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quinta-feira, 22 de abril de 2010

A DEFORMA Protestante: PASTORA - Alguém pensa algo sobre isso?

Eu AMO ser Mulher e, de verdade, quero muito saber o que Deus intenciona que eu seja e faça através dEle e por Ele aqui na Terra. Quero saber porque estou aqui e qual a minha missão, e até que ponto minha missão, enquanto Mulher, é diferente da missão dos Homens. Tenho entendido de forma muito clara, em todos os estudos que tenho feito sobre os papéis dos Homens e das Mulheres em todos os aspectos da vida que, quando um começa a querer "meter o dedo" no que é do outro, quando um começa a usurpar o papel do outro, as coisas começam a desandar. É o que temos visto tão claramente na nossa sociedade feminista.

É por esse motivo que continuo insistindo neste assunto de "Pastoras". Meu desejo é que possamos refletir sobre qual a função MINISTERIAL, dentro do CORPO DE CRISTO, que Deus intencionou para nós, Mulheres. Confesso que não tem sido fácil pra mim compreender isso, ou a totalidade disso, principalmente porque NINGUÉM trata desse assunto hoje em dia! Confesso que, ao postar sobre esse tema*, eu tinha (ainda tenho) esperanças de que algumas pessoas pudessem se posicionar e pudéssemos, todos juntos, tentar chegar a algum entendimento Bíblico e direcionado pelo Espírito Santo. É o motivo é que eu também tenho muitas dúvidas. Mas quero muito poder esclarecê-las, porque não quero viver aquilo que Deus não criou para que EU vivesse. Não quero usurpar o espaço de ninguém, muito menos viver práticas anti-bíblicas.

Então, mais uma vez, gostaria de convidar a todos, especialmente as Mulheres (mas os Homens também) a refletirmos sobre esse assunto. Peço a Deus que o Espírito Santo dEle que habita em cada um (e uma) de nós possa nos guiar às respostas corretas, abrir nossos olhos e nos dar discernimento e sabedoria pra assumir onde temos errado e onde temos acertado. Espero poder conhecer suas opiniões a esse respeito, de todo o coração. Que possamos juntos encontrar o caminho que Deus criou para que nós trilhássemos e, em tudo, obedecer unicamente a Ele, e glorificá-Lo com toda nossas vidas!

Sei que essa é uma briga que estou comprando e que, talvez, algumas das leitoras do blog (talvez até mesmo homens) possam ficar contrariados ao ler os posicionamentos a esse respeito. Mas, acho que isso é mais do que importante - é necessário! Então, escolho colocar minha mão no fogo a fim de pôr mais lenha nessa fogueira!

Hoje vou postar o texto de um dos pastores que é referência pra mim, um dos únicos no Brasil, o mesmo da mensagem em áudio que deixei no post anterior sobre esse tema - Pr. Jeff Fromholz, líder do Ministério Geração Benjamim, e pastor da Igreja 180°, em Volta Redonda/RJ. Desde já, gostaria de ressaltar que o Pr. Jeff é HOMEM, e que sua abordagem é bem diferente da minha, em meu post "Mulheres no Púlpito". No entanto, ele é o ÚNICO líder que vi, até hoje, abordar esse tema, e agradeço muito a Deus por sua vida, e mais ainda por sua coragem em falar sobre isso. Assim, deixo o texto dele com vocês. Que a Graça de Deus esteja conosco.

*Outra postagem sobre o assunto no meu outro blog: A mulher deve permanecer calada na igreja?

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*Imagem original do site Geração Benjamim relacionada ao texto

"A DEFORMA Protestante

Bom, muitas coisas na igreja moderna não estão certas e nós não temos nenhuma obrigação de fingir que estão. O que a igreja é hoje, não é o que deve ser. Não era pra ela ser um clube social, mas sim uma comunidade. Ela deve ser um lugar onde as pessoas podem achar aceitação no meio de uma vida difícil. É onde elas são desafiadas de ser mais do que são e no mesmo tempo quem eles são. É um lugar onde eles podem olhar para a pessoa ao seu lado e falar, “Vamos conseguir”. Isto é uma igreja. Não esse monstro, essa empresa eclesial que tem roubado a identidade do nosso Senhor.

Mas como chegamos aqui? Como nós chegamos ao esse ponto de ver a igreja do Senhor tão desviada dos princípios fundamentais que ela nem parece com igreja mais.

Líderes.

A maioria dos problemas volta para os líderes. E sim, eu culpo os líderes. Deus culpou líderes. Jesus culpou líderes. Então, sim, eu culpo líderes. Eu me culpo.

Se a minha família se perde na estrada é a minha culpa, pois eu estou dirigindo o carro. E se a igreja se perde, o culpado é o cara no volante, o líder. Isso é o óbvio não falado, o elefante branco no meio da sala. Os líderes criando falsas doutrinas não é o único problema. Temos também o povo que segue eles. Um povo que não conhece as Escrituras e engole tudo que saí do púlpito.

A verdade é que o povo parou de pensar. Nós paramos de questionar. Nós começamos aceitar tudo que é falado como se fosse à verdade. Se saí do púlpito, então deve ser a verdade.

• “Se eu coloco meu pedido numa jarra de óleo, vou receber o que eu peço?”
• “Se eu falo com fé, vai acontecer?”
• “Deus vai me dar um dente de ouro?”
• “O Espírito Santo vai me fazer rir enquanto eu vivo pecando?”
• “Se eu dou R$10, Deus vai me dar $1.000?”
• “Se eu não dou 10%, Deus vai me amaldiçoar?”

Podemos gastar o dia inteiro aqui citando invenções de homens, mentiras, que saem dos púlpitos. O triste é que o povo paga para ouvir essas invenções sem bases bíblicas e assim a igreja se encontra num buraco bem fundo. Mas, se o povo conhece a verdade e resiste em não seguir uma mentira, a igreja não caí, pois não há perigo num falso mestre que não é seguido por ninguém. Se ninguém der ouvido a eles, nós evitamos o problema. Por isso nós temos que voltar a Palavra. Sola Escriptura.

Nossa verdade tem que ter a sua fonte na Bíblia e não nos púlpitos. Os púlpitos devem refletir o que lemos e vemos na Palavra de Deus. O problema é que nós temos sido negligentes em estudar a Palavra. Nós temos sido negligentes em cultivar um relacionamento verdadeiro com Deus. E hoje nós nos achamos aqui desesperadamente clamando por mudança, precisando mais do que nunca de uma reforma. Mas, o que faremos? Onde começamos?

Reforma começa conosco. Quer mudar a igreja? Mude você. E depois clame por sua liderança, se você não é o líder, pois as reformas sempre vieram por meio de líderes, pastores, professores, pessoas com uma voz e com certa influência. É muito difícil um leigo mudar uma igreja, ou um sistema religioso, especialmente se os líderes não acham nada de errado.

E hoje nós temos uma geração de Saul’s nos liderando; homens fazendo o que o povo quer, vivendo em prol de agradar o povo em vez de agradar a Deus.

1 Samuel 115.24; Eu pequei! - respondeu Saul. - Desobedeci às ordens de Deus, o SENHOR, e às instruções que você deu. Fiquei com medo do povo e fiz o que eles queriam.

• “Vocês querem entretenimento? Bom então. Vamos comprar o melhor equipamento que podemos: som, luzes, multimídia e pagar os músicos”.

• “Querem ser ricos? Bom então. Vamos criar doutrinas que te convença que Deus quer que você seja rico e te ensinar o que fazer para ser rico”.

• “Mulheres, não querem se submeter aos seus maridos ou a liderança masculina da igreja? Bom então. Vamos inventar cargos para vocês, pastoras, bispas, apóstolas”.

Se quisermos uma reforma, nós temos que orar. E talvez a oração hoje deva ser, “muda ou mata” . “Deus mude os líderes de hoje ou mata eles para que Davi, um homem segundo seu coração possa subir”.

Se o problema começou por meio de homens, também creio que Deus possa trazer a solução por meio de homens. Homens cheios do Espírito Santo e sabedoria. Homens que valorizam a Palavra de Deus e usa ela como a única fonte de verdade e autoridade na vida. Temos que orar por aqueles que ocupam os púlpitos, para que Deus aja no meio deles. Se não acontecer nenhuma reforma no púlpito, não terá nenhuma reforma nos bancos. Se não tem vida no púlpito, não terá vida nos bancos.

Queremos Reforma, mas como isso vai acontecer? Por meio de homens. E aqui nós vamos começar. A igreja brasileira é o que é por causa de quem está ocupando os lugares de líder. Tudo começa ali. As mentiras, as fraudes, as doutrinas e ensinos falsos, todos tem a sua fonte num líder. Então vamos analisar primeiro, o que está errado nos púlpitos hoje??? Por que estamos vivendo uma Deforma Protestante em vez de um Reforma?

Eu sei muito bem da briga que eu vou comprar hoje. Tenho pensado e segurado essa onda por um tempo já. Mas, chegou a hora da gente abordar a verdade e seja que for, vamos seguir ela.

A Reforma vem por meio de homens, não de mulheres. E aqui eu vejo um dos maiores erros na igreja moderna. Nós temos jogado a palavra de Deus fora para poder agradar mulheres que querem algo que não pertence a elas. Poder e autoridade. Me perdoe, mas esse mover de pastoras, bispas, apóstolas ou qualquer outro titulo dado a um homem que a mulher usurpou não é Bíblico! É anti-Bíblico. É um erro, uma heresia. E por favor, antes de me mandar os seus e-mails ou comentários sobre tal pastora sua que é uma benção, escute e pense bem, pois é uma heresia que está defendendo. Eu não estou falando que as mulheres não têm a capacidade de ensinar ou não tem idéias boas. Eu estou simplesmente argumentando o lado Bíblico, o lado estabelecido por Deus em relação de quem Deus ordenou para liderar a sua igreja. Então, por favor, seja paciente comigo enquanto eu tento apresentar o meu argumento em favor de uma reforma verdadeira na igreja brasileira.

Vamos primeiro considerar a Bíblia. Em dois lugares achamos uma lista de quem pode ser um pastor/ bispo/ líder na igreja:

1 Timóteo 3.12; Porém o líder deve ser um homem que ninguém possa culpar de nada, ter somente uma esposa.

Tito 1.6; Um líder deve viver uma vida da qual ninguém possa o acusar de nada. Deve ser fiel a sua esposa

Bom, eu sou gringo e português não é a minha língua natural, mas até eu consigo entender isso. “O líder deve ser um homem” e ele tem que ser ESPOSO, tendo somente uma esposa ou sendo fiel a sua esposa. Meus amigos, é incrível como nós conseguimos pegar algo tão nítido, tão simples e fazer uma ginástica teológica com ele para fazer o que queremos. As próprias qualificações dadas por Paulo a Timóteo e Tito já acabam com qualquer argumento para mulheres no papel de pastor. Ele tem que ser um homem e fiel a sua esposa. Uma mulher não pode ser um homem, nem um marido. Não é tão difícil entender isso. Mas, o que vemos hoje são mais e mais mulheres tomando algo que não pertence a elas. Nisso podemos agradecer o feminismo ou o próprio pecado que faz a mulher não querer se submeter. Mas, de qualquer jeito, é errado.

