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quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Família... Prioridade?


Gostaria de postar a vocês um texto que acabei de ler, no penúltimo número da Revista MCM Povos, e que me chamou muitíssimo a atenção. Interessante que estava conversando sobre esse assunto com um amigo há apenas alguns dias atrás, e cá ele está novamente: "Família, Minha Prioridade".

Essa é uma frase tão comum dentro do meio cristão em geral, mas não acho que podemos chegar numa conclusão tão firme assim avaliando a prática ao nosso redor. Não duvido que a maioria das pessoas que afirmem que a família deve ser a nossa prioridade depois do Reino de Cristo, o nosso "Primeiro Ministério", seja sincera em sua convicção ou entendimento sobre esse assunto - mas a verdade é que a família tem sido exatamente, no decorrer de toda a história da igreja e dos grandes homens de Deus, uma das áreas mais afetadas por nossa dedicação ao "ministério" - especialmente no caso dos homens.

Lembro que em algum momento da minha vida, olhando pras realidades das famílias de alguns pastores ao meu redor, cujos filhos eu conhecia ou tinha alguma proximidade, cheguei à conclusão de que não me casaria com um pastor - porque queria ter um esposo e um pai em minha casa. E essa foi uma triste conclusão. Mas o fato é que a ausência dos líderes e pastores de suas casas é muito mais freqüente do que gostaríamos de acreditar.

E é sobre isso que este texto fala. Não precisamos de teorias e convicções - precisamos de prática. Minha esperança é que possamos compreender essa realidade, e também como nós mesmos somos falhos e passíveis a ela e, através dessa compreensão, nos preparar para lutar contra ela da melhor forma que pudermos. Que o Espírito Santo nos ensine quais são as armas para combater isso.

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Família, Minha Prioridade

"Outro dia presenciei uma cena que modificou radicalmente minha vida. Foi num café com pastores onde estaria ministrando um preletor muito conhecido e respeitado.

Começamos a reunião, ele falava o quanto era muito ocupado e que muitas vezes não tinha tempo para almoçar com a família em casa, nem podia se dar ao luxo de encontrar os amigos e quando eles queriam encontra-lo, tinham de ir até ele. Seus olhos estavam marejados, achei até que vi uma lágrima. Bobagem minha pensei, este irmão jamais iria demonstrar este tipo de emoção nestas circunstâncias, especialmente na frente de tantos pastores reconhecidos aqui na cidade.

Mas durante o desenrolar de sua palavra ele começou a chorar copiosamente e já não conseguia mais falar. Fiquei imaginando o que poderia estar afligindo de forma tão significativa aquele homem. Supus que ele tivesse sido ferido por alguém profundamente, ou feito alguma coisa que tivesse prejudicado alguma pessoa realmente de maneira marcante.

Depois de se conter enxugando as lágrimas ele disse:

“Meu filho vai se casar amanhã”, disse com voz embargada e visivelmente constrangido, “e só agora a minha ficha caiu. Eu fui um tremendo ativista e agora percebo que mal o conheci. Conheço tudo sobre o ministério, aconselhamento de casais, a igreja e tantas outras coisas, mas mal conheço meu próprio filho. Dediquei todo o tempo a crescer ministerialmente e esqueci de me dedicar à minha própria família. Ele vai se casar amanhã, eu nem sei de que cidade é a minha nora e por vezes troco o nome dela...”. dito isso voltou a chorar de tal modo que não pôde continuar.

Voltei para casa, arrasado. Aquela história trágica me consumiu por muitos dias. Prometi a mim mesmo e à minha esposa que nunca seria um pastor assim, mesmo que isso comprometesse o meu ministério.

Eu cresci vendo a igreja ensinar que a família deve ser a primeira depois de Deus na escala de prioridades da vida, mas a grande dificuldade está realmente no priorizar. Como priorizar a família?

A questão é justamente essa. Se você, como eu e a maioria das pessoas tem que “conciliar” família com amigos, trabalho, ministério e igreja, é imprescindível determinar quem vai ser priorizado, antes das inevitáveis crises. Quem você vai colocar em primeiro lugar? Fazendo assim você nunca terá que lutar com difíceis decisões da lealdade ou do compromisso, ou da responsabilidade, ou da imagem, pois a opção foi feita. “Minha família vai continuar em primeiro lugar”!

Não se esqueça: “priorizar” não tem aliança nenhuma com o “conciliar”. Sempre que você conciliar, uma das partes conciliadas vai ter que sofrer o dano.

Colocar a família em primeiro lugar no mundo secular tem um custo muito alto e no meio cristão, talvez em alguns casos, é quase impagável. Implica menos prestígio e projeção ministerial, reconhecimento e até perdas financeiras. A igreja não vai entender sua opção e provavelmente vai rotulá-lo. O que nos consola é lembrar uma frase que li em algum lugar: “Nenhum sucesso ministerial compensa um fracasso no lar”.

O verdadeiro “sucesso” é ter filhos crentes, ajustados, longe das drogas, é saber que meus filhos vão se casar com pessoas que conheço, porque me relacionei e aprovo. De que adianta construir ser um pastor bem-sucedido e depois chorar na frente de um monte de colegas que me viam como referência, porque não conheço sequer o meu próprio filho?

Muitas vezes lutamos com nossa família, quando na verdade, deveríamos lutar por ela e não permitir que o mundo e o engano do ativismo nos trague. Ser um referencial de Jesus em nosso lar agrada muito mais ao Senhor do que grandes coisas que possamos fazer no Nome Dele."


Pr. Omar Mendes (Diretor do Centro de Formação e Capacitação de Obreiros – CFCO/MCM)

Revista MCM Povos – Ano 2 / 17ª Edição / Junho de 2010 / Págs 68 e 69



quinta-feira, 18 de março de 2010

O falso evangelho "Paz e Amor" e as Distorções do Sofrimento II



Meu pai teve uma infância bastante humilde. Meu avô não tinha estudos, e sempre trabalhou em coisas muito simples, como construção ou como sapateiro. Minha avó sempre repete que ele nunca ganhou mais do que um salário mínimo. E ela nunca trabalhou, apenas ficava em casa cuidando dos filhos e administrando os custos. E meu pai sempre me contou as histórias sobre este tempo da sua vida.

Meus avós tiveram apenas dois filhos, ambos homens. Mas, além deles, tenho ainda duas tias, que eram filhas de familiares da minha avó que não tinham condições de criá-las e minha avó recebeu-as como suas filhas. E elas não foram as únicas que foram recebidas por meus avós. E todos eles sempre foram sustentados com um único salário mínimo.

Não lembro bem a partir de quando, mas acredito que desde a infância, pré-adolescência e, principalmente, durante a adolescência e juventude, eu e meu pai desenvolvemos um hábito que marcou minha história: deitarmos numa rede, ouvindo aquelas músicas bem antigas, e conversarmos. E era nesses momentos que meu pai me contava as suas histórias.

Eram histórias de um menino que viveu em uma família pobre, sem condições de sequer ter mais de uma camisa pra ir ao colégio. Ele me contava como usava um mesmo uniforme do colégio por anos, como era ter que usar uma blusa furada debaixo do braço por tão velha que era, ou como era ter um caderno formado por várias folhas de papel almaço furadas e amarradas com um fio. Sim, parecem lembranças doloridas, mas havia muito mais do que isso. Havia também as histórias das brincadeiras nas ruas, com todos os moleques da vizinhança, de como todos eram amigos, como aprontavam juntos e inventavam seus próprios brinquedos e brincadeiras – e o quanto isso era divertido. Havia as histórias dos banhos de chuva, ou das vezes que uma simples poça de água já dava um banho cheio de diversão. Ah, e as histórias das viagens para o interior? Essa era uma das partes que eu mais gostava – quando ele e seus primos iam pra um interior, com algum tio, pra uma casa bem humilde, sem energia e sem conforto, mas que aproveitavam cada momento juntos. A única história que concorre com essa é a de como meu avô, com toda a sua simplicidade, com toda a falta de dinheiro, sempre chegava da rua com um pastelão para os meninos – e como era grande a festa sempre que isso acontecia! Eram histórias de uma infância feliz, ainda que com muitas limitações financeiras.

