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terça-feira, 5 de abril de 2011

Desafio aos novos reformados

Cito as palavras do Rev. Augustus Nicodemos Lopes escritas em seu post "Um culto em Mars Hill Church", que nos convidam a uma reflexão de qual deve ser a nossa postura, enquanto novos cristãos reformados a se levantarem no mundo, e de forma especial no Brasil, especialmente no que diz respeito ao equilíbrio entre princípios bíblicos para o culto cristão e comunicação com nossa cultura e com os não crentes. A conclusão de seu post foi:

"Mas, penso que o princípio por detrás de Mars Hill merece nossa consideração. Ou seja, que nós, reformados no Brasil, precisamos encontrar uma maneira de ser reformados que seja mais eficaz e relevante para nossa própria cultura, sem comprometer princípios bíblicos. Precisamos refletir seriamente sobre o quanto na tradição reformada é inegociável por ser bíblico, e o quanto pode ser alterado e mudado por representar apenas a maneira reformada de ser de nosso pais e avós séculos passados."

 Este é um dos grandes desafios para as igrejas de fé reformada no Brasil, e também no mundo. Encontrar esse equilíbrio. Não estar focado em tradicionalismos ou formalidades que não fazem parte do ensino bíblico. Não se prender em coisas do passado que são negociáveis, mas também não abrir mão do que é inegociável. Não pregar nada além de Cristo, não precisar de marketing ministerial, mas também não desprezar o diferente, aquilo que aproxima a igreja dos perdidos e da realidade cultural em que estamos inseridos.

Isso é muito difícil. Normalmente, cambaleamos para um dos dois extremos: ou somos tradicionalistas e nos prendemos a formalismos, excluindo formas diferentes de alcançar o mundo (como estilos musicais, ordens de culto, maneiras de ministrar a Palavra, estilos de vestir, etc); ou, no outro extremos, abrimos mão da verdade bíblica, da reverência e respeito que devemos ter ao cultuarmos a Deus e do foco em Cristo e sua Palavra, e passamos a nos preocupar apenas com o que irá agradar ao público-alvo. Nenhuma das duas coisas é boa. Precisamos encontrar o meio-termo diante de tudo isso, para que vivamos nossa missão de sal e luz do mundo com integridade, mas também sem preconceitos.

Deus nos guie.

quarta-feira, 2 de março de 2011

Beleza no antigo...

Há quem ache que o mundo deve se modernizar e, com ele, todas as coisas. E que, portanto, tudo o que remete ao passado já está ultrapassado.

Eu discordo fortemente. Sei que já falei disso no post anterior, mas neste exato momento estou vendo um vídeo que uma amiga indicou (Obrigada, Kesley querida, pelas indicações sempre tão lindas! ^^) do hino "Tu és Fiel", cantado pelo coral Prisma. E como é lindo ouvir uma música assim!

Não sou do tipo presa ao passado que acha que somente o que é "antigo" é bom, e que tudo que remeta a "inovações" é ruim. De forma nenhuma! Tanto que as músicas que têm me acompanhado ultimamente são estilos bem "inovadores", se podemos dizer assim, cantadas por "barbudos" (como Eduardo Mano e Salomão do Reggae), e no estilo rock, reggae, pop, jazz e outros estilos diferentes que nem sei bem explicar.

Porém, confesso ter uma queda pelos hinos antigos e suas melodias e letras tão cheias de paz. Me remetem a uma fé cheia de confiança, de singeleza e tranquilidade, que tanto difere dos dias corridos e exagerados que vivemos.

Sou de uma igreja Batista tradicional, e lá cantamos os hinos do HCC e do Cantor Cristão. E não é nada raro, ao ouvir as letras e meditar nelas, que eu acabe com a roupa toda molhada de lágrimas!rs. Acho-as lindas mesmo. A paz que elas transmitem, sem falar do peso que é imaginar as pessoas que as escreveram e como elas sobreviveram e atravessaram gerações, me traz segurança e uma percepção tão real da fé cristã. Me lembra que essa é uma história que não começou hoje, na realidade que meus olhos podem ver, mas tem atravessado tempo e mundos... Verdades eternas que nunca envelhecem.

Sim, Deus é Fiel! Isso é o que Ele é. Sempre será. E meu coração se regozija, no meio de toda a correria do dia a dia, em parar para ouvir estas palavras e melodias que trazem calmaria. A beleza do simples. A beleza no antigo...



sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Desigrejados e o crescimento dos blogs cristãos...

Gostaria de indicar uma pesquisa muito boa realizada pelo Genizah a respeito do crescimento de pessoas que dentre o grupo dos "desigrejados", "desviados" e "evangélicos não praticantes", discutindo sobre alguns aspectos relacionados a isso e, dentre eles, sobre a procura dessas pessoas pelos sites e blogs cristãos, em especial os apologéticos, os quais têm apresentado um crescimento também muito grande.

Queria destacar alguns parágrafos do texto do Genizah sobre os blogs cristãos apologéticos e sua missão e aplicação nas vidas dessas pessoas. Eu mesma já fui uma dentre este grupo de "desigrejados", durante mais de um ano, e estes blogs e sites cristãos foram o caminho usado por Deus para abrir meus olhos sobre os absurdos pregados por tantas igrejas ditas evangélicas em nosso país, mas também sobre a Sã Doutrina da Palavra de Deus e onde procurá-la. Hoje, pela Graça infinita de Deus, manifesta através desta obra realizada via internet, finalmente encontrei uma Igreja Cristã Genuína, centrada na Palavra e viva através dela (em meu caso, uma igreja Batista Tradicional), depois de períodos em que quase desisti dessa busca.

Que possa ajudar outras pessoas em situações semelhantes - decepcionadas com falsas igrejas, falsas doutrinas e falsos líderes... A Igreja do Senhor Jesus Cristo não está morta! Ainda há esperanças!

Que a graça e a paz do Senhor Jesus conduzam nossos caminhos.

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Trechos do texto do Genizah (link do texto completo ao final do post!):

"Os sites e blogs apologéticos apontam as feridas da Igreja, os absurdos. Contudo, também tratam da Glória de Deus. E também de teologia, evangelismo, missões, prática cristã, humor cristão e muito mais. São todos assuntos que interessam a quem está na Igreja institucionalizada e a quem não está, mas ama a Cristo. E, vendo por este lado, faz até muito sentido que os irmãos que estão feridos sintam-se atraídos por sites que tratam das “armadilhas” da Igreja moderna de forma direta e sem hipocrisia. Os sites apologéticos tratam dos bandidos e de suas armas, que um dia foram usadas para ferir estes irmãos. Rever o processo do engano e perceber que há o “lado A” neste disco horripilante é consolo e incentivo.
 
Os blogs e sites apologéticos cresceram muito nestes dois últimos anos, na proporção do aumento dos feridos nesta guerra entre a sã doutrina e a heresia. Contudo, ao contrário de reafirmar a decepção e aumentar a ferida, o que vemos, e constatamos, na pesquisa por e-mail, é que os blogs apologéticos têm ajudado na cura das pessoas. Muitos buscaram outras denominações (com doutrina mais ortodoxa fundamentada na Palavra) ou mesmo igrejas em suas denominações atuais onde a Palavra é o centro e não há lugar para o espetáculo e a profetada. Enfim, onde não se coloca na boca de Deus promessas que nunca foram feitas. Desta forma, muitos irmãos voltam à comunhão.

Os blogs apologéticos servem para expor a ferida, rir da ferida (no nosso caso em especial), indicar o que é bom. Muitos irmãos decepcionados achavam que Igreja era aquilo que viviam no G12, MIR12, na fogueira santa de Israel, nas doutrinas de apóstolos empresários, nos moveres e atos proféticos, nas sementes e unções financeiras, e outros negócios gospel.

Outros tantos entenderam que não foi a sua vida de pecado, ou sua falta de fé que os relegaram a uma vida de decepção e ausência de conquistas. Pode-se dizer, os blogs apologéticos funcionam como vacina, inoculam a praga para propiciar a benção bereana. No primeiro momento, o irmão machucado entra, sente raiva do que vê, responde com um chavão do tipo “não toque no ungido” ou "não devemos julgar", mas lê. Com o tempo entende o sentido de tudo. Abre os olhos (alguns nos esculacham bastante antes, claro. Risos).
 
[...]

Na prática, o desigrejado poderia seguir imitando a Cristo, portando sendo cristão, não fosse um pequeno detalhe, risos: Como ser cristão sem o “outro”? Sem a comunhão?  Sem o culto ao Pai, o louvor? O discipulado? Creio ser muito difícil, mas a questão é nevrálgica. Obvia para mim, mas não para todos. Deixemos o tema para outra oportunidade. O que nos interessa é tentar lançar bases para outros esforços. Penso que devemos olhar esta multidão de irmãos afastados da comunhão, a maioria esfriando na fé (feridos, machucados) e, no entanto, buscando a Cristo e algum tipo de comunhão, em sites e blogs apologéticos como uma oportunidade de:

• Reflexão sobre erros cometidos no apascentar das ovelhas, se somos líderes, pastores, bispos, etc.

• Consideração acerca destas doutrinas antropocêntricas, em especial a confissão positiva, que é maligna, pois é uma fábrica de desilusões, desvia a atenção da Cruz para causas mundanas e ainda transforma questões normais da vida em sentimento de inadequação sério, ou desilusão com o Espiritual.

• Reflexão sobre a forma como orientamos o ambiente da comunidade, em especial, se incentivamos o amor entre os membros ou a competitividade.

• Consideração sobre as bases e fundamentos no ensino da Palavra  aos membros, sem as quais os mesmos ficam sujeitos a ventos de doutrinam ou a fraqueza na tribulação, pois desconhecem as promessas que podem lhes confortar.

• Repensar os modelos de comunhão à luz da tecnologia de informação.

• Pensar no papel crucial da Escola Bíblica Dominical. Seria este o ministério mais importante da sua comunidade, ou a EBD perde fácil em popularidade para o ministério da cantina, do louvor, social, etc.?

• Reflexão e planejamento na direção de trazer estes irmãos para a comunhão.

• Reflexão sobre o caráter profético da nossa missão na internet cristã, lembrando que devemos sempre de nos manter no espirito de Jeremias 1: Olha, ponho-te neste dia sobre as nações, e sobre os reinos, para arrancares, e para derrubares, e para destruíres, e para arruinares; e também para edificares e para plantares. "


Link para o texto completo publicado pelo Genizah: http://www.genizahvirtual.com/2010/12/desigrejados-desviados-e-evangelicos.html

terça-feira, 30 de novembro de 2010

O Perigo de um Mau Instrutor

[Por: Pr. Isaltino Gomes Coelho Filho]

Pastoral do boletim da IBC de Macapá, 28.11.10


Manhã cedo, vinha para a igreja, com Meacir. A Av. Pe. Júlio é nosso caminho (cá pra nós: a Lagoa dos Índios é linda!). Em frente ao Santa Lúcia há uma faixa de pedestres e um deles a atravessava. O Ford Ka branco parou em cima da faixa. Já vinha irregularmente, sobre a divisória entre duas pistas de rolamento. O motorista falava ao celular. O pior: era um veículo de auto-escola. Não é à toa que o trânsito é como é. Os instrutores não praticam o que ensinam. Assim, há alunos que aprendem macetes para conseguir a habilitação, mas que não sabem dirigir. Apenas fazem o carro andar. Os instrutores são cegos guiando cegos. Bem disse Jesus: “… se um cego guiar outro cego, ambos cairão no barranco” (Mt 15.14).