Se nós começamos na igreja já quebrando os princípios de quem pode liderar, o que esperamos? Se Deus fala para não colocar uma mulher na posição de líder e nós decidimos que sabemos mais do que Ele e quebramos uma ordem direta Dele, o que esperamos? O milagre é que Deus ainda não fulminou todos nós.

E para ser sincero, até hoje eu não conheci nenhuma pastora em todos os lugares que fui que não me deu desculpas por estar ocupando a posição de pastora. Desculpas que eu não pedi, pois não falei nada. A verdade é que cada uma delas sabem que estão erradas; algo acusa dentro delas e por isso eu sempre ouço, “Estou orando para Deus levantar um homem para liderar”. Como se isso fosse uma desculpa para continuar no erro. “Estou orando para Deus me dar um marido para que eu possa parar de transar com meu namorado”. Não faz muito sentido. E ainda que não me dessem desculpas, se ela tem uma Bíblia e o Espírito Santo na vida dela, ela sabe. Deus não está confuso e a sua Palavra não contraria a Ele mesmo.

O líder deve ser um homem e fiel a sua esposa.

Outra coisa: a palavra “pastor” é masculina. “Pastora” é uma invenção moderna que não existe na bíblia. Pode procurar o tanto que quiser, mas não vai achar a palavra “pastora” em nenhum lugar na Bíblia ou uma mulher exercendo a autoridade de pastor, nem bispo, nem apóstolo. E você não vai achar na Bíblia nenhuma esposa de pastor ganhando um titulo por estar casado com ele. Não existe o titulo de pastora. É ridículo como todo mundo procura títulos hoje. Mas sendo casada com um pastor não faz a mulher pastora assim como uma mulher casada com um professor não recebe o título de professora. Mas no meio de toda essa bagunça, deixe me enfatizar algo, a pergunta não é se uma mulher tem o valor igual ao do homem ou se pode ministrar efetivamente. A pergunta continua sendo, “Para a mulher é permitida exercer a função de pastor?” É bíblico?

Nisso temos três coisas para observar:

 
• Não sabemos de nenhuma pastora na época do Novo Testamento.
• Nenhuma das instruções em relação da ordem na igreja inclui instruções para pastoras.
• Uns dos textos falando de ordem na igreja proíbem mulheres de ocupar aquele lugar.

“Eu não permito que as mulheres ensinem aos homens ou tenham autoridade sobre eles.” (1 Timóteo 2.12).

Paulo não tem uma expectativa que uma mulher não pode ou nem vai ensinar.

Tito 2.3-5; Igualmente, ensine as mulheres mais velhas, a viverem de maneira que honre a Deus. Elas não devem ficar falando mal dos outros, nem serem escravas da bebida, mas ensinem o que é bom, para que as mulheres mais jovens amem seus maridos e seus filhos, e sejam equilibradas, puras, boas donas de casa, fazendo o bem, e sendo submissas aos seus maridos

2 Timóteo 1.5, 3.14-15; Me lembro da sua fé sincera, a mesma fé que esteve primeiramente em sua avó Lóide e em sua mãe Eunice e tenho certeza que a mesma fé também continua em você.... Mas continue firme no que aprendeu e foi convencido que é verdade, conhecendo quem o ensinou. Você tem sido ensinado nas santas Escrituras desde que era uma criança, e elas podem fazer você sábio para receber a salvação por meio da fé em Cristo Jesus.

O que ele fala de de maneira bem clara e fácil de entender é que a mulher não pode ensinar ou ter autoridade sobre homens. Assim, não pode ter ou trabalhar na posição de pastor, pois isso as colocaria em autoridade sobre homens. De novo, é muito difícil confundir essas palavras. Sim, eu sei, já ouvi, era cultural. Ou assim as pessoas tentam me convencer de por que podemos quebrar uma ordem tão claramente escrita na palavra de Deus. Mas, vamos nessa, vamos matar o gigante de meio metro, jogando uma pedrinha dizendo, “Não é ou era cultural”.

Paulo fala em 1 Timóteo 2.12, “Eu não permito que as mulheres ensinem aos homens ou tenham autoridade sobre eles.” Mas, por quê? Por que era da cultura deles, por que as mulheres gritavam durante os cultos interrompendo, ou talvez por que as mulheres não tinham ido para o seminário? Nenhuma dessas razões tem base na Bíblia. São invenções de homens e mulheres querendo abrir uma porta que Deus mesmo fechou. Onde que a Bíblia fala de cultura em relação de uma mulher liderando na igreja? Onde fala dessa história delas interrompendo as reuniões? Onde fala que era porque elas não eram educadas, pois Paulo não fala nada de estudos e isso teria desqualificado a maioria dos discípulos de Jesus, pois naquela época não tinham nenhum treinamento especial para quem seria líder.

Mas, por que então? Por que as mulheres não podem ser pastor? E Paulo nos responde no próximo versículo.

1 Timóteo 2.13; Pois Deus fez Adão primeiro, e depois ele fez Eva.

Paulo não fala nada de cultura, mas ele cita a ordem da criação; “Pois Deus fez Adão primeiro, e depois ele fez Eva.” Você entendeu? Quem é o líder na igreja é uma questão de ordem, hierarquia, determinado por Deus desde a criação. Deus criou o homem para liderar e a mulher para seguir e ajudar. E assim Paulo continua dando mais razões não culturais.

1 Timóteo 2.14; E não foi Adão que foi enganado pela serpente. A mulher foi enganada e pecado foi o resultado.

Adão foi criado primeiro dando ele primazia na criação, autoridade para reinar e liderar e, ainda mais, não foi ele que foi enganado pela serpente resultando em pecado. Meu amigo, isso não tem nada a ver com cultura, ou ensino, é algo histórico. Algo que desde o princípio, desde a criação existe. O homem é o líder não a mulher. E Deus fez questão quando estava formando a sua igreja primitiva de proibir uma mulher tomar o lugar do homem. “Eu não permito que as mulheres ensinem aos homens ou tenham autoridade sobre eles”.

Isso deve parecer muito louco a uma igreja desviada, mas a palavra não muda e na verdade isso não deve ser algo a discutir. O que eu não entendo é a necessidade de mulheres querendo ser homens ou ocupar o lugar dos homens. Isso começa no lugar do emprego e invade a hierarquia da igreja. As mulheres querem mandar no mundo hoje. Isso é a simples verdade. Mas Deus não as criou para serem as donas da bola, mas companheiras, parceiras dos donos. E, de novo, Paulo tem algo a dizer em vez de deixar o papel da mulher em branco.


1 Timóteo 2.15; Mas as mulheres ao invés de se preocupar com o ensino, devem preocupar com o papel dado por Deus de ser mãe, e se continuarem vivendo em fé, amor, santidade, e sendo modestas, serão salvas.

Na verdade eu acho tudo isso muito triste hoje. As mulheres não querem mais ser mulheres, mas homens, e em vez de mães, patroas. É triste mesmo e quem sofre são as famílias ausentes de pais trabalhando e mulheres trabalhando. Não estou falando que não existem exceções, mas não se devem tornar essas exceções em regras. Na questão de pastora, é um princípio quebrado e não uma questão de exceção. A mulher que toma algo por ela que Deus proíbe não é uma exceção, mas um erro, uma desobediência, e quem sofre é a igreja.

Eu vejo que realmente o papel da mulher hoje na igreja e na família é algo muito desprezado. Ninguém olha com bons olhos para a esposa do pastor servindo em silêncio ou a mãe que opta por viver sem alguns confortos na vida para poder ficar em casa e criar seus filhos. Infelizmente isto é algo banalizado até na própria igreja. É errado de como nós não honramos as mães, as donas de casa. Eu fico triste em pensar como a sociedade sorri delas; eu choro em pensar como a igreja despreza elas. Mas elas estão certas ainda estando na minoria.

Deus criou a mulher perfeitamente para fazer o seu papel de esposa e mãe; de dar suporte, mas de liderar não cabe ao chamado dela. E isso nos leva a perguntar: “E se uma mulher se sente chamada?” Creio mesmo que tem mulheres que sintam chamados a serem pastoras e bispas e apóstolas. E baseado no que eu tenho ouvido sendo pregado nos púlpitos, eu nem duvido que muitas mulheres são mais capazes de ensinar e pregar melhor do que os próprios homens. Mas, essa não é questão. A questão é, “É Bíblico?” E a resposta é NÃO; fim da história. E se uma mulher sente chamada, não é Deus chamando, pois a vocação de pastor é tanto espiritual como Bíblica. O mesmo Espírito que chama também escreveu a Bíblia. E não tem como o Espírito chamar alguém para fazer o que a Bíblia proíbe. O Espírito nunca se contradiz.

Eu entendo bem que essa posição não é muito popular hoje em dia, mas é Bíblico e isso é a única coisa que eu quero saber. E enquanto nós brigamos por direitos que não existem na Bíblia e defendemos práticas anti-Bíblicas encontradas nas nossas igrejas, o fim não pode ser benção. Não tem como semear erro e pensar que vai dar em algo de valor. Não vai.

Se a igreja tem esperança de não ser totalmente abandonada pelo Espírito de Deus que se ofende a cada dia com as estruturas anti-Bíblicas, temos que voltar aos seus princípios e começar na liderança e isso vai incluir tirar aquelas em lugares que não devem estar.

Me fala, o que é pior, ofender pessoas que estão em lugares errados ou ofender Deus que fala que estão em lugares errados deixando elas lá?


Jeff "

 
Fonte: http://www.geracaobenjamim.com/modules/smartsection/item.php?itemid=98


sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Gentis, mas também Valentes!



Fico feliz ao saber que muito se tem discutido dentro do meio jovem (ou não tão jovem) a respeito do retorno ao Cavalheirismo, do retorno a circunstâncias em que homens podem ser verdadeiramente homens e mulheres podem ser verdadeiramente mulheres. Nossa sociedade dita moderna necessita urgentemente disso.