Ah, não sei se todos podem imaginar o quanto essas histórias simbolizam em minha vida. Quantas vezes, ao ouvi-las, não precisei engolir as lágrimas, enquanto meu coração se despedaçava por dentro ao pensar no que tem acontecido com as crianças de nossos dias. Como eu abriria mão das horas passadas em frente ao computador, durante minha adolescência e juventude, por uma viagem ao interior, sem conforto nenhum, somente para estar junto de pessoas queridas e curtir suas companhias. Como é horrível pensar em quais as lembranças e as histórias que as crianças de nossos tempos terão para contar. Quantos brinquedos tinha, quantos esportes aprendeu, com quantos anos aprendeu a mexer no computador, e como os seus pais precisavam trabalhar o dia inteiro para oferecer-lhes tudo isso. Como elas foram proibidas de serem crianças.

Minha infância ainda foi muito legal, ainda conseguir vivê-la numa época menos ruim do que a que vemos hoje. Ainda fugi de casa pra brincar da rua, e brinquei muito na rua com meus vizinhos, andando de patins, brincando dos muitos “pira-alguma-coisa”, entrando nas construções dos outros para “investigar o local”, pegando flor dos jardins dos outros, fofocando com as amiguinhas, indo pra casa delas brincar de boneca e muitas outras coisas. Sinceramente, sinto falta do meu tempo de infância. Eu conhecia todas as pessoas que moravam na minha rua. E acho que passava pelo menos 50% do meu tempo nas casas delas. Hoje, infelizmente, ninguém mais sai das suas casas, a não ser dentro de seus carros com película, e o único contato que temos uns com os outros é através de um aceno por trás do vidro dos carros.

Fico pensando como estará o mundo quando os meus filhos nascerem. E, desde muito cedo, me determinei que farei o que puder para que eles sejam CRIANÇAS, tanto quanto eles puderem. Que eles correrão nas ruas, descalços, pulando nas poças de água, caindo e ralando o joelho, tomando banho de chuva, brincando com as crianças da vizinhança, inventando seus brinquedos e brincadeiras, gritando, chorando, e rindo muito. Que eles terão histórias pra contar.

Sabe, muitas vezes, sozinha em meu quarto, eu e Deus, quando ainda era uma adolescente, eu chorei dizendo a Deus como eu trocaria minha vida confortável de classe média, mas tão cheia de limites impostos por uma sociedade fria, pelo custo que o dinheiro nos cobra, cheio de “deveres” e com tão poucos “direitos” de ser gente, como eu trocaria esse estilo de vida tão “confortável” por uma vida como a que meu pai teve. Saber curtir cada pequeno detalhe, saber valorizar as coisas pequenas, como um pastelão, um amigo de rua, uma chuva, ao invés de me preocupar tanto com roupas novas, novos programas de bate-papo na internet ou coisas do tipo. Lembro-me bem de quantas vezes, com lágrimas, disse a Deus do quanto eu gostaria de saber como é viver a simplicidade e a humildade de quem não tem dinheiro, ou vive com tão pouco. Nós tendemos a nos tornar tão egoístas, mesquinhos, individualistas neste nosso mundo sem nenhuma necessidade. Mas meu coração sabia que, ainda que todos dissessem que o que importava era o “meu mundinho”, havia mais mundo além dele.

Por isso fico triste ao ver o que as pessoas fizeram com seus “objetivos de vida”. Nem mesmo sei se a maioria delas realmente tem um “objetivo de vida”. É mais fácil somente reproduzir a vida que todo mundo tem. Procurar os seus interesses, estar “feliz”, “viver bem”, ter uma vida “confortável”. “É isso o que importa!”. Mesmo? Será mesmo que é “isso o que importa”? Não, eu não acho! Acho que a vida é muito mais do que isso e, de verdade, quem vive sempre no seu mundinho “Paz e Amor” geralmente entende muito pouco de um mundo no qual tantos vivem tão cheios de sofrimentos, lutas diárias, dores, limitações, mas que, ainda assim, através de todos esses sofrimentos, aprendem a valorizar o que realmente importa. Aprendem que não é o dinheiro que determina o valor da vida, na verdade, este valor sequer pode ser comprado pelo dinheiro!

Tenho uma tia que é freqüentemente condenada por várias pessoas da família, em função de não trabalhar e de sua família viver de uma forma um pouco humilde, e de ter 4 filhos. Como as pessoas gostam de falar mal dela e da sua família. “Porque as crianças nem tem brinquedos!!!”; “Porque as crianças não tem uma roupa nova pra vestir!!!”; “Porque as crianças tem que estudar em escolas públicas!!!”; lálálálálá... Mas como eu amo aquelas crianças! Como fico feliz ao vê-las, porque, muito diferente da maioria das crianças de famílias “cheias do dinheiro” que eu conheço, aquelas crianças tem VIDA. Elas são FELIZES! Isso é algo muito lindo nelas!!! Elas estão sempre rindo, SEMPRE! Todas se reúnem para brincar juntas, e nunca falta uma brincadeira, um sorriso, um barulho dentro daquela casa! É uma casa simples, de alvenaria, sem nem pintura na frente, sem nem mesmo um muro. Mas é uma casa que tem VIDA. Eu amo muito minha tia e, ainda que ela tenha seus problemas, realmente a admiro, da mesma forma que seu marido, porque uma coisa eles são de verdade: PAIS. Acho tão lindo como meu eles, toda semana, levam as crianças à locadora para locar vários filmes para eles assistirem juntos no fim de semana; como eles sempre se programam pra levá-las pra passear em uma praça, num parquinho simples e sem muito “requinte”, ou como minha tia sempre dá um jeito de fazer um bolo ou uma pizza pra eles, ou como meu tio consegue preparar brinquedos pra eles com algum pedaço de madeira ou uma casinha a partir de uma janela velha. Fico muito feliz ao ver a forma como eles se curtem, como confiam um no outro, como eles se conhecem. Eu ainda não encontrei nenhuma criança de família cheia de dinheiro que seja tão feliz, espontânea, cheia de vida como esses meus primos. E existe mais um aspecto lindo neles: eles são crianças puras! É lindo ver a inocência que existe neles, ao invés do individualismo das crianças que são ensinadas apenas a pedir e a fazer cena quando não ganham o presente que querem.

As distorções do sofrimento. Enquanto todos estão por aí dizendo “Tá amarrado” quando alguma luta aparece em sua vida, porque “o que importa é estar vivendo bem”, eu confesso pedir a Deus, algumas vezes, que me permita sofrer mais, por amor a Ele, para que eu possa entender como vivem tantos destes que sofrem todos os dias, sem ter o que comer, sem ter uma família, uma casa para onde voltar, tantas destas crianças que estão nas ruas se humilhando e pedindo esmola, tantos dos pais que se sentem impotentes e fracassados por não terem um emprego, tantas das mães que não podem fazer nada ao ver seus filhos chorando pedindo comida. Sinceramente, eu me sinto tão pouco cristã, tão pouco seguidora de Cristo, por conseguir comer todos os dias, exageradamente, quando nem fome eu tenho, sem pensar em quantos estão morrendo de fome, por conseguir dormir todos os dias na minha cama super confortável, com meu ar condicionado delicioso e meus lençóis e edredons, sem pensar nos tantos que estão dormindo na rua, debaixo de chuva, sem uma coberta contra o frio, sem saber o que é ter a segurança de um lar. E eu peço que Deus me dê a dádiva de partilhar um pouco desse sofrimento, que Ele não permita que eu me acostume ao ver uma criança suja pedindo uma moeda na rua, que Ele não deixe que eu ache isso tudo normal. Que Ele não permita que eu me perca em meu egoísmo, egocentrismo que só pensa em meu próprio conforto. E que, por favor, Ele não me deixe convencer por todos esses falsos pastores que tem estimulado os fiéis a desejar ardentemente um carro novo, uma super casa e, o mais novo, a serem os mais jovens milionários do ano! Ah, que meu Deus não permita que isso aconteça com o meu coração! Mas que Ele me ensine a dar mais, a abrir mão dos desejos mesquinhos de ter uma roupa nova, ao invés de dar R$20,00 pra uma família que não tem o que comer. Que Ele me livre do meu próprio egoísmo.

Sim, eu realmente gostaria de viver essa experiência de não ter nada, ou de viver com o pouco. Porque eu tenho certeza de que as chances de eu aprender a confiar em Deus, na Sua Provisão, na Sua Mão que não deixa que nada nos falte, agora enquanto tenho tudo à minha disposição, em função do dinheiro que me é disponível todo mês, são muito menores e mais difíceis de se tornarem profundamente reais do que se eu dependesse completamente dEle em todos os sentidos todos os dias.

