Pequena História

Onde este ensino se originou? Eu posso lhe falar somente o que tenho conseguido juntar de breves menções em um número de livros e exposições faladas. Bill Gothard estava ensinando um namoro “bíblico” por volta dos meados dos anos 1970, que defendia que todos os rapazes fossem aprovados pelos pais das moças antes de ter um namoro, e antes mesmo que casamento houvesse sido discutido com a garota. Gothard indica ter sido influenciado, no início de sua fase adulta, por um conferencista Cristão (talvez o mesmo que Elisabeth Elliot menciona tê-la influenciado durante seus dias de Escola Bíblica).
Jonathan Lindvall foi influenciado pelos ensinamentos de Gothard e deu um passo além ao definir algo chamado “Corte”, com o qual ele desafiou o grupo de jovens que estava liderando. Gothard, então, parece ter pegado algumas das idéias de Lindvall, e começa a pregar a “Corte” como o oposto de namoro. Daí eu vejo muitas influências cruzadas entre os diferentes autores. Josh Harris, os Myers, e os Ludy parecem todos ter aprendido algo dos demais. Harris foi também significativamente influenciado pelo livro de Elisabeth Elliot (Paixão e Pureza – original em inglês “Passion & Purity”) e pelo livro de Michael Farris (“The homeschooling Father” – original em inglês) que tem um capítulo dedicado à Corte. A última revisão dos ensinamentos de Lindvall recomenda substituir Corte por Noivado, e alguns outros autores adotam pelo menos parte deste novo ensino.

Definições

Os autores a seguir tem definido “Corte” ou “Noivado” como:

Gothard: Corte – “Uma concordância do pai em trabalhar com um rapaz qualificado para conquistar sua filha para o casamento”.

Lindvall: Corte – “Um relacionamento romântico entre um rapaz e uma moça, ambos com idade para se casarem, tendo a benção total de seus pais, e contemplando seriamente o casamento”.

Thompson: Corte – Um estágio / período no Romance Bíblico que antecede o Noivado. Corte constitui o processo de investigar uma pessoa com casamento em mente: avaliar o caráter, valores, crenças, convicções, práticas, interesses e propósitos de vida para assegurar-se de um casamento de Deus. Não deve haver nenhum contato físico e nenhum desenvolvimento de romance / vínculos emocionais durante esse período. Primeiro os pais investigam, depois se segue uma investigação mais detalhada pelos os próprios jovens, geralmente dentro de locais familiares.

Harris: Corte – “Namoro com um propósito; amizade mais possibilidade; e romance acompanhado de bom senso/sabedoria”. Um relacionamento com uma direção claramente definida. “Uma versão reformada do namoro, debaixo da supervisão dos pais, entre um homem e uma mulher que estão preparados para um casamento próximo”.

Myers: Corte – consiste em 3 elementos principais: 1) consideração / justificação para com pais e outros adultos confiáveis; 2) construção do caráter um do outro ao invés de focar a atração física; e 3) esperar para desenvolver um relacionamento sério até que você esteja pronto para casar.

Raunikar: Corte – um relacionamento / processo que inicia com a aprovação total dos pais de ambos (ou de um casal responsável se isso não for possível) com a intenção de considerar o casamento, e se tornarem conhecidos através da família ou atividades em grupo.

Barth: Corte – “um processo pelo qual um rapaz ou uma moça maduros, com idade para se casarem, juntamente com seus pais, procuram discernir o parceiro de Deus para sua vida. Isso envolve os pais ou autoridades de ambos os lados e ainda leva em conta os sentimentos e o discernimento de ambos pelo jovem envolvido.

Lindvall: Noivado – Um compromisso de casamento irrevogável e publicamente anunciado, terminado apenas por infidelidade, durante o qual o cultivo do romance é permitido. Noivado é instigado pelo rapaz e pela moça com a completa aprovação dos pais. Nenhum contato físico ocorre até após o casamento.