No entanto, havia algo sobre o que eu não havia pensado durante muito tempo a esse respeito. Quando falamos sobre Cavalheirismo, geralmente nos referimos ou, pelo menos, imaginamos um retorno às práticas de gentileza dos homens, principalmente para com as mulheres. Mas, ao ler um livro chamado “A Jornada Para Ser Um Homem de Verdade”, de Jeff Fromholz, um comentário me chocou a respeito de um típico pensamento feminista, que eu mesma alimentava, ainda que de forma inconsciente:


“O que os meninos ouvem hoje em dia dos adultos, principalmente mulheres: “Fique quieto! Não se mexa! Sente-se! Se comporte! Não lute!”. Em outras palavras, “SEJA UMA MENINA!”


Eu nunca havia parado para pensar sob esta óptica. Mas isso é verdade! Nós, mulheres, somos diferentes dos homens, e a tendência natural do ser humano é tentar criar no outro aquilo que nós achamos que seria ideal para nós mesmos. Porém, o que é ideal para uma mulher, não é ideal para um homem! Nós, mulheres, somos naturalmente menos enérgicas, menos dadas a explosões de adrenalina, perigos, uso da força. Geralmente (com grandes alterações nestes índices para quem vive na “sociedade feminista” que doutrina todo mundo a buscar uma “igualdade de gênero”), as meninas se interessam menos por esportes de luta e contato físico, são coisas que costumamos achar “agressivas demais”, e elas realmente o são PARA NÓS, afinal, nós somos mulheres – as Donzelas, e não os Cavaleiros! Eu sempre tive um sério questionamento sobre o porquê de homens gostarem TANTO de futebol! Eu dizia que iria fazer uma pesquisa sobre isso, porque, onde quer que estejam dois ou mais homens, você tem 99% de certeza de que o assunto “futebol” irá surgir em muito pouco tempo. Mas, hoje, isso é muito claro para mim: homens gostam de competições, de testes à sua força e habilidade física, lutar por um objetivo, independente se eles vão se machucar com isso ou não! Já nós, mulheres, somos muito mais diplomáticas, gostamos de resolver as coisas à base do diálogo e normalmente fazemos de tudo para evitar uma briga e ficamos horrorizadas com disputas físicas acirradas.


Pessoalmente, não entendo como homens podem gostar de boxe, luta livre e similares, de onde as pessoas saem sempre sangrando e super machucadas, mas agradeço mesmo a Deus porque Ele fez homens E mulheres! Sem um dos dois, a humanidade não teria sobrevivido por muito tempo! O fato é que nossas diferenças são vitais – quem iria para as guerras, lutar pela segurança ou liberdade da nação, ou defender os direitos de seu povo, se não houvesse homens? Acho que pouquíssimas mulheres se alistariam a essa função! Então, tenho entendido como Deus é Sábio, e como Sua Sabedoria foi tremenda ao colocar a diplomacia nas mulheres, mas também a força física e essa agressividade nos homens! Ambos são necessários!


Mas o fato é que, quase inconscientemente, nossa sociedade feminista e matriarcal tem quase que minado completamente essa característica masculina! Eu devo confessar que fiz isso durante MUITO tempo. Como as mulheres têm tomado o controle de quase todas as coisas – famílias, trabalho, igreja, educação – elas têm lutado para transformar essa peculiaridade agressiva dos homens na diplomacia feminina! As mulheres têm criado seus filhos homens como mulheres, e estes crescem sem desenvolver seu senso de coragem, determinação, força, liderança – que são os traços necessários para um homem (inclusive para um homem CRISTÃO!). Os meninos têm crescido medrosos, sem iniciativa, mimados por suas mães que querem fazer tudo por eles e não os deixam fazer nada. E o problema só é identificado muitos anos mais tarde, quando a mulher que casa com estes “homens” descobre que eles não são HOMENS, mas MENINOS! E meninos mimados! Homens que deveriam ser os líderes do lar, mas que não sabem tomar uma decisão, não sabem tomar iniciativa, não tem o menor controle sobre eles mesmos ou qualquer outra coisa, vivem inseguros e sequer imaginam como liderar um grupo. Qual o resultado disso? As mulheres assumem o controle do lar! E, infelizmente, ao ter seus filhos, acabam reproduzindo o mesmo quadro, ainda sem ter noção do estrago que estão fazendo!


Basta pensar sobre o que o Exército e as Forças Armadas representavam pros rapazes há alguns séculos atrás, e o que representam para os rapazes hoje. Quer assistindo a filmes antigos, quer lendo livros, artigos ou ouvindo histórias, podemos perceber como que, em sociedades passadas, o fato de servir o Exército e lutar por seu país era uma honra para os homens! Os rapazes, desde meninos, desejavam isso, porque viam seus pais e irmãos mais velhos, e a maioria dos outros rapazes da comunidade fazendo isso. Eles eram considerados HERÓIS! Todos queriam imitá-los! Eles não se importavam se iriam morrer lutando – o que importava era lutar por uma justa causa, e morrer como HOMENS. Havia honra em lutar pelas causas do povo ou simplesmente por sua família. Os homens não temiam isso, ou, se temiam, sua coragem e honra superavam esse medo. Eles eram HOMENS. Não corriam de suas responsabilidades, mas as realizavam com prazer, em defesa dos mais fracos. Desde muito pequenos, os meninos eram ensinados a manejar a espada e a arte da guerra, sempre lembrando que o caráter e auto-controle eram de suma importância.


E hoje? Pergunte pros rapazes ao seu redor quantos deles lutariam por seu país, caso houvesse uma guerra. Olhe ao redor e veja quantos rapazes gostariam de se alistar ao Exército, Marinha ou Aeronáutica. Nããooo!!! Os rapazes já crescem ouvindo de seus pais que entrar para o Exército, ou algo parecido, é a pior das alternativas – “Faça de tudo para fugir disso!”. Chega a idade para se alistar e todos os adultos da sociedade ficam apreensivos, torcendo em uníssono para que o cara consiga fazer algo para ser liberado! “Exército? Não para o meu filho!”. O que antes simbolizava honra, aqueles que antes eram tidos como os “Heróis” da sociedade, hoje são tidos como os “Loucos” da sociedade. “Sofrer pelo país? Isso é burrice!”, é o que costumamos ouvir. Não existe mais coletividade, não existe mais nacionalidade ou preocupação pelo grupo – vivemos o período “Cada Um Por Si”, “Preocupe-se com você e o resto que se vire!”. Onde está a honra e a coragem dos antigos cavaleiros e heróis de guerra?


No casamento não é muito diferente. Eu agradeço muito a Deus por não ser eu a responsável por subir do telhado para trocar uma telha; ou ir atrás do rato que está na cozinha para matá-lo; ou ter que ir verificar que barulho foi aquele no quintal, no meio da madrugada; ou confirmar se existe alguém tentando entrar na casa; ou ter que manusear um martelo ou uma furadeira. No entanto, no mundo “igualitário” que tem nos treinado, não muito dificilmente encontramos homens que tem mais medo de barata do que as mulheres!  Qual é? Se um ladrão entrar na casa, eu não duvidaria muito se o cara dissesse pra esposa: “Vai lá e resolve!”, e eles ainda acrescentam: “Não foram VOCÊS que pediram direitos iguais?”. EU NUNCA PEDI NADA! Então, será que não ta na hora de alguém dizer que Homens tem que ser HOMENS, e não meninos fracotes e frouxos que se escondem debaixo da saia da mamãe?


Se pensarmos nos Cavaleiros Medievais, sim, eles tinham um grande código de ética, que incluía gentileza e modos agradáveis, e cavalheirismo geralmente nos remete a esses modos. Mas, além disso, também havia a Coragem e o desejo de lutar pelas donzelas, e também pelos necessitados, pelos mais fracos. Proteger uma dama não envolvia apenas dizer palavras doces e amáveis, mas também estar disposto a lutar contra qualquer inimigo que pudesse surgir, quaisquer que fossem os riscos.


Outra coisa importante de ressaltar é que os Cavalheiros não precisam tratar todo mundo como tratam as Mulheres! Com as mulheres, seus modos são gentis e amáveis, suas palavras são respeitosas, doces e controladas, e não há violência, mesmo quando precisa haver firmeza. Elas são mulheres, o sexo nobre, as princesas, e, com elas, eles devem ser os Príncipes. No entanto, nem todo mundo é mulher! Enquanto não há violência nem força na relação com as donzelas, quando se trata do mundo, dos inimigos, de outros homens que estão fazendo as coisas erradas, esses atributos tornam-se não apenas “utilizáveis”, mas necessários! Além de Príncipes, eles precisam também saber ser Guerreiros!


Confesso que, ao assistir filmes de guerras patrióticas, onde sempre existem aqueles guerreiros cheios de honra e valentia (esses filmes são os meus favoritos, além dos épicos em geral!!! =P), algumas vezes sinto-me tentada em querer ser o Guerreiro, e não a Princesa!! Hehehe... Talvez seja pela falta tão grande de homens que queiram assumir esse papel nos nossos dias. O fato é que vejo tanta grandeza de caráter, um senso de destino tão bem definido e objetivos de vida tão valorosos nestes homens, que, quase chego a desejar ser um homem também, para vestir a armadura, posicionar o escudo, montar o cavalo e desembainhar a espada rumo à luta, ao lado de outros cavalheiros cheios de honra! É certo que, algumas vezes, nós, mulheres, também precisamos ser guerreiras, em nossas lutas diárias pela verdadeira feminilidade, mas o papel oficial de Guerreiros é mesmo dos homens. Espero que eles não temam assumir essa renomada função.


Mulheres, nós precisamos reconhecer nossa culpa neste processo de “feminilinização” dos homens, e parar de cobrar que eles ajam, em tudo, como nós agimos. Da mesma forma que nós não devemos querer ser iguais a eles, eles também não devem ser iguais a nós. Que cada um desenvolva suas capacidades, vocações específicas e responsabilidades e, então, alcançaremos o equilíbrio que nossa sociedade perdeu.


Gentis, sim, sem sombra de dúvida. Mas não MULHERES, e sim HOMENS. Com Coragem, Força, Valentia, Determinação, Iniciativa, Liderança, Masculinidade, Honra. Verdadeiros Cavalheiros!

domingo, 27 de dezembro de 2009

Homens X Mulheres: A Ciência confirma!