Essa é a herança que eu quero deixar para meus filhos, de que não é a quantidade de dinheiro, a marca da roupa ou a quantidade de brinquedos que faz alguém feliz, ou que faz a vida de alguém um sucesso. É a sinceridade e a força com que você se preocupa com os outros, mais do que com você mesmo. Eu quero sim que eles vivam bem, mas, se for pra faltar alguma coisa, prefiro que falte o dinheiro do que o sentimento de amor e solidariedade para com o próximo. Quero que eles aprendam a desejar o dar de si ao outro. Quero que eles aprendam que suas vidas não foram dadas por Deus para que eles vivam por si mesmos, mas para que eles vivam por Deus e pelo outro. Quero que eles desenvolvam a vontade e a necessidade de compartilhar daquilo que eles tem, ainda que seja pouco. Que eles tenham um pouco mais de força para lutar contra as doutrinas egoístas e mesquinhas deste mundo e, infelizmente, de tantas das igrejas por aí espalhadas.

Sim, se Deus quiser me dar muito dinheiro, amém. Mas não pra mim, não pra ganhar o título de “pessoa próspera”, não pra ter o carro mais novo do ano, não pra ter uma casa com 10 quartos, ainda que só morem 4 pessoas nela. Não pra mim, mas para os outros, para aqueles que nada tem, para os lutadores dessa vida. Mas, se Deus não quiser me dar muito dinheiro, e, ao invés disso, quiser me mandar para uma comunidade bem pobre, onde passarei necessidades, onde sofrerei a dor de não ter o que comer ou o que vestir, onde as coisas serão difíceis, amém também. Me sentirei muito honrada ao poder viver minimamente como viveram os profetas ou os apóstolos, ao poder sofrer o mínimo que seja para levar o Seu Amor.

Que a Graça de Deus nos livre de nossos próprios egoísmos e abra nossos olhos, mentes e corações para aprender a amar menos a nós mesmos, e a amar mais aos outros. Em nome de Jesus.

Somente a Ele seja a Glória.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Gentis, mas também Valentes!



Fico feliz ao saber que muito se tem discutido dentro do meio jovem (ou não tão jovem) a respeito do retorno ao Cavalheirismo, do retorno a circunstâncias em que homens podem ser verdadeiramente homens e mulheres podem ser verdadeiramente mulheres. Nossa sociedade dita moderna necessita urgentemente disso.


No entanto, havia algo sobre o que eu não havia pensado durante muito tempo a esse respeito. Quando falamos sobre Cavalheirismo, geralmente nos referimos ou, pelo menos, imaginamos um retorno às práticas de gentileza dos homens, principalmente para com as mulheres. Mas, ao ler um livro chamado “A Jornada Para Ser Um Homem de Verdade”, de Jeff Fromholz, um comentário me chocou a respeito de um típico pensamento feminista, que eu mesma alimentava, ainda que de forma inconsciente:


“O que os meninos ouvem hoje em dia dos adultos, principalmente mulheres: “Fique quieto! Não se mexa! Sente-se! Se comporte! Não lute!”. Em outras palavras, “SEJA UMA MENINA!”


Eu nunca havia parado para pensar sob esta óptica. Mas isso é verdade! Nós, mulheres, somos diferentes dos homens, e a tendência natural do ser humano é tentar criar no outro aquilo que nós achamos que seria ideal para nós mesmos. Porém, o que é ideal para uma mulher, não é ideal para um homem! Nós, mulheres, somos naturalmente menos enérgicas, menos dadas a explosões de adrenalina, perigos, uso da força. Geralmente (com grandes alterações nestes índices para quem vive na “sociedade feminista” que doutrina todo mundo a buscar uma “igualdade de gênero”), as meninas se interessam menos por esportes de luta e contato físico, são coisas que costumamos achar “agressivas demais”, e elas realmente o são PARA NÓS, afinal, nós somos mulheres – as Donzelas, e não os Cavaleiros! Eu sempre tive um sério questionamento sobre o porquê de homens gostarem TANTO de futebol! Eu dizia que iria fazer uma pesquisa sobre isso, porque, onde quer que estejam dois ou mais homens, você tem 99% de certeza de que o assunto “futebol” irá surgir em muito pouco tempo. Mas, hoje, isso é muito claro para mim: homens gostam de competições, de testes à sua força e habilidade física, lutar por um objetivo, independente se eles vão se machucar com isso ou não! Já nós, mulheres, somos muito mais diplomáticas, gostamos de resolver as coisas à base do diálogo e normalmente fazemos de tudo para evitar uma briga e ficamos horrorizadas com disputas físicas acirradas.


Pessoalmente, não entendo como homens podem gostar de boxe, luta livre e similares, de onde as pessoas saem sempre sangrando e super machucadas, mas agradeço mesmo a Deus porque Ele fez homens E mulheres! Sem um dos dois, a humanidade não teria sobrevivido por muito tempo! O fato é que nossas diferenças são vitais – quem iria para as guerras, lutar pela segurança ou liberdade da nação, ou defender os direitos de seu povo, se não houvesse homens? Acho que pouquíssimas mulheres se alistariam a essa função! Então, tenho entendido como Deus é Sábio, e como Sua Sabedoria foi tremenda ao colocar a diplomacia nas mulheres, mas também a força física e essa agressividade nos homens! Ambos são necessários!


Mas o fato é que, quase inconscientemente, nossa sociedade feminista e matriarcal tem quase que minado completamente essa característica masculina! Eu devo confessar que fiz isso durante MUITO tempo. Como as mulheres têm tomado o controle de quase todas as coisas – famílias, trabalho, igreja, educação – elas têm lutado para transformar essa peculiaridade agressiva dos homens na diplomacia feminina! As mulheres têm criado seus filhos homens como mulheres, e estes crescem sem desenvolver seu senso de coragem, determinação, força, liderança – que são os traços necessários para um homem (inclusive para um homem CRISTÃO!). Os meninos têm crescido medrosos, sem iniciativa, mimados por suas mães que querem fazer tudo por eles e não os deixam fazer nada. E o problema só é identificado muitos anos mais tarde, quando a mulher que casa com estes “homens” descobre que eles não são HOMENS, mas MENINOS! E meninos mimados! Homens que deveriam ser os líderes do lar, mas que não sabem tomar uma decisão, não sabem tomar iniciativa, não tem o menor controle sobre eles mesmos ou qualquer outra coisa, vivem inseguros e sequer imaginam como liderar um grupo. Qual o resultado disso? As mulheres assumem o controle do lar! E, infelizmente, ao ter seus filhos, acabam reproduzindo o mesmo quadro, ainda sem ter noção do estrago que estão fazendo!


Basta pensar sobre o que o Exército e as Forças Armadas representavam pros rapazes há alguns séculos atrás, e o que representam para os rapazes hoje. Quer assistindo a filmes antigos, quer lendo livros, artigos ou ouvindo histórias, podemos perceber como que, em sociedades passadas, o fato de servir o Exército e lutar por seu país era uma honra para os homens! Os rapazes, desde meninos, desejavam isso, porque viam seus pais e irmãos mais velhos, e a maioria dos outros rapazes da comunidade fazendo isso. Eles eram considerados HERÓIS! Todos queriam imitá-los! Eles não se importavam se iriam morrer lutando – o que importava era lutar por uma justa causa, e morrer como HOMENS. Havia honra em lutar pelas causas do povo ou simplesmente por sua família. Os homens não temiam isso, ou, se temiam, sua coragem e honra superavam esse medo. Eles eram HOMENS. Não corriam de suas responsabilidades, mas as realizavam com prazer, em defesa dos mais fracos. Desde muito pequenos, os meninos eram ensinados a manejar a espada e a arte da guerra, sempre lembrando que o caráter e auto-controle eram de suma importância.


E hoje? Pergunte pros rapazes ao seu redor quantos deles lutariam por seu país, caso houvesse uma guerra. Olhe ao redor e veja quantos rapazes gostariam de se alistar ao Exército, Marinha ou Aeronáutica. Nããooo!!! Os rapazes já crescem ouvindo de seus pais que entrar para o Exército, ou algo parecido, é a pior das alternativas – “Faça de tudo para fugir disso!”. Chega a idade para se alistar e todos os adultos da sociedade ficam apreensivos, torcendo em uníssono para que o cara consiga fazer algo para ser liberado! “Exército? Não para o meu filho!”. O que antes simbolizava honra, aqueles que antes eram tidos como os “Heróis” da sociedade, hoje são tidos como os “Loucos” da sociedade. “Sofrer pelo país? Isso é burrice!”, é o que costumamos ouvir. Não existe mais coletividade, não existe mais nacionalidade ou preocupação pelo grupo – vivemos o período “Cada Um Por Si”, “Preocupe-se com você e o resto que se vire!”. Onde está a honra e a coragem dos antigos cavaleiros e heróis de guerra?