Na vida espiritual isso é terrível. A igreja de Jesus deveria ser modelo para o mundo, mas padece dos mesmos problemas do mundo. Deveria instruí-lo no caminho do Senhor, pois o conhece, mas o transgride. Parte da desorientação do mundo se deve à falta de sinalização clara por parte da igreja. Os crentes brigam por picuinhas, as igrejas se dividem por estilo musical e lutas por poder, têm rachas por liderança e dinheiro. Depois dizem ao mundo que “Jesus dá paz”. O mundo olha para a igreja e vê gente briguenta! Vê gente na trincheira, defendendo seus pontos de vista com unhas e dentes, e usando Deus como pretexto. Não a leva a sério.

Um instrutor de trânsito deve cumprir o que ensina. E a igreja deve viver o que prega. Veja esta dura crítica de Paulo aos judeus: “Mas se tu és chamado judeu, e repousas na lei, e te glorias em Deus; e conheces a sua vontade e aprovas as coisas excelentes, sendo instruído na lei; e confias que és guia dos cegos, luz dos que estão em trevas, instruidor dos néscios, mestre de crianças, que tens na lei a forma da ciência e da verdade; tu, pois, que ensinas a outrem, não te ensinas a ti mesmo? Tu, que pregas que não se deve furtar, furtas? Tu, que dizes que não se deve cometer adultério, adulteras? Tu, que abominas os ídolos, roubas os templos? Tu, que te glorias na lei, desonras a Deus pela transgressão da lei? Assim pois, por vossa causa, o nome de Deus é blasfemado entre os gentios”(Rm 2.17-24). Tire “judeu” e coloque “cristão”. Tire “lei” e coloque “evangelho”. Não nos diz respeito?

A questão é: vivemos o evangelho? Internalizamos em nossa vida as exigências do reino ou as formulamos para os outros? Seguir a Cristo é muito mais que ter uma passagem de primeira classe por este mundo, buscando bênção e cantando que “nenhum mal chegará à minha casa”. É aceitar o chamado para a santidade!

Generalizar é problemático, mas a radiografia da igreja evangélica no Brasil é de uma igreja doente. Ela tem elefantíase e pensa que é forte. Sofre de DDA (Distúrbio de déficit de atenção) e pensa que é ativa no Senhor. Confunde barulho com santidade. Sabe o que deve fazer e diz aos outros, mas nem sempre faz.

Precisamos de membros de igrejas saudáveis. Comprometidos, misericordiosos, envolvidos com o reino e solidários com o todo. Há muitos queixosos e poucos engajados. Não “queime” a faixa, não ande em duas pistas e não se distraia. Sabendo o que deve fazer, faça-o. “Se sabeis estas coisas, bem-aventurados sois se as praticardes” (Jo 17.13).

 

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Bíblia: o alimento que sacia nossa fome



Estive esses dias em um “Encontro de Adoração Profética” e, ao olhar pras vidas daquelas pessoas que estavam ali, para minha própria vida e para o que estava sendo oferecido naquele lugar, surgiu este texto.

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“Eis que o povo é como ovelhas famintas e sem pastor. Estão à procura de ajuda, procuram por alguém que as guie, alguém que as ofereça o alimento que precisam para saciar essa fome tão grande.

Elas encontram, então, um lugar com pessoas que parecem tão preocupadas com elas. Se aproximam na esperança de encontrar comida para sobreviver. No lugar há muita música e muita festa. Elas chegam e todo aquele ambiente é tão envolvedor que, rapidamente, se esquecem de sua fome, e começam a cantar, a dançar, ao som daquelas músicas. Elas se agitam, se alegram, cantam e cantam a benção de ter encontrado aquele lugar e aqueles pastores que cuidarão delas.

No entanto, uma hora, duas horas se passam, e as ovelhas começam a se sentir cansadas. Elas já não conseguem pular e cantar como antes, e a fome que havia sido esquecida começa a voltar. Há fome. E elas precisam de comida. Elas olham ao redor na esperança de ver alguma comida sendo preparada, mas não há nem sinal disso. Logo as ovelhas começam a se preocupar e, no lugar onde antes havia alegria e voz de júbilo, começa a haver desânimo e desesperança. Elas estão cansadas e famintas.

Até que, finalmente, se aproximam de uma daquelas pessoas que ali estavam e perguntam:

“ – Não há comida neste lugar?”

“ – Não, não há comida neste lugar!”.

“ – Mas como podem existir pastores sem alimento para dar às ovelhas?”

“ – Mas quem disse que existem pastores aqui? Nós não somos pastores, somos apenas pessoas contratadas para entreter aqueles que por aqui passam. Nós sabemos que há muita dificuldade e sofrimento entre vocês, então viemos trazer um pouco de alegria para suas vidas.”

“ – Mas nós temos fome! Vamos morrer se não nos alimentarmos. Vocês não podem nos dar de comer?”

“ – Não! Não estamos aqui para isso!”

“ – Então, vocês podem ir embora daqui. Porque o que precisamos é de alimento. Sem alimento, quer estejamos tristes pela consciência de nossos problemas e dificuldades, quer estejamos alegres com a sua música que nos engana, nós vamos morrer!”

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Ao contrário do que muitas igrejas e muitos “falsos pastores” têm pregado ou feito muita gente acreditar, a necessidade das ovelhas não é emocional. Não são seus sentimentos que precisam ser tratados para que elas estejam bem. Elas têm fome – e este é o problema delas! Ainda que se sintam satisfeitas por algum tempo com remédios para suas emoções, enganadas por coisas e circunstâncias que as façam sentir mais alegres ou “felizes”, estas sensações não serão suficientes para suprir para sempre as suas realidades – elas estão famintas, desnutridas, e precisam urgentemente de alimento! Uma hora a barriga voltará a doer. Uma hora o corpo voltará a reclamar – e elas precisarão de alimento. E este alimento, do qual todos nós precisamos, não para o corpo mas para o espírito, só pode ser encontrado em um lugar: na Palavra de Deus. Não nas palavras de homens, não em palavras SOBRE Deus, não em músicas que falem opiniões pessoais SOBRE Deus, mas somente no conhecimento, entendimento e vivência da pura e eterna PALAVRA DE DEUS. Não há cura sem a Palavra. Não há solução sem a Palavra. Não há avivamento sem a Palavra. Não há pastores verdadeiros SEM A PALAVRA.


“ – Então, vocês podem ir embora daqui. Porque o que precisamos é de alimento. Sem alimento, quer estejamos tristes pela consciência de nossos problemas e dificuldades, quer estejamos alegres com a sua música que nos engana, nós vamos morrer!”


Que o Senhor nos faça compreender qual nossa real necessidade – e voltar para a Sua Palavra.

Que o Senhor levante pastores de verdade, que entendam que precisamos de alimento, e que o único alimento que pode saciar nossa fome e nos libertar é a Palavra de Deus!


“Conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará” (João 8:32)



“Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade” (João 17:17)



“E, assim, a fé vem pela pregação, e a pregação, pela palavra de Cristo” (Romanos 10:17)

quarta-feira, 31 de março de 2010

Comendo o Manjar Turco...


Não, hoje eu não quero falar de ninguém. Quero falar de MIM! Sou EU quem tem aceitado e comido o Manjar Turco que "a feiticeira" está oferecendo! Todos os dias.  

Sabe, cara, quanto tempo da minha vida eu tenho PERDIDO - atrás de Manjar Turco. 

"E dizia-lhes: na verdade, a seara é grande, mas os trabalhadores são poucos...” (Mt 9.37)

Mas, ainda sabendo disso, eu estou PARADA - comendo MANJAR TURCO! Sabe, cara, sim, eu estou fazendo "alguma coisa" - que tal "orando a Deus, buscando Santidade pra minha vida, aprendendo sobre a Verdade, conhecendo a Palavra", até mesmo escrevendo alguma coisa por aqui... e eu realmente acredito, sei que isso é importante! Na verdade, esse deve ser o PRIMEIRO passo - CONHECER Deus, ter relacionamento PESSOAL com Ele, ter a RENOVAÇÃO da sua mente! Não tem como você apresentar Deus, Sua Verdade, Seu Evangelho, Sua Salvação a alguém se você nem mesmo sabe quem Ele é e o que todas essas coisas são! Você precisa conhecê-Lo, de verdade, primeiro. Mas esse não é, não pode ser e não deve ser o ÚNICO passo! E eu sei que tudo o que eu tenho "feito" é inexplicavelmente pouco. Ainda há uma seara GRANDE - MUITO TRABALHO... e poucos trabalhadores! Mas eu ainda estou perdendo tempo comendo manjar turco na carruagem da feiticeira!

Sabe, quando eu paro e penso em quanto tempo eu tenho gastado com meus compromissos SECULARES, eu piro. Só tem 1, no máximo 2 dias na semana que eu não vou para a faculdade dar aula. Nos outros dias TODOS eu estou lá! Sem falar do tempo que gasto em casa preparando aulas e tendo idéias para fazer alguma coisa diferente e lalala... Mas, de verdade, EU NÃO TENHO GASTADO TEMPO TENDO IDÉIAS DE COMO EVANGELIZAR MINHA CIDADE! Eu não tenho FALADO DO EVANGELHO DE CRISTO para quaisquer pessoas que sejam ao meu redor! E sabe qual é a triste verdade? Eu tenho MEDO do que AS PESSOAS vão pensar! Eu tenho VERGONHA de falar sobre os pecados nas vidas delas, sobre a condenação delas e sobre o único Caminho, que é Jesus! Isso é horrível!

Eu não aguento mais comer Manjar Turco! E eu SEI que eu não devo comê-lo! Há MUITO trabalho para ser feito, e eu quero fazê-lo! Quero poder usar o tempo, as idéias, a energia e todos os dons que Deus tem me dado para ajudar outras pessoas a conhecê-Lo e a receber a Vida que somente Ele pode dar também! Às vezes eu não sei o que fazer, não sei nem como começar... mas eu sei que eu POSSO fazer alguma coisa - porque é o Espírito Santo quem fará através de mim, e não eu mesma com minhas próprias forças ou capacidades! Então, se Deus tem me chamado, se Ele tem mudado meus caminhos, me livrado do engano e das mentiras e me ensinado a Sua Verdade, e gravado-a no meu coração, então Ele também me tornará capaz de fazer algo, Ele também é que me usará para alcançar outras vidas!

Chega de desculpas! Eu POSSO reunir uns amigos para falarmos sobre a Verdade; eu posso ir com uma galera a uma praça e fazer um momento de adoração, de oração, de reflexão da Palavra ali; eu posso fazer algo para ajudar os necessitados; eu posso dar minha cara à tapa para que o Evangelho de Cristo seja anunciado!

Que Ele me perdoe por ter perdido tanto tempo, e me liberte de todo medo, de toda vergonha ou qualquer sentimento de comodismo! E que a Graça de meu Pai faça através de mim aquilo que eu não sei fazer!

Chega de Manjar Turco!

Somente a Ele seja a Glória! Em Cristo. Amém.

segunda-feira, 29 de março de 2010

Em terra estrangeira... defendendo a nossa Pátria!