 Ontem eu estava sem muito o que fazer, então resolvi procurar um livro pra ler.
Fui pesquisar na nossa estante de livros, o que poderia ser interessante. E encontrei "Por que os homens fazem sexo e as mulheres fazem amor", de Allan e Barbara Pease.
Eu sei que o título não parece muito promissor (e, rapazes, não concordo com estas generalizações, só pra constar!), mas, como o tema "diferenças entre homens e mulheres" sempre me chamou muita atenção, resolvi ler. Na verdade, acho que eu já o havia lido antes, porque sempre leio livros sobre essa temática, e aqui em casa de vez em quando surge uma novidade relacionada. Mas, comecei a ler de novo.
E, logo no início do livro, tive uma grata surpresa, ao ver o que a ciência tem descoberto e passado a defender a respeito das diferenças tamanhas entre os sexos. Fiquei tão agraciada e feliz ao ver que tudo aquilo que a Palavra de Deus sempre defendeu e declarou como verdade, e que tem sido tão condenado e discriminado pela sociedade que considera os conceitos bíblicos como algo ultrapassado, é exatamente o que a Ciência está passando a redescobrir neste nosso século.
Eu fiquei, sinceramente, abismada, surpresa e imensamente satisfeita ao ver tudo aquilo que as Sagradas Escrituras pregam sendo abordado e explicado em alguns comentários deste livro. Os autores consideram tudo isso como coisas do cérebro, hormônios e resultados orgânicos. Mas, nós sabemos que a verdade é que foi DEUS quem fez homens e mulheres diferentes, segundo a SUA vontade, para que cada um cumpra um propósito especificamente traçado para si!
Compartilho com vocês, então, alguns trechos interessantissimos deste livro. Espero que vocês gostem tanto quanto eu gostei!
Até mesmo os cientistas tem percebido os danos que o abandono do padrão que o Senhor determinou para homens e mulheres tem trazido para a sociedade moderna! Que nós, enquanto seguidores de Cristo, possamos entender isso também!
[Obs: os trechos entre colchetes, com negrito e em vermelho são comentários e opiniões minhas, não dos autores do livro!]
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“A questão fundamental aqui é simples: homens e mulheres são diferentes. Nem melhores nem piores – apenas diferentes. Cientistas, antropólogos e sociobiólogos sabem disso há anos, mas têm também a dolorosa certeza de que afirmar publicamente suas conclusões em um mundo politicamente correto como o nosso poderia transformá-los em verdadeiros párias de uma sociedade determinada a acreditar que homens e mulheres têm as mesmas habilidades, aptidões e potenciais – justamente quando a ciência começa a provar o contrário.



Aonde isso nos leva? Individualmente, a relacionamentos difíceis, penosos, infelizes. Como sociedade, a um terreno extremamente acidentado. Só o entendimento das diferenças entre homens e mulheres vai nos permitir começar a desenvolver nossa força coletiva – em lugar das fraquezas individuais” (p. 10)

Tipos de trabalho diferentes



"Homens e mulheres evoluíram de modos diferentes porque tinha de ser assim [eu diria: porque DEUS planejou que fosse assim!]. Os homens caçavam, as mulheres ficavam com o grupo. Os homens protegiam, as mulheres cuidavam. Como resultado, seus corpos e cérebros tomaram rumos diversos no processo de evolução e se transformaram para se adaptarem melhor às suas funções específicas. Os homens se tornaram mais altos e mais fortes que a maioria das mulheres, e seus cérebros se desenvolveram para cumprir as tarefas que lhes cabiam. As mulheres ficavam satisfeitas de ver seus homens saírem para trabalhar enquanto elas mantinham o fogo aceso na caverna. Seus cérebros, então, evoluíram para atender às funções que precisavam desempenhar.



Assim, por milhares de anos, as estruturas dos cérebros de homens e mulheres foram se formando de maneiras diferentes. Hoje em dia, sabemos que homens e mulheres processam a informação de modos distintos. Pensam diferente. Têm crenças, percepções, prioridades e comportamentos diversos. Desconhecer este fato é uma receita certa de confusão, sofrimento e desilusão para toda a vida” (p.16)





As pesquisas comprovam



"Durante a maior parte do século XX, essas diferenças foram explicadas pelo condicionamento social, ou seja: somos como somos por causa das atitudes de nossos pais e professores que, por sua vez, refletem as atitudes da sociedade em que vivem. Meninas se vestem de rosa e ganham bonecas de presente, meninos se vestem de azul e ganham uniformes de jogadores de futebol. Mocinhas são tocadas e acariciadas, rapazes levam tapas nas costas e aprendem que homem não chora. Até recentemente, acreditava-se que quando uma criança nasce sua mente é uma página em branco, onde os educadores imprimem suas escolhas e preferências. Recentes estudos de biologia mostram, porém, um panorama completamente novo e apontam os hormônios e o cérebro [eu diria, a grande e totalmente sábia Mão de Deus determinando nossas características sexuais primordiais] como os principais responsáveis por nossas atitudes, preferências e comportamento. Isso quer dizer que, ainda que criados em uma ilha deserta, sem uma sociedade organizada ou pais que os influenciasse, meninos competiriam física e mentalmente entre eles, formando grupos com hierarquia, e meninas trocariam toques e carinhos, se tornariam amigas e brincariam de bonecas.” (p.18)




[A história em sua origem]



“Era uma vez, há muito, muito tempo, homens e mulheres vivendo juntos, felizes e trabalhando em harmonia. O homem a cada dia arriscava sua vida em um mundo perigoso e hostil, caçando para levar alimento à sua mulher e filhos e enfrentando inimigos e animais selvagens. Desenvolveu o senso de direção e a pontaria, tornando-se capaz de localizar a caça, atingi-la, mesmo em movimento, e levá-la até o lugar onde vivia. A definição de seu trabalho era simples: caçador de comida. Isso era tudo o que se exigia dele. [eu diria: é claro que não acredito que os homens devem se preocupar UNICAMENTE E EXCLUSIVAMENTE com este seu papel principal, excluindo qualquer outra forma de atribuição, primordialmente realizada pela mulher, como será mencionado abaixo]



A mulher, por seu lado, se sentia valorizada ao ver o homem expor a vida pela família. Homem de sucesso era aquele que conseguia bastante comida, e sua auto-estima dependia do reconhecimento da mulher aos seus esforços. A família só esperava que ele cumprisse suas tarefas de caçador e protetor – nada mais [o que não quer dizer que ele não poderia, ou até mesmo deveria, participar também das atividades de casa – mas este não era seu papel principal, e a mulher sabia disso, e ambos se regozijavam, cada um com sua função]. Não era preciso “repensar o relacionamento” e ninguém lhe pedia para levar o lixo para fora nem trocar as fraldas do bebê.



O papel da mulher era também muito claro. A necessidade de ser uma perpetuadora da espécie apontou a direção em que devia evoluir e as habilidades a desenvolver para cumprir suas funções. Precisava ser capaz de detectar sinais que indicassem a aproximação do perigo, ter excelente senso de direção a curta distância, orientando-se por detalhes da paisagem para encontrar o caminho [era ela quem colhia os frutos ao redor da casa] e, com sua extraordinária sensibilidade, identificar pequenas mudanças na aparência e no comportamento das crianças e adultos. Tudo muito simples: ele era o caçador da comida, ela a guardiã da cria. [Amei isso! xD]



A mulher passava o dia cuidando das crianças, colhendo frutos e sementes e se relacionando com as outras mulheres do grupo. Não tinha que se preocupar com a parte principal do abastecimento de comida, e seu sucesso estava ligado à capacidade de manter a vida em família. Sua auto-estima dependia do valor que o homem dava a suas habilidades de zeladora e mãe. Ter filhos era um ato mágico, sagrado mesmo, como se só ela conhecesse o segredo da vida. Ninguém esperava que fosse caçar, enfrentar inimigos ou trocar lâmpadas.



A sobrevivência era difícil, mas o relacionamento era fácil. [Linda frase!] Assim foi por centenas de milhares de anos. Ao fim de cada dia, os caçadores voltavam com os animais abatidos, que eram divididos igualmente, e todos comiam juntos na caverna onde viviam. Cada homem entregava parte da caça à mulher, que, em troca, lhe dava frutos e sementes.



Depois de comer, os homens sentavam ao redor da fogueira, contavam histórias, faziam brincadeiras e riam. Era uma versão pré-histórica da contínua troca de canais com o controle remoto ou da total concentração na leitura do jornal. Estavam exaustos depois de tanto esforço e precisavam se recuperar para caçar novamente no dia seguinte. As mulheres continuariam a cuidar das crianças e a garantir o descanso e a alimentação dos homens. Cada um apreciava o que o outro fazia – eles não eram considerados preguiçosos nem elas se sentiam como criadas oprimidas.



Esses rituais e comportamentos simples ainda são encontrados em civilizações primitivas, em lugares como Bornéu, parte da África e Indonésia e entre alguns aborígines australianos, maoris da Nova Zelândia e inuits do Canadá e Groelândia. Nessas culturas, cada pessoa conhece e entende seu papel. Os homens admiram as mulheres e as mulheres admiram os homens. Cada um reconhece no outro uma contribuição única para a sobrevivência e o bem-estar da família. Mas, para quem vive nos modernos países civilizados, essas regras antigas foram abandonadas. O caos, a confusão e a infelicidade tomaram seu lugar



A família não mais depende unicamente do homem para sua sobrevivência e não se espera mais que a mulher fique em casa exercendo as funções de mãe e zeladora. Pela primeira vez na história da espécie humana, a maior parte dos homens e mulheres se confunde na hora de definir suas atividades. Você faz parte da primeira geração a ter de encarar situações que seus antepassados nunca conheceram. Pela primeira vez, buscamos em nossos parceiros amor, romance e realização pessoal, já que a sobrevivência, garantida para muitos pela estrutura da sociedade moderna através de fundos de pensão, aposentadorias, leis de proteção ao consumidor e várias instituições governamentais, não é prioritária. (...)



Se você nasceu antes de 1960, é bem possível que tenha crescido vendo seus pais se relacionarem segundo os antigos princípios de sobrevivência entre homem e mulher. Eles repetiam o comportamento que aprenderam com os pais deles, que, por sua vez, imitaram os pais deles, que copiaram os pais deles, e assim por diante, até chegar ao povo das cavernas com seus papéis claramente definidos.



Agora as regras mudaram completamente, e seus pais não sabem como ajudar. O índice de divórcios entre os casamentos recentes está em torno de 50 por cento e, se levarmos em conta as uniões não oficializadas e os relacionamentos entre gays, a verdadeira taxa sobe para 70 por cento.” (p.21-23)

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"Os teus filhos edificarão as antigas ruínas; Levantarás os fundamentos de muitas gerações e serás chamado reparador de brechas e restaurador de veredas, para que o país se torne habitável" (Isaías 58:12)

É pra isso que temos sido chamados! Para reparar as brechas de nossa geração e para restaurar as veredas eternas de Deus, que tem sido perdidas! Que a Verdade Eterna do Senhor seja pregada e conhecida em todo o mundo!