No casamento não é muito diferente. Eu agradeço muito a Deus por não ser eu a responsável por subir do telhado para trocar uma telha; ou ir atrás do rato que está na cozinha para matá-lo; ou ter que ir verificar que barulho foi aquele no quintal, no meio da madrugada; ou confirmar se existe alguém tentando entrar na casa; ou ter que manusear um martelo ou uma furadeira. No entanto, no mundo “igualitário” que tem nos treinado, não muito dificilmente encontramos homens que tem mais medo de barata do que as mulheres!  Qual é? Se um ladrão entrar na casa, eu não duvidaria muito se o cara dissesse pra esposa: “Vai lá e resolve!”, e eles ainda acrescentam: “Não foram VOCÊS que pediram direitos iguais?”. EU NUNCA PEDI NADA! Então, será que não ta na hora de alguém dizer que Homens tem que ser HOMENS, e não meninos fracotes e frouxos que se escondem debaixo da saia da mamãe?


Se pensarmos nos Cavaleiros Medievais, sim, eles tinham um grande código de ética, que incluía gentileza e modos agradáveis, e cavalheirismo geralmente nos remete a esses modos. Mas, além disso, também havia a Coragem e o desejo de lutar pelas donzelas, e também pelos necessitados, pelos mais fracos. Proteger uma dama não envolvia apenas dizer palavras doces e amáveis, mas também estar disposto a lutar contra qualquer inimigo que pudesse surgir, quaisquer que fossem os riscos.


Outra coisa importante de ressaltar é que os Cavalheiros não precisam tratar todo mundo como tratam as Mulheres! Com as mulheres, seus modos são gentis e amáveis, suas palavras são respeitosas, doces e controladas, e não há violência, mesmo quando precisa haver firmeza. Elas são mulheres, o sexo nobre, as princesas, e, com elas, eles devem ser os Príncipes. No entanto, nem todo mundo é mulher! Enquanto não há violência nem força na relação com as donzelas, quando se trata do mundo, dos inimigos, de outros homens que estão fazendo as coisas erradas, esses atributos tornam-se não apenas “utilizáveis”, mas necessários! Além de Príncipes, eles precisam também saber ser Guerreiros!


Confesso que, ao assistir filmes de guerras patrióticas, onde sempre existem aqueles guerreiros cheios de honra e valentia (esses filmes são os meus favoritos, além dos épicos em geral!!! =P), algumas vezes sinto-me tentada em querer ser o Guerreiro, e não a Princesa!! Hehehe... Talvez seja pela falta tão grande de homens que queiram assumir esse papel nos nossos dias. O fato é que vejo tanta grandeza de caráter, um senso de destino tão bem definido e objetivos de vida tão valorosos nestes homens, que, quase chego a desejar ser um homem também, para vestir a armadura, posicionar o escudo, montar o cavalo e desembainhar a espada rumo à luta, ao lado de outros cavalheiros cheios de honra! É certo que, algumas vezes, nós, mulheres, também precisamos ser guerreiras, em nossas lutas diárias pela verdadeira feminilidade, mas o papel oficial de Guerreiros é mesmo dos homens. Espero que eles não temam assumir essa renomada função.


Mulheres, nós precisamos reconhecer nossa culpa neste processo de “feminilinização” dos homens, e parar de cobrar que eles ajam, em tudo, como nós agimos. Da mesma forma que nós não devemos querer ser iguais a eles, eles também não devem ser iguais a nós. Que cada um desenvolva suas capacidades, vocações específicas e responsabilidades e, então, alcançaremos o equilíbrio que nossa sociedade perdeu.


Gentis, sim, sem sombra de dúvida. Mas não MULHERES, e sim HOMENS. Com Coragem, Força, Valentia, Determinação, Iniciativa, Liderança, Masculinidade, Honra. Verdadeiros Cavalheiros!

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Solteiro x Casado - Tudo tem seu tempo...



Pra começar a falar sobre "vida de solteiro", precisamos pensar um pouco sobre o que quer dizer ser "solteiro". Algo muito óbvio a respeito dessa palavra, no qual invariavelmente vamos pensar ao ouví-la, é sua oposição à palavra "casado". Bem, ser solteiro é, de forma bem básica e simples, não ser casado (podemos, inclusive, considerar que uma pessoa viúva é também solteira, porque não está casada). Pronto. "Solteiro" e "Casado" são palavras opostas, falam de coisas contrárias, uma não tem nada a ver com a outra e, por isso, não há como elas conviveram juntas, simultaneamente. Isso justifica o comentário preocupado e cheio de lamentação das pessoas: "Fulano casou mas continua querendo viver como solteiro". Isso é algo que nunca poderia dar certo e, certamente, vai dar em confusão!

Mas o fato é que a maioria de nós (com dois tipos de exceções: as saudáveis - como os verdadeiramente chamados ao celibato; e as patológicas - a maioria dos casos em nossa realidade) vamos passar por estes dois momentos: Solteiros e Casados. Isso é um fato. E a parte boa disso é: DEUS planejou que fosse assim! (Isso não é maravilhoso?) Deus planejou que "todos" vivessemos como solteiros, inicialmente, e, depois, como casados (o contrário não é verdadeiro!). É interessante pensar que Deus não colocou o Casamento ANTES da fase de Solteiros, mas DEPOIS. Há muita sabedoria de Deus nisso!

A parte meio "desconhecida", ignorada ou "deletada" dessa história é que nós devemos viver cada fase no seu momento devido, como aquilo que ela é, porque, para cada fase, Deus tem um PROPÓSITO DIFERENTE!


"Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo propósito debaixo do céu:
Há tempo de nascer e tempo de morrer;
Tempo de plantar e tempo de arrancar o que se plantou;
Tempo de matar e tempo de curar;
Tempo de derribar e tempo de edificar;
Tempo de chorar e tempo de rir;
Tempo de prantear e tempo de saltar de alegria;
Tempo de espalhar pedras e tempo de ajuntar pedras;
Tempo de abraçar e tempo tempo de afastar-se de abraçar;
Tempo de buscar e tempo de perder;
Tempo de guardar e tempo de deitar fora;
Tempo de rasgar e tempo de coser;
Tempo de estar calado e tempo de falar;
Tempo de amar e tempo de aborrecer;
Tempo de guerra e tempo de paz."
(Eclesiastes 3:1-8)

Além de cada fase ter o seu próprio e específico PROPÓSITO, cada fase também tem suas próprias e específicas BÊNÇÃOS. Alguém aí já experimentou comer as sementes de uma fruta ao invés da própria fruta? Bom, eu nunca fiz esse experimento, mas imagino que não deve ser nada bom! Porque a semente tem seu próprio PROPÓSITO e BENÇÃO, os quais são completamente diferentes do PROPÓSITO e BENÇÃO dos frutos! É um erro e uma tolice esperar que as sementes tenham o mesmo sabor dos frutos! A verdade é que além de estragar a semente, você ainda vai ficar com um gosto ruim na boca! Porque tudo tem seu tempo determinado, e há tempo para todo propósito debaixo do céu!

O grande erro que nossa geração está cometendo é justamente esse: comer as sementes, ao invés dos frutos (e eles ainda não entendem porque não sentem o bom gosto que esperavam!). É querer viver, enquanto solteiros, os PROPÓSITOS e as BENÇÃOS que são próprios do período de CASADOS! Então, o que vemos, são pessoas solteiras querendo usufruir de tudo o que é específico do casamento, e pessoas casadas - obviamente, como um resultado lógico - querendo usufruir do que é específico de solteiros! O resultado, é claro, só pode ser um: TRAGÉDIA! CONFUSÃO!

Por que? Porque, além de não ser POSSÍVEL usufruir do PROPÓSITO e das BENÇÃOS de uma fase sem estar vivendo essa fase, você ainda estará perdendo os PROPÓSITOS e as BENÇÃOS que foram preparados para a fase que você está vivendo! Em outras palavras: você não vai sentir o gosto da fruta ao comer as sementes, e ainda vai perder a oportunidade de plantar as sementes e ter os frutos (da mesma forma que pegar uma fruta e plantá-la na terra provavelmente não dará certo - logo logo aparece um bicho qualquer, cava a terra e come a semente e a fruta que você plantou!).