 
Eu estava lendo uma meditação de John Piper que falava sobre nossas condições enquanto forasteiros nesta terra, e dois versículos citados por ele neste texto me chamaram muito a atenção:

“Bem-aventurados sois quando, por minha causa, vos injuriarem, e vos perseguirem... Regozijai-vos e exultai, porque é grande o vosso galardão nos céus” (Mt. 5:11,12)

“Os sofrimentos do tempo presente não podem ser comparados com a glória a ser revelada em nós” (Rm. 8:18)

E, através dessas verdades bíblicas, o Espírito Santo me transportou às imagens daqueles filmes sobre guerras patrióticas, em que homens nobres e cheios de honra saem de suas casas, deixam suas famílias, suas terras e tudo o que lhes é valoroso a fim de lutar por um grande propósito: defender a sua nação e o seu povo! Eu amo esses filmes! Não é novidade que eles fazem parte dos meus preferidos. Sempre fico maravilhada ao pensar naqueles homens – jovens, adultos, velhos, algumas vezes até crianças que se dispõem a enfrentar uma guerra para defender a sua terra. Eles sabem o risco de uma guerra ou, no mínimo, imaginam. Sabem que irão sofrer lá, que será difícil, doloroso e que existe uma grande possibilidade de não voltarem vivos para seus lares e suas famílias. Eles sabem do perigo, conhecem os riscos e as dores que terão de enfrentar. Mas, mesmo assim, eles não pensam duas vezes e VÃO.

Cara, isso sempre mexe profundamente comigo. Coragem! Mas não é uma coragem qualquer – é uma coragem que é fruto da certeza de sua missão, de seu ideal e dos nobres propósitos que eles defendem. É isso o que acho lindo demais nessas histórias patrióticas! Sabe aquilo que Jesus falou sobre quem quer salvar a sua vida perdê-la-á, mas quem perder a sua vida pelo Seu Propósito irá ganhá-la? É isso. Esse é um grande exemplo de perder a sua vida de forma a ganhá-la.

Esses filmes todos me atraem demais. O Patriota, Coração Valente, O Senhor dos Anéis e similares. No filme “O Senhor dos Anéis”, existe uma personagem com a qual me identifico muito, ela sempre me vem à mente quando penso nessas histórias de heróis. É a Éowyn, a filha do Rei de Rohan. Existem muitas coisas que me atraem nessa personagem. Ela é tão linda, delicada, meiga, ela é a Princesa! Seus irmãos são guerreiros e seu pai também o é, eles vivem em batalhas para defender o reino. Mas chega um momento na história em que todo o exército de Rohan é convocado para uma última batalha, em defesa do reino de Gondor, e todos precisam abandonar o país. Todos os habitantes de Rohan deverão ir embora, a fim de se proteger, enquanto os guerreiros lutarão a última batalha em defesa do Reino. E é neste momento que o coração de Erwin me encanta. Seu pai manda que ela fique com as mulheres, idosos e crianças, mas ela quer mais do que isso... ela quer ir e lutar ao lado deles! Acho isso lindo! Ela quer lutar também, arriscar a sua vida para defender o seu Reino, porque salvar a sua vida mas deixar de defender sua causa maior é um preço muito alto a ser pago. Então, ela decide PERDER a sua vida. Ela era a Princesa, não precisava ir. Mas ela queria ir, porque mais valeria morrer pelo reino do que viver sem poder defendê-lo com todas as suas forças. Lindo!

E, ao ler os versículos acima citados, pensei a respeito de todos esses exemplos de homens (e mulher) que decidiram ir e lutar por suas pátrias. Lembrei do filme O Patriota, quando o personagem do Mel Gibson não quer deixar seu filho ir para a guerra, porque sabia que ele provavelmente morreria lá (como aconteceu!), mas seu filho não queria saber disso. Ele também sabia que poderia morrer, mas esse era um preço que valia à pena ser pago para lutar pela verdade e pela liberdade do seu povo. E seu pai sabia que isso era verdade. Então, pensei em todas aquelas mulheres que viam seus filhos e maridos saindo de casa para uma guerra na qual eles eram a minoria, da qual poderiam nunca mais voltar vivos, mas, ainda assim, elas os encorajavam e apoiavam e estimulavam a ir, pois sabiam que o resultado deste sacrifício era maior do que suas dores. Então, todos aqueles homens iam, fortalecidos pela ESPERANÇA do retorno ao seu lar, à sua terra, à sua pátria, depois que elas fossem completamente livres e plenas! Eles iam, motivados por um só sentimento: a esperança do retorno, e de tudo o que eles veriam ao voltar para casa, seus galardões – a satisfação de ver o fruto de seus trabalhos.

Lembrei também daqueles filmes de guerras americanas, quando os jovens soldados voltavam da guerra vitoriosos, e toda a cidade, e mesmo o país, se reunia para recebê-los com todas as honras, aplausos, e júbilo, com todas aquelas medalhas de honra ao mérito, todas as saudações pela vitória que eles haviam ajudado a alcançar. E, após todos os sofrimentos passados na guerra, aqueles jovens voltavam para receber seus galardões – e como eles eram grandes!

E assim imaginei a nós mesmos, cada um de nós, que somos estrangeiros, peregrinos, forasteiros neste mundo. Estamos em terra estranha, não somos daqui e nosso espírito sabe disso. Vivemos numa constante guerra – também sofremos perseguições e injúrias e dores, e, se não é assim, então devemos questionar se temos sido mesmo forasteiros, soldados em meio à guerra, ou se temos nos tornado habitantes e moradores e amigos do campo inimigo. Mas, cada um de nós que temos sido chamados ao exílio, ouvimos a voz de nosso Jesus nos dizendo: “Regozijai-vos e exultai, porque é grande o vosso galardão nos céus!”. E pensei em nossa volta para Casa... ah, como deveríamos nos lembrar de nossa Casa, e alimentar a esperança de nosso retorno a Ela! Aquele dia em que, como cada um destes guerreiros, iremos receber a Coroa que nos está prometida, aquele dia em que seremos recebidos por nosso Rei, e por cada um daqueles que também foram para a luta e a venceram! E pude ver os rostos de todos aqueles heróis sorrindo para nós, apertando nossas mãos e nos saudando porque estamos de volta ao Lar, recebendo-nos com alegria após nosso longo período de exílio aqui neste mundo.

E termino esta reflexão com as palavras de Paulo em sua carta aos Hebreus:

“Portanto, também nós, visto que temos a rodear-nos tão grande nuvem de testemunhas, desembaraçando-nos de todo peso e do pecado que tenazmente nos assedia, corramos, com perseverança, a carreira que nos está proposta, olhando firmemente para o Autor e Consumador da fé, Jesus...” (Hebreus 12:1-2)

Lembremo-nos desta tão grande nuvem de testemunhas que estarão a nos esperar em nossa Pátria Celestial após nossa guerra ter sido vencida, e, acima de tudo, olhemos firmemente para nosso Rei que estará a esperar-nos para nos presentear com os galardões e a Coroa que Ele mesmo já tem preparado para nós! E, com Ele, viveremos eternamente, em Sua Glória!

Continuemos lutando por nossa Pátria, e que Toda honra seja dada a nosso Rei, hoje e eternamente! Amém! 

Simplicidade... e Verdade!

Ah. Ah, eu não sei. Às vezes as palavras parecem tão repetidas, parece que estamos falando todo tempo da mesma coisa, parece que, como Salomão disse em Eclesiastes, não há nada novo debaixo do céu. Bom, quem sabe ele não estava mesmo certo? Acho mesmo que sim. E me perdoem se estou me tornando repetitiva e se vocês gostavam mais quando eu falava sobre corte, romance, príncipe e princesa ou coisas do tipo, mas, sabe, durante este um ano e alguns meses do blog, uma coisa eu tenho aprendido: eu não devo falar o que EU quero, nem o que as pessoas querem ouvir (ou ler). Eu devo falar aquilo que o SENHOR tem falado. Quantas vezes eu deixei de fazer isso. Quantas vezes eu falei sobre o que eu queria, o que achava mais “interessante”... e me arrependi! Porque o Espírito Santo testifica a nosso espírito de que estamos sendo desobedientes à Voz do Pastor, e isso faz de nós rebeldes. Então, ainda que repetitiva, é sobre o que o meu Senhor me tem falado que eu quero falar.

 
E aqui estamos novamente falando sobre a realidade daquilo que chamamos de “Igreja de Cristo” neste nosso mundo e nesta nossa geração. Acho que domingo é um dia no qual dificilmente eu poderia escrever sobre outra coisa, já que é o dia em que, normalmente, vou a alguma igreja. E, então, tudo vem à tona novamente.

 
E hoje eu cheguei da igreja, mais vazia do que eu gostaria de estar ao sair de uma “igreja cristã”, e vim para meu quarto. Como agradeço a Deus pelo meu quarto! E comecei a ouvir uma mensagem em áudio do pr. Jeff Fromholz, e a mensagem começou com uma música. Puxa, há quanto tempo eu não ouvia um verdadeiro LOUVOR como este. Era uma música tão simples, apenas um violão e, talvez, uma guitarra (nem tenho certeza se tinha guitarra), uma letra pequena, cantada com um sotaque americano que acabava pronunciando as palavras de uma forma meio errada, uma voz comum, sem aqueles truques de quem fez 50 anos de aula de canto ou coral... e meu Deus quebrou o meu coração através de uma coisa: SIMPLICIDADE!

 
E é sobre isso que quero falar. SIMPLICIDADE. Ah, como tenho sentido falta disso! Eras, acho mesmo que não tenho como expressar o quanto tenho sentido falta disso! E lá vem as minhas confissões mais uma vez! Sabe, não quero parecer reclamona, ou que eu tenha o hábito de ficar murmurando, até porque isso não é uma murmuração, mas é a tristeza de um coração que tem visto o nosso Deus ficando de fora daquilo que chamamos de Sua Casa para dar lugar aos homens e suas “necessidades”, é a tristeza de um coração que tem visto tantas pessoas sendo enganadas (inclusive muitos líderes) e ensinadas a acreditar em coisas que estão tão distantes da Verdade de Jesus. E, se falo dessa tristeza, é na esperança de que isso possa ser usado por Deus para despertar-nos, para acordar nossa geração, para fazer qualquer coisa que seja a fim de ver algo mudando. É na esperança de fazer alguma coisa, ao invés de ficar parada “reclamando”.

 
E eu tenho sentido falta desta SIMPLICIDADE. Sabe, a simplicidade de Jesus! Uma pessoa que não precisava gritar, alterar sua voz, fazer voz de choro, usar palavras poéticas ou apelos emocionais, alguém que simplesmente falava. A simplicidade de alguém que sabe que é Deus quem opera e não as suas palavras. A simplicidade de alguém que sabe que a verdadeira conversão não acontece em função da pressão psicológica que você fez nas pessoas que estavam lhe ouvindo, através de seus gritos e exageros, mas através da ação do Espírito Santo e da demonstração de Poder que vem através da pregação do verdadeiro Evangelho. A simplicidade de alguém que não precisava ficar “brigando com demônios” e gesticulando, apontando o dedo para eles, para que eles o “obedecessem”, mas que sabia que era a autoridade dada por Deus quem os afastaria, simplesmente.

 
Como estou cansada dos shows musicais de todos os cultos evangélicos! Ahh.. como eu gostaria de parar um pouco de ouvir toda a barulhada da bateria, todas as exibições dos solos nos teclados, baixos ou super guitarras, todas as super vozes combinadas em corais, dizendo pra você levantar as mãos, e pregando uma “liberdade” que se resume em movimentos do seu corpo... sim, estou cansada. Cansada de ver todo mundo levantando quando todos levantam, sentando quando todos sentam, batendo palma quando todos batem e dizendo Amém quando todos dizem, mas sem nunca ver alguém ajoelhando-se para orar ou realmente compreendendo o que está fazendo naquele lugar.