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Aproximações com o sexo oposto II


Hello, everybody!!! ;P


Estava lendo o comentário da Julie Marie no post “Aproximações com o sexo oposto” e lembrei que eu mesma ainda não disse o que penso do assunto, não é mesmo? hehe.. I'm sorry! Vou tentar fazê-lo agora, então.
Bem, confesso que tenho tentado entender esse assunto segundo os olhos de Deus, mas ainda não cheguei à todas as respostas que eu queria. Ainda assim, tenho entendido algumas coisas.

A primeira delas é que, ao que tudo indica, existe uma (grande) diferença entre guardar o coração de uma moça e o de um rapaz. Bom, eu realmente tenho percebido que deve haver essa diferença, porque em todo o tempo o cuidado que os pais têm (e a sociedade tinha antigamente) com as moças, nesse aspecto de romance, é muito maior do que com os rapazes. Um sinal disso é que não é a moça quem vai ao pai (ou à mãe) do rapaz para pedir sua autorização e benção para firmar um compromisso romântico com seu filho. Não! É o rapaz quem faz isso! É ele quem procura pelo pai da moça, pois o Pai é o guardião definido por Deus para manter o coração de sua filha à salvo, protegido! Creio que o pai também tem um papel muito importante na sexualidade de seu filho homem, mas isso se dá de uma maneira muito especial quando se trata de sua filha.

Isso indica, muito provavelmente, o quanto o coração das mulheres precisa de um cuidado, uma proteção maior do que o dos rapazes. Por que? Não sei, espero ainda descobrir! =P Mas Deus nos fez diferentes, e essa é uma característica das mulheres. Em geral, elas são muito mais emocionais (ou seja, seus corações se envolvem de uma forma mais intensa) do que os rapazes. Isso não as faz melhores do que os homens, apenas Deus deu características diferentes para cada um segundo Seu propósito para nós.

Portanto, acredito que esse assunto possui uma importância e uma aplicação especiais para as moças, principalmente porque, na maioria dos casos, nossa geração ocidental já não tem essa proteção dos corações vinda dos pais. Os pais, mesmo os cristãos, geralmente nem se dão conta de que ser os guardiões dos corações de suas filhas ainda é e sempre será muitissimo necessário! Mas, o fato é que a maioria de nós não tem isso. O que acontece, então? Nós mesmas precisamos proteger nossos corações, e isso não é bom! Deus não intencionou que as coisas fossem assim! Deus nos fez femininas, mulheres cheias de virtudes, capazes de conquistar o rapaz com quem iremos nos casar, e isso são bençãos do Senhor, as quais deveriam ser exploradas e aprimoradas da forma correta e no momento correto, ou seja, quando nosso pai entregasse a chave de nosso coração ao rapaz que será nosso marido. Mas, como nossos corações estão constantemente expostos, então precisamos reprimir todas essas bênçãos de nossa feminilidade, e construir uma muralha ao redor de nosso coração para que nenhuma pessoa com intenções erradas (o que não está faltando hoje em dia) se aproxime dele! Craig Hill, no seu seminário Veredas Antigas, fala sobre isso, e sobre os resultados que este muro que somos obrigadas a construir acaba gerando em nossas vidas – incertezas, insegurança, medo, dureza de coração, dificuldade em entregar-se após o casamento, etc. Tudo isso porque nós, mulheres, não fomos criadas para sermos as guardiãs de nossos próprios corações! Vejam só como, em todo o tempo, deveria existir um homem exercendo esse papel: antes do casamento, esse homem seria nosso pai; após o casamento, este homem seria nosso esposo. Era assim que as coisas deveriam funcionar. Isso nos traria segurança e a certeza de que estamos sendo cuidadas, como Deus planejou. No entanto, este primeiro personagem (o pai) em geral está fora do jogo!

O que fazer, então? É aí que entra essa discussão que estamos tentando ter. Para as mulheres, cujas emoções normalmente são mais intensas do que nos rapazes, guardar o coração é algo que necessita de muita energia. Acho que é algo semelhante ao que os homens vivenciam em relação à lascívia através do olhar – por isso (também) temos tratado tanto da questão de se vestir modestamente aqui no blog. Os homens são muito visuais, são muito “físicos”, enquanto nós mulheres, ainda que tenhamos essa influência também, somos muito mais emocionais. Pessoalmente, enquanto mulher, eu acho muito mais difícil lidar com um rapaz que tem um comportamento errado (com intenções românticas) ou que gera reflexos em minhas emoções do que com um rapaz que é super sarado e bonito fisicamente. Este último, eu olho uma vez e concluo logo: “Não é pra mim!”. Fim de história. Mas o primeiro, que alcança as emoções, tem muito mais chances de enganar minha alma – as ciladas, nesse caso, são muito mais fáceis de acontecer. E eu acredito que é assim que acontece com a maioria das moças também. É óbvio que hoje, em todos os meus relacionamentos, guardo meu coração e essas coisas já não me afetam de forma tão intensa, mas, ainda assim, é algo que acaba pedindo um gasto de energia desnecessário. Acho que é algo muito semelhante à questão da imodéstia no caso dos rapazes.

Portanto, da mesma forma como nós, moças, precisamos nos conscientizar de que nossa forma de vestir gera impactos negativos muito fortes em nossos irmãos em Cristo, da mesma forma os rapazes também precisam entender que suas aproximações conosco precisam ter um certo limite.

O Leandro falou algo muito interessante: “Seja a vontade de Deus ou não, se eu gastar tempo com uma pessoa do sexo oposto, compartilhar coisas profundas do meu coração, e essa pessoa me aceitar, não me rejeitar, ser amável comigo, é o primeiro passo para que ambos terminem em sentimentos românticos.”

Isso é a mais pura verdade! E, acreditem, se o é para um rapaz, muito mais para uma moça. Não foi à toa que Deus determinou tantos caminhos para se guardar o coração e a pureza de uma moça. Elas precisam disso! As moças, em geral, são mais românticas, mais fantasiosas, mais sonhadoras e criadoras de expectativas... Deus nos fez assim! E creio que essas são características de mães que serão usadas pelo Senhor para passar a seus filhos a certeza do quanto são especiais e fazer o Seu amor abundar em suas vidas e identidades! Há um propósito nisso!

Por que será que a Palavra de Deus diz aos homens que seus deveres enquanto maridos é de “amar as suas esposas, como Jesus ama a Igreja”? Porque as mulheres precisam disso, elas são extremamente emocionais, e ser amadas é uma das formas mais fortes de transmitir a elas sua importância e identidade! Não é incrível como tudo aquilo que o Senhor nos manda fazer tem todo o sentido?

Assim sendo, grandes aproximações entre moças e rapazes pode gerar resultados emocionais inadequados, principalmente nas moças, ou então irá cobrar delas um gasto de energia muito grande para que isso não ocorra – irá exigir que elas exerçam firmemente este papel de guardiães, que não lhes compete exercer.

Não sei se os rapazes são capazes de entender isso, da mesma forma como muitas moças não entendem a necessidade de se vestirem modestamente porque acham um exagero pensar que “qualquer coisinha” em suas roupas pode levar seus irmãos ao pecado.

O que acho ser um problema, então, na maioria dos casos? É errado uma moça conversar com um rapaz, ter alguma aproximação com ele, trocar idéias? Não, dependendo do nível em que isso é feito.

Acho que o grande problema acontece quando se começa a passar muito tempo juntos, compartilhando coisas pessoais, abrindo o coração, confiando um ao outro sentimentos, emoções... Isso é o que chamamos propriamente de AMIZADE. Uma pessoa que exerce um papel diferente das outras pessoas, em quem você confia e a quem você compartilha coisas que não o faz com as pessoas em geral, alguém com quem você passa um tempo prolongado e que sabe coisas profundas sobre você. Acho que aí podemos ter um problema.

Primeiro, porque atualmente não é fácil ter amigos. Você não encontra uma pessoa em quem possa confiar e se abrir em qualquer canto, à qualquer hora. Isso faz desta pessoa alguém muito especial em sua vida, uma figura quase indispensável. Segundo, pela nossa situação enquanto cristãos, especialmente com estas visões “malucas” que temos defendido, que nos faz “um em um milhão”. Com os padrões que temos buscado viver, encontrar um AMIGO é ainda mais difícil. E, quando você encontra essa pessoa que lhe entende e compartilha de seus pensamentos, no meio das tantas centenas de outras que só sabem lhe criticar, é bastante óbvio que você irá se apegar emocionalmente àquela pessoa. Isso é algo natural, uma resposta de seres humanos. Mas, se esse tipo de aproximação acontece entre pessoas do sexo oposto, o que acontecerá? Um envolvimento e um apego emocional com uma pessoa que não é seu futuro cônjuge. Portanto, será que você está mesmo guardando seu coração e seus pensamentos para seu futuro esposo/esposa?

Para responder essa pergunta, e saber se a aproximação com uma pessoa do sexo oposto está indo além do que deveria, sugiro este questionamento: se o seu futuro esposo (sua futura esposa) aparecesse hoje em sua vida, e vocês se comprometessem um com o outro em corte ou noivado, como ele/ela reagiria ao saber dessa aproximação? Você diminuiria o contato que tem com essa pessoa? Seu futuro cônjuge aprovaria este nível de aproximação, ou isso geraria desconfiança e insegurança nele(a)? Esta amizade continuaria da mesma forma como era antes de você encontrar seu(a) futuro(a) esposo(a)?

A coisa mais comum que acontece quando uma pessoa qualquer começa a namorar, qual é? Esta pessoa acaba se afastando de suas amizades com pessoas do sexo oposto, acabam as intimidades, para evitar ciúmes do seu namorado, vira uma pessoa séria e tudo mais. Então, se essa pessoa precisa se afastar de seus relacionamentos com indivíduos do sexo oposto para não causar “ciúmes” no namorado, então muito provavelmente estas aproximações não eram lá muito puras, não é mesmo? Mas se ela não precisasse se preocupar com isso, se tivesse a certeza de que seu namorado aprovaria todos os relacionamentos que ela tinha com essas pessoas, e gostaria delas e ficaria feliz por saber que ela tinha pessoas próximas a ela daquela forma, então provavelmente estes eram relacionamentos puros.

Então, acho interessante fazermos essa pergunta em cada um dos relacionamentos que temos com pessoas do sexo oposto hoje. Ainda que não conheçamos nossos futuros cônjuges hoje, não precisamos esperar que eles apareçam para refletirmos sobre o que os agradaria ou não. Isso é nos guardar e esperar por eles.

Bom, sei que ainda preciso de muitas revelações de Deus nessa área, então suas opiniões (contrárias ou a favor) continuam sendo de extrema importância.