Thompson: Noivado – Um estágio / período no Romance Bíblico, que segue o estágio da Corte. É um compromisso de casamento selado, aprovado e supervisionado pelos pais, demonstrado por uma provisão nupcial (preço da noiva / dote) e por testemunhas e/ou um documento. Segue uma cuidadosa investigação que ocorre durante o período de Corte.

Note as semelhanças e diferenças acima. A respeito da Corte: autorização e direção dos pais aparece em todos, com graus variados. Um propósito de casamento está presente ou implícito em todos. Um grau de preparação para o casamento está declarado ou implícito. Alguns enfatizam a investigação enquanto outros enfatizam o cultivo do romance. A definição de Lindvall sobre Noivado define um compromisso amarrado de casamento, sem um período de corte ou qualquer envolvimento romântico prévio. Para Thompson, o noivado é um estágio que segue a corte.


Maiores áreas de diferenças

Existem inúmeras diferenças pequenas, mas somente algumas maiores. As grandes diferenças mais óbvias estão entre “corte” e “noivado”, mesmo que, ainda aqui, as raízes das diferenças convergem para as mesmas poucas áreas-chaves que diferenciam um ensinamento sobre corte de outro. Isso inclui: (1) O grau e forma de envolvimento dos pais; (2) Como escolher com quem estabelecer corte/noivado; (3) o momento para emoções românticas; (4) o momento para formas de contato físico.

(1) Envolvimento dos pais

Embora seja universalmente reconhecida a importância do papel dos pais, o papel defendido varia amplamente. Alguns apresentam a corte / noivado como primariamente conduzido pelos jovens com o conselho e consentimento dos pais (Harris, Ludy, Myers, Raunikar). Outros vêem a corte/noivado como um processo conduzido mais pelos pais, com aprovação dos pais sendo primária e com os pais direcionando significativamente o processo de corte (Thompson, Lindvall, Barth, Wilson, Gothard).

A aproximação conduzida mais pelos jovens está propensa a tratar os pais somente como um entre muitos conselheiros, o qual, algumas vezes, poderia ser ignorado em favor de outras pessoas sábias, ou conselheiros mais espirituais. Quando os pais não são cristãos, alguns argumentam que nenhuma aprovação dos pais deveria ser necessária a respeito da pessoa escolhida ou do momento para o casamento.

Com a aproximação conduzida pelos pais, a aprovação dos pais é normalmente solicitada, qualquer que seja a condição espiritual dos pais. Os pais são encorajados a conversar com os outros pais sobre “perspectivas”, e algumas vezes inicialmente propor a corte para o seu filho ou filha. Todavia, nenhum deles ensina que a corte ou o noivado deveria ser estabelecido sem a concordância dos jovens envolvidos. Também, na medida em que os pais sejam capazes ou dispostos, é esperado que eles façam alguma investigação inicial sobre o “candidato” e a família dele ou dela antes do acordo para a corte. Além disso, eles guiam e supervisionam ativamente o processo de corte, incluindo o fim da corte quando isso parece aconselhável.


(2) Escolhendo com quem estabelecer Corte/Noivado

As diferenças quanto á escolha estão relacionadas com o grau com o qual se procura a direção de Deus, versus tomar a decisão unicamente baseado numa investigação cuidadosa e no bom senso. Por exemplo, os Barth dão mais ênfase em buscar ouvir de Deus, mas também validam a direção através de uma investigação cuidadosa e não se precipitar na decisão. Por outro lado, Thompson não acredita que Deus providencia direcionamento em problemas desse tipo, e então você deveria unicamente confiar nos ensinamentos das Escrituras e na aplicação dos princípios Bíblicos com sabedoria.

Barth, Lindvall, Ludy, Gothard e Raunikar parecem visualizar que Deus tem a melhor/perfeita escolha para seu companheiro e encorajam muitas orações e buscar a vontade de Deus ao fazer esta escolha. Thompson, apesar de defender a sabedoria para fazer a melhor escolha ao invés da “segunda melhor escolha”, não acredita que Deus tem separado um certo alguém pra você (ou pelo menos não alguém que você precise procurar a vontade Dele a respeito). A posição de Wilson é menos clara, mas parece estar em algum lugar entre essas duas.