 
Gostaria de voltar a ouvir verdadeiros Louvores. Aqueles que não precisam ser grandes e espetaculares, que não precisam ser feitos por maestros, super-músicos ou super-cantores, mas que precisam ser sinceros, cheios de Verdade e, acima de tudo, ser uma expressão de sua VIDA. Apenas um violão, apenas umas poucas palavras, apenas uma voz... porque não é sobre isso que se está tratando – não é sobre a MÚSICA, é sobre nossas VIDAS! Sabe, não precisar cantar em pé porque estão todos de pé,mas poder curvar minha cabeça sentada ou, quem sabe, ajoelhada, e dizer aquelas palavras para Aquele para quem elas são. Não cantar para homens, não olhar para homens, nem para mim mesma, mas voltar-me para Deus... em SIMPLICIDADE.

 
Ahh... sim, como sinto falta disso! De um pouco de silêncio, de uma parada para realmente avaliar os meus propósitos, minhas motivações, os objetivos da minha vida, de uma ORAÇÃO cantada, ao invés de uma MÚSICA que nunca chega a ser uma oração. Sinto falta dos semblantes concentrados, sérios por levarem a sério aquilo que está sendo falado, por entenderem sobre a Santidade do Lugar onde estamos pretendendo entrar: o SANTO dos SANTOS, ao invés dos sorrisos marotos inacabáveis que sempre acompanham palavras sobre você, suas necessidades e as bênçãos que VOCÊ vai alcançar naquela noite.

 
E, além disso tudo, sinto falta de ouvir a Verdade. Mais do que isso, de ver que esta Verdade tem sido levada a sério, tem sido compreendida, em toda a sua Simplicidade, mas também em toda a sua Plenitude, Seriedade e Santidade. As Sagradas Escrituras sendo tratadas como SAGRADAS, e não como meros textos dos quais podemos tirar “alguma lição para as nossas vidas”. Não é isso que elas são! Elas não tem “alguma lição bonitinha para nosso dia”, elas tem TODAS AS RESPOSTAS que precisamos para as nossas vidas! Elas são a manifestação física, visual que Deus nos deixou para aprendermos sobre Ele e Sua VERDADE!


Simplicidade... e Verdade – são minha esperança. Parar o barulho, parar a “festa” em tempo inoportuno, e silenciar, voltar a ser simples e a viver a Verdade.

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Ah, Pai, tem misericórdia de nós por termos nos afastado tanto da Tua Verdade, e da Tua simplicidade! Nos perdoa por querermos ser agradados ou por querermos agradar aos outros ao invés de agradar a Ti! Nos perdoa por nos conformar, Senhor,por nos acostumarmos a ver e conviver com tudo que tem sido feito dentro da Tua Igreja! Nos perdoa por vermos a Noiva de Teu Filho sendo maculada, manchada, suja e enganada e por não fazermos nada a respeito disso! Nos perdoa por ficarmos parados! E, Senhor, pela Tua infinita Graça e Poder, eu te peço, não nos deixa permanecer assim! Não nos deixa continuar cegos, surdos, insensíveis ao Teu Coração! Tu nos escolhestes antes mesmo da criação do mundo, e nos chamastes para sermos Teus Filhos e Teus servos, não deixa que a obra em nós fique sem ser concluída, e não nos deixa voltar atrás ou ficar parados! Não nos deixa, Pai! Mas cria em nós um coração como o Teu, coloca em nós os desejos do Teu Coração, os pensamentos da Tua Mente, as Palavras da Tua Boca, e grava em nossas vidas a Tua Verdade! Tu és o Tesouro de nossas vidas! Não nos deixa atrair pelos falsos tesouros deste mundo, por suas ilusões e enganos, mas traz à nossa mente, em todo o tempo, nossas verdadeiras identidades como Teus Filhos, Teus Embaixadores, Noiva de Cristo, Peregrinos e Estrangeiros neste mundo! Não deixa que nos sintamos confortáveis neste mundo, mas faz com que, a cada dia, em cada momento de nossos dias, sintamos saudades da nossa Pátria, da Terra de onde saímos e para onde esperamos retornar! Tu és a nossa Coroa! Tu és tudo aquilo que realmente importa! Livra-nos de nós mesmos, e fortalece-nos, com o Teu Espírito Santo, e Tua Graça, para cumprir tudo que tens sonhado para nossas vidas, e para lutar o Bom Combate com força, Fé e perseverança até o fim! Obrigada, Senhor, porque és tão bom a ponto de nos fazer compreender nossa pequenez, nossos pecados, o quanto temos nos tornado amigos deste mundo, e por nos dar arrependimento! Tu és tão maravilhoso e benigno conosco, Pai! Obrigada por nos escolher e nos dar Fé para recebermos a Jesus como o Senhor de nossas vidas, nosso Salvador, e porque nEle fomos lavados de toda nossa impureza, de toda a nossa sujeira e, assim, pudemos nos aproximar de Ti, em toda a Tua Santidade! Nenhuma palavra seria suficiente para expressar o quanto és Bom, o quanto és Grande e Perfeito, Deus! Não há ninguém que mereça receber honra e glória e majestade além de Ti! Usa-nos, em toda a nossa pequenez, para glorificar ao Teu Nome nesta terra! Eis-nos, aqui, Senhor! Em nome de nosso Salvador, Jesus Cristo. Amém.

quinta-feira, 18 de março de 2010

O falso evangelho "Paz e Amor" e as Distorções do Sofrimento II



Meu pai teve uma infância bastante humilde. Meu avô não tinha estudos, e sempre trabalhou em coisas muito simples, como construção ou como sapateiro. Minha avó sempre repete que ele nunca ganhou mais do que um salário mínimo. E ela nunca trabalhou, apenas ficava em casa cuidando dos filhos e administrando os custos. E meu pai sempre me contou as histórias sobre este tempo da sua vida.

Meus avós tiveram apenas dois filhos, ambos homens. Mas, além deles, tenho ainda duas tias, que eram filhas de familiares da minha avó que não tinham condições de criá-las e minha avó recebeu-as como suas filhas. E elas não foram as únicas que foram recebidas por meus avós. E todos eles sempre foram sustentados com um único salário mínimo.

Não lembro bem a partir de quando, mas acredito que desde a infância, pré-adolescência e, principalmente, durante a adolescência e juventude, eu e meu pai desenvolvemos um hábito que marcou minha história: deitarmos numa rede, ouvindo aquelas músicas bem antigas, e conversarmos. E era nesses momentos que meu pai me contava as suas histórias.

Eram histórias de um menino que viveu em uma família pobre, sem condições de sequer ter mais de uma camisa pra ir ao colégio. Ele me contava como usava um mesmo uniforme do colégio por anos, como era ter que usar uma blusa furada debaixo do braço por tão velha que era, ou como era ter um caderno formado por várias folhas de papel almaço furadas e amarradas com um fio. Sim, parecem lembranças doloridas, mas havia muito mais do que isso. Havia também as histórias das brincadeiras nas ruas, com todos os moleques da vizinhança, de como todos eram amigos, como aprontavam juntos e inventavam seus próprios brinquedos e brincadeiras – e o quanto isso era divertido. Havia as histórias dos banhos de chuva, ou das vezes que uma simples poça de água já dava um banho cheio de diversão. Ah, e as histórias das viagens para o interior? Essa era uma das partes que eu mais gostava – quando ele e seus primos iam pra um interior, com algum tio, pra uma casa bem humilde, sem energia e sem conforto, mas que aproveitavam cada momento juntos. A única história que concorre com essa é a de como meu avô, com toda a sua simplicidade, com toda a falta de dinheiro, sempre chegava da rua com um pastelão para os meninos – e como era grande a festa sempre que isso acontecia! Eram histórias de uma infância feliz, ainda que com muitas limitações financeiras.

Ah, não sei se todos podem imaginar o quanto essas histórias simbolizam em minha vida. Quantas vezes, ao ouvi-las, não precisei engolir as lágrimas, enquanto meu coração se despedaçava por dentro ao pensar no que tem acontecido com as crianças de nossos dias. Como eu abriria mão das horas passadas em frente ao computador, durante minha adolescência e juventude, por uma viagem ao interior, sem conforto nenhum, somente para estar junto de pessoas queridas e curtir suas companhias. Como é horrível pensar em quais as lembranças e as histórias que as crianças de nossos tempos terão para contar. Quantos brinquedos tinha, quantos esportes aprendeu, com quantos anos aprendeu a mexer no computador, e como os seus pais precisavam trabalhar o dia inteiro para oferecer-lhes tudo isso. Como elas foram proibidas de serem crianças.

Minha infância ainda foi muito legal, ainda conseguir vivê-la numa época menos ruim do que a que vemos hoje. Ainda fugi de casa pra brincar da rua, e brinquei muito na rua com meus vizinhos, andando de patins, brincando dos muitos “pira-alguma-coisa”, entrando nas construções dos outros para “investigar o local”, pegando flor dos jardins dos outros, fofocando com as amiguinhas, indo pra casa delas brincar de boneca e muitas outras coisas. Sinceramente, sinto falta do meu tempo de infância. Eu conhecia todas as pessoas que moravam na minha rua. E acho que passava pelo menos 50% do meu tempo nas casas delas. Hoje, infelizmente, ninguém mais sai das suas casas, a não ser dentro de seus carros com película, e o único contato que temos uns com os outros é através de um aceno por trás do vidro dos carros.

Fico pensando como estará o mundo quando os meus filhos nascerem. E, desde muito cedo, me determinei que farei o que puder para que eles sejam CRIANÇAS, tanto quanto eles puderem. Que eles correrão nas ruas, descalços, pulando nas poças de água, caindo e ralando o joelho, tomando banho de chuva, brincando com as crianças da vizinhança, inventando seus brinquedos e brincadeiras, gritando, chorando, e rindo muito. Que eles terão histórias pra contar.

Sabe, muitas vezes, sozinha em meu quarto, eu e Deus, quando ainda era uma adolescente, eu chorei dizendo a Deus como eu trocaria minha vida confortável de classe média, mas tão cheia de limites impostos por uma sociedade fria, pelo custo que o dinheiro nos cobra, cheio de “deveres” e com tão poucos “direitos” de ser gente, como eu trocaria esse estilo de vida tão “confortável” por uma vida como a que meu pai teve. Saber curtir cada pequeno detalhe, saber valorizar as coisas pequenas, como um pastelão, um amigo de rua, uma chuva, ao invés de me preocupar tanto com roupas novas, novos programas de bate-papo na internet ou coisas do tipo. Lembro-me bem de quantas vezes, com lágrimas, disse a Deus do quanto eu gostaria de saber como é viver a simplicidade e a humildade de quem não tem dinheiro, ou vive com tão pouco. Nós tendemos a nos tornar tão egoístas, mesquinhos, individualistas neste nosso mundo sem nenhuma necessidade. Mas meu coração sabia que, ainda que todos dissessem que o que importava era o “meu mundinho”, havia mais mundo além dele.

Por isso fico triste ao ver o que as pessoas fizeram com seus “objetivos de vida”. Nem mesmo sei se a maioria delas realmente tem um “objetivo de vida”. É mais fácil somente reproduzir a vida que todo mundo tem. Procurar os seus interesses, estar “feliz”, “viver bem”, ter uma vida “confortável”. “É isso o que importa!”. Mesmo? Será mesmo que é “isso o que importa”? Não, eu não acho! Acho que a vida é muito mais do que isso e, de verdade, quem vive sempre no seu mundinho “Paz e Amor” geralmente entende muito pouco de um mundo no qual tantos vivem tão cheios de sofrimentos, lutas diárias, dores, limitações, mas que, ainda assim, através de todos esses sofrimentos, aprendem a valorizar o que realmente importa. Aprendem que não é o dinheiro que determina o valor da vida, na verdade, este valor sequer pode ser comprado pelo dinheiro!