Quanto às meninas, gostaria de saber se vocês concordam quanto ao que tenho entendido sobre as diferenças entre homens e mulheres guardarem suas emoções. Já que temos debatido tanto sobre Modéstia, e como nossas roupas afetam os rapazes, seria bom se nós também pudéssemos falar sobre o que seria “imodesto” neles em relação a nós, o que nos afeta e nos exige mais energia.

Desculpem escrever tanto (isso deveria ser apenas um comentário no post Aproximações com o sexo oposto!! Hehehe)

Obrigada por lerem! ;)

Que o Senhor nos abençoe!

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Repensando a Mulher do Século XXI

Tantas coisas aconteceram nas últimas semanas, através das quais o Senhor falou e continua falando comigo e a respeito das quais eu gostaria de comentar aqui no blog, que, na verdade, não estava sequer conseguindo organizar as idéias e determinar por onde eu deveria começar.


Até que, há poucos momentos, eu estava conversando com minha querida amiga e irmã em Cristo Mafalda, e tudo de repente se organizou em minha mente!


E tudo é a respeito de meu papel como mulher, segundo a vontade de Deus.


Já comentei aqui no blog o quanto eu gosto e admiro profundamente relatos épicos, tudo que se refere a séculos passados, especialmente os meados de 1800, onde a cultura e a moral eram tão diferentes. Eu já perdi as contas de quantas vezes cheguei à conclusão de que nasci na época errada e no lugar errado! Definitivamente, olho pra filmes ou livros épicos e desejo tão profundamente poder ter nascido naquela realidade!


Hoje gostaria de falar especificamente a respeito da Mulher dos séculos passados e do nosso século XXI, em vários aspectos diferentes, e isso através de algumas experiências que vivi nestes últimos tempos.


Puxa, é tão obviamente diferente a forma como a mulher era considerada e tratada (pelos outros e por ela mesma) nas sociedades passadas! Havia respeito, havia pudor, havia cuidado e pureza no trato com as mulheres! Elas eram consideradas verdadeiramente “separadas”, guardadas, e todos agiam de acordo com isso. Os pais entendiam isso, a importância de guardar e proteger suas filhas, e de ensiná-las o quanto a pureza delas era preciosa e de fazê-las sentir preciosas também, de forma a proteger-se. Os filhos homens eram ensinados a lidar de forma correta com as mulheres, respeitando-as, sendo cortês com elas, tendo sempre cuidado para não denegrir suas imagens diante da sociedade. Ou seja, a mulher tinha uma imagem diferente na sociedade, uma imagem de pureza e inocência que deveria ser preservada, cuja sociedade lutava para manter e proteger! Isso não é lindo? Porém, a única coisa que somos doutrinados a ver e considerar do papel da mulher no século XIX é, segundo os meios de comunicação, “a forma como a mulher era oprimida, como seu papel era ignorado e diminuído em detrimento dos homens”. Como temos sido enganados e mantidos cegos! E o pior, como temos aceitado nos manter cegos e enganados!


Gostaria de, mais uma vez, convidá-los a olhar para tudo o que a mulher representava no século XIX com outros olhos.


Em primeiro lugar, olhemos ao redor para ver como os rapazes do século XXI tratam e lidam com as mulheres! Não tenho palavras pra descrever o quão terrível é ver a falta de respeito com que os rapazes tratam as moças em nossos dias! Meu Deus! Há maldade, impureza, pecado nos olhares, nas palavras, nos gestos, em tudo!!! As mulheres são olhadas como se fossem bens de consumo, simples “coisas” que foram criadas para satisfazer os desejos dos homens, como se fossem só corpo, sem essência, sem valor nenhum! E o mais triste é ver que a maioria das moças acha isso natural, quando não acha inclusive bom ser olhada como um “pedaço de carne”! Como podemos criticar o que as mulheres representavam no século XIX e achar normal os constantes comerciais denegrindo a imagem da mulher, as conversas dos homens, os “ficas” e a total falta de respeito ou de proteção para com as mulheres? Como podemos criticar as religiões em que as mulheres ainda são protegidas, nas quais os rapazes ainda respeitam sua pureza e as respeitam, e não nos incomodarmos com o que vemos ao nosso redor, mesmo dentro das igrejas cristãs? Não consigo entender como nossa sociedade foi tão enganada...


Um certo dia eu fui ao supermercado com meu avô. Porém, depois que já havíamos pagado as compras e estávamos esperando o carro pra nos pegar, meu avô foi a um açougue próximo, enquanto eu fiquei reparando as compras no supermercado. Acho que nunca o tempo demorou tanto para passar quanto naquele dia! Foi simplesmente uma experiência horrível estar sozinha naquele lugar! Havia homens e era terrível ver a total falta de respeito ou de pudor com que eles olhavam, a total indiferença e desrespeito quanto a qualquer coisa próxima de pureza que deveria ser considerada! Como eu quis ter o meu pai, ou meu avô, ou meu irmão por perto de mim naquele momento! E então, eu pude entender como os papéis dessas pessoas na vida de uma moça são importantes, e o quanto eles foram rejeitados em nosso século “moderno”! Fiquei pensando o quanto eu me sentiria protegida se eles estivessem por perto de mim, ao invés de eu estar sozinha naquele lugar. E cheguei à conclusão, em meu coração e mente, de que uma moça não deveria ir ou permanecer sozinha a lugares públicos – isso a expõe a todo e qualquer tipo de comportamento impuro ou inadequado sem que ela possa fazer absolutamente nada! Como eu desejei jamais ter de estar em um local público sem a presença de meus pais ou meu irmão para me proteger de todas essas coisas! E, desde então, isso tem somente se confirmado em meu coração! Já me sinto mal ao andar sozinha em meio a rapazes, mesmo que estranhos, seja onde for. Acho que não deveria ser assim! Infelizmente, os próprios pais perderam a consciência de que seus papéis deveriam incluir isso também – a proteção de suas filhas! No entanto, peço que os rapazes cristãos deste século que ainda buscam o padrão de Deus para suas vidas pensem a respeito disso, a respeito do quanto vocês tem respeitado e guardado a pureza das mulheres ao seu redor e do quanto suas futuras filhas precisarão ser protegidas por vocês!


Dentro disso, outro ponto que tenho questionado em meu coração é a respeito das mulheres trabalharem em locais públicos, ou seja, fora de casa. Se considerarmos os pontos acima mencionados, é fácil imaginar o quanto uma mulher que trabalha fora de casa e, conseqüentemente, sem a proteção de seus pais ou esposo, está exposta a todas as coisas. Eu, por exemplo, sou professora universitária e, apesar de todo o cuidado que tenho em deixar bem claro os limites de aproximação aos meus alunos, jamais poderei controlar todas as coisas! É horrível ouvir brincadeirinhas, comentários maldosos ou simples olhares de qualquer rapaz que seja! Eu absolutamente não gostaria de ter que passar por isso! Acredito que seja por esse motivo que, tanto nas sociedades antigas, quanto na Bíblia, quanto nas sociedades orientais que ainda preservam valores morais mais rígidos, a mulher não deve trabalhar fora de casa, além de outros fatores como o cuidado à famílias, especialmente aos filhos. Mas eu, definitivamente, espero em breve, ainda que isso não seja possível agora, não precisar mais trabalhar fora. Nenhuma moça deveria ter que trabalhar em locais públicos por seus pais, a não ser que trabalhassem junto a seus pais (ou marido, no caso de ser casada), sobre sua constante supervisão, de forma que a presença do pai significasse uma proteção visível a todas as pessoas que intencionassem se aproximar dela. Eu sei que muitas pessoas considerarão isso um extremismo, um absurdo, como se fosse uma “limitação à liberdade das mulheres”, mas, infelizmente, é assim que a maioria das pessoas considera todas as Leis e Mandamentos que Deus deu ao Seu Povo, descritos no Antigo Testamento. No entanto, assim como esse nunca foi o propósito de Deus – limitar a liberdade de Seu Povo – e sim proteger o Seu Povo e guardá-lo do pecado e da morte, também sugiro que pensemos assim sobre todos esses pontos. Trata-se de proteção, não de restrição pura e inconseqüente!


Outra experiência que vivi nas últimas duas semanas foi a proximidade com a natureza. Puxa, que sensação maravilhosa me distanciar da bagunça da cidade grande e estar próxima da simplicidade da vida junto à natureza! Fiz uma viagem a um interior do Pará com meus pais, e toda a viagem era por paisagens cheias de árvores, e fazendas e casas simples com pequenos igarapés e hortas e criações de animais. Também tive a oportunidade de passar um dia na fazenda de uma tia de minha mãe. Foi incrível! O único pensamento que vinha à minha mente era: “Isso é que é vida! Essa é a vida que o Senhor sonhou para que o homem vivesse, quando criou o mundo, quando da originalidade de todas as coisas!”. Por acaso não era assim que Adão e Eva deveriam ter vivido, caso não tivessem pecado e saído do Éden? Em comunhão com a natureza, cuidando dela e sendo abençoados por Deus através dela – com saúde, com qualidade de vida, desenvolvendo a simplicidade, a paciência, a paz e tranqüilidade de Deus todos os dias. Como é diferente a vida junto à natureza da vida em uma cidade grande! Você valoriza aspectos tão diferentes da vida... E eu me via ali, eu sonhava em um dia viver daquela forma, o mais próximo possível do plano original de Deus para a humanidade – cultivando as plantas e tirando delas o alimento puro e saudável pra minha casa, contemplando a beleza da criação de Deus e ensinando isso aos meus filhos, vivendo das pequenas coisas e louvando a Deus por cada uma delas... enfim! Isso não quer dizer se abster de recursos financeiros, já que Deus quer nos fazer prosperar em todas as coisas, inclusive financeiramente de forma que possamos financiar o Reino de Deus neste mundo, e sim saber viver a simplicidade e a plenitude de Deus ao contemplá-lo na beleza de Sua Criação!


E, pra finalizar, nos meus últimos dias em Belém, onde passei as últimas 2 semanas, fui a casa de um tio com meus pais e ele nos mostrou umas fotos muito antigas de minha avó e meu avô quando ainda eram jovens. Que coisa mais linda!!! Eu passaria horas olhando praquelas fotos... eram como aquelas fotos épicas, sem colorido, naquela coloração meio amarelada, em ambientes tão bonitos e clássicos... e como eu tive vontade de estar em uma foto como aquela! Minha avó estava tão linda, toda arrumada, igual uma princesa, com um vestido lindíssimo, super modesto, e meu avô igual a um príncipe cheio de honra e respeito! Como senti vontade de ter vivido naquele tempo! Como senti vontade de, em todo tempo e em qualquer lugar, usar aqueles vestidos tão honrosos... ainda vou mandar fazer um vestido exatamente igual ao dela um dia!! xD Havia beleza – uma beleza pura, cheia de respeito e valores, uma beleza difícil de encontrar neste século XXI, uma beleza que hoje é tratada com desprezo e desdém, com chacotas e brincadeiras maldosas, uma beleza que tem feito tanta falta nestes dias...