Nossas vidas de solteiros tem Propósitos e tem Bençãos que nós só viveremos nessa fase! Se perdermos nosso tempo tentando viver aquilo que é próprio da fase de Casados, vamos nos frustrar por essa tentativa nunca dar certo e ainda vamos acabar perdendo as bençãos que poderíamos viver neste momento. Além disso, se não cumprimos o Propósito que nos é proposto na primeira fase, acabamos comprometendo a fase seguinte!

Ainda que eu acredite completamente no Casamento (porque ele também tem propósitos e bençãos bem definidos), Paulo falou grandes verdades ao escrever I Coríntios 7:32-34:

"O que realmente eu quero é que estejais livres de preocupações. Quem não é casado cuida das coisas do Senhor, de como agradar ao Senhor; mas o que se casou cuida das coisas do mundo, de como agradar à esposa, e assim está dividido. Também a mulher, tanto a viúva como a virgem, cuida das coisas do Senhor, para ser santa, assim no corpo como no espírito; a que se casou, porém, se preocupa com as coisas do mundo, de como agradar ao marido."

Sim, o Casamento é plano de Deus para nós (porque mesmo esta "preocupação com o mundo" tem um propósito), mas não podemos dizer que o que Paulo escreveu é mentira. Enquanto solteiros, todas as nossas preocupações podem estar no Senhor (diretamente). Mas, basta olhar pra uma pessoa que está "namorando" pra ver essa cena mudando de figura. Pergunte para um marido ou esposa, pai ou mãe, quanto de suas preocupações não acabam ficando focadas em seus cônjuges ou filhos. É claro que isso não é de todo ruim, porque podemos servir e honrar a Deus através disso. Mas só poderemos fazer isso se estivermos preparados para lidar com isso da forma correta. Deus intencionou que nos preocupássemos com isso NO TEMPO CERTO! Se acontecer no momento errado, ao invés de ser benção, será tropeço (o que geralmente ocorre).

Deus intencionou que homem e mulher se relacionassem romanticamente! O romance está em nós! Em todos nós! (Especialmente nós, mulheres! =D ) Foi Deus quem o pôs lá! Mas há tempo certo para vivê-lo, como há tempo certo para colher e comer a fruta. E este tempo é o CASAMENTO. Há um tempo certo para homem e mulher andarem juntos e compartilharem suas vidas (o que quer dizer muito mais do que "fazer sexo"!), o tempo em que as "preocupações com o mundo", que Paulo falou, podem se transformar em bençãos. E este tempo NÃO É enquanto você está SOLTEIRO (ou seja, enquanto você ainda não está CASADO!).

Na minha opinião, aqui acaba a famosa questão "Pode beijar ou não pode beijar?", "Nem selinho pode?" ou "Com abraço ou sem abraço?", "Abraço forte ou abraço apertado?"... O momento para dividirmos nossas preocupações com algo (ou alguém) além de DEUS chama-se CASAMENTO - porque lá essa "divisão" será segura e abençoada por Deus. Lá essa divisão acontece com propósitos muito bem definidos por Deus. Enquanto isso, não devemos fazer divisões!

Nossos períodos de solteiros foram feitos PARA DEUS - exclusivamente! É um grande momento, muitíssimo especial e vital, em que descobrimos quem é Deus, quem somos nEle, o que devemos fazer neste mundo, como devemos viver... É como os primeiros meses de uma gestação, em que o feto está se formando, os primeiros tecidos e órgãos, é o momento em que a mãe deve tomar os maiores cuidados, pois tudo pode alterar a formação do novo bebê (e afetar o seu futuro desenvolvimento). É como o momento de pegar a semente e plantá-la, e cuidar dela, pra que não haja nem muito sol nem muita chuva, pra que nenhum animal cave a terra e a coma, pra que ela consiga sobreviver e dar os frutos... São momentos em que a vida está sendo gerada e, por isso, merece todo o cuidado! Por isso Deus intencionou nos manter sozinhos e exclusivamente dEle! Para que Ele mesmo, pessoalmente, guiasse nosso crescimento - da forma correta.

Sabe, quando permitimos que o Senhor seja nossa única e maravilhosa preocupação durante nossos períodos de solteiros, aprendemos a CONFIAR nEle e, assim, não precisamos ficar nos preocupando com "como será a próxima fase". Nós queremos aproveitar CADA MOMENTO desta fase incrível que estamos vivendo com o Senhor, sabendo que Ele mesmo é quem irá preparar a próxima fase para nós. Não precisamos ficar pensando e planejando o que será, ainda que estejamos nos preparando para ela, ou melhor, sendo PREPARADOS POR DEUS para ela. Nós podemos curtir todas as bençãos deste lindo momento que estamos vivendo!

Até que, finalmente, estivéssemos suficientemente maduros, a ponto de podermos compartilhar toda a vida que Ele nos deu com outra (s) pessoa (s) [cônjuges e filhos] sem preocupação ou temor. Dividir nossa atenção, olhos, ouvidos, coração com essa outra pessoa antes do tempo poderia ser muito prejudicial. Tudo tem seu tempo certo e determinado - por DEUS.

Lembro de quando eu era criança e gostava demais de jogar video game!! =P Um exemplo bem prático e fácil são os jogos do Super Mario World! [hahaha.. eu realmente gostava de jogá-los!!] Lembro que, em cada fase (assim como na maioria dos outros jogos de "fases" também), tinham vários prêmios que podíamos ganhar - eram moedas, vidas, estrelinhas, aquelas coisinhas que nos davam asas ou florzinhas de fogo pra destruir os inimigos... e a gente sempre fazia de tudo pra pegar o máximo desses prêmios que conseguissemos! Tinham até aquelas fases que entrávamos só pra pegar as moedinhas, e o tempo ia passando bem rápido e nós desesperados pra pegar o máximo de moedinhas!!! rsrs... Tínhamos que chegar ao final da fase no tempo estipulado, senão morríamos! Então, tínhamos que nos esforçar ao máximo pra aproveitar tudo o que podíamos durante aquela fase. Aí, então, iríamos pra próxima fase e tudo seguia sua sequência. O legal é que tudo aquilo que conseguíamos em uma fase nós levávamos pra próxima. Quanto mais moedas, vidas, poderes, "Yoshis" nós ganhassemos na fase em que estávamos, mais teríamos na próxima.

Era essa mentalidade que deveríamos ter para viver nossas próprias vidas. Saber que cada fase tem muitos "prêmios" para nos oferecer, e que não podemos ganhar esses prêmios nas outras fases - ou os vivemos agora, ou os perdemos. Portanto, deveríamos aproveitar o tempo que temos agora, enquanto solteiros, e nos dedicar ao propósito deste nosso tempo - crescermos em Deus - e colhermos todas as bençãos que nos são propostas neste tempo (bençãos que não tem nada a ver com "poder fazer o que você quiser, quando quiser, sem dever satisfação pra ninguém" ou simplesmente "curtir a vida") - bençãos que irão nos preparar para a fase seguinte, bençãos de sermos tremendamente usados por Deus, com o vigor, a força, os sonhos que temos a coragem de ter enquanto somos jovens, bençãos de podermos abençoar muitas e muitas vidas, nos deslocar com mais facilidade para a obra de Deus, etc. Essas são bençãos que também podemos viver dentro do casamento, mas de uma forma bastante diferente, porque o casamento nos reserva outras bençãos mais, distintas, mas também muito importantes.

Tenhamos a sabedoria de usufruir completamente as bençãos e propósitos da fase que estamos vivendo! Pra que perder tempo e energia comendo as sementes, ao invés de plantá-las e regá-las pra que dêem seus preciosos frutos?


Que o Senhor nos dê essa sabedoria.

A Paz! :)

domingo, 27 de dezembro de 2009

Homens X Mulheres: A Ciência confirma!