Tenho uma tia que é freqüentemente condenada por várias pessoas da família, em função de não trabalhar e de sua família viver de uma forma um pouco humilde, e de ter 4 filhos. Como as pessoas gostam de falar mal dela e da sua família. “Porque as crianças nem tem brinquedos!!!”; “Porque as crianças não tem uma roupa nova pra vestir!!!”; “Porque as crianças tem que estudar em escolas públicas!!!”; lálálálálá... Mas como eu amo aquelas crianças! Como fico feliz ao vê-las, porque, muito diferente da maioria das crianças de famílias “cheias do dinheiro” que eu conheço, aquelas crianças tem VIDA. Elas são FELIZES! Isso é algo muito lindo nelas!!! Elas estão sempre rindo, SEMPRE! Todas se reúnem para brincar juntas, e nunca falta uma brincadeira, um sorriso, um barulho dentro daquela casa! É uma casa simples, de alvenaria, sem nem pintura na frente, sem nem mesmo um muro. Mas é uma casa que tem VIDA. Eu amo muito minha tia e, ainda que ela tenha seus problemas, realmente a admiro, da mesma forma que seu marido, porque uma coisa eles são de verdade: PAIS. Acho tão lindo como meu eles, toda semana, levam as crianças à locadora para locar vários filmes para eles assistirem juntos no fim de semana; como eles sempre se programam pra levá-las pra passear em uma praça, num parquinho simples e sem muito “requinte”, ou como minha tia sempre dá um jeito de fazer um bolo ou uma pizza pra eles, ou como meu tio consegue preparar brinquedos pra eles com algum pedaço de madeira ou uma casinha a partir de uma janela velha. Fico muito feliz ao ver a forma como eles se curtem, como confiam um no outro, como eles se conhecem. Eu ainda não encontrei nenhuma criança de família cheia de dinheiro que seja tão feliz, espontânea, cheia de vida como esses meus primos. E existe mais um aspecto lindo neles: eles são crianças puras! É lindo ver a inocência que existe neles, ao invés do individualismo das crianças que são ensinadas apenas a pedir e a fazer cena quando não ganham o presente que querem.

As distorções do sofrimento. Enquanto todos estão por aí dizendo “Tá amarrado” quando alguma luta aparece em sua vida, porque “o que importa é estar vivendo bem”, eu confesso pedir a Deus, algumas vezes, que me permita sofrer mais, por amor a Ele, para que eu possa entender como vivem tantos destes que sofrem todos os dias, sem ter o que comer, sem ter uma família, uma casa para onde voltar, tantas destas crianças que estão nas ruas se humilhando e pedindo esmola, tantos dos pais que se sentem impotentes e fracassados por não terem um emprego, tantas das mães que não podem fazer nada ao ver seus filhos chorando pedindo comida. Sinceramente, eu me sinto tão pouco cristã, tão pouco seguidora de Cristo, por conseguir comer todos os dias, exageradamente, quando nem fome eu tenho, sem pensar em quantos estão morrendo de fome, por conseguir dormir todos os dias na minha cama super confortável, com meu ar condicionado delicioso e meus lençóis e edredons, sem pensar nos tantos que estão dormindo na rua, debaixo de chuva, sem uma coberta contra o frio, sem saber o que é ter a segurança de um lar. E eu peço que Deus me dê a dádiva de partilhar um pouco desse sofrimento, que Ele não permita que eu me acostume ao ver uma criança suja pedindo uma moeda na rua, que Ele não deixe que eu ache isso tudo normal. Que Ele não permita que eu me perca em meu egoísmo, egocentrismo que só pensa em meu próprio conforto. E que, por favor, Ele não me deixe convencer por todos esses falsos pastores que tem estimulado os fiéis a desejar ardentemente um carro novo, uma super casa e, o mais novo, a serem os mais jovens milionários do ano! Ah, que meu Deus não permita que isso aconteça com o meu coração! Mas que Ele me ensine a dar mais, a abrir mão dos desejos mesquinhos de ter uma roupa nova, ao invés de dar R$20,00 pra uma família que não tem o que comer. Que Ele me livre do meu próprio egoísmo.

Sim, eu realmente gostaria de viver essa experiência de não ter nada, ou de viver com o pouco. Porque eu tenho certeza de que as chances de eu aprender a confiar em Deus, na Sua Provisão, na Sua Mão que não deixa que nada nos falte, agora enquanto tenho tudo à minha disposição, em função do dinheiro que me é disponível todo mês, são muito menores e mais difíceis de se tornarem profundamente reais do que se eu dependesse completamente dEle em todos os sentidos todos os dias.

Essa é a herança que eu quero deixar para meus filhos, de que não é a quantidade de dinheiro, a marca da roupa ou a quantidade de brinquedos que faz alguém feliz, ou que faz a vida de alguém um sucesso. É a sinceridade e a força com que você se preocupa com os outros, mais do que com você mesmo. Eu quero sim que eles vivam bem, mas, se for pra faltar alguma coisa, prefiro que falte o dinheiro do que o sentimento de amor e solidariedade para com o próximo. Quero que eles aprendam a desejar o dar de si ao outro. Quero que eles aprendam que suas vidas não foram dadas por Deus para que eles vivam por si mesmos, mas para que eles vivam por Deus e pelo outro. Quero que eles desenvolvam a vontade e a necessidade de compartilhar daquilo que eles tem, ainda que seja pouco. Que eles tenham um pouco mais de força para lutar contra as doutrinas egoístas e mesquinhas deste mundo e, infelizmente, de tantas das igrejas por aí espalhadas.

Sim, se Deus quiser me dar muito dinheiro, amém. Mas não pra mim, não pra ganhar o título de “pessoa próspera”, não pra ter o carro mais novo do ano, não pra ter uma casa com 10 quartos, ainda que só morem 4 pessoas nela. Não pra mim, mas para os outros, para aqueles que nada tem, para os lutadores dessa vida. Mas, se Deus não quiser me dar muito dinheiro, e, ao invés disso, quiser me mandar para uma comunidade bem pobre, onde passarei necessidades, onde sofrerei a dor de não ter o que comer ou o que vestir, onde as coisas serão difíceis, amém também. Me sentirei muito honrada ao poder viver minimamente como viveram os profetas ou os apóstolos, ao poder sofrer o mínimo que seja para levar o Seu Amor.

Que a Graça de Deus nos livre de nossos próprios egoísmos e abra nossos olhos, mentes e corações para aprender a amar menos a nós mesmos, e a amar mais aos outros. Em nome de Jesus.

Somente a Ele seja a Glória.

quarta-feira, 17 de março de 2010

O falso evangelho "Paz e Amor" e as Distorções do Sofrimento

Ultimamente algo em meu coração, que eu realmente acredito que seja o Espírito Santo de Deus, tem me incomodado a respeito de tudo o que se prega como sendo o "Evangelho de Cristo" atualmente. Eu já falei sobre isso várias vezes, mas acho mesmo que nunca será suficiente todo o falar para terminar de descrever o incômodo que meu coração (e espírito) tem, continuamente, experimentado.

Confesso que, algumas vezes, nem sei mais o que pensar, como interpretar ou como "digerir" tudo o que tenho visto, consecutivamente, em cada igreja onde vou, em cada música ou, simplesmente, em cada comportamento ou "teorias de vida" de inúmeras pessoas que se chamam de "cristãs".

Sabe aquela passagem bíblica que diz que aqueles que vivem em Cristo são "peregrinos neste mundo", que eles "não são deste mundo", "não fazem parte dele"? Então. Nos últimos tempos tenho visto isso se tornar tão real dentro do meu coração. Mas esse é assunto para uma próxima postagem.

Hoje gostaria de refletir um pouco sobre uma doutrina estranha à Palavra de Deus, e ao Evangelho que Jesus pregou, mas que tem enchido os púlpitos de igrejas no mundo todo: o falso "evangelho" da "Paz e Amor", ou, para usar termos mais populares, a doutrina da "Prosperidade".

Quem nunca ouviu as frases: "Deus criou o homem para que ele seja Feliz!", ou "Tudo o que Deus quer é que você seja Feliz!", ou (mais popular) "Deus quer te abençoar, quer te fazer prosperar e ter paz, alegria, tranquilidade e muito dinheiro!!!"? Bom, acho muito difícil MESMO que, hoje em dia, alguém nunca tenha escutado uma frase como essas (especialmente dentro das igrejas!).

Mas, você já parou pra pensar a respeito disso? Por acaso alguém por aí já leu alguma passagem em que Jesus está falando para os seus seguidores: "Siga-me, amado, que assim você terá uma vida cheia de paz, alegria, muito conforto, segurança e nenhum conflito em sua vida - ah, e três casas, dois carros importados e um helicóptero também!"? Alguém já parou para perguntar ONDE ESTÁ ESCRITO QUE O OBJETIVO MAIOR DE DEUS É DAR CONFORTO AO HOMEM AQUI NA TERRA? ONDE ESTÁ ESCRITO QUE TUDO O QUE DEUS QUER É "NOS FAZER FELIZES" E NOS DAR UMA "VIDA BOA"?

De verdade, Deus realmente tem promessas para nós que falam nitidamente de paz, alegria, ausência de dor e sofrimento, segurança, conforto e prosperidade, mas NÃO AQUI NESSA TERRA. NÃO NESTE TEMPO PRESENTE. Não é que Deus não nos dê "Paz e Amor" aqui na terra, mas dizer que esse é O PRINCIPAL PROPÓSITO DE DEUS PARA NOSSAS VIDAS? Aí já é demais! Aí já é colocar Deus a serviço dos homens, e não OS HOMENS A SERVIÇO DE DEUS! De onde as pessoas tem tirado a idéia de que o Deus Todo Poderoso (ainda que nosso Pai, que quer o melhor para nós) é o "Gênio da Lâmpada Mágica" que está a nosso serviço, nosso "quebra-galho" para resolver todos os nossos problemas? Não é ELE que está a NOSSO SERVIÇO, somos NÓS (homens pecadores resgatados unicamente por Sua soberana Graça e Misericórdia) que estamos a serviço DELE! ELE É O CENTRO E NÃO NÓS!

No entanto, todos nós temos sido obrigados a engolir, domingo após domingo, pra não dizer dia após dia, a idéia de que nós estamos indo a Deus para que Ele RESOLVA OS NOSSOS PROBLEMAS!!!! Que absurdo!!! Nós estamos indo a Deus (ou os Seus verdadeiros Filhos estão indo a Ele) porque NÃO HÁ VIDA FORA DELE! PORQUE SOMENTE ELE É DIGNO DE TODA HONRA, GLÓRIA E MAJESTADE! PORQUE ELE É DEUS! Não tem a ver conosco - tem a ver com ELE!