No entanto, ainda insisto em continuar recebendo de Deus todas essas revelações quanto a tudo que Ele sonhou para nós enquanto mulheres, tudo que Ele considera importante e todas as formas com que Ele nos quer proteger e cuidar, as quais demonstram Seu imenso amor por nós, Suas filhas e Suas Princesas. Como já falei em outros posts, cada vez mais tenho entendido que ser uma Princesa realmente é muito mais do que acreditar em “Príncipes” ou em “contos de fadas”, principalmente se você quiser viver o Padrão de Deus para Princesas! Portanto, não importa quão “careta”, “fora de moda” ou até mesmo “extremista” e “exagerado” tudo isso possa parecer para essa nossa época “moderna”, liberal e relativista, e mesmo para a igreja que tem se amoldado aos padrões deste mundo, espero em Deus que cada um dos valores dEle e dos planos dEle para minha função enquanto mulher sejam restaurados em minha mente e coração, pois são estes os valores que quero passar para minhas filhas e filhos – valores que vão contra a sociedade, mas que honram ao Senhor!



Deus abençoe a todos!

 

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Preparando-se para ser uma Boa Esposa...




Pessoalmente, eu gosto muito de estudar ou, ao menos, observar as diferenças culturais existentes nas sociedades dos séculos passados com a nossa sociedade atual. Isso é claro de várias formas da minha vida - gosto de filmes épicos, figurinos épicos, estilos de relacionamentos dos séculos XV, XVI, assim como literatura, etc... Gosto demais!

Gosto de comparar essas realidades. O que era feito antigamente e não é mais feito hoje, e como isso era prejudicial ou como era benéfico quando era realizado...

De forma particular, gosto muito de observar os padrões de família. Aliás, família (relacionamentos, casamento, filhos - crianças, adolescentes, jovens) sempre foi um tema que atraiu MUITO a minha atenção!

E é justamente nesse contexto que eu gostaria de falar um pouco sobre "Preparar-se para ser Esposa"...

Se pararmos para observar, mesmo que superficialmente, é nítida a diferença existente entre o padrão do que é "Ser Esposa" (para não falar sobre ser uma "Boa Esposa") nas sociedades antigas e na nossa sociedade atual.

Primeiro, porque, atualmente, quase não ouvimos falar sobre "Preparar-se para ser Esposa" (ou uma Boa Esposa)! Não vemos as meninas discutindo coisas a esse respeito (muuuito raramente!!), não vemos os pais se preocupando em prepararem suas filhas para serem esposas e mães, não vemos as igrejas ou os líderes de jovens abordando esse assunto, e muito menos podemos esperar de escolas, meios de comunicação ou outros meios para exercer esse papel!

Muitas vezes, até vemos discussões entre os jovens sobre "Como encontrar o cônjuge ideal", "Como ter um relacionamento segundo a vontade de Deus", etc... No entanto, é muito raro vermos discussões do tipo: "Como EU posso me tornar o cônjuge ideal?". É muito fácil nós simplesmente procurarmos o marido ideal e esperarmos encontrar nele tudo aquilo que procuramos ou ansiamos... Mas nos dedicarmos a sermos a "Esposa Ideal" é muito mais difícil! Especialmente porque esse é um título que a sociedade tem insistido ferozmente em extinguir de nossos objetivos enquanto mulheres!

Acho incrível como, há não tanto tempo atrás, uma das maiores preocupações das moças, de seus pais e, até mesmo, das escolas e igrejas, era justamente de se "Preparar para ser uma Boa Esposa"! É só assistir filmes épicos (os filmes e livros da Jane Austen são excelentes!! Indico: Orgulho e Preconceito, Emma, Razão e Sensibilidade, Amor e Inocência) e observar a dedicação com que as moças se preparavam para seus futuros casamentos - aprendendo a liderar uma casa, a fazer trabalhos manuais, a tocar instrumentos, a se portar em público, etc, etc, etc... Hoje em dia, a opinião geral aborda esse foco simplesmente no fato de que "as moças precisavam do casamento para sobreviver, porque não podiam se sustentar por conta própria", e isso virou o centro do movimento feminista! Porém, apesar de isso ser uma verdade, não podemos desconsiderar que as famílias eram muito mais organizadas e equilibradas nesta época do que em nossos dias! Índice de divórcio bem menor, índice de aborto bem menor, índice de homossexualismo bem menor, índice de abuso sexual bem menor, índice de filhos rebeldes bem menor... enfim, mas esse é assunto para um outro post. Ainda que se questione o motivo de todos esses índices serem menores, o fato é que a família era muito mais estruturada do que nos dias atuais! Será que isso não está relacionado ao fato de que o Casamento - a Preparação para tal, a Valorização deste e o Empenho neste - era uma PRIORIDADE para as pessoas daquela sociedade?

Atualmente, nós, como cristãos, defendemos o Casamento de forma bem convicta, falamos sobre a importância dele na sociedade e no Reino, sobre como o divórcio é prejudicial e errado, sobre como criar filhos e como manter os jovens nos caminhos corretos, como devem ser os relacionamentos entre os jovens para preparar um bom casamento, entre tantas outras coisas... No entanto, sinceramente, em que medida o Casamento tem sido uma PRIORIDADE em nossa sociedade (nas familias, nas igrejas, enquanto cristãos)? Em que medida os jovens têm sido preparados para um Bom Casamento? Na prática, não adiantará muito um jovem saber sobre a importância do Casamento, se ele não se PREPARAR para isso, se não souber viver NA PRÁTICA os valores que serão importantes para a construção de sua futura família!

E aí entramos nós, mulheres! Bom, tenho percebido que para nós essa é uma tarefa incomparavelmente mais difícil! Simplesmente devido aos Padrões de Mulher que temos recebido em nossos dias! Vamos pensar sobre o Padrão de Mulher que predominava no século XVI e no nosso século XXI... São TOTALMENTE diferentes - e opostos!!!

No século XVI, as mulheres não competiam com os homens em relação aos seus papéis ou suas importâncias. Homens e mulheres tinham papéis diferentes dentro da sociedade, e ambos se dedicavam para exercer da melhor forma possível esses papéis! Apesar de ainda não ter estudado esse contexto muito a fundo, de forma geral podemos observar que, dentro da família, as funções eram basicamente divididas da seguinte forma: os homens eram os provedores, quem providenciava os recursos financeiros para sustentar a família e o chefe da casa; as mulheres eram responsáveis por cuidar da casa, dos filhos e ser a auxiliadora do seu esposo. A partir daí, entendemos a importância que um sexo e o outro davam para o desenvolvimento de certas características.

Já em nossos dias, o objetivo da sociedade é justamente extinguir toda e qualquer diferença de papéis existente entre homens e mulheres! Principalmente a partir do movimento feminista, parece que homens e mulheres vivem numa constante disputa sobre "Quem é melhor que quem"! E o interessante é que, no geral, são as mulheres que correm atrás de se "aproximarem" dos papéis desempenhados pelos homens, como se os papéis que os homens desempenham fossem mais importantes, ou que fosse somente eles que definem o valor de uma pessoa. No final, apesar do movimento feminista afirmar defender a valorização da mulher, o que ocorre é que ele exalta o valor do homem e estimula a mulher a desenvolver este valor! Portanto, a teoria aceita e vivida nas famílias do século XXI é justamente que não existe diferença entre o que homens e mulheres devem fazer - ambos devem prover o sustento da casa e ambos devem cuidar da casa e dos filhos (e um do outro). Porém, o que vemos acontecendo na grande maioria dos casos, é que cada um anda em um caminho, geralmente buscando seus próprios interesses, os quais geralmente estão relacionados muito mais com "sustento da casa" (na verdade, com ganhar dinheiro e status social) do que com cuidar do lar e, principalmente, dos FILHOS e do CASAMENTO! Então, não é difícil entender todos os desequilíbrios que vemos nas famílias atuais!

O fato é que, enquanto havia "divisão do trabalho", TODO O TRABALHO era feito (provisão e cuidados com a casa, os filhos e a relação) de forma harmonioza, porque ambos se dedicavam a realizar da melhor maneira possível o seu papel. No entanto, quando passou-se a lutar por "Liberdade", e deixou-se de se "dividir o trabalho", trocou-se o "coletivo", o "trabalho em grupo", por uma forma de trabalho individualizada e que, normalmente, deixa alguma área prejudicada (quase sempre a relacionada ao casamento e filhos).

E se tentarmos comparar esses dois padrões de Boa Esposa com o Padrão Bíblico? Suponho que todas nós, mulheres cristãs, estejamos buscando viver os Padrões Bíblicos em todas as áreas de nossas vidas, o que torna necessário e extremamente importante avaliar que padrão de Esposa nós temos recebido e construído em nossas mentes e corações.

Pra nossa ajuda, a Bíblia traz inúmeros textos que falam sobre a Mulher e o seu papel. Mas vamos observar um dos mais abordados e, também, um dos mais completos. Ele fala exatamente sobre a "Esposa Ideal":

“Uma esposa exemplar; feliz quem a encontrar! É muito mais valiosa que os rubis. Seu marido tem plena confiança nela e nunca lhe falta coisa alguma. Ela só lhe faz o bem, e nunca o mal, todos os dias da sua vida. Escolhe a lã e o linho e com prazer trabalha com as mãos. Como os navios mercantes, ela traz de longe as suas provisões. Antes de clarear o dia ela se levanta, prepara comida para todos os de casa, e dá tarefas às suas servas. Ela avalia um campo e o compra; com o que ganha planta uma vinha. Entrega-se com vontade ao seu trabalho; seus braços são fortes e vigorosos. Administra bem o seu comércio lucrativo, e a sua lâmpada fica acesa durante a noite. Nas mãos segura o fuso e com os dedos pega a roca. Acolhe os necessitados e estende as mãos aos pobres. Não teme por seus familiares quando chega a neve, pois todos eles vestem agasalhos. Faz cobertas para a sua cama; veste-se de linho fino e de púrpura. Seu marido é respeitado na porta da cidade, onde toma assento entre as autoridades da sua terra. Ela faz vestes de linho e as vende, e fornece cintos aos comerciantes. Reveste-se de força e dignidade; sorri diante do futuro. Fala com sabedoria e ensina com amor. Cuida dos negócios de sua casa e não dá lugar à preguiça. Seus filhos se levantam e a elogiam; seu marido também a elogia, dizendo: “Muitas mulheres são exemplares, mas você a todas supera”. A beleza é enganosa, e a formosura é passageira; mas a mulher que teme o Senhor será elogiada. Que ela receba a recompensa merecida, e as suas obras sejam elogiadas à porta da cidade.” (Provérbios 31: 10-31)

E então? Com qual dos dois padrões de Boa Esposa este texto bíblico parece se encaixar mais?