Aqueles que defendem mais uma corte direcionada pelos pais encorajam a procura por companheiros através de outras famílias com as quais os pais se tornarão familiarizados – famílias semelhantes a sua própria com muitas das mesmas convicções e crenças.

Aqueles que pregam mais uma corte direcionada pelos jovens falam mais sobre encontrar candidatos na escola Bíblica, nos grupos da igreja de universidade ou solteiros, ou no trabalho ou atividades ministeriais.

(3) Momento para o Romance / Emoções

Todos os autores estão preocupados com a pureza emocional tanto quanto com a pureza física. O ideal é evitar se envolver emocionalmente com qualquer outra pessoa que não seja seu futuro cônjuge. As diferenças estão relacionadas com quando e debaixo de que condições o envolvimento emocional deveria ser permitido ou encorajado. Lindvall mostra-se muito preocupado com cortes onde vínculos emocionais fortes são desenvolvidos e então a corte é desfeita, então a sua solução é o noivado – sem absolutamente nenhum envolvimento emocional ou mesmo oportunidade para envolvimento emocional, antes de um compromisso irrevogável de casamento.

Thompson, semelhantemente, restringiria o envolvimento emocional até o noivado, mas se arriscaria a desaprovar envolvimento emocional ocorrendo durante o processo de corte. Apesar de a intenção ser guardar corações e conter-se emocionalmente até a decisão estar tomada, isso não acontece sempre.

Outros autores permitiriam ou mesmo encorajariam um crescimento gradual do envolvimento emocional durante a corte. Eles encorajam um grande cuidado para não permitir que as emoções se tornem comprometidas muito cedo durante o processo, pois assim elas não tornariam nublado o julgamento sobre alguém, e assim as chances de enganos (se a corte for cancelada) são reduzidas ao mínimo. Para evitar o risco de enganos numa relação de corte, eles aconselham: 1) estar muito certo antes de começar a corte ou permitir que isso vá além de uma amizade casual; e 2) não permitir que emoções e expectativas avancem à frente do nível de compromisso e todas as probabilidades de casamento. Uma vez que a decisão de casar tenha sido tomada, o rapaz pode ser encorajado, e ajudado pelo pai da moça, para “conquistar seu coração”, antes de propor o casamento.

(4) Contato Físico

Todos mostram-se preocupados a respeito da tentação neste aspecto e em ser cuidadoso para não atiçar paixões antes do seu tempo. O envolvimento físico antecipado também corre o risco de nublar o julgamento da outra pessoa. Alguns, como Thompson e Lindvall, recomendam absolutamente nenhum contato físico antes do casamento. Outros parecem apoiar o mesmo mas sem uma insistência tão forte. Ainda outros são mais receptivos a algumas demonstrações físicas de afeto antes do casamento, enquanto permanecem cautelosos para não encorajar a luxúria ou tentação em direção à fornicação.

Alguns permitem dar as mãos tão cedo quanto o último estágio da corte, quando o rapaz está buscando ganhar o coração da moça. Josh e Shannon Harris decidiram que dar as mãos e abraços leves seriam aceitos antes do casamento. Harris indica que os casais guardem seus próprios limites sensatamente, considerando que alguém pode ser mais ou menos afetado por diferentes demonstrações de afeto. Os Myers fizeram algo parecido, mas decidiram beijar-se pela primeira vez no seu Compromisso de Casamento. Dr. Raunikar, ao lidar com casais mais velhos e previamente casados, é menos estrito em seus conselhos nessa área, mencionando algum possível beijo mesmo antes do Compromisso.

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[Este post corresponde à tradução de parte do texto “Approaches to Courtship / Betrothal - The Differing Teachings on Courtship & Betrothal”, de David Crank, originalmente em inglês. O texto original, completo, está disponível em: http://www.unlessthelordmagazine.com/articles/Courtship%20Approaches.htm ]