"Então, perguntou Jesus aos doze: Porventura, quereis também vós outros retirar-vos? Respondeu Simão Pedro: Senhor, para quem iremos? Tu tens as palavras da vida eterna; e nós temos crido e conhecido que tu és o Santo de Deus" (João 6:67-69)

Nos tem sido ensinado que o que importa é o nosso bem-estar, o nosso conforto, nossa "vida boa" - que é ISSO que Jesus veio nos trazer, que esse é o propósito de Deus para nós. No entanto, basta abrirmos nossas Bíblias para vermos que não foi assim que os discípulos e apóstolos de Jesus viveram! Não foi isso que Jesus pregou, mas Ele disse:

"Bem-aventurado os perseguidos por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus.
 Bem-aventurados sois quando, por minha causa, vos injuriarem, e vos perseguirem, e, mentindo, disserem todo mal contra vós. Regozijai-vos e exultai, porque é grande o vosso galardão nos céus; pois assim perseguiram aos profetas que viveram antes de vós" (Mateus 5:10-12)

"Eis que vos envio como ovelhas para o meio de lobos [...]. E acautelai-vos dos homens; porque vos entregarão aos tribunais e vos açoitarão nas suas sinagogas [...]. Sereis odiados de todos por causa do meu nome; aquele, porém, que perseverar até o fim, esse será salvo" (Mateus 10:16,17,22)

"O discípulo não está acima do seu mestre, nem o servo, acima do seu senhor. Basta ao discípulo ser como o seu mestre, e ao servo, como o seu senhor. Se chamaram Belzebu ao dono da casa, quanto mais aos seus domésticos?" (Mateus 10:24-25)

"Não penseis que vim trazer PAZ à terra; NÃO VIM TRAZER PAZ, mas ESPADA. Pois vim causar divisão entre o homem e seu pai; entre a filha e sua mãe e entre a nora e sua sogra. Assim, os inimigos do homem serão os da sua própria casa. Quem ama seu pai ou sua mãe mais do que a mim não é digno de mim; quem ama seu filho ou sua filha mais do que a mim não é digno de mim; e quem não toma a SUA CRUZ e vem após mim não é digno de mim. QUEM ACHA A SUA VIDA, PERDÊ-LA-Á; QUEM, TODAVIA, PERDE A SUA VIDA POR MINHA CAUSA ACHÁ-LA-Á" (Mateus 10:34-39 - ênfase minha!)

"E Pedro, chamando-o à parte, começou a reprová-lo, dizendo: TEM COMPAIXÃO DE TI, Senhor: isso de modo algum te acontecerá. Mas Jesus, voltando-se, disse a Pedro: Arreda, SATANÁS! Tu és para mim pedra de tropeço, porque não cogitas das coisas de Deus e sim DAS DOS HOMENS. Então, disse Jesus a seus discípulos: Se alguém quer vir após mim, A SI MESMO SE NEGUE, tome a sua cruz e siga-me. Porquanto, QUEM QUISER SALVAR A SUA VIDA PERDÊ-LA-Á; e quem perder a vida por minha causa achá-la-á. Pois que aproveita ao homem se ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?" (Mateus 16:22-26 - ênfase minha!)

"[Pela fé] Mulheres receberam, pela ressurreição, os seus mortos. Alguns foram torturados, NÃO ACEITANDO SEU RESGATE, PARA OBTEREM SUPERIOR RESSURREIÇÃO; outros, por sua vez, passaram pela prova de escárnios e açoites, sim, até de algemas e prisões. Foram apedrejados, provados, serrados pelo meio, mortos a fio de espada; andaram peregrinos, vestidos de peles de ovelhas e de cabras, NECESSITADOS, AFLIGIDOS, MALTRATADOS (>>>HOMENS DOS QUAIS O MUNDO NÃO ERA DIGNO<<<), errantes pelos desertos, pelos montes, pelas covas, pelos antros da terra. Ora, todos estes que obtiveram BOM TESTEMUNHO por sua fé NÃO OBTIVERAM, contudo, a concretização da promessa, por haver Deus provido coisa superior a nosso respeito, para que eles, sem nós, não fossem aperfeiçoados" (Hebreus 11:35-40 - ênfase minha!)

"Se o mundo vos odeia, sabei que, primeiro do que a vós outros, me odiou a mim. Se vós fôsseis do mundo, o mundo AMARIA o que era seu; como, todavia, não sois do mundo, pelo contrário, dele vos escolhi, por isso, O MUNDO VOS ODEIA. Lembrai-vos da palavra que eu vos disse: não é o servo maior do que seu senhor. Se me perseguiram a mim, TAMBÉM PERSEGUIRÃO A VÓS OUTROS; se guardaram a minha palavra, também guardarão a vossa." (João 15:18-20 - ênfase minha!)

Cara, ainda que estes fossem os únicos versículos ou relatos bíblicos de homens chamados por Deus, ou de palavras do próprio Jesus, que diz e mostra que a vida que nos é proposta aqui nesta terra não é uma vida cheia de conforto, mas uma vida de perseguição pela causa de Cristo, uma vida em que devemos MORRER para que possamos VIVER, uma vida em que seremos odiados por vivermos em um mundo ao qual não pertencemos, uma batalha de cujas recompensas não usufruiremos AQUI NESTE MUNDO, mas no porvir, quando o Reino de nosso Messias for restabelecido, ainda que não houvessem outras inúmeras passagens bíblicas que afirmassem isso, apenas essas seriam suficientes para entendermos isso claramente!

Se nós tentarmos ganhar ou guardar a nossa vida, nós a perderemos! Mas se entregarmos, se perdermos a nossa vida por amor e pela causa de Jesus, somente assim nós poderemos ganhá-la de verdade!

Sinceramente, tem se tornado muito difícil pra mim frequentar cultos evangélicos (pra não falar das outras igrejas), porque não aguento mais os líderes repetindo 20 vezes durante o culto: "Eu não sei qual o seu problema nesta noite, não sei qual a sua necessidade, o que você está precisando, mas saiba de uma coisa: DEUS ESTÁ NESTE LUGAR!". Eras, de verdade, não aguento mais ouvir isso! Não aguento mais a forma como os líderes, os próprios pastores, têm transformado a igreja em um hospital, um consultório de psicologia ou uma sessão de auto-ajuda, onde tudo tem a ver com solucionar os problemas DOS HOMENS, e em última opção com LOUVAR E ADORAR AO ÚNICO DIGNO, AO SANTO DOS SANTOS, AO ETERNO DEUS, A JESUS CRISTO, NOSSO SALVADOR! O que foi que aconteceu? Acho mesmo que este é mais um sinal de que a volta de Cristo se aproxima, da apostasia sobre a qual Apocalipse fala.

Eu tenho ouvido tanta coisa nas igrejas por onde tenho passado. Tanto "Incenso estranho" sendo oferecido no altar do Senhor. Um dia desses uma pastora estava ministrando para mulheres e (pra variar) falando sobre "prosperidade", e fez um lindo comentário dizendo como Deus queria "abençoar as nossas vidas nas mínimas coisas", que certa vez uma "profetiza" profetizou sobre a vida dela de que ela receberia uma "unção de ganhar presentes"! (:O) E, animadamente, ela disse que tinha RECEBIDO aquela palavra e que realmente aquilo tinha se tornado uma verdade na vida dela, e que agora, por onde quer que ela passava, alguém dava um presente pra ela!!! E terminou o comentário perguntando "quem queria receber aquela unção também"!!! Eu só vi um monte de mulher pulando da cadeira e gritando um "AMÉM!!! EU RECEBO!!" bem alto!!! Eu também tive vontade de pular da cadeira, mas pra ir embora na mesma hora ou pra dar uma de Jeremias e abrir a boca (que o Senhor me dê essa unção de Jeremias!).

De verdade, eu fico pensando se Deus já tem abençoado tanto essa mulher que Ele não tenha nenhuma "unção" mais relevante pra vida dessa mulher do que a de "ganhar presentes"! Misericórdia! Onde nós vamos chegar? Que tal a unção do jovem rico de "vender todos os seus bens e os dar aos pobres"??? Essa não tenho visto muitas pessoas recebendo hoje em dia!

Não podemos continuar fingindo que nada disso está acontecendo. Não podemos continuar aceitando qualquer doutrina como sendo Verdades de Jesus, somente porque elas são pregadas em "igrejas evangélicas". Não podemos mais engolir qualquer coisa, só porque ela é boa de ouvir. Não foi esse Evangelho que Jesus veio pregar! Não foram assim que viveram os pais da fé, os cristãos da Igreja Primitiva, aqueles que tem nos ensinado, através das Escrituras, qual a Verdade! Eles não viviam para SI MESMOS. Não era AS SUAS VIDAS o que importava! Mas eles viviam PARA O REINO, e era somente a GLÓRIA DE DEUS o que importava!

Chega de igrejas que se dizem cristãs mas servem aos HOMENS, e não a DEUS. Que agradam aos HOMENS, e não a DEUS. Que pregam verdades que "não cogitam das coisas de DEUS, mas das coisas dos HOMENS".

Que possamos entender que nossa recompensa não é deste mundo! Porque nós mesmos não somos deste mundo. Nosso reino, nossa coroa, nosso galardão está no porvir, guardado em Jesus, e será manifestado um dia, mas este tempo ainda não é agora. Se as igrejas gastassem mais tempo nos ajudando a compreender estas verdades, se pudessemos contar com verdadeiros PASTORES, que nos ajudam a viver nossas identidades de "peregrinos nesta terra" e amontoadores de tesouros na ETERNIDADE, como seria mais fácil combater o bom-combate, terminar a carreira que nos é proposta e receber a coroa. Se passassemos mais tempo sendo preparados para a GUERRA, ensinados a manejar a ESPADA que Jesus disse que veio trazer ao mundo, para lutarmos contra os principados e potestades, ao invés de sermos treinados para viver como crianças mimadas, que só se preocupam consigo mesmas e com suas vidas confortáveis, estáveis e cheias de segurança NO MUNDO, a Grande Comissão que nos foi proposta poderia ser melhor cumprida.

Que o Senhor tenha misericórdia desta geração, de cada um de nós que temos sido chamados pelo Seu Espírito Santo, e que a Sua Graça não nos permita permanecer no engano, mas nos livre das ciladas de Satanás, de suas mentiras que tem distorcido tanto as Verdades de Deus!

SOLI DEO GLORIA!
SOMENTE A DEUS SEJA A GLÓRIA!
AMÉM.


sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Gentis, mas também Valentes!



Fico feliz ao saber que muito se tem discutido dentro do meio jovem (ou não tão jovem) a respeito do retorno ao Cavalheirismo, do retorno a circunstâncias em que homens podem ser verdadeiramente homens e mulheres podem ser verdadeiramente mulheres. Nossa sociedade dita moderna necessita urgentemente disso.


No entanto, havia algo sobre o que eu não havia pensado durante muito tempo a esse respeito. Quando falamos sobre Cavalheirismo, geralmente nos referimos ou, pelo menos, imaginamos um retorno às práticas de gentileza dos homens, principalmente para com as mulheres. Mas, ao ler um livro chamado “A Jornada Para Ser Um Homem de Verdade”, de Jeff Fromholz, um comentário me chocou a respeito de um típico pensamento feminista, que eu mesma alimentava, ainda que de forma inconsciente:


“O que os meninos ouvem hoje em dia dos adultos, principalmente mulheres: “Fique quieto! Não se mexa! Sente-se! Se comporte! Não lute!”. Em outras palavras, “SEJA UMA MENINA!”


Eu nunca havia parado para pensar sob esta óptica. Mas isso é verdade! Nós, mulheres, somos diferentes dos homens, e a tendência natural do ser humano é tentar criar no outro aquilo que nós achamos que seria ideal para nós mesmos. Porém, o que é ideal para uma mulher, não é ideal para um homem! Nós, mulheres, somos naturalmente menos enérgicas, menos dadas a explosões de adrenalina, perigos, uso da força. Geralmente (com grandes alterações nestes índices para quem vive na “sociedade feminista” que doutrina todo mundo a buscar uma “igualdade de gênero”), as meninas se interessam menos por esportes de luta e contato físico, são coisas que costumamos achar “agressivas demais”, e elas realmente o são PARA NÓS, afinal, nós somos mulheres – as Donzelas, e não os Cavaleiros! Eu sempre tive um sério questionamento sobre o porquê de homens gostarem TANTO de futebol! Eu dizia que iria fazer uma pesquisa sobre isso, porque, onde quer que estejam dois ou mais homens, você tem 99% de certeza de que o assunto “futebol” irá surgir em muito pouco tempo. Mas, hoje, isso é muito claro para mim: homens gostam de competições, de testes à sua força e habilidade física, lutar por um objetivo, independente se eles vão se machucar com isso ou não! Já nós, mulheres, somos muito mais diplomáticas, gostamos de resolver as coisas à base do diálogo e normalmente fazemos de tudo para evitar uma briga e ficamos horrorizadas com disputas físicas acirradas.