Bem, você me dirá: "Mas, Aline, isso é óbvio! Esse texto foi escrito numa época e numa sociedade totalmente diferentes da nossa! Isso não quer dizer que nós, mulheres cristãs do século XXI, devamos nos preocupar com todas essas coisas como as mulheres daquele tempo faziam! Nós vivemos num mundo globalizado e capitalista, as coisas são muito diferentes agora!".

Bom, realmente as coisas são muito diferentes agora! Mas, no mínimo, precisamos considerar se esse deixou mesmo de ser o Padrão Bíblico de Boa Esposa simplesmente porque os tempos mudaram! Por exemplo: sexo antes do casamento nas sociedades antigas era algo inconcebível, combatido convictamente, estava totalmente fora do Padrão de todos, e esse estilo de vida (sexo somente após o casamento) é o Padrão Bíblico! No entanto, atualmente, guardar o sexo para o casamento é tudo menos o Padrão da nossa sociedade! Apesar disso, isso continua sendo o Padrão Bíblico, o qual nós, cristãos, devemos seguir. A mesma coisa quanto ao divórcio - a Bíblia só permite divórcio em caso de traição, porém, muitos cristãos têm se conformado e defendido o divórcio em outros casos, por piores que eles sejam. O Padrão Bíblico continua o mesmo - e sempre continuará, pois a Bíblia nos traz A VERDADE ETERNA de Deus, não apenas simples indicativos de como poderíamos viver. Assim sendo, por que devemos considerar este modelo de Mulher e Esposa ultrapassado? Se observarmos as próprias estatísticas e a realidade das famílias de hoje, deveríamos justamente considerar o oposto - reconstruir o modelo que dava certo!

Eis então um grande assunto para Mulheres Cristãs discutirem! Nós temos nos preocupado em nos tornarmos futuras Esposas Ideais? Nós temos buscado o verdadeiro Conceito de uma Boa Esposa, de acordo com os mandamentos Bíblicos? Ou nós temos aceitado, sem sequer questionar, o modelo de Mulher que nossa sociedade capitalista nos tem oferecido? Como nós podemos saber isso?

Pense nisso: as coisas que consideramos mais importantes em nossas vidas (as nossas prioridades) são justamente aquelas nas quais mais investimos nosso tempo, nossos recursos, nossas forças, etc. Então, é fácil descobrirmos quais são nossas Prioridades - basta observarmos no que temos investido a maior parte de nossas vidas.

Acho incrível como dedicamos um tempo absurdo de nossas vidas no que diz respeito à formação profissional! Puxa, são anos e anos e anos (que nunca acabam) dedicados a estudos, cursos profissionalizantes, vestibular, graduação, pós-graduação, mestrado, doutorado, etc, etc, etc... Isso, sem dúvida, demonstra como essa tem sido uma das áreas de maior prioridade para o homem (homem e mulher) do século XXI.

No entanto, quanto temos investido em nossas vidas espirituais e em nos prepararmos para a família que um dia construiremos? Infelizmente, muitas vezes os cristãos não tem parado para pensar na real importância do tema "Família" e "Casamento"! Geralmente, até encontramos muitos cristãos se dedicando ao seu crescimento ministerial, a trabalhar na igreja, etc, o que é excelente! Porém, não vemos isso acontecendo com a mesma frequencia no que diz respeito à Preparação para ser um Cônjuge segundo a vontade de Deus, e formar uma Família segundo os propósitos de Deus! Fazer "Côrte" não é o suficiente! Se você não sabe que características deve desenvolver para ser a Esposa (e mãe) que o Senhor espera que você seja, ou se não está disposta a receber e viver essas características, então não adianta você fazer "Corte"! Você vai chegar até a fronteira da benção, mas depois vai voltar atrás e não vai saber porque as coisas não deram certo!

Investir na preparação de uma Família (verdadeiramente) Cristã é essencial! De que adianta uma igreja cheia de grandes líderes, se suas famílias estão desequilibradas? Realidade que, aliás, não é nada incomum! Quantos filhos ou cônjuges de líderes ou pastores você conhece que se queixam do papel do líder enquanto pais ou cônjuges? Não sei você, mas eu conheço muitos e já ouvi inúmeras histórias de outros! E, por acaso, não é a Família a "célula da sociedade"? Não é ela o Primeiro Ministério de todo e qualquer homem/mulher? Por que, então, não se pensa sobre ela, não se prepara para ela, não se valoriza a sua função, como se faz com todas as outras coisas?

Quantas vezes nós, mulheres cristãs, temos nos "revoltado" com mandamentos como: "Seja submissa", "O homem é o cabeça da mulher, assim como Jesus é o cabeça da igreja", além de outros como Modéstia, "cuidar da casa e dos filhos", e etc? Por que tudo isso tem incomodado tanto as mulheres cristãs dos nossos dias? Não será porque estamos nos amoldando aos padrões do mundo, ao invés de vivermos os padrões bíblicos? Não será por falta de fé de que o Senhor realmente providenciará um cônjuge que nos ame assim como Jesus ama à Sua Igreja? Puxa, por acaso nós, enquanto Igreja de Cristo, devemos temer ou nos revoltar por termos que ser submissos a Ele? Não! Porque nós confiamos no Seu Amor, e que Ele providenciará sempre o melhor para nós! Essa é a promessa de Deus para nós quanto a nossos futuros esposos também! Se você acredita nisso, não há motivos para se preocupar em "não ser a cabeça", em "ser submissa", não há motivos para querer ser "o pescoço", como as mulheres falam hoje em dia! Você não precisa concorrer com seu esposo, porque Ele a amará verdadeiramente, e fará tudo pelo seu bem e da sua família! Nossos medos em aceitar os preceitos Bíblicos não provém da nossa Fé, do nosso Espírito renovado por Jesus, mas da nossa carne amoldada aos conceitos do mundo!


Não é uma questão de se "a mulher deve trabalhar fora de casa ou não"! Absolutamente! Assim como uma discussão sobre Modéstia não é sobre "quantos dedos abaixo da cintura minha blusa deve estar?", ou a discussão sobre corte não se trata de "quão longe posso chegar e ainda ser considerado tecnicamente virgem?"... Não! É muito mais uma questão de: Em que nível de prioridade sua Família está para você (seja agora ou no futuro)? Quão disposta você está a abrir mão do seu individualismo para ser submissa ao seu esposo, obedecendo os preceitos Bíblicos (assim como devemos sempre nos questionar quão dispostos estamos em abrir mão de nossas próprias vontades para que a vontade de Deus seja feita)? Essa é a questão! Quão disposta você está a deixar de ser o "Primeiro Lugar", o "Centro das atenções", a "Manda-Chuva", a "Líder", para passar a ser a ESPOSA e a MÃE, sem se preocupar em ser mais ou menos importante do que seu esposo, simplesmente recebendo de Deus sua Verdadeira Identidade e seu verdadeiro Valor - como Mulher de Deus!
Eis um trecho de um texto muito bom que li a respeito (link ao final do post):

"Não é que não existam mulheres diligentes hoje, mas elas estão trabalhando duro somente para alcançar suas ambições pessoais, e não o benefício do seu marido ou família. Visto que ela e seu marido gastam muito tempo promovendo suas respectivas carreiras, ninguém cuida dos negócios da casa. Em contraste, uma mulher de “caráter nobre” é diligente por causa da sua fidelidade e amor ao seu marido e família. Embora seja uma discussão útil, aqui não é o lugar para expor plenamente a carreira de uma mulher. A ênfase deve ser colocada sobre sua motivação e agenda; isto é, a despeito dela estar buscando uma carreira pessoal, suas prioridades estão estruturadas ao redor do seu marido e família, ou de si mesma? Nesse ponto da nossa discussão, não é necessário determinar a legitimidade de uma mulher ter uma carreira, mas o ponto é se ela está disposta a colocar o trabalho e agenda do marido antes do seu. Qualquer resistência nessa área denuncia um caráter defeituoso da sua parte, e torna-a muito menos eficaz em ser uma auxiliadora para o seu marido." (Extraído do livro “Renovando a Mente”, de Vincent Cheung - tradução: Felipe Sabino de Araújo Neto)


Essa mulher descrita em Provérbios 31, assim como outras mulheres da Bíblia, foi considerada a Esposa Ideal, uma Mulher Virtuosa, justamente porque ela não estava preocupada no que a sociedade acharia dela, em quanto ela seria "admirada" pela sociedade, mas em quanto ela seria admirada por Deus, por seu esposo e pelos seus filhos! Ela sabia que isso era muito mais importante, e era o que realmente valia a pena buscar!


Nós precisamos ter cuidado! Muito cuidado, na verdade! Porque a Bíblia nos fala que a Sabedoria de Deus é loucura aos olhos dos homens! E realmente o é! No entanto, não pode ser loucura aos nossos olhos, deve ser o ideal de nossos olhos, por mais "louco" que possa parecer à primeira vista!


Bom, acho que esse assunto ainda renderá outros posts. É algo que me agrada muito discutir e pensar a respeito, afinal, estou a construir agora a Esposa, Mãe e Cristã que serei em meu futuro! Não posso simplesmente "sonhar com minha futura família e meu 'Príncipe' ", se não me dedicar a fazer a minha parte para viver o que o Senhor espera de mim (por mais louco e inadequado que isso possa parecer!). Na verdade, já tenho quase me acostumado a parecer "inadequada", mesmo no meio cristão, ao tentar viver um Padrão diferente, segundo a Bíblia e não segundo a sociedade... Espero que ainda possamos conversar bastante a respeito disso...


E que aquelas que também tem descoberto o valor de lutar esta luta, e dedicar-se a ser uma Mulher Virtuosa (assim como os rapazes que tem descoberto um novo padrão de Mulher de Deus), deixem suas opiniões e comentários para que possamos crescer juntos e em união...


Muitas Bênçãos e Paz, e a Sabedoria e Discernimento do Espírito Santo a todos nós!
Obs: Indico a todos a leitura do texto do seguinte link: http://belezaimperecivel.com/ebooks/cheung_imperecivel.pdf