 Ontem eu estava sem muito o que fazer, então resolvi procurar um livro pra ler.
Fui pesquisar na nossa estante de livros, o que poderia ser interessante. E encontrei "Por que os homens fazem sexo e as mulheres fazem amor", de Allan e Barbara Pease.
Eu sei que o título não parece muito promissor (e, rapazes, não concordo com estas generalizações, só pra constar!), mas, como o tema "diferenças entre homens e mulheres" sempre me chamou muita atenção, resolvi ler. Na verdade, acho que eu já o havia lido antes, porque sempre leio livros sobre essa temática, e aqui em casa de vez em quando surge uma novidade relacionada. Mas, comecei a ler de novo.
E, logo no início do livro, tive uma grata surpresa, ao ver o que a ciência tem descoberto e passado a defender a respeito das diferenças tamanhas entre os sexos. Fiquei tão agraciada e feliz ao ver que tudo aquilo que a Palavra de Deus sempre defendeu e declarou como verdade, e que tem sido tão condenado e discriminado pela sociedade que considera os conceitos bíblicos como algo ultrapassado, é exatamente o que a Ciência está passando a redescobrir neste nosso século.
Eu fiquei, sinceramente, abismada, surpresa e imensamente satisfeita ao ver tudo aquilo que as Sagradas Escrituras pregam sendo abordado e explicado em alguns comentários deste livro. Os autores consideram tudo isso como coisas do cérebro, hormônios e resultados orgânicos. Mas, nós sabemos que a verdade é que foi DEUS quem fez homens e mulheres diferentes, segundo a SUA vontade, para que cada um cumpra um propósito especificamente traçado para si!
Compartilho com vocês, então, alguns trechos interessantissimos deste livro. Espero que vocês gostem tanto quanto eu gostei!
Até mesmo os cientistas tem percebido os danos que o abandono do padrão que o Senhor determinou para homens e mulheres tem trazido para a sociedade moderna! Que nós, enquanto seguidores de Cristo, possamos entender isso também!
[Obs: os trechos entre colchetes, com negrito e em vermelho são comentários e opiniões minhas, não dos autores do livro!]
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“A questão fundamental aqui é simples: homens e mulheres são diferentes. Nem melhores nem piores – apenas diferentes. Cientistas, antropólogos e sociobiólogos sabem disso há anos, mas têm também a dolorosa certeza de que afirmar publicamente suas conclusões em um mundo politicamente correto como o nosso poderia transformá-los em verdadeiros párias de uma sociedade determinada a acreditar que homens e mulheres têm as mesmas habilidades, aptidões e potenciais – justamente quando a ciência começa a provar o contrário.



Aonde isso nos leva? Individualmente, a relacionamentos difíceis, penosos, infelizes. Como sociedade, a um terreno extremamente acidentado. Só o entendimento das diferenças entre homens e mulheres vai nos permitir começar a desenvolver nossa força coletiva – em lugar das fraquezas individuais” (p. 10)

Tipos de trabalho diferentes



"Homens e mulheres evoluíram de modos diferentes porque tinha de ser assim [eu diria: porque DEUS planejou que fosse assim!]. Os homens caçavam, as mulheres ficavam com o grupo. Os homens protegiam, as mulheres cuidavam. Como resultado, seus corpos e cérebros tomaram rumos diversos no processo de evolução e se transformaram para se adaptarem melhor às suas funções específicas. Os homens se tornaram mais altos e mais fortes que a maioria das mulheres, e seus cérebros se desenvolveram para cumprir as tarefas que lhes cabiam. As mulheres ficavam satisfeitas de ver seus homens saírem para trabalhar enquanto elas mantinham o fogo aceso na caverna. Seus cérebros, então, evoluíram para atender às funções que precisavam desempenhar.



Assim, por milhares de anos, as estruturas dos cérebros de homens e mulheres foram se formando de maneiras diferentes. Hoje em dia, sabemos que homens e mulheres processam a informação de modos distintos. Pensam diferente. Têm crenças, percepções, prioridades e comportamentos diversos. Desconhecer este fato é uma receita certa de confusão, sofrimento e desilusão para toda a vida” (p.16)





As pesquisas comprovam



"Durante a maior parte do século XX, essas diferenças foram explicadas pelo condicionamento social, ou seja: somos como somos por causa das atitudes de nossos pais e professores que, por sua vez, refletem as atitudes da sociedade em que vivem. Meninas se vestem de rosa e ganham bonecas de presente, meninos se vestem de azul e ganham uniformes de jogadores de futebol. Mocinhas são tocadas e acariciadas, rapazes levam tapas nas costas e aprendem que homem não chora. Até recentemente, acreditava-se que quando uma criança nasce sua mente é uma página em branco, onde os educadores imprimem suas escolhas e preferências. Recentes estudos de biologia mostram, porém, um panorama completamente novo e apontam os hormônios e o cérebro [eu diria, a grande e totalmente sábia Mão de Deus determinando nossas características sexuais primordiais] como os principais responsáveis por nossas atitudes, preferências e comportamento. Isso quer dizer que, ainda que criados em uma ilha deserta, sem uma sociedade organizada ou pais que os influenciasse, meninos competiriam física e mentalmente entre eles, formando grupos com hierarquia, e meninas trocariam toques e carinhos, se tornariam amigas e brincariam de bonecas.” (p.18)




[A história em sua origem]



“Era uma vez, há muito, muito tempo, homens e mulheres vivendo juntos, felizes e trabalhando em harmonia. O homem a cada dia arriscava sua vida em um mundo perigoso e hostil, caçando para levar alimento à sua mulher e filhos e enfrentando inimigos e animais selvagens. Desenvolveu o senso de direção e a pontaria, tornando-se capaz de localizar a caça, atingi-la, mesmo em movimento, e levá-la até o lugar onde vivia. A definição de seu trabalho era simples: caçador de comida. Isso era tudo o que se exigia dele. [eu diria: é claro que não acredito que os homens devem se preocupar UNICAMENTE E EXCLUSIVAMENTE com este seu papel principal, excluindo qualquer outra forma de atribuição, primordialmente realizada pela mulher, como será mencionado abaixo]



A mulher, por seu lado, se sentia valorizada ao ver o homem expor a vida pela família. Homem de sucesso era aquele que conseguia bastante comida, e sua auto-estima dependia do reconhecimento da mulher aos seus esforços. A família só esperava que ele cumprisse suas tarefas de caçador e protetor – nada mais [o que não quer dizer que ele não poderia, ou até mesmo deveria, participar também das atividades de casa – mas este não era seu papel principal, e a mulher sabia disso, e ambos se regozijavam, cada um com sua função]. Não era preciso “repensar o relacionamento” e ninguém lhe pedia para levar o lixo para fora nem trocar as fraldas do bebê.



O papel da mulher era também muito claro. A necessidade de ser uma perpetuadora da espécie apontou a direção em que devia evoluir e as habilidades a desenvolver para cumprir suas funções. Precisava ser capaz de detectar sinais que indicassem a aproximação do perigo, ter excelente senso de direção a curta distância, orientando-se por detalhes da paisagem para encontrar o caminho [era ela quem colhia os frutos ao redor da casa] e, com sua extraordinária sensibilidade, identificar pequenas mudanças na aparência e no comportamento das crianças e adultos. Tudo muito simples: ele era o caçador da comida, ela a guardiã da cria. [Amei isso! xD]



A mulher passava o dia cuidando das crianças, colhendo frutos e sementes e se relacionando com as outras mulheres do grupo. Não tinha que se preocupar com a parte principal do abastecimento de comida, e seu sucesso estava ligado à capacidade de manter a vida em família. Sua auto-estima dependia do valor que o homem dava a suas habilidades de zeladora e mãe. Ter filhos era um ato mágico, sagrado mesmo, como se só ela conhecesse o segredo da vida. Ninguém esperava que fosse caçar, enfrentar inimigos ou trocar lâmpadas.



A sobrevivência era difícil, mas o relacionamento era fácil. [Linda frase!] Assim foi por centenas de milhares de anos. Ao fim de cada dia, os caçadores voltavam com os animais abatidos, que eram divididos igualmente, e todos comiam juntos na caverna onde viviam. Cada homem entregava parte da caça à mulher, que, em troca, lhe dava frutos e sementes.



Depois de comer, os homens sentavam ao redor da fogueira, contavam histórias, faziam brincadeiras e riam. Era uma versão pré-histórica da contínua troca de canais com o controle remoto ou da total concentração na leitura do jornal. Estavam exaustos depois de tanto esforço e precisavam se recuperar para caçar novamente no dia seguinte. As mulheres continuariam a cuidar das crianças e a garantir o descanso e a alimentação dos homens. Cada um apreciava o que o outro fazia – eles não eram considerados preguiçosos nem elas se sentiam como criadas oprimidas.



Esses rituais e comportamentos simples ainda são encontrados em civilizações primitivas, em lugares como Bornéu, parte da África e Indonésia e entre alguns aborígines australianos, maoris da Nova Zelândia e inuits do Canadá e Groelândia. Nessas culturas, cada pessoa conhece e entende seu papel. Os homens admiram as mulheres e as mulheres admiram os homens. Cada um reconhece no outro uma contribuição única para a sobrevivência e o bem-estar da família. Mas, para quem vive nos modernos países civilizados, essas regras antigas foram abandonadas. O caos, a confusão e a infelicidade tomaram seu lugar



A família não mais depende unicamente do homem para sua sobrevivência e não se espera mais que a mulher fique em casa exercendo as funções de mãe e zeladora. Pela primeira vez na história da espécie humana, a maior parte dos homens e mulheres se confunde na hora de definir suas atividades. Você faz parte da primeira geração a ter de encarar situações que seus antepassados nunca conheceram. Pela primeira vez, buscamos em nossos parceiros amor, romance e realização pessoal, já que a sobrevivência, garantida para muitos pela estrutura da sociedade moderna através de fundos de pensão, aposentadorias, leis de proteção ao consumidor e várias instituições governamentais, não é prioritária. (...)