Pessoalmente, não entendo como homens podem gostar de boxe, luta livre e similares, de onde as pessoas saem sempre sangrando e super machucadas, mas agradeço mesmo a Deus porque Ele fez homens E mulheres! Sem um dos dois, a humanidade não teria sobrevivido por muito tempo! O fato é que nossas diferenças são vitais – quem iria para as guerras, lutar pela segurança ou liberdade da nação, ou defender os direitos de seu povo, se não houvesse homens? Acho que pouquíssimas mulheres se alistariam a essa função! Então, tenho entendido como Deus é Sábio, e como Sua Sabedoria foi tremenda ao colocar a diplomacia nas mulheres, mas também a força física e essa agressividade nos homens! Ambos são necessários!


Mas o fato é que, quase inconscientemente, nossa sociedade feminista e matriarcal tem quase que minado completamente essa característica masculina! Eu devo confessar que fiz isso durante MUITO tempo. Como as mulheres têm tomado o controle de quase todas as coisas – famílias, trabalho, igreja, educação – elas têm lutado para transformar essa peculiaridade agressiva dos homens na diplomacia feminina! As mulheres têm criado seus filhos homens como mulheres, e estes crescem sem desenvolver seu senso de coragem, determinação, força, liderança – que são os traços necessários para um homem (inclusive para um homem CRISTÃO!). Os meninos têm crescido medrosos, sem iniciativa, mimados por suas mães que querem fazer tudo por eles e não os deixam fazer nada. E o problema só é identificado muitos anos mais tarde, quando a mulher que casa com estes “homens” descobre que eles não são HOMENS, mas MENINOS! E meninos mimados! Homens que deveriam ser os líderes do lar, mas que não sabem tomar uma decisão, não sabem tomar iniciativa, não tem o menor controle sobre eles mesmos ou qualquer outra coisa, vivem inseguros e sequer imaginam como liderar um grupo. Qual o resultado disso? As mulheres assumem o controle do lar! E, infelizmente, ao ter seus filhos, acabam reproduzindo o mesmo quadro, ainda sem ter noção do estrago que estão fazendo!


Basta pensar sobre o que o Exército e as Forças Armadas representavam pros rapazes há alguns séculos atrás, e o que representam para os rapazes hoje. Quer assistindo a filmes antigos, quer lendo livros, artigos ou ouvindo histórias, podemos perceber como que, em sociedades passadas, o fato de servir o Exército e lutar por seu país era uma honra para os homens! Os rapazes, desde meninos, desejavam isso, porque viam seus pais e irmãos mais velhos, e a maioria dos outros rapazes da comunidade fazendo isso. Eles eram considerados HERÓIS! Todos queriam imitá-los! Eles não se importavam se iriam morrer lutando – o que importava era lutar por uma justa causa, e morrer como HOMENS. Havia honra em lutar pelas causas do povo ou simplesmente por sua família. Os homens não temiam isso, ou, se temiam, sua coragem e honra superavam esse medo. Eles eram HOMENS. Não corriam de suas responsabilidades, mas as realizavam com prazer, em defesa dos mais fracos. Desde muito pequenos, os meninos eram ensinados a manejar a espada e a arte da guerra, sempre lembrando que o caráter e auto-controle eram de suma importância.


E hoje? Pergunte pros rapazes ao seu redor quantos deles lutariam por seu país, caso houvesse uma guerra. Olhe ao redor e veja quantos rapazes gostariam de se alistar ao Exército, Marinha ou Aeronáutica. Nããooo!!! Os rapazes já crescem ouvindo de seus pais que entrar para o Exército, ou algo parecido, é a pior das alternativas – “Faça de tudo para fugir disso!”. Chega a idade para se alistar e todos os adultos da sociedade ficam apreensivos, torcendo em uníssono para que o cara consiga fazer algo para ser liberado! “Exército? Não para o meu filho!”. O que antes simbolizava honra, aqueles que antes eram tidos como os “Heróis” da sociedade, hoje são tidos como os “Loucos” da sociedade. “Sofrer pelo país? Isso é burrice!”, é o que costumamos ouvir. Não existe mais coletividade, não existe mais nacionalidade ou preocupação pelo grupo – vivemos o período “Cada Um Por Si”, “Preocupe-se com você e o resto que se vire!”. Onde está a honra e a coragem dos antigos cavaleiros e heróis de guerra?


No casamento não é muito diferente. Eu agradeço muito a Deus por não ser eu a responsável por subir do telhado para trocar uma telha; ou ir atrás do rato que está na cozinha para matá-lo; ou ter que ir verificar que barulho foi aquele no quintal, no meio da madrugada; ou confirmar se existe alguém tentando entrar na casa; ou ter que manusear um martelo ou uma furadeira. No entanto, no mundo “igualitário” que tem nos treinado, não muito dificilmente encontramos homens que tem mais medo de barata do que as mulheres!  Qual é? Se um ladrão entrar na casa, eu não duvidaria muito se o cara dissesse pra esposa: “Vai lá e resolve!”, e eles ainda acrescentam: “Não foram VOCÊS que pediram direitos iguais?”. EU NUNCA PEDI NADA! Então, será que não ta na hora de alguém dizer que Homens tem que ser HOMENS, e não meninos fracotes e frouxos que se escondem debaixo da saia da mamãe?


Se pensarmos nos Cavaleiros Medievais, sim, eles tinham um grande código de ética, que incluía gentileza e modos agradáveis, e cavalheirismo geralmente nos remete a esses modos. Mas, além disso, também havia a Coragem e o desejo de lutar pelas donzelas, e também pelos necessitados, pelos mais fracos. Proteger uma dama não envolvia apenas dizer palavras doces e amáveis, mas também estar disposto a lutar contra qualquer inimigo que pudesse surgir, quaisquer que fossem os riscos.


Outra coisa importante de ressaltar é que os Cavalheiros não precisam tratar todo mundo como tratam as Mulheres! Com as mulheres, seus modos são gentis e amáveis, suas palavras são respeitosas, doces e controladas, e não há violência, mesmo quando precisa haver firmeza. Elas são mulheres, o sexo nobre, as princesas, e, com elas, eles devem ser os Príncipes. No entanto, nem todo mundo é mulher! Enquanto não há violência nem força na relação com as donzelas, quando se trata do mundo, dos inimigos, de outros homens que estão fazendo as coisas erradas, esses atributos tornam-se não apenas “utilizáveis”, mas necessários! Além de Príncipes, eles precisam também saber ser Guerreiros!


Confesso que, ao assistir filmes de guerras patrióticas, onde sempre existem aqueles guerreiros cheios de honra e valentia (esses filmes são os meus favoritos, além dos épicos em geral!!! =P), algumas vezes sinto-me tentada em querer ser o Guerreiro, e não a Princesa!! Hehehe... Talvez seja pela falta tão grande de homens que queiram assumir esse papel nos nossos dias. O fato é que vejo tanta grandeza de caráter, um senso de destino tão bem definido e objetivos de vida tão valorosos nestes homens, que, quase chego a desejar ser um homem também, para vestir a armadura, posicionar o escudo, montar o cavalo e desembainhar a espada rumo à luta, ao lado de outros cavalheiros cheios de honra! É certo que, algumas vezes, nós, mulheres, também precisamos ser guerreiras, em nossas lutas diárias pela verdadeira feminilidade, mas o papel oficial de Guerreiros é mesmo dos homens. Espero que eles não temam assumir essa renomada função.


Mulheres, nós precisamos reconhecer nossa culpa neste processo de “feminilinização” dos homens, e parar de cobrar que eles ajam, em tudo, como nós agimos. Da mesma forma que nós não devemos querer ser iguais a eles, eles também não devem ser iguais a nós. Que cada um desenvolva suas capacidades, vocações específicas e responsabilidades e, então, alcançaremos o equilíbrio que nossa sociedade perdeu.


Gentis, sim, sem sombra de dúvida. Mas não MULHERES, e sim HOMENS. Com Coragem, Força, Valentia, Determinação, Iniciativa, Liderança, Masculinidade, Honra. Verdadeiros Cavalheiros!

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

O evangelho do ENTRETENIMENTO...

Gente, só Deus sabe como eu fico ao ver todo esse falso "evangelho" que tem tomado conta das igrejas cristãs aqui no nosso Brasil. É um misto de tristeza, revolta, raiva e sei lá mais o que, por ver quanto engano o inimigo tem conseguido plantar dentro das igrejas que se chamam pelo nome de JESUS - o Filho de Deus! É realmente muito duro ver o quanto as igrejas têm se tornado "clubes sociais" e o quanto os cristãos tem sido ensinados a buscar entretenimento ao invés de buscar a Deus.

Eu já manifestei isso aqui no blog várias vezes, mas não acho muito provável que eu deixe de fazê-lo, porque simplesmente não posso, não consigo, está fora da minha capacidade (pelo menos no momento) me conformar ou me "adaptar" ou fingir que não estou vendo isso acontecer!

Eras, ontem eu fui a um culto, depois de alguns meses desde que deixei de congregar. E já fazia algum tempo que eu não ia a um culto (pelo menos aqui em Macapá, porque durante minha viagem pra Belém foi ao culto quase todos os dias!! - tem uma igreja muito boa lá!. Mas aqui em Macapá eu estava há bastante tempo sem ir a uma igreja evangélica). [Só uma observação: pessoal, não estou, de nenhuma forma, dizendo ou sugerindo que qualquer pessoa deve deixar de congregar em função de discordar de uma ou outra posição de seu líder. Isso foi algo que Deus colocou no MEU coração, um tempo diferente em minha vida com Ele, no entanto, sei que a comunhão com a igreja é importante e espero mesmo, em Deus, voltar a congregar em breve, no lugar onde o Senhor me quiser!]

Mas, continuando. Ontem fui a um culto. E, como estava costumando acontecer nos últimos tempos, houve AQUELE momento no qual meu coração, espírito, mente fica em pedaços! Eu peço mesmo sabedoria a Deus pra não escandalizar pessoas que possam estar visitando o local pela primeira vez e talvez não entendam meu posicionamento. Mas eu não consigo simplesmente "fingir".

Será que alguém imagina qual é AQUELE momento?

Imagino que alguém tenha suposto: exatamente o momento do "louvor". Gente! Meu objetivo ao falar sobre isso não é julgar ou simplesmente criticar, mas fazer qualquer coisa que seja contra as mentiras e os enganos que Satanás tem plantado dentro do Corpo de Cristo!!! Só a Misericórdia de Deus mesmo em certos momentos! Eu fiquei tão arrasada com o momento do "louvor" ontem durante o culto! Que Deus me perdoe se eu estou julgando quem quer que seja, mas eu preciso falar! Eu nem sei bem como falar sobre o que penso ou sinto a esse respeito, porque são tantas coisas!!!

É a quase total falta de reverência quanto à DEUS, o TODO PODEROSO, o SENHOR DOS EXÉRCITOS!!! São as palavras e atos provindos da carne, ao invés de serem manifestações do Espírito Santo de Deus!!! É o emocionalismo e o apelo emocional usado para (tentar) dar um "ar mais espiritual" à "adoração"!!!

Eras!! Eu não aguento mais ouvir aquelas frases prontas com cara de "super espirituais" que os ministros de louvor tem que usar em TODOS  os cultos:

" - O Senhor está neste lugar! Sinta a Presença de Deus!"
" - Deixe o Senhor te tocar!"
" - Você pode sentir o toque de Deus?"
" - Abra o seu coração e deixe a Presença de Deus te tocar!"
" - Seja livre pra celebrar na presença do Senhor!" (quando ele quer dizer: pule, grite e faça bagunça aqui!!! Uhuuuu!!! - desde quando isso é sinônimo de liberdade mesmo?)

Ah não, gente!!! E isso ainda com aquela voz de choro forçado, tentando forçar todo mundo a chorar também!!! Me perdoem mesmo, mas eu não aguento isso! Eu não estou falando que todas as vezes que alguém fala algo assim, ou que alguém chora durante o louvor seja mentira ou fingimento. Mas, infelizmente, em 95% (para ser generosa) dos casos, tudo isso é manifestação da CARNE e não do Espírito! É apelo EMOCIONAL e não ESPIRITUAL! Sem falar nas pessoas cantando músicas sem nem pensar nas letras, no que elas estão falando, na importância e seriedade do que está sendo falado, simplesmente preocupadas em levantar as mãos e dizem "Amém" ou "Aleluia" quando o cara que tá lá na frente diz que tem que fazê-lo! E elas ainda te olham desconfiadas quando você não repete a "coreografia" (quase ensaiada!)!

Eu confesso a vocês que o momento MUSICAL do culto tem se tornado um grande peso pra mim! (e isso já há algum tempo). Geralmente, eu somente sento na minha cadeira e fico pedindo a Deus pra guardar o meu coração de qualquer conclusão ou sentimento que não venha dEle - porque é bem difícil. Ou então pego minha Bíblia e vou ler. Eu não queria que fosse assim! Não me sinto bem por causa disso! Sei que isso pode escandalizar as pessoas! Mas também não posso fingir que não estou vendo que o Louvor a Deus acabou virando um Show Musical, mais uma estratégia de ENTRETENIMENTO para pessoas que precisam de DEUS, mas se conformam em ter ENTRETENIMENTO! Sabe, nem eu nem ninguém vai à igreja pra participar de um SHOW - nós vamos (ou deveríamos) ir lá para render todo o Louvor, a Honra, a Glória Àquele que é o Único Digno, o Grande EU SOU, o Deus de Abraão, Isaque e Jacó, o ETERNO Deus! Mas não é isso que tem acontecido! Os líderes de louvor falam o que querem, geralmente palavras voltadas aos HOMENS e não a DEUS, a SATISFAZER as necessidades dos Homens e não para ADORAR e LOUVAR Àquele que é Digno que receber TUDO! Ninguém se importa se o que está sendo falado são coisas que contrariam a Palavra de Deus, a Sua Verdade, ou não... se são pensamentos e palavras de homens ou do Espírito Santo!

O QUE ACONTECEU COM O EVANGELHO DE CRISTO? O que aconteceu com o Evangelho do REINO pra que ele tenha sido transformado no "evangelho" do ENTRETENIMENTO, da SATISFAÇÃO PESSOAL, do BEM-ESTAR, do que eu ou você SENTIMOS? Sabe, que importância tem o que eu ou você estamos SENTINDO ("Você pode SENTIR a 'Presença de Deus' neste lugar?", "Você sente o TOQUE do Senhor?", "Deixe-se TOCAR por Ele!") ??? Aquele momento, o Culto, o Louvor, a Adoração NÃO SÃO PARA NÓS! Eles são para DEUS!!! Se você está indo ao culto com o objetivo de RECEBER, então repense suas motivações, porque ir ao Templo do Senhor é para DAR a Ele o que é Digno dEle!! Não é PARA VOCÊ!!! É claro que, ao entregar a Jesus nossas vidas, tudo o que somos, nosso louvor e adoração, nós também receberemos dEle tudo aquilo de que precisamos - mas isso deve ser a CONSEQUÊNCIA e não a CAUSA de irmos à igreja!!! Se vamos à igreja em busca da SOLUÇÃO DOS NOSSOS PROBLEMAS, e não em busca de nos RENDERMOS ÀQUELE QUE TEM AS SOLUÇÕES, tá tudo errado!!! Isso é EGOÍSMO, é INDIVIDUALISMO, é USAR DEUS PARA SEUS PROPRIOS INTERESSES!!! Cara, quando foi que deixamos de entender que não é DEUS QUEM ESTÁ A NOSSO SERVIÇO, mas NÓS ESTAMOS A SERVIÇO DELE???

Tudo isso são mentiras, enganos que o diabo tem plantado em nossas mentes e almas, através de pessoas que geralmente também estão sendo enganadas e estão semeando uma semente que não vem de DEUS! Precisamos parar de acreditar que o foco de nossas vidas cristãs são nossas EMOÇÕES - não é!!! O foco é e sempre deve ser DEUS! Não somos nós!!! As músicas NÃO SÃO PARA NÓS, as orações não são PARA NÓS, o louvor não é PARA NÓS - É PARA DEUS!!! Oferecer a outra pessoa, ou coisa qualquer, algo que deve ser oferecido somente a DEUS é IDOLATRIA!!! Que Deus tenha misericórdia de nós porque temos feito de NÓS MESMOS o Centro, o Foco, OS ÍDOLOS! Porque as Músicas, as Orações, o que se fala ou não, praticamente TUDO tem sido para AS PESSOAS - o que elas querem/precisam ouvir, o que vai "tocar seus corações", quais são as SUAS necessidades... quase nunca tem a ver com o que deve ser oferecido A DEUS, o que DEUS QUER FALAR, o que a Sua Verdade quer dizer!!!

IGREJA NÃO É LUGAR PARA ENTRETENIMENTO! IGREJA É LUGAR PARA COMPROMISSO! PARA REVERÊNCIA A DEUS E COMUNHÃO COM ELE E COM OS IRMÃOS!

Sabe, é por isso que eu não curto esse negócio de fazer "Festas" na Igreja!!! Meu amigo, não dá pra aceitar qualquer coisa calado, sem questionar!! Se alguém me diz que vai ter uma "Festa para os Jovens" na igreja, essa pessoa vai ter que me dizer também qual o PROPÓSITO disso, perante DEUS! Porque vir com a justificativa de que é para "integrar os irmãos" ou para "desenvolver a comunhão entre os irmãos" pra mim são só desculpas para ter ENTRETENIMENTO dentro de um lugar "mais santo"! De verdade, o melhor meio de desenvolver a COMUNHÃO entre os irmãos, não é através de Festas e Eventos, é através da ORAÇÃO, do compartilhar de vidas, do ENSINAR DA PALAVRA, do viver a Verdade juntos!!! Isso cria comunhão!! É como pensar que porque marido e mulher dormem um ao lado do outro todos os dias, porque eles saem juntos para dançar e se divertir, porque assistem TV juntos todos os dias, eles se tornarão intimos e desenvolverão comunhão! Isso não é verdade! Para se ter comunhão, é preciso muito mais do que isso! É preciso que DEUS esteja presente!

Entretenimento não é errado!! Não é errado que amigos se reúnam para se divertir juntos, bater um papo, rir, falar bobagens, enfim, investir tempo em amizade e relaxamento, em si mesmos... isso é bom!! todo mundo precisa disso! Mas o lugar de fazer isso não é DENTRO DA IGREJA! Ou pelo menos não na hora do culto e não com a desculpa de estar indo fazer um "culto"! Só se for um culto a si mesmos!!! Eu acho legal e tudo que você não se preocupe com regras em seu louvor e adoração a Deus, pessoalmente eu gosto de dançar e celebrar (mais quando estou sozinha), no entanto, não se poder perder a REVERÊNCIA a Deus!!! E isso tem sido perdido na maioria dos casos, infelizmente!!! Não acho errado que se faça uma reunião social para os jovens da igreja de vez em quando, mas não se pode esquecer ou deixá-los esquecer que eles não são o foco, que eles não são o centro, DEUS É! E também é preciso avaliar bem se essas "reuniões sociais" não tem se tornado o foco e o centro das atividades com jovens na igreja!

Eu acho um absurdo a idéia ou proposta de que, para lidar com jovens ou adolescentes, você PRECISA de "meios diferentes", porque, caso contrário, eles vão se "desmotivar" e acabar se "afastando"! Ah não!!! Não me diga uma coisa dessas!!! Meu, isso é menosprezar a capacidade de crescimento e maturidade espiritual dos jovens ou adolescentes!!! Enquanto Deus diz: "Jovens, eu vos escrevi, porque sois fortes, e A PALAVRA DE DEUS PERMANECE EM VÓS, e TENDES VENCIDO O MALIGNO" (I João 2:14b) ou "NINGUÉM DESPREZE A TUA MOCIDADE; pelo contrário, torna-te PADRÃO DOS FIÉIS..." (I Timóteo 4:12), a igreja diz: "Não, queridinhos, vocês ainda não estão preparados para receber a comida sólida, então vamos permanecer no leitinho, vamos brincar e nos divertir juntos e, quando vocês crescerem mais um pouquinho, nós falaremos sério com vocês!". POR FAVOR!!! O que é isso senão justamente o contrário do que Deus mandou dizer aos jovens e adolescentes??? O que é isso senão menosprezar a mocidade e dizer-lhes que eles são fracos ao invés de fortes e que eles não tem nenhuma capacidade de, sequer, lutar contra o inimigo, quanto mais vencê-lo, de, sequer, receber a Palavra de Deus, quanto mais vê-la permanecendo neles???? ISSO É UM ABSURDO!!! Foram jovens, possivelmente adolescentes, como Davi, Gideão, Jeremias, Maria (mãe de Jesus), Apóstolos e Discípulos de Jesus que foram usados por Deus para fazer Sua Vontade nesse mundo!!! Por que não seria mais assim hoje?? Portanto, não me diga que jovens e adolescentes precisam de BRINCADEIRAS para permanecer na igreja, isso é MENTIRA!!! O que eles precisam é CONHECER A DEUS, descobrir quem eles foram criados para ser EM DEUS, que suas vidas têm grandes propósitos e que Deus quer usá-los para grandes coisas!!! O que eles precisam é saber que podem ser usados por Deus, independente de suas idades, e que isso tem a ver com RESPONSABILIDADE, COMPROMISSO, CONHECIMENTO E VIVÊNCIA DA VERDADE... mas que eles PODEM ser tudo isso!! Na verdade, Deus mesmo já declarou que eles SÃO tudo isso - NELE!!!

Então chega de continuarmos nos conformando com essa mentira de que o Corpo de Cristo precisa de "Pão e Circo" para continuar "dentro da igreja"! Em primeiro lugar, não é DENTRO DA IGREJA que as pessoas devem estar, é SEGUINDO A CRISTO! Em segundo lugar, o Evangelho que Jesus veio pregar, e nos mandou pregar, não foi um Evangelho de "Passatempos" - mas O Evangelho DO REINO DE DEUS - o que é MUITO sério e cheio de responsabilidades!!! Que tal, ao invés de passar tanto tempo fazendo "festinhas" na igreja, tirar tempo para estudar a Bíblia, conhecer a Palavra, ler bons livros que verdadeiros homens de Deus, aprender a pensar e a questionar e a criticar o que é mentira, aprender a ouvir a Voz de Deus, através do Conhecimento Real de Deus??? Eu tenho certeza que tudo isso gerará muito mais frutos do que uma noite inteira ouvindo músicas, pulando e dançando!!!

"Porquanto cada árvore é conhecida pelo seu próprio fruto" (Lucas 6:44a)

"E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus" (Romanos 12:2)


Que Adonai não nos deixe conformar com este mundo!

Shalom!