Se você nasceu antes de 1960, é bem possível que tenha crescido vendo seus pais se relacionarem segundo os antigos princípios de sobrevivência entre homem e mulher. Eles repetiam o comportamento que aprenderam com os pais deles, que, por sua vez, imitaram os pais deles, que copiaram os pais deles, e assim por diante, até chegar ao povo das cavernas com seus papéis claramente definidos.



Agora as regras mudaram completamente, e seus pais não sabem como ajudar. O índice de divórcios entre os casamentos recentes está em torno de 50 por cento e, se levarmos em conta as uniões não oficializadas e os relacionamentos entre gays, a verdadeira taxa sobe para 70 por cento.” (p.21-23)

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"Os teus filhos edificarão as antigas ruínas; Levantarás os fundamentos de muitas gerações e serás chamado reparador de brechas e restaurador de veredas, para que o país se torne habitável" (Isaías 58:12)

É pra isso que temos sido chamados! Para reparar as brechas de nossa geração e para restaurar as veredas eternas de Deus, que tem sido perdidas! Que a Verdade Eterna do Senhor seja pregada e conhecida em todo o mundo!

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Como um Homem de Deus deveria parecer... (por Kathy Gruben)


Pessoal, eu estou simplesmente amando as discussões no último post (Aproximações com o sexo oposto), e peço muito encarecidamente que os que ainda não opinaram não o deixem de fazer, esta é uma discussão importante e espero poder saber muito mais sobre o que vocês pensam.

Geralmente, quando temos um tema importante, que necessita de um debate um pouco mais aprofundado, o que torna a participação de vocês ainda mais fundamental, não gosto de postar um novo texto, prefiro deixar um tempo específico para esse fim, a fim de priorizar o tema. Era o que eu estava planejando fazer desta vez.

Porém, ainda há pouco, eu estava dando uma olhada no meu arquivo de textos do/para o blog, e revisando os textos que separei para publicar aqui e ainda não consegui fazê-lo. E encontrei este texto tão precioso.

É um texto originalmente em inglês e, à medida que eu o estava traduzindo, simplesmente me encantei e não posso deixar de publicá-lo a vocês. Interessante que já faz tanto tempo que salvei esse texto, com o objetivo de publicá-lo, mas ainda não tinha parado para traduzí-lo.

Então, vou postar a tradução pra vocês. No entanto, peço mesmo que vocês não deixem de participar do debate do post anterior, é um assunto importante.

E dedico este texto, então, para todas as Mulheres de Deus, as Princesas do Senhor, para que o Espírito Santo guarde cada um de seus sonhos e nunca deixe que seus ideais, seus sonhos e padrões sejam diminuídos, mas que vocês continuem sonhando, cada vez mais alto. Acreditem, nada do que nosso Senhor nos propõe ou promete é impossível, e é Ele quem está escrevendo nossas histórias, portanto, podemos esperar ansiosamente por elas (e pelos príncipes também!).

Também aos rapazes, todos quanto algum dia visitarem o blog. Que este texto possa inspirá-los e encorajá-los a serem verdadeiros príncipes, não simplesmente "porque existem princesas à espera de vocês", mas porque vocês foram criados e chamados para serem como o Príncipe e Cavalheiro Maior - Jesus Cristo! Porque vocês foram criados para serem os protetores de suas irmãs em Cristo e, um dia, para serem os fundadores e sacerdotes da maior e mais linda instituição planejada por Deus - a Família. Elevem seus padrões cada dia mais, cuidem de seus corações e mentes, recebam a Pureza de Deus, e tomem posse de suas identidades enquanto Cavalheiros e Poetas. O mundo tem precisado de homens assim!

Que o Senhor nos abençoe, guarde e proteja nossos sonhos e corações, e nos ajude a continuar andando na contramão e elevando nossos padrões.

Em Cristo.
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Eu usaria essas palavras para descrever este maravilhoso homem de virtude…


Nobre, cavalheiro, corajoso, divertido, verdadeiro, sábio, leal, apaixonado, protetor, gentil, humilde, forte, doador de si mesmo, aventureiro, paciente, amoroso, amável, servo, inteligente, educado, centrado na família, amante da verdade, mergulhado na Palavra de Deus, de oração e hospitaleiro.


Estes não são os tipos de rapazes que você sempre encontra à primeira vista em uma multidão. Mas estes são os tipos que você mais admira uma vez que os encontre. Eles são aqueles que vão até a pessoa sentada do lado de fora da igreja procurando ficar isolada, e lhe apertam as mãos com um sorriso. Eles são aqueles que você encontrará em casa ao invés de em um grupo de jovens. Você os verá sentados com seus pais ao invés de estar ensaiando notas no fundo da igreja com seus amigos. Você os achará ajudando na cozinha ou levando o lixo pra rua, caminhando com as senhoras até os seus carros e transportando sacos de fralda ainda que estes não os pertençam.


Você os verá com outros rapazes, em profundas discussões sobre teologia, cosmovisão, filosofia, política, e livros ao invés de simplesmente falar sobre os últimos jogos de futebol, jogos de computador ou garotas. Ainda que eles também possam conversar sobre estes assuntos quando necessário. :-) . Estes são os rapazes que andam do lado de fora da calçada para proteger a moça com quem possam estar, e estão sempre procurando por maneiras de cuidar dela como uma irmã. Quando procuram por uma companheira, eles querem aquela que está em casa (ou deseja estar) e fica com sua mãe e irmãos mais do que com seus amigos.


Eles amam um tempo bom, mas normalmente implicam em lutas de espada, último “Frisbee”, jogos de tabuleiro, caminhadas, toques de futebol, brigas com balão de água e filmes populares ao invés de times esportivos, danças no bar ou filmes com violência e sexo – quem se importa se eles já estão em seus 20 anos! Uma grande noite na cidade inclui levar seus irmãos à doceria, biblioteca ou para um mini-golfe. Eles são apaixonados pelas coisas de Deus e não abrem mão de suas convicções, não importa o que os outros possam dizer ou fazer. Eles não se importam que alguns possam vê-los como “caretas” ou estranhos por não namorarem ou passarem tanto tempo com suas famílias – eles se orgulham disso!


Você pode vê-los na rua às 6:30 da manhã se apressando para chegar à escola bíblica às 7:00h, ainda que ninguém esteja mandando-os ir. Você os encontrará no culto familiar, cantando e tocando o piano, ensinando a Palavra de Deus para sua família ou sentandos aos pés de seus pais. Eles escrevem maravilhosas cartas de encorajamento com todo o sentimento de seus corações quando é necessário e, ainda assim, podem não dizer muitas coisas a título pessoal para muitos. Eles guardam confidências. Você pode facilmente vê-los com uma multidão de crianças sobre eles enquanto ajudam a ensiná-las algo ou brincam com elas. Eles vão assistir um filme antigo e jogar cartas com seus pais e irmãos, mesmo quando prefeririam estar jogando “Stronghold Crusader” no seu laptop.


Ele abriria mão de sua própria vida por seu Salvador, seus ideais e sua família. Ele faz sorvete flutuante de todos os tipos – até mesmo estranhos “concoctions” – e leva chá pra sua mãe na cama. Ele faz bolos de aniversário para seus amigos com as receitas de sua irmã. Ele aprende a seguir uma receita e fazer coisas na panela de pressão porque quer pelo menos ser capaz de cuidar de sua esposa quando o bebê chegar. É provável que você o encontre embaixo de um carro, em cima do telhado, roçando um gramado, remendando a cerca, escrevendo um livro, trabalhando no turno da noite pra ajudar a família – em qualquer lugar que requeira trabalho árduo, iniciativa e energia – mas não para o seu próprio fim.


Eles são tão admirados e carinhosamente amados por seus familiares, pois são uma indispensável fonte de alegria e incentivo, força de caráter e servidão. Eles nunca são realmente independentes, pois têm de vir ao maravilhoso lugar da vida Cristã onde entendem que devem ser dependentes somente de Deus em Sua soberania, e as pessoas que Ele colocou em sua vida.


Portanto, ele é um verdadeiro homem. Um gigante. Um para procurar-se em altos lugares. Um herói. Um líder entre os seus iguais. Forte, estável, confiável e alguém em cujas capazes e amorosas mãos você poderia colocar a sua vida e as vidas de seus filhos – sem receios ou medos.


(Kathy Gruben 2006 - Just For Young Ladies)


terça-feira, 27 de outubro de 2009

Trabalho Doméstico - Uma Atribuição Divina (by Beleza Imperecível)



Excelente texto do blog "Beleza Impercível", da querida amiga e irmã em Cristo, Anna.

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A dica é um trecho do livro “Homem e Mulher”, diversos autores - Editora FIEL - autoria de Douglas Patterson.

O dicionário define a dona de casa como a “mulher que dirige e/ou administra o lar” (Aurélio). O trabalho doméstico é, de fato, uma carreira profissional; e, como qualquer carreira profissional, requer de uma mulher preparação árdua, dedicação plena e o máximo de sua criatividade. Tenho razões para crer que esta carreira é importante o suficiente para exigir treinamento e dedicação, disciplina e aprimoramento.

Dorothy Morrison escreveu:
“O trabalho doméstico não é um emprego para mulheres preguiçosas, sem imaginação e incapazes. Envolve tanto desafio e oportunidade, sucesso e fracasso, benefícios e incentivos quanto qualquer outra carreira profissional”.

Manter o lar é a atribuição de Deus para a esposa. Podemos acreditar que até trocar os lençóis e esfregar o chão façam parte desta atribuição. Em Tito 2:3-5, Paulo admoesta as mulheres mais velhas a ensinarem as mais jovens, entre outras coisas, a “amarem a seus maridos e a seus filhos, a serem… boas donas de casa” (no grego, literalmente, “trabalhadoras no lar”).

Em outra época, o lar já foi descrito como “um lugar separado, um jardim murado, em que certas virtudes, facilmente esmagadas pela vida moderna, poderiam ser preservadas”. A mãe neste lar foi descrita como “O Anjo na Casa”.

Poucas mulheres percebem o grande serviço que prestam à humanidade e ao reino de Cristo, quando se dedicam ao lar e cuidam bem de seus filhos. Na realidade, este é o fundamento sobre o qual tudo o mais se constrói. A atividade de uma mulher como mãe implica na edificação de algo muito mais magnífico do que qualquer catedral; pois, ao criar seus filhos, ela está construindo a habitação de suas almas imortais. Nenhuma carreira profissional combina, de forma singular, tarefas tão servis com oportunidades tão significativas.

(Disponível em:

Paz!!!

terça-feira, 18 de agosto de 2009

"Mulher Virtuosa: O testemunho de um esposo"

Mulher virtuosa quem a achará?


Pr. Nélson R. Gouvêa

 Mulher virtuosa quem a achará? O seu valor muito excede ao de rubis. Levantam-se seus filhos e chamam-na bem-aventurada; seu marido também, e ele a louva. Muitas mulheres têm procedido virtuosamente, mas tu a todas sobrepujas. Enganosa é a beleza e vã a formosura, mas a mulher que teme ao Senhor, essa sim será louvada. - Pv. 31: 10, 28-30

Em 1972 eu servi o exercito na cidade de Macaé-RJ. No quartel tínhamos várias atividades para os soldados e uma delas eu me lembro era fazer algumas marchas pela cidade em ocasiões especiais. O tenente responsável pela atividade ia perguntando bem alto algumas frases de efeito em forma de canção e os soldados tinham que responder todos juntos pela rua afora. Uma delas eu me lembro muito bem.

O capitão perguntava: “Qual a melhor coisa do mundo”?
Nós respondíamos: É a mulher.
O capitão perguntava: E a pior coisa do mundo?
Nós respondíamos: É o homem sem mulher

Muitos homens não valorizam as mulheres, principalmente alguns homens casados, porém cada mulher tem o seu valor e nada melhor do que o seu marido e filhos para reconhecer o quanto elas são especiais e importantes como mulheres, esposas e mães.

Eu me considero um homem bem aventurado (mais do que feliz) Na minha juventude Deus colocou em meu caminho uma das pessoas mais fantásticas neste mundo que é a minha esposa Solange. Somos casados há 28 anos, temos dois filhos (Suzana e Nelson Henrique) e somos uma família bem harmoniosa e feliz.

 De fato desde de conheci Solange o refrão tem sido diferente.

_ Qual a melhor coisa do mundo?
_ É a Solange.
_ E a pior coisa do mundo?
_ É o Nelson sem Solange.

Boa parcela do sucesso de nossa família sem dúvida alguma os créditos são de Solange e eu gostaria nesta oportunidade de enumerar algumas virtudes, algumas qualidades que permeiam o caráter de minha esposa e com certeza servirá para nossa reflexão pos a Bíblia diz claramente que: “Levantam-se seus filhos e chamam-na bem-aventurada; seu marido também, e ele a louva. Muitas mulheres têm procedido virtuosamente, mas tu a todas sobrepujas.”.

1. Vida com Deus

Seguramente Solange já deve ter lido a Bíblia de capa a capa mais de 20 vezes desde que se converteu ao Senhor Jesus Cristo. Todos os dias ela procura ter o seu encontro pessoal com Cristo em sua devocional individual. Ela procura receber de Deus às instruções para o dia e através da oração ela procura manter a sua fé em dia.. É uma excelente intercessora e conselheira, procurando ajudar da melhor maneira possível quem a procura.

2. Uma Mulher Autêntica e Linda

Autêntica: pois anda na retidão, não fica maldizendo as pessoas ou fofocando a vida alheia. Gosta de falar a verdade, detesta a mentira. Ela procura viver o que prega no dia a dia.

Linda: Esteticamente falando no seu visual, afinal creio que tive bom gosto ao escolhê-la para esposa. Porém por dentro ela é mais linda ainda. Uma mulher completa em todos os sentidos e que está sempre procurando se cuidar especialmente para o seu marido que obviamente sou eu.

3. Uma Esposa Dedicada ao seu Marido, Filhos e Ministério.

Ao seu marido: Sua dedicação é louvável, pois a cada dia o nosso amor cresce cada vez mais. Somos amigos, companheiros, confidentes e sobre tudo amantes. Em outras palavras vivemos um para outro e ambos para os nossos filhos.

Aos filhos: Nossos filhos só nos dão alegrias hoje porque teve na infância uma mãe dedicada e de tempo praticamente integral. Ela preferiu cuidar dos filhos a trabalhar fora e com isto pôde contribuir e muito na formação do caráter e na vida cristã deles. É uma excelente conselheira de nossos filhos. Prova disto que eles a procuram mais do que eu quando surge algum problema.

Ao Ministério: Solange é uma companheira indispensável em nosso ministério. Deus nos abençoa muito em nossas ministrações em Igrejas pelo Brasil justamente porque temos a mesma visão de um trabalho voltado para as famílias. Em todos os lugares que passamos nestes anos tenho recebido vários elogios por parte de seus líderes devido às ministrações de Solange.

Conclusão:

Eu procurei relatar as bênçãos de Deus sobre a minha vida e nossos filhos devido à existência de uma mulher chamada Solange.

Uma coisa você há de concordar comigo. Estas qualidades, estas virtudes que destacamos aqui na vida de Solange, tais como: "Vida com Deus, Uma Mulher Autêntica e Linda; Uma Esposa dedicada ao seu Marido, Filhos e Ministério" precisam estar presentes na vida de cada mulher de Deus a tal ponto que seus respectivos maridos possam enxergar estas virtudes e enaltecê-las diante da sociedade, pois a Bíblia afirma: “ a mulher que teme ao Senhor, essa sim será louvada.

O texto lido nos diz: "Mulher virtuosa quem a achará? O seu valor muito excede ao de rubis."

Isto quer dizer que você é especial para Deus, para o seu marido e os seus filhos. Procure ser sábia buscando ao Senhor de todo o seu coração, que Ele, Deus lhe dará as estratégias para conquistar a cada dia o coração do seu marido e o coração de seus filhos.

A coisa mais preciosa que Deus fez foi a família e Ele a estabeleceu para que vivam em amor, paz e harmonia. Seguramente que o desejo de Deus é que você seja tremendamente feliz em seu lar.

Deus as abençoe em Cristo Jesus."


(Texto publicado em 20/07/2007 no blog: http://www.cesti.com.br/casais/ler.asp?cod=